sábado, janeiro 28, 2017

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Cap. XVI Itens 1 a 6







NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON


Este é um capítulo rico em parábolas, como poderemos constatar dentro em pouco, quando entrarmos realmente na leitura dos diversos tópicos que o compõem. O primeiro deles


SALVAÇÃO DOS RICOS



Nos Evangelhos está escrito: Ninguém poderá servir a dois senhores porque ou odiará a um e amará o outro ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não pode, ao mesmo tempo, servir a Deus e a Mamon.
Diante disso, um jovem que ouvia Jesus, perguntou-lhe: O que devo fazer para alcançar a vida eterna? Se queres entrar na vida, guarda os seguintes mandamentos: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás,  não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo. Contrito, o jovem respondeu: Tenho seguido todos esses mandamentos desde que comecei a entender o sentido da vida. Que devo acrescentar então? Jesus prontamente lhe respondeu: Se desejas ser perfeito, vá, vende tudo que tens e dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e me sigas. O jovem, ouvindo essas palavras, foi-se embora abatido e triste, porque tinha muitos bens e era difícil alienar-se deles de repente. Ao que Jesus retrucou: Muito, muito difícil um rico entrar no reino dos céus.


GUARDAR-SE DA AVAREZA



Voltemos à multidão que ouvia Jesus. Do meio dela,  partiu a voz de alguém que clamava ao Mestre um tipo de ajuda incomum: aconselhar seu irmão sobre a divisão de uma herança que aos dois coubera. A reação de Jesus foi imediata: Não reconhecia a responsabilidade de ajuizar partilhas de heranças. E acrescentou à guisa de conselho importante :Tem cuidado em te guardar de toda avareza, pois em qualquer abundância que um homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possui Em seguida, propôs a seu interlocutor a seguinte parábola: Havia um homem muito rico cujas terras tinham produzido muito acima do propósito, levando-o a preocupar-se com o modo de
armazenar safra de tão alto volume. Depois de muito pensar, chegou a termo: derrubaria seus celeiros e construiria outros maiores, com capacidade de alojar não só sua generosa colheita mas todos os seus bens. Pronto tudo, minha alma ouvirá de mim: Tens muitos bens reservados para muito anos; repousa, come, bebe, ostenta! Dito isto, pareceu ouvir uma voz: -Insensato! Era a voz de Deus que se fazia ouvir agora mais clara ainda. -Hoje mesmo tua alma será chamada e irás para outro plano. E para quem o amontoaste? É o que acontece ao homem que junta tesouros para si. Não será rico diante de Deus.


JESUS NA CASA DE ZAQUEU



Em suas andanças, Jesus entra na cidade de Jericó, onde morava um homem de nome Zaqueu, muito abastado, chefe dos publicanos. Acontece que esse homem tinha uma vontade muito forte de conhecer Jesus. Em instantes, uma multidão se formou em torno do Mestre e Zaqueu, com pouca altura, resolveu encontrar outro meio para conseguir seu intento. Correu em direção a um sicômoro e galgou um lugar de onde pudesse avistá-lo. Atento a tudo, Jesus percebeu o que se passava e dirigiu-se a ele, dizendo: -Zaqueu, desce o quanto antes daí que eu preciso alojar-me hoje em tua casa. Assim o fez Zaqueu para conduzi-lo â sua casa com enorme euforia. Foi o suficiente para os comentários surgirem, todo mundo murmurando que ele se tinha ido alojar na casa de um homem de má fé. Ao conversar com Jesus, Zaqueu informou-o de que costumava dar a metade de seus bens aos pobres. Se, porém, algum dia viesse a causar danos a alguém, eu retribuiria em quádruplo o prejuízo causado. E Jesus, pleno de satisfação, falou: -Esta casa recebe hoje a salvação. Este homem é também filho de Abraão porque o filho do homem veio para salvar o que estava perdido.


