Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
segunda-feira, dezembro 30, 2013
domingo, dezembro 01, 2013
Recapitulando o Evangelho de Jesus Cap. IV Itens 9 a 17
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RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS
Cap. IV Itens 9 a 17
Ponho-me à disposição para qualquer entendimento.
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS
Cap. IV Itens 9 a 17
Vamos continuar no tema Reencarnação
a partir de citações conhecidas, para atribuir a elas seu verdadeiro sentido.
Como em “O Espírito sopra onde quer,
ouvis sua voz, mas não sabeis nem de onde ele vem, nem para onde ele vai” a
palavra Espírito pode ser tomada como o Espírito de Deus que confere vida a
quem Ele quer, ou seja, dá a alma do homem. Da mesma forma,”vós não sabeis de onde ele vem
nem para onde vai” significa que não se conhece o que a alma ou espírito
foi nem o que será. Ora, se o
Espírito (ou alma) fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saberíamos de onde
veio, já que estaríamos a par de seu
começo. De onde podemos deduzir que essa passagem é a consagração do princípio
da pré-existência da alma e, portanto, da pluralidade das existências.”
Conhecemos a passagem,”desde o tempo de João Batista até o
presente, o reino dos Céus é tomado pela violência, e são os violentos que o
obtêm, porque até João, todos os profetas, assim como a lei, profetizaram; e se
quereis compreender o que vos disse, é ele mesmo o Elias que deve vir. Ouça
aquele que tem ouvidos para ouvir.”
Ora, se o princípio da reencarnação
expresso em São João podia ser entendido como puramente místico, essa passagem
de São Mateus não deixa nenhuma dúvida de que estamos diante de uma verdade.
Voltemos à citação “Desde o tempo de João
Batista até o presente, o reino dos Céus é tomado por violência...” e perguntemos: que significado pode ter
uma afirmação desta se João Batista vivia ainda naquele momento? Jesus a
explica dizendo:“Se quereis compreender o que vos disse, é ele mesmo, o Elias que deve
vir.”
Uma outra referência à violência da lei mosaica que ordenava o extermínio dos infiéis para
ganhar a Terra Prometida - Paraíso dos Hebreus - podemos encontrar na
afirmação: ”Até o presente o reino dos
céus é tomado pela violência”. Segundo
a nova lei, porém, o céu se conquista pela prática da caridade e do amor ao
próximo.
Depois, Ele acrescenta: “Ouça quem tem ouvidos para ouvir”.
Tão repetidamente usadas por Jesus,
essas palavras tinham um significado – o mundo não estava pronto para assimilar
certas verdades.
Esta passagem de Isaias é bastante
explícita: “Aqueles do vosso povo que se
tenham feito morrer, viverão de novo” Se o profeta quisesse falar de vida
espiritual, se tencionasse dizer que aqueles que se fizeram morrer não estavam
mortos em Espírito, ele teria falado ‘vivem
ainda’ e não ‘viverão de novo’ .
Palavras absurdas, no sentido espiritual, já
que implicariam numa interrupção na vida da alma e negação das penas eternas, assim como no
sentido de ‘regeneração moral’, uma vez que estabelecem, em
princípio, que todos aqueles que estão ‘mortos
reviverão’.
Uma indagação persiste: Depois da
morte, pode o homem reviver? Há três versões: 1) “Nessa guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero
que minha transformação chegue”. 2) ”Esperarei
todos os dias de meu combate, até aquele em que me chegue alguma
transformação”.( Tradução protestante de Osterwald); 3) “Quando o homem está morto, ele vive sempre; terminando os dias de
minha existência terrestre, esperarei porque a ela voltarei de novo”. (Versão
da Igreja grega).
Como vemos, o princípio da
pluralidade das existências está claramente expresso nessas três versões. Isso
nos leva à constatação de que sob o nome de ressurreição, o princípio da
reencarnação era uma das crenças fundamentais
dos judeus, o que foi confirmado
por Jesus e pelos profetas de maneira formal. Isso significa que negar a
reencarnação é negar as palavras do Cristo. Isso, do ponto de vista religioso. Do ponto de
vista filosófico, aí estão as provas que resultam da observação dos fatos. Na
hora em que se examina um fato, remontando dos efeitos à causa, a reencarnação
surge como necessidade absoluta, como uma condição inerente à humanidade, ou
seja, como uma lei natural. Só ela pode responder ao homem de onde ele vem, para onde ele vai, por que está na Terra, além de
justificar todas as anomalias como todas as injustiças aparentes que a vida nos
oferece.
O princípio da preexistência da alma
e da pluralidade das existências consegue explicar as máximas do Evangelho. Só
ele fará com que interpretações contraditórias
sejam banidas e que seja restituído seu verdadeiro sentido.
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Espero ter conseguido meu intento: tornar mais assimilável esta leitura.