PARÁBOLA DO MAU RICO



Num certo lugar, havia um homem riquíssimo que se cobria de púrpura e linho e se cuidava diariamente com todo requinte. E havia também um muito pobre, de nome Lázaro estendido à porta do rico, todo chagado de úlceras, que ali parara na esperança de saciar a fome com as migalhas que caíssem daquela rica mesa de alimentos. Mas ninguém se apiedava  da indigência e sofrimento daquela alma, ignorando-o. E ainda havia os cães que lhe lambiam as feridas. Aconteceu que Lázaro não resistiu e morreu sendo levado pelos anjos ao seio de Abrão. Aconteceu que o rico também veio a morrer tendo o inferno por destino. Aos primeiros horrores sofridos, levantando os olhos para o céu avistou Abraão e Lázaro e, desesperado, gritou: Pai Abraão, tem piedade de mim e envia-me Lázaro para que ele molhe a ponta do dedos n'água para me refrescar a língua !Estou a desesperar na chamas. Mas Abraão respondeu-lhe: Lembra-te, filho, de que recebeste teus bens em vida e Lázaro só teve sofrimentos? Por essa razão agora ele consolação e tu, dores. Desesperado, o rico rogou que enviasse Lázaro à casa de seu pai para que seus irmãos tomassem conhecimento do castigo que ele recebeu e pudessem preservar a própria vida. E Abraão  respondeu: Que escutem Moisés! Pai Abraão, se alguns dos mortos procurá-los eles farão penitência. Respondeu Abraão:  Se eles não escutam Moisés nem os profetas, não crerão mais do que neles mesmos quando alguns dos mortos ressuscitassem.


PARÁBOLA DOS TALENTOS



Comportando-se como homem que precisasse afastar-se para uma longa viagem, o Senhor convoca alguns de seus servidores e lhes confia seus bens. Deu a um deles cinco talentos, a outro, dois talentos e a um terceiro, um talento, de acordo com a capacidade de cada um. E partiu. O servidor de cinco talentos foi à luta, ganhando em cima mais cinco talentos que guardou cuidadosamente para entregar de volta a seu Senhor. O servidor de dois talentos agiu do mesmo modo, ganhando mais dois talentos que guardou também para devolver a seu Senhor.  Não procedeu da mesma forma o terceiro, o de um só talento. Por insegurança ou medo, preferiu cavar a terra e esconder o talento que, mais tarde, devolveria intacto a seu Senhor. Chegando da longa viagem, o Senhor quis acertar suas contas com seus servidores. Veio o de cinco talentos e entregou-lhe os dez talentos acumulados.Veio o de dois talentos e entregou-lhe os quatro talentos guardados. A ambos, o Senhor teceu elogios por terem sido produtivos e fiéis por tão pouco, prometendo-lhes garantias e segurança permanente. O terceiro, o de um só talento, explicou que, por temer a força e poder de ação de seu Senhor, preferiu enterrar seu talento para entregá-lo intacto na volta da viagem. Mas o Senhor, qualificando-o de mau e preguiçoso disse-lhe: -Se sabias que "ceifo onde não semeei e colho onde não empreguei", por que não  colocou o talento na mão de um banqueiro para que, na volta, eu o apanhasse com juros? Que o talento que lhe coube passe às mãos do servidor que juntou dez talentos. O mau servidor conhecerá as trevas exteriores, onde ouvirá choro e ranger de dentes.



Enfeitemos, agora, nossa recreação de hoje:


Com uma adivinhação? Uma frase engraçada? Um desenho bonito?
O que vocês quiserem.


Adivinhação: O que é, o que é? -------------------------------------------------------------------------  

                                                   --------------------------------------------------------------------------


Uma frase engraçada ------------------------------------------------------------------------------------


Desenhe um jardim florido      
                                               
                                                    -------------------------------------------------------------------------


E, para terminar, nosso encontro de hoje, deixo duas quadrinhas pra vocês. Elas carregam o título RIMAS DA VIDA e são assinadas pelo espírito de Cornélio Pires, recebidas pelo médium Chico Xavier, muito nosso conhecido.

Em questões de livre-arbítrio,
Discernimento é preciso.
Todos temos liberdade,
O que nos falta é juízo.

Ante a Lei de Causa e Efeito
Que nos libera ou detém,
Há muito bem que faz mal,
Muito mal produz o Bem.


Até nosso próximo encontro, em fevereiro.

RECAPITULAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 4 a 8

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Cap.XV Itens 1a3

sexta-feira, novembro 04, 2016

Um artigo do colunista Felinto Elízio Duarte Campelo, nosso companheiro de trabalho

Sempre uma árvore



A  ÃRVORE DA VIDA



Felinto Elízio Duarte Campelo


              "Cada um tem o seu lugar à sombra do 
Evangelho redivivo,
cada tem um trabalho a realizar."


Bezerra de Menezes  






     O Evangelho de Jesus é uma grande árvore que acolhe em sua fronde o viajor da desesperança arrependido dos erros praticados; recebe o viandante importunado pelo fogo das paixões humanas; abriga o peregrino aflito e sobrecarregado pelas exigências do mundo.




                     À sua sombra, o homem sorve, a largos haustos, o suave perfume emanado de suas benditas flores e elimina os resíduos do ar viciado que fora aspirado nos antros de crimes e concupiscência; nutre-se dos opimos frutos generosamente ofertados restaurando as energias despendidas nos embates da vida.

Assim, é o Evangelho um repositório de bênçãos e de luzes, um roteiro seguro onde seus fieis seguidores encontram o ensejo para procederem à reforma íntima.

Espíritas, encontramo-nos ao abrigo da “ÁRVORE DA VIDA”  -  o Evangelho de Jesus. Retemperemos nossas forças, beneficiemo-nos do frescor de sua abençoada sombra, saboreemos os sazonados frutos prodigalizados pela exuberante fecundidade do amor divino, mas não nos demoremos numa sesta interminável.

Não cabe ao favorecido pelas blandícias celestes permanecer em contemplação inoperante, entregue à ociosidade que anestesia os sentidos, entorpece o corpo físico, entibia a alma.

“Cada um tem um trabalho a realizar”.Conscientes desta verdade, nossa responsabilidade é maior porque sabemos que  “a Seara é grande e os trabalhadores são poucos” e há uma imensa obra a realizar carente também da nossa cooperação.

Sejamos os obreiros divinos, “Trabalhemos juntos e unamos nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra” e, felizes pelos dever cumprido, ouçamos: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!”.

Laborar, pois, no sentido de melhorar o planeta onde vivemos, servir ao próximo nos moldes evangélicos, integrar o grupo de seareiros do Senhor é tarefa inadiável de quem conhece e vive o Evangelho.






  Alõ, Felinto, obrigada  pela sua participação. Foi muito bem-vinda sua palavra, a sua comunicação  Que isso possa se repetir sempre. para a satisfação de todos nós



Este espaço vai criar vida quando ocupado por interessantes pensamentos, Vamos ver?

" O pessimista se queixa do vento.
   O otimista espera que ele mude.
   O realista ajusta as velas."

           W. George Ward



"Mesmo contra o vento da adversidade, é possível avançar com segurança pelos mares da Vida, simplesmente ajustando os velames existenciais com a manivela da Fé."
                                                                                                                                              Richard Somonetti


Até o próximo encontro com muita disposição e alegria!