Deixo-lhes um Youtube gostoso para encher de som nosso cantinho de encontro enquanto vocês meditam. Até mais.
sexta-feira, novembro 01, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO Capítulo IV Iten 5, 6, 7 e 8
Canção de Ninar Brahms
Vamos continuar a falar de reencarnação ouvindo Brahms? É inspirador, não acham?
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Mestre, sabemos que foi Deus que te enviou para nos instruir
e guiar porque ninguém poderia fazer os milagres que tens operado se Deus não
estivesse a teu lado. Essas palavras foram ditas por um senador dos Judeus,
Nicodemos, em visita a Jesus. Como resposta, Jesus afirmou: “Em verdade, em
verdade vos digo que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.
Ao que Nicodemus reage: Como pode um homem já velho tornar a nascer? Como pode
ele voltar ao ventre materno para nascer outra vez? Jesus respondeu: “Em
verdade, em verdade vos digo que se um homem não renascer da água e do
espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne e
o que é nascido do Espírito é Espírito. É preciso que nasçais de novo”.
A crença de que os profetas poderiam reviver sobre a Terra
se encontra em várias passagens do Evangelho. Assim, havia o pensamento de que
João Batista era Elias. Se essa maneira de pensar não tivesse respaldo, Jesus a
teria combatido como combateu tantas outras. Muito ao contrário, ele a julgou
como princípio e condição, o que está em suas palavras: “É preciso que nasçais
de novo”.
Voltando às palavras
de Jesus: ’Se um homem não renasce da água e do Espírito’, devemos explicar que
a palavra ‘água’ não era empregada com o significado que lhe é próprio. Para os
antigos, de conhecimentos científicos ainda pouco desenvolvidos, a Terra tinha
surgido das águas. Daí considerarem a água como elemento gerador único, tanto
que na Gênese está escrito:”o Espírito de Deus era levado sobre as águas;
flutuava na superfície das águas; que o firmamento seja feito no meio das
águas; que as águas que estão abaixo do céu se reúnam em um só lugar; e que o elemento
árido apareça; que as águas produzam animais vivos que nadem na água e os
pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento.”
De acordo com essa maneira de crer, a água era o símbolo da
natureza material, como o espírito era o da natureza inteligente. Cabe, então,
aqui, a explicação: ‘Se o homem não
renasce da água e do Espírito’ ou ’em água e em espírito’, na realidade,
significa ‘Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma’...
Tal interpretação é justificada pelas expressões usadas por
Jesus: ‘o que é nascido da carne é carne
e o que é nascido do Espírito é Espírito’ , mostrando claramente que só o corpo
procede do corpo e que o Espírito é independente do corpo.
Entenda-se
o nascer de novo como reencarnação e aprendamos com Emmanuel:
“A reencarnação é a volta da alma
ou Espírito à vida corpórea, mas em outro
corpo especialmente formado para
ele e que nada tem de comum com o antigo.
Decididamente, em nome da Eterna
Sabedoria, o homem é o senhor da evolução na Terra.
(...) Claramente,
nós, os espíritos em aperfeiçoamento, no aperfeiçoamento terrestre,
conseguimos alterar
ou manobrar as energias e os seres inferiores do orbe a que
transitoriamente, nos
ajustamos, e do qual nos é possível catalogar os
impróprios da luz
infinita, estuantes no
Universo.
À face disso, não
obstante sustentados pelo Apoio Divino, nas lides educativas que nos
são necessárias, o
aprimoramento moral corre por nossa conta.
0 professor ensina,
mas o aluno deve realizar-se.
Os espíritos
superiores nos amparam e esclarecem, no entanto, é disposição da Lei que
cada consciência
responda pelo próprio destino.
Meditemos nisso,
valorizando as oportunidades em nossas mãos.
Por muito alta que
seja a quota de trabalho corretivo que tragas dos compromissos
assumidos em outras
reencarnações, possuis determinadas sobras de tempo, do tempo que é
patrimônio igual para
todos, e, com o tempo de que dispões, basta usares sabiamente a
vontade, que tanta
vez manejamos para agravar nossas dores, a fim de te consagrares ao
serviço do bem e ao
estudo iluminativo, quando quiseres, como quiseres, onde quiseres e
quanto
quiseres, melhorando-te sempre.” (Emmanuel
por Chico Xavier em Livro da Esperança).
quarta-feira, outubro 02, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO CAP. IV
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RECAPITULANDO EVANGELHO CAP. IV Itens 1, 2, 3 e 4
RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO
NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO
Em suas andanças, Jesus, tendo
vindo para os lados de Cesareia de Felipe, procurou saber de seus discípulos o
que diziam os homens do Filho do Homem. O que eles acham que sou? E ouviu a
seguinte resposta: Alguns dizem que é o João Batista; outros, o Elias; outros, o Jeremias ou algum dos profetas. Ao
que Jesus acrescentou: E vocês, aqui, que acham que sou? Simão Pedro, tomando a
dianteira, respondeu: É o Cristo, o Filho de Deus vivo. Ao que Jesus respondeu:
Abençoado seja, Simão, filho de Jonas, porque não foi nem a carne nem o sangue
que lhes revelaram esta verdade , mas meu pai que está nos céus.