quarta-feira, outubro 19, 2016

Um artigo da colunista Leda Flaborea - O DEVER

Leda Flaborea apresentando seu artigo O DEVER









 O DEVER




Buscamos a paz. Falamos nela, dela e, decididamente, não a encontramos seja dentro ou fora de nós, porque ainda não conseguimos perceber que a busca deve ser feita de dentro de nós para o mundo que nos cerca.
Será que isso acontece porque vivemos a falsa ilusão de que conhecemos o que nos dá paz? É bem provável que sim. Essa questão nos remete a uma passagem do Evangelho de Lucas, capítulo 19, versículo 42, quando Jesus, junto a Jerusalém, fala a essa cidade – na verdade, falava para todos os homens – o seguinte: “Ah, se tu conheceras por ti mesmo, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos”.
As palavras do Mestre nos convidam a pensar no que seria do mundo se cada um de nós conhecesse o que, realmente, necessitamos para ter paz interior. E, na procura desses bens encontramos, para começar, as infinitas oportunidades de serviço de que dispomos no presente. Oportunidades que são nossas por benesse divina. Depois, podemos também perceber que possuímos a possibilidade de refletir sobre o que poderíamos ter feito no passado e não fizemos.
Tendo somente esses dois bens, já podemos observar que os convites de trabalho aí estão para quem deseja realizar algo. Todavia, antes de nos atirarmos, inadvertidamente, aos trabalhos só porque nos sentimos culpados, é aconselhável que cada um de nós procure compreender, com dignidade, seus próprios deveres, isto é, os compromissos morais a que estamos sujeitos com todos aqueles que nos cercam – encarnados e desencarnados –, sobretudo com nosso grupo familiar. Essa compreensão é importante porque, às vezes, deixamos de atender pequeninas exigências que são, na verdade, mais benéficas a nós do que aos outros.
Todos nós temos consciência de que nossa conta corrente com as leis divinas está em saldo devedor. Por essa razão, se cada um de nós cuidasse de cumprir suas obrigações para saldar esse débito, grande parte dos problemas sociais do mundo se resolveria naturalmente, e todos os fantasmas da inquietude que rondam nossa existência seriam afastados.
Mas, por que é tão difícil o cumprimento desses compromissos morais? Por duas razões: a primeira delas é que, na ordem dos sentimentos, o dever se encontra em posição antagônica com as seduções do interesse e do coração; e em segundo lugar, porque ele está entregue ao livre-arbítrio, ao direito que temos de escolher entre o certo e o errado, entre o fazer e não fazer. O interessante nesse processo é que a consciência nos adverte quando nos enganamos, nos estimulando e sustentando para que decidamos sempre pelo certo, pelo bem. Entretanto, o não interessante é que quase sempre sucumbimos.
Agora, já que estamos buscando conhecer o que temos para conquistar a paz, é bom procurarmos saber, também, onde o dever moral começa e onde termina – vale lembrar que não estamos tratando aqui do dever profissional.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 17, o item 7 lembra que ele tem início quando ameaçamos a felicidade ou a tranquilidade do próximo (por exemplo, o desrespeito às normas estabelecidas na convenção de Condomínios, a fim de que todos possam viver em harmonia), e termina no limite em que interferimos na livre escolha do outro (por exemplo, excessos de cuidados ou superproteção que impedem o crescimento ou as livres escolhas do outro).
Outro ponto importante do qual não podemos nos esquecer é o da confusão que ainda fazemos entre obrigação social e dever moral, tomando-se o significado do primeiro pelo segundo. Um exemplo bem simples que pode nos esclarecer é o seguinte: quando visitamos nossos pais ou avós, caso não moremos com eles, ou doentes, sejam familiares ou não, é imaginarmos que estamos cumprindo um dever moral (fraternidade) quando, na verdade, desejaríamos adiar essa visita indefinidamente.
Nesse momento, é bom prestarmos atenção às nossas atitudes. Se não existe alegria ou amor no gesto, melhor será fazer mudanças, entendendo que é preciso amar o dever e não apenas executar as obrigações que a sociedade nos impõe (o que o outro vai dizer se eu não for). André Luiz diz na lição 17, do livro Sinal Verde, psicografado por Francisco Cândido Xavier, que “quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador”.
A diferença então se estabelece quando percebemos que o dever é sempre estimulado pela consciência e não pelas regras sociais. Por tudo isso, podemos concluir que o convite ao bem, à prática do dever moral, sempre nos acompanhou, apesar de dificilmente o percebermos. Isso aconteceu através dos nossos pais, das leituras que fizemos e que ainda fazemos, do sentimento religioso que nos consola e nos impulsiona ao exercício do amor ao próximo, dos amigos encarnados e desencarnados que nos auxiliam. E se já possuímos algum conhecimento dos ensinamentos de Jesus e já temos alguma consciência de que somente através do dever cumprido encontraremos a paz que tanto buscamos, por que ainda esperamos para fazer o que deve ser feito?
O trabalho de transformação de nossas disposições íntimas necessita ser iniciado hoje, continuado amanhã, a cada minuto da nossa vida, até encontrarmos a divindade que existe em nós.
Afirma Cairbar Schutel, no livro Parábolas e Ensinos de Jesus – “Deveres Espíritas”: “O homem que cumpre seu dever, a nada fica obrigado. Quando o homem faz o que pode, Deus faz por ele o que ele por si não pode fazer”.
          
Bibliografia:
XAVIER, F. C. - Fonte Viva – ditado pelo Espírito Emmanuel – 31ª ed., FEB, Rio de Janeiro/RJ – lição 100.
_____________ Caminho, Verdade e Vida - ditado pelo Espírito Emmanuel – 17ª ed., FEB – Rio de Janeiro/RJ – lição 138.
_____________ O Consolador – ditado pelo Espírito Emmanuel – 17ª ed., FEB – Rio de Janeiro/RJ – Parte II – “Dever”.
DENIS, Léon – Depois da Morte – 19ª ed., FEB – Rio de Janeiro/DF - Parte Quinta – O Caminho Reto, XLIII – “O Dever”.


Rosas para você, Leda. Obrigada pela participação
Passemos agora à recreação e vocês terão os versinhos que prometi no post passado.



MEUS AMORES


São sete "figuras"
São sete azougues
Vocês vão gostar:
Meus sete amores.

             João vem primeiro
Único varão
Dos quatro pimpolhos
De uma estação.

           Helena e Lígia
Sucedem a João
Por último vem
Luísa - Ação!

           Agora, atenção! 
É a gata Laurinha
Quem puxa  a linha
Da outra estação

             Quem segue atrás
Vocês não  calculam
É o Bê, é a Duda
Tremendo cartaz!

           Leninha é mestra
 Na dança e no resto
Lígia- peça-chave 
Em qualquer projeto

                  Luluca calcula 
  Bê traça e pinta
    Dudinha desfila
    Laurinha é artista

               João pinta, disputa
Helena estuda
Liginha dirige
Com pulso e batuta

              Laurina se expressa
Bê fala o exato
Luluca observa 
    Dudinha quer palmas

              "Coruja" não sou
   Não me julguem mal
São sete amores
              De graça infernal!

segunda-feira, outubro 03, 2016

RECAPITULAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 4 a 8


Cerejeiras em flor



RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS     Capítulo XV     Itens 4 a 8 



FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Tendo sabido que Jesus silenciara os Saduceus em suas perguntas intrigantes, os Fariseus reuniram-se e um deles, também doutor da lei, para tentá-lo, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Ao que Jesus lhe respondeu serenamente:  Amareis vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito. E o segundo mandamento semelhante a este: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Neles se contém toda a lei.
De acordo com a lei, caridade e humildade é o único caminho da salvação enquanto egoísmo e orgulho é o da perdição. Do exposto, conclui-se que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar ao próximo nem amar ao próximo sem amar a Deus, ou seja, tudo que se faz contra o próximo se faz contra Deus. E se não podemos amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todas as obrigações do homem se acham contidas na máxima: Fora da caridade não há salvação.

                                      

NECESIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO



Ainda que eu falasse todas as línguas dos homens e a dos anjos, se não tivesse caridade não seria nada. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, desvendasse todos os mistérios, tivesse ciência de tudo, além de intensa fé, se não tivesse caridade eu nada seria.  E se decidisse distribuir meus bens para alimentar os pobres e entregasse meu corpo ao sacrifício, mas se assim procedesse sem o espírito voltado para a caridade, todo esse aparato não valeria nada.
 A caridade real é virtude benfazeja, amena, que nunca se enche de empáfia, desdém ou senões,
não pensa em seus interesses, não aplaude a injustiça e reconhece sempre a verdade. Há virtudes de grande força, mas, dentre elas, destaca se com força absoluta e definitiva a Caridade.  
São Paulo, de tal modo, sentiu essa verdade que declarou:  “Ainda quando eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom da profecia e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria. Entre as três virtudes -   fé, esperança e caridade –a caridade ocupa o lugar de excelência”.
E definiu a verdadeira caridade, mostrando-a na beneficência e na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.



FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO. FORA DA VERDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Como vimos, a máxima ‘Fora da caridade não há salvação’ se debruça sobre um princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à felicidade suprema. Já o dogma ‘Fora da Igreja não há salvação apoia-se não sobre a fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, o que é comum a todas as religiões, mas sobre a fé em dogmas particulares. Esse posicionamento não traz resultado saudável por concorrer para desunir os filhos de Deus, dando margem a promover discussão entre os seguidores de diferentes cultos, ignorando até a lei da igualdade diante do túmulo.   Com a máxima ‘Fora da caridade não há salvação’, estamos diante da consagração do princípio da igualdade diante de Deus e da liberdade de consciência. Por ela, todos os homens são irmãos e qualquer que seja sua maneira de adorar a Deus, eles se dão as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma, eles se afastam e até se perseguem.
Outro enfoque é  ‘Fora da verdade não há salvação’   que equivaleria a ‘Fora da igreja não há salvação, ambos pecando pelo exclusivismo, já que não há uma só seita religiosa que não pretenda deter a verdade. E ninguém neste mundo pode ter essa pretensão com a marcha dos conhecimentos aumentando sem cessar e as ideias se transformando com tanta rapidez. A verdade absoluta só é possível entre espíritos de ordem mais elevada.
A humanidade terrestre não pode pretender tal coisa porque não tem ainda o desenvolvimento espiritual necessário.  Considerando essas posições, o Espiritismo, de acordo com o que prega o Evangelho, admitindo que a salvação não depende da crença que se tenha, conquanto que se observe a lei de Deus, evita dizer ‘Fora do Espiritismo não há salvação’. E como não pretende ensinar ainda toda a verdade por falta de determinados conhecimentos, evitará também de dizer ‘Fora da verdade não há salvação’.




Aqui encerramos a exposição deste trecho do Evangelho. Agora é lermos e relermos, conjecturarmos a respeito das passagens para absorvermos as verdades nelas contidas. E podem contar comigo  nessa tarefa. O que sei dá para garantir alguma coisa O que não sei será elucidado pelos companheiros de fé que estão prontos par nos ajudar



Um mimo para vocês ~ a doce e serena palavra de Chico Xavier: "O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida.. A outra enobrece a alma".


E para despedir-me hoje, um poeminha de brincadeira descrevendo meus 7 netos ainda crianças. Oito é o número atual deles - Presente de Papai do Céu, que darei na próxima postagem pelo tempo que se esgotou.

sexta-feira, agosto 26, 2016

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 1 a 3

                                                                               Rosas, rosas a mancheias



RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS    Capítulo XV    Itens 1 a 3




FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



O que é preciso para ser salvo. Parábola do bom samaritano


Iniciemos nossa releitura apresentando a bela parábola do bom samaritano, o que nos dará flexibilidade para ampla compreensão do mandamento em estudo.
Quando Jesus e sua coorte de anjos se fizer presente diante de todas as nações, separará uns dos outros, como um pastor separa as ovelhas dos bodes, colocando as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. E dirá aos que estarão â sua direita: Vinde, vós que fostes benditos por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o começo do mundo, pois eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, tive necessidade de alojamento e me abrigastes, estive nu e me vestistes, estive doente e me amparastes, estive na prisão e me visitastes. Então, os justos lhe responderão:  quando, Senhor, vos vimos faminto e vos demos de comer ou com sede e vos demos de beber? Quando vos vimos sem teto e vos abrigamos ou sem roupa e vos vestimos? E quando vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar?  E Jesus lhes responderá: Em verdade vos digo que quantas vezes o fizestes a um irmão necessitado foi a mim mesmo que o fizestes. E dirá em seguida àqueles à sua esquerda: Afastai-vos de mim, ide para o que foi preparado para os indiferentes ao sofrimento alheio, pois tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, tive necessidade de abrigo e não me abrigastes. Estive nu e não me destes roupas, estive doente e na prisão e não me procurastes. Então, eles lhe responderam também: Senhor, quando vos vim, sem roupa ou doente ou na prisão e deixamos de voa assistir? E ele lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que deixastes de dar proteção a seus irmãos desamparados deixastes de dá-las a mim mesmo. Então, estes curtirão seus erros e os justos serão liberados para a vida eterna.
A esta altura, um doutor da lei, com o intuito de tentar Jesus, levantou-se e perguntou-lhe: Mestre, que preciso fazer para alcançar a vida eterna? Jesus respondeu-lhe: Que ledes na lei? Ele respondeu:  Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse então: Respondestes muito bem Procedei assim e vivereis.
Esse homem, porém, querendo passar por justo, indagou a Jesus: E quem é meu próximo?  Jesus respondeu-lhe com a seguinte passagem:
Um homem, que se deslocava de Jerusalém para Jericó, foi furiosamente assaltado por um bando de ladrões que roubaram seus pertences, cobriram-no de chagas e se foram deixando-o quase moto. Pouco depois, um sacerdote que vinha pelo mesmo caminho, percebendo o que se passara ali, tomou o outro lado. Um levita que veio também para o mesmo lugar, percebendo o possível perigo, passou ainda pelo outro lado. Mas um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde estava o ferido, foi tocado de compaixão. Aproximou-se dele, derramou óleo e vinho em suas feridas e as enfaixou, colocando-o em seu cavalo e levando-o a uma hospedaria, onde pôde cuidar mais dele. Na manhã seguinte, tomou o cuidado de entregar ao hospedeiro duas moedas, dizendo-lhe: cuidai bem deste homem e tudo o que gastares a mais com ele, eu vos restituirei quando voltar.
Qual desses três personagens vos parece ter representado o próximo daquele que tinha sido vítima dos ladrões? O doutor lhe respondeu: Aquele que praticou a misericórdia com a vítima Ao que Jesus respondeu: Ide, pois, e fazei o mesmo.
Toda a moral de Jesus resume-se na caridade e na humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Ao longo de seus ensinamentos, ele exibe essas duas virtudes como o caminho para a felicidade eterna. Por isso, ele sempre disse: Bem-aventurados os puros de coração, os brandos e pacíficos, os misericordiosos. E sempre repetiu afirmações como as que se seguem: Amai o vosso próximo como a vós mesmos, fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem, amai vossos inimigos, perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados, fazei o bem sem ostentação, julgai a vós mesmos antes de julgar os outros. Humildade e caridade -  sua recomendação constante. Combate ao orgulho e egoísmo - o que não cansa de exercer. Enfim, ele elege a caridade como a única condição da felicidade futura.
“Jesus não fez, pois, da caridade somente uma das condições de salvação, mas a única condição. Se houvesse outras a serem preenchidas, ele as teria mencionado. Se coloca a caridade no primeiro plano das virtudes é porque ela encerra, implicitamente, todas as outras: a humildade, a doçura, a indulgência, a justiça etc e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo”.

Um esclarecimento aqui é importante:  a necessidade de separar a figura e a alegoria. Jesus falava a homens ainda incapazes de compreender as coisas puramente espirituais, vendo-se na contingência de apresentar imagens materiais surpreendentes e capazes de impressionar. Reservar para o futuro a verdadeira interpretação de suas palavras era o que se impunha como certo.

Paremos um pouco e consideremos sobre o que versa o inquérito. Veremos que o juiz não se prende a nenhuma formalidade, nem analisa nenhuma prática exterior, Ele leva em conta apenas a prática da caridade e julga afinal: vós que assististes vossos irmãos formai ai à direita; vós que fostes insensíveis para com eles, passai à esquerda. Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que tem amor ao próximo, acima do ortodoxo,que falta com a caridade. Desse modo, Jesus não fez da caridade uma das condições de salvação, mas a única condição. E, se assim ele concebeu, é porque ela abrange: a humildade, a doçura, a benevolência, a indulgência, a justiça, enfim, todas as outras virtudes e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

Paremos um pouco para que o texto passe a ser objeto de reflexão  e venha  a gerar perguntas que demandem elucidação, Qualquer explicação será dada no nosso próximo encontro ,
   


Como 'dever de casa', gostaria