A essa altura, intervém Herodes,
o Tetrarca, que, surpreso com as notícias que lhe chegavam a respeito dos
feitos de Jesus, queria saber quem era esse homem. Uns diziam que João
ressuscitara entre os mortos; outros que Elias aparecera; e outros que um dos
profetas voltara. Ao que Herodes
respondera: Eu mandei cortar a cabeça de João. O que quero ter agora são dados
sobre esse homem capaz de tão extraordinários feitos! Preciso vê-lo.
Quando os discípulos de Jesus lhe
perguntaram: Por que os escribas dizem que é preciso que Elias venha antes?
Jesus lhes respondeu: Elias virá e restabelecerá todas as coisas, mas eu lhes
asseguro que Elias já veio e não o conheceram, dando-lhe tratamento inadequado,
do mesmo modo que tratarão o Filho do Homem. Seus discípulos, então,
compreenderam que era de João Batista que ele lhes tinha falado.
Pelo exposto, entendemos que a
questão em discussão prende-se à volta de Espíritos à vida. Na realidade, os
judeus antigos acreditavam na Ressurreição, ou seja, a volta do Espírito ao
corpo. Só os saduceus não acreditavam nela. Aliás, as ideias dos judeus sobre
esse e outros muitos pontos não eram amadurecidas. Eles tinham noções muito
vagas sobre alma e sua ligação com o corpo. Pressentiam que um homem que viveu
podia reviver, mas não sabiam como isso podia se processar. Deram o nome de Ressurreição
àquilo que o Espiritismo veio a reconhecer como Reencarnação. Ora, a Ressurreição
supõe o retorno à vida do corpo morto, o que a Ciência já provou ser
materialmente impossível, principalmente quando o tempo já agiu sobre ele,
decompondo-o fisicamente e levando seus detritos à absorção pelo solo. Já a
reencarnação é o retorno do Espírito à vida corporal, mas em um novo corpo
constituído para ele, sem nenhuma relação com o antigo. Consideramos um caso de
Ressurreição, sim, o que aconteceu a Lázaro, mas não aos profetas. Assim sendo,
como, de acordo com sua crença, João era Elias, o corpo de João não podia ser o
de Elias que podia ser reconhecido, dado o fato de seus pais serem ainda vivos
e poderem dar seu testemunho. De onde se conclui que João podia ser Elias
reencarnado, de maneira alguma, ressuscitado.
A crença de que João Batista era
Elias e de que os profetas poderiam reviver sobre a Terra é encontrada em
muitas passagens dos Evangelhos. Se isso tivesse sido um erro de interpretação,
Jesus jamais teria deixado de combatê-lo, como combateu tantas outras crenças.
Pelo contrário, ele a admitiu com toda a grandeza de sua autoridade. E a
posicionou como princípio e como condição precípua:
terça-feira, setembro 03, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO III DESTINAÇÃO DA TERRA
Meio escondido / Vanda Rodrigues
DESTINAÇÃO DA TERRA
CAUSA DAS MISÉRIAS HUMANAS
É de se
lamentar que a Terra, um planeta dotado de tanta beleza, abrigue tanta dor, tanta
miséria, onde más paixões saiam de controle e onde tanta enfermidade submeta seus
habitantes a tão ásperos sofrimentos. Isto está na mente de tantos quantos
analisem a vida na Terra sem relativizar as condições em que foram apreciados
os quesitos adotados. Sem um termo de comparação, qualquer estudo pode produzir
uma ideia falsa do conjunto. É o nosso caso aqui. Nosso contingente humano na
Terra não é a humanidade inteira, mas apenas uma pequena fração dela. Aos seres dotados de razão que povoam os
inumeráveis mundos do Universo é que damos o nome de Humanidade, sendo a Terra um
pequenino elemento desse conjunto. Por outro lado, é preciso lembrar que a
Terra tem uma destinação específica como lugar de expiação e provas, sendo,
portanto, seus habitantes espíritos que precisam de desenvolvimento para passar
a outro estágio de evolução.
Para que
fique bem clara essa noção, vamos imaginar a Terra como uma cidade grande onde
encontramos bairros providos de todo tipo de conforto, bem como escolas,
hospitais, casas de detenção, ao lado de bairros pobres onde há carência de
bens e serviços básicos para uma vida normal e onde vive uma gente submissa ou
desorientada. Faríamos dos habitantes de uma cidade uma falsa ideia se eles
fossem julgados pelo contingente humano de um de seus bairros mais carentes, ou
pelos doentes dos hospitais ou pelos presos das cadeias. Seria um falso
balanço, uma análise deturpada, unilateral. Do mesmo modo que, numa cidade, a
população não está somente num hospital, numa prisão ou num bairro pobre, a
Humanidade não se compõe só da população da Terra. Da mesma maneira que um
homem sai de um hospital quando curado e saudável, ou da prisão quando se
cumpre seu confinamento, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando
se acha refeito de suas carências morais.
Tentando explicar mais detalhadamente, podemos
dizer que coexistem mundos inferiores e mundos superiores. Esse tipo de
qualificação é, porém relativo: cada mundo é inferior ou superior em relação
àqueles que estão acima ou abaixo dele
na escala progressiva. Digamos que seja a Terra o termo de comparação. Que tipo
de viventes seriam encontrados num mundo
em estágio inferior? Seres rudimentares ainda não bafejados pela civilização,
de aspecto tosco, apesar da forma humana, regidos pela força bruta, levando a
vida em busca de alimentos. Mesmo assim, têm uma ideia indefinida de um Ser
Superior que rege a Natureza. É como se fossem crianças que se desenvolvem e
rumam em busca de vida mais completa.
Entre esses estágios, existem inúmeros patamares
até se alcançar o dos Espíritos puros, desmaterializados e plenos de luz, após
uma série de fases evolutivas desde o estado rudimentar.
Nos mundos que ocupam um estágio superior
ao da Terra, as condições de vida material e moral são diferentes. O aspecto
corpóreo é o mesmo, apenas mais aperfeiçoado, como que purificado, sem a
materialidade anterior. Seus sentidos e percepções são mais delicados e eles se
movem com mais fluidez.
Nos espíritos mais desenvolvidos, a leveza
específica dos corpos faz com que a locomoção seja rápida e fácil. Eles
deslizam na superfície ou planam na atmosfera, guiados apenas por sua vontade. Seu espectro é iluminado. A morte é considerada como uma transformação feliz já que não existem dúvidas sobre o futuro. No correr da vida, a alma, livre da matéria compacta, é de radiante lucidez, ficando em estado próximo ao de emancipação permanente e livre transmissão de pensamentos.
O O que há de
extremamente positivo nesses mundos alentados são as relações entre os povos,
sempre aliados, jamais perturbados pela ambição de dominar o vizinho. Não há
dominantes nem dominados, não há privilegiados nem submissos. A única coisa que
conta é a superioridade moral consciente que
aponta a diferença de condições e sinaliza a supremacia. O respeito à
autoridade assim constituída é perfeito, garantia de justiça em seu exercício.
O Ser desse mundo não procura elevar-se
acima de seu semelhante, mas acima de si mesmo para aperfeiçoar-se. Seu esforço
visa a chegar, por meio do estudo à classe dos espíritos puros e igualá-los.
Eles guardam todos os ternos e elevados sentimentos da natureza humana, intensificados,
purificados. A fraternidade nesses mundos une todos os homens, os mais fortes
amparam os mais fracos; ninguém sofre por falta do necessário, ninguém está em
expiação. O mal não existe em mundos como estes.
Na Terra,
precisamos conhecer o mal para sentirmos o bafejo do bem; precisamos da escuridão
para notarmos a luz; precisamos da
moléstia para valorizarmos a saúde.
Nos
mundos superiores, esses contrastes não existem. Há simplesmente a eterna
beleza, a eterna luz, a eterna serenidade da alma.
zeus, Deus, porém, em Sua soberana imparcialidade, cuidou para que não
houvesse mundos privilegiados, proporcionando a todos os mesmos direitos e as
mesmas facilidades para atingi-los. Todos os espíritos começam do mesmo ponto,
em pé de igualdade, e com um direito – o do livre arbítrio. São comuns a todos,
também, as posições a serem conquistadas através do trabalho e da perseverança.
Infelizmente, há os que não se sentem capazes e se entregam, permanecendo por
tempo impreciso, às vezes, por séculos, nas zonas inferiores. Apesar de tudo, a
oportunidade para o reerguimento permanece em aberto.
A Terra, dentro dessa
lei, já esteve em vários estágios. Tendo atingido um de seus períodos de transformação,
aguarda o momento de passar de mundo expiatório a mundo regenerador.
Então, “os homens serão felizes porque a lei de Deus nela reinará”.
quinta-feira, agosto 01, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO III
HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI
Na realidade, a casa do Pai é o Universo e as
diferentes moradas são os mundos que se movem no espaço infinito e oferecem aos
espíritos encarnados moradas condizentes com seu adiantamento.
Considerando ou não a diversidade
desses mundos, essas palavras também podem ser tomadas como o estado feliz ou
infeliz do espírito na erraticidade. Enquanto
uns, mais desprendidos da matéria, têm sensações ou percepções mais variadas e
apuradas, outros não conseguem sequer afastar-se dos lugares em que viveram.
Assim é que há os que se elevam e conseguem percorrer o espaço, os mundos e
fruir a sublime claridade do espaço infinito e os que, alienados dos objetos de
sua afeição, ou sob o peso de culpas, gemem e choram sem consolação, desesperam-se
e não conseguem evoluir. Donde se depreende que há diferentes moradas na casa
do Pai.
Instruções dadas por espíritos
esclarecidos levam-nos ao conhecimento de que os mundos habitados estão em
condições muito diferentes uns dos outros, formando categorias diversas de
acordo com o grau de evolução de seus habitantes. Há mundos cujos habitantes
são inferiores física e moralmente aos da Terra; outros, no mesmo grau; e
outros superiores em todos os pontos. Nos mundos inferiores, a vida se
expressa absolutamente no plano
material, sendo o lado moral quase inexistente. À medida que a moral se
desenvolve, a influência da matéria vai declinando. E podemos dizer que, nos
mundos mais desenvolvidos, a vida se projeta toda através do lado espiritual.
Já nos mundos intermediários, há mistura do bem e do mal, predominância de um
ou de outro, de acordo com o grau de evolução .
Não nos é dado elaborar uma
classificação absoluta desses mundos, por conta de seu estado e de sua
destinação, mas podemos, baseados nas diferenças mais acentuadas, separá-los,
de um modo geral, do seguinte modo : mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, no qual o
mal tem ainda grande desempenho; mundos regeneradores, onde as almas que
ainda têm o que expiar adquirem forças para prosseguir; mundos felizes, onde
o bem se sobrepõe ao mal; e mundos celestes onde o bem impera
absolutamente. A Terra é um mundo de expiação e prova, razão por que o homem
nela é atingido por tanto sofrimento. Espíritos
superiores , no entanto, sinalizam uma mudança de nível para a Terra que
está entrando num processo de revitalização para fazer jus a essa mudança de
categoria.
Isto não quer dizer que os
espíritos encarnados num mundo tenham que perfazer suas fases evolutivas no
mesmo mundo em que se encontram. À
proporção que, num mundo, atingirem o grau de desenvolvimento necessário para
galgar um degrau, passam para um mundo mais adiantado, e, assim por diante, até
terem atingido o estado de espíritos puros e o direito ao mundo celeste ou
divino. Em cada estação alcançada, encontrarão elementos de progresso
correspondentes ao seu desenvolvimento. A superação tem sabor de recompensa do mesmo
modo que é decepcionante o prolongamento da permanência num mundo menos
evoluído. E há o rebaixamento para um
mundo mais infeliz para os obstinados no mal até que se rendam ao caminho das
fases evolutivas. Só não há o rebaixamento permanente. Nosso caminho é para o
Alto.
Falando-se assim do mal e paixões
malsãs encontradas na Terra, onde as almas aí hospedadas ajustam suas contas
comportamentais de existências anteriores, somos alertados para um juízo
parcial que podemos fazer dessa fatia da humanidade. A Humanidade não se compõe
somente dos habitantes do planeta Terra. Ela abrange todos os seres dotados de
razão que povoam os inumeráveis mundos do Universo. Isto posto,
que é a população da Terra
comparada à gigantesca população dos mundos do Universo? Principalmente levando
em consideração a própria destinação da Terra e dos que a habitam: abrigar
seres ainda imperfeitos para, através do sofrimento, chegarem a regiões mais
purificadas, onde só há pessoas livres de enfermidades morais.
Isto não significa que espíritos
lúcidos não podem encarnar na Terra. Encarnam em missão para tentar melhorar as condições
ambientais, além de inspirar aqueles que procuram o caminho que leva a Deus e
estimular os que mostram sinais de busca de vida produtiva baseada em
princípios morais. O resultado mostra sempre saldo positivo.
Para terminar, recorramos a
textos que, vindos de espíritos esclarecidos, possam explicar certas situações
que ocorrem entre nós e, que, apostas a textos evangélicos, expliquem sua razão
de ser.
Tal como o texto abaixo, extraído
do livro Fonte Viva , de Emmanuel
/ psicografia de Chico Xavier:
...vou preparar-vos lugar." - Jesus,
(JOÃO, 14:2.)
“Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos
o
acompanhassem viveriam na condição de
desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, ‘sem
lugar’ adequado aos sublimes ideais que entesouram.
Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito
que lhe é
devido. Por destoar quase sempre da
coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa
opinião de muitos.
Se exercita a humildade, é tido à conta de
covarde.
Se adota a vida simples, é acusado pelo delito
de relaxamento.
Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.
Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.
Se obedece quanto é justo, é considerado servil.
Se usa a tolerância, é visto por incompetente.
Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.
Se trabalha, devotado, é interpretado por
vaidoso.
Se procura melhorar-se, assumindo
responsabilidades no esforço intensivo das boas
obras ou das preleções consoladoras, é indicado
por fingido.”
domingo, junho 30, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO II O PONTO DE VISTA
Fim de tarde no Arpoador
O PONTO DE VISTA
A noção exata que se faz da vida
futura gera uma fé incontestável no porvir, o que influencia beneficamente na
moralização do homem. Aquele que dá valor à vida espiritual percebe que a vida
corporal não é mais que uma passagem, uma curta temporada num lugar que não lhe
é grato. As dificuldades, os sofrimentos são incidentais, às vezes até seguidos
de uma fase mais branda. Sabe que a morte não é o fim de tudo, que é a
porta pela qual conseguirá sua libertação na morada da paz. Consciente de que
está em lugar temporário, absorve as desventuras com menos ansiedade, com
relativa serenidade, o que lhe confere certa paz de espírito. Ao passo que em
estado de dúvida sobre a vida futura, o
homem volta-se inteiramente para o presente, não conseguindo entrever nada além
de seus interesses, além das coisas materiais já adquiridas. Seus prejuízos
fazem de sua vida uma pungente decepção. O mal que o toca, como o bem que atinge
os outros, tudo representa tortura e angústia. Isso , repito, para aqueles que
encaram a vida terrena sob o ponto de vista de vida finita. Já os que olham a
vida sob o prisma da vida futura , da vida depois da morte do corpo, entendem
que não há os bafejados pela sorte e as pessoas comuns, que ricos e pobres têm
o mesmo peso e o que vale afinal é o que se observa em matéria de respeito e
amor pelo outro, durante a estada na Terra.
Aprende que a humanidade inteira se perde na imensidão como as estrelas do
firmamento, confundindo grandes e pequenos, ricos e pobres, virtuosos e detratores
da Moral e do Bem. Enfim, aprende que a importância atribuída aos bens
terrestres está na razão inversa da fé
na vida futura.
Dentro desse raciocínio, podemos imaginar que, ficando as coisas da terra relegadas a segundo plano, a vida terrena terminaria por desaparecer. Mas não é isso que acontece, pelo fato de o homem voltar-se sempre, por instinto, para seu conforto, mesmo sabendo que permanecerá naquele plano por tempo limitado. A busca do bem-estar conduz o homem a melhorar as coisas à sua volta, imbuído do instinto do progresso e da conservação, presentes nas leis da Natureza. O homem trabalha por necessidade, de acordo com os desígnios de Deus que o colocou na Terra com essa finalidade. Só aquele que considera o futuro sabe que a importância do presente é relativa e reconhece que seus fracassos podem ser absorvidos diante da destinação que o aguarda. Por outro lado, Deus não condena os prazeres terrestres; condena, sim, o excesso em detrimento das coisas da alma. O homem que se identifica com a vida futura é como o rico que perde uma boa soma e não se angustia enquanto o que se volta para a vida terrena age como o pobre que perde tudo e entra em desespero.
“O Espiritismo expande o pensamento e lhe abre novos horizontes; em lugar dessa visão estreita e mesquinha que o concentra sobre a vida presente, que faz do instante que passa sobre a Terra a única e frágil base do futuro eterno, ele mostra que essa vida não é senão um elo no conjunto harmonioso e grandioso da obra do Criador; mostra a solidariedade que liga todas as existências do mesmo ser, todos os seres do mesmo mundo e os seres de todos os mundos; dá assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal; enquanto a doutrina da criação da alma no momento do nascimento de cada corpo, torna todos ao seres estranhos uns aos outros. Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que é inexplicável, se se considerar apenas uma parte.”
Esse conjunto, ao tempo de Jesus na Terra, não teria sido
entendido pelos homens e foi por isso reservado para outros tempos.
quinta-feira, junho 06, 2013
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS I
![]() |
REVENDO O EVANGELHO
CAPÍTULO POR CAPÍTULO
Demorei um pouco mais do que devia, mas
cheguei para nossas conversas e trocas. E venho hoje com uma intenção: dar um
ritmo de estudo às nossas trocas de ideias, uma espécie de revisão das lições
contidas no Evangelho - “O Evangelho
segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec - em linguagem bem simples, accessível
a qualquer nível de aprendizagem.
Nessa primeira tentativa, vamos ver se já
absorvemos a lição de Jesus contida na frase “Meu reino não é deste mundo”, se
sabemos distinguir o mundo físico do espiritual , assim como a destinação do
homem na Terra.
MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO
Ao interrogar Jesus, Pilatos fez-lhe a
seguinte pergunta: “Sois o rei dos
judeus?”Ao que Jesus lhe respondeu: “Meu
reino não é deste mundo. Eu não nasci e nem vim a este mundo senão para
testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta a minha voz”.
Assim falando, Jesus refere-se à vida
futura, a que teremos ao desencarnarmos - objeto das principais preocupações do
homem sobre a Terra. Sem esta noção,
os preceitos de moral pregados por Jesus não teriam sentido.
Daí, os que não creem na vida futura e só entendem a vida presente, não compreenderem
o que Jesus pregava.
De vida futura, realmente àquela
época, os judeus entendiam muito pouco. Acreditavam em anjos, que consideravam como seres privilegiados da
criação, mas ignoravam que os homens pudessem vir a ser, um dia, anjos e seres
felizes. Para eles, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens
da Terra, pela supremacia de sua nação, pelas vitórias sobre o inimigo ,
enquanto as derrotas eram o castigo de sua desobediência.
Moisés não conseguira passar nada
mais a um povo pastor, sem conhecimentos, que só percebia as coisas deste
mundo.
Mais tarde, Jesus veio revelar
que há outro mundo, onde impera a justiça de Deus e onde os bons terão sua
recompensa. Aí é o seu reino e pra onde voltaria quando deixasse a Terra.
Mas Jesus, percebendo que seus
ensinamentos estavam além da capacidade de apreensão dos homens da época,
julgou conveniente deixar parte da revelação para adiante. E limitou-se a
apresentar a vida futura como um princípio, uma lei da natureza, a cuja ação
ninguém pode fugir. A partir daí, o
cristão crê na vida futura, mas muitos
deles têm dela uma ideia um tanto vaga, o que os leva a dúvidas, ou mesmo, a
estado de incredulidade.
O Espiritismo veio completar,
nesse ponto e em vários outros, os ensinamentos do Cristo, quando os homens, já
amadurecidos, podem compreender a Verdade. Sob a égide do Espiritismo, a vida
futura deixa de ser um simples artigo de fé para ser uma realidade palpável
demonstrada pelos fatos descritos por testemunhas oculares em todas as suas
fases e peripécias. Na vida futura, são
tão racionais as condições, felizes ou infelizes, da existência dos que se
encontram lá, como eles mesmos a retratam, que cada um reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma e
que lá reside a verdadeira justiça de Deus.
Enfim, fica evidente que o reino
de Jesus não é deste mundo. Mas não terá Ele também uma realeza sobre a Terra?
Como sabemos, o título de rei nem sempre corresponde ao exercício de um poder
temporal. Ele é dado por um consentimento
unânime àquele que domina, por assim dizer, o seu século e influi sobre o
progresso da Humanidade. É dentro desse
ponto de vista que é comum dizer-se o ‘Príncipe dos poetas’, o ‘Rei dos
filósofos’, o ‘Mestre dos mestres’. Oriunda do mérito, essa realeza é bem mais
marcante do que a realeza da terra, que
dura enquanto há vida, ao passo que a meritória conserva o seu poder, mesmo
depois da morte. E não é Jesus o mais poderoso rei dos soberanos da terra? Esta
a razão de ser da sua resposta a Pilatos: “ Sou rei, mas meu reino não é deste
mundo.”
E o Espiritismo, à imagem de Jesus, nos
veio mostrar que há um outro mundo, (vida futura) onde impera a justiça de Deus
e para o qual irão todos os que observarem Seus mandamentos.
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sábado, maio 04, 2013
REENCONTRO COM DEUS
Vamos tentar falar de coisas boas?
Nestes dias conturbados que vivemos, assistindo a perdas de irmãos em acidentes que podem ser evitados, a crimes de toda espécie por pura irresponsabilidade de quem os comete e da insegurança que já nos acomete quanto â atuação de nosso país no cenário mundial, paramos para pensar em nossa responsabilidade como elemento desse conjunto e como devemos agir para melhorar este estado de coisas tão avassalador.
Uma das atitudes que nos cabe preservar é a de irrestrito respeito pelo outro sem o que jamais teremos equilíbrio dentro do tecido social e quanto mais demorarmos a perceber esta urgência, mais difícil se torna transformar o meio em que as gerações que chegam agora possam se desenvolver e encarar os problemas que surgirem, com espírito desarmado, com extremo respeito ao trabalho, com aguda dignidade pessoal. Existe uma força que atrai as pessoas movidas pelas mesmas intenções, confiemos nela e vamos em frente por uma sociedade sã, por um ambiente despoluído, onde possamos viver uma vida saudável sintonizada com as disposições divinas.
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REENCONTRO COM DEUS
“Chegamos às portas da Doutrina Espírita e
procuramos, aflitos, a paz, harmonia, felicidade.”
Bezerra de Menezes
Alhures foi dito que o Espiritismo será aceito na Terra por amor ou pela dor. Por isso é que diariamente uma multidão acerca-se dos Centros Espíritas. Uns poucos chegam impulsionados pela vontade de servir, de doar-se em benefício do próximo, vêm conduzidos pelo amor. A grande maioria, porém, chega tangida pela dor, em aflição, pedindo alívio para os seus sofrimentos, bálsamo para suas chagas, antídoto para os seus males, conforto espiritual, paz e harmonia para as suas almas atribuladas.
A Casa Espírita, fundamentada no Evangelho de
Jesus, recebe todos, abre suas portas para fazer o bem sem perguntar a quem.
Regozija-se com os primeiros que já sabem amar e querem servir; intercede
junto à Espiritualidade Superior em favor dos outros, oferecendo mão
acolhedora, instruindo, orientando, plantando em cada coração a semente dos
princípios cristãos.
Alguns, entendendo e aceitando a mensagem de amor
cristão, passam a integrar as hostes espíritas, tornam-se novos trabalhadores
da Seara de Jesus.
Muitos, reverentes e agradecidos pelos benefícios
recebidos, voltam às suas origens por não quererem contrapor-se aos conceitos
e preconceitos da sociedade em que vivem ou por sentirem-se impotentes para
romper os laços que os prendem às tradições religiosas da família.
Outros, decepcionados e tristes, afastam-se por
não encontrarem a desejada solução para os seus interesses materiais,
dificuldades financeiras ou problemas amorosos e sentimentais. Estes não
sabiam que a Doutrina Espírita nada tem a ver com a quiromancia, cartomancia
etc., mas que seu fim especial, como tão sabiamente disse Allan Kardec, é a
melhoria dos homens, não devendo ninguém buscar nele senão o que possa
fornecer progresso moral e intelectual.
Há também os que se desiludem porque se
interessam apenas pelo fenômeno mediúnico. Buscavam o maravilhoso, o
fantástico, o extraordinário, não entendendo que “O Espiritismo é Doutrina de
amor baseada no Evangelho e na Ciência”, sem a menor ligação com a magia.
Precisamos ver nas tertúlias espíritas a
oportunidade do reencontro do homem com Deus.
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sábado, março 30, 2013
Páscoa
Flores para enfeitar a Páscoa
Escolhi para o post de hoje um artigo da revista Consolador de 31 de março de 1913 pela
maneira como o autor responde à pergunta constante feita em nosso meio: a Páscoa na visão espírita.
Numa linguagem singela, ele se sai muito bem ao explicar o que realmente importa nessa comemoração e a maneira como devemos ver Jesus Cristo que nos deu a lição mais eloquente de Amor sobre a face da Terra.
Celebrando a Páscoa
Todos os anos, ao chegarmos a esta época, a sociedade cristã relembra o
episódio de maior importância na história religiosa da humanidade: a paixão
de Cristo, comumente representada por sua imagem martirizada em uma cruz.
Influenciados pelo
capitalismo, aproveitamos a data do aniversário da ressurreição de Jesus para
trocarmos chocolates das mais variadas formas e sabores, pagamos caro pelo
típico bacalhau presente na ceia das famílias mais abastadas e cometemos,
então, o pecado capital da gula.
Associamos a imagem
do Cristo morto às conveniências do egoísmo de uma sociedade que se preocupa
em lucrar em todas as oportunidades e esquecemos que Jesus nasceu e tem
nascido todos os dias, em diferentes épocas e lugares, nos corações dos
homens que descobrem o seu amor.
Comovemo-nos com as
inúmeras peças teatrais que reproduzem a via sacra de Jesus, malhamos
indignados a figura de Judas, o traidor, e não lembramos que o próprio
Cristo, traído, nos ensinou o perdão.
A cada ano nos
distanciamos um pouco mais dos ensinamentos do Mestre, talvez descrentes
pelas consequências de nossas próprias atitudes e ignorando que o homem
interior é capaz de se renovar sempre.
A luta nos
enriquece de experiência, a dor aprimora nossas emoções e o sacrifício
tempera-nos o caráter. Mas não basta apenas ter as aparências da pureza, é
preciso antes de tudo ter a pureza de coração.
É necessário
promovermos a mudança sincera de nossas atitudes, amadurecer nossos
sentimentos vis, através dos princípios que ele nos deixou.
E parafraseando
Chico Xavier, Jesus não nos exigiu nada, não nos impôs grandes sacrifícios,
só pediu para que nos amássemos uns aos outros.
Deixemos, então, a
imagem daquele Cristo morto e crucificado para darmos lugar ao Cristo vivo em
nossas vidas. O nosso Jesus está sim, de braços abertos, olhando por cada um
de nós.
Feliz Páscoa!
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terça-feira, fevereiro 05, 2013
À Juventude Universitária de Santa Maria
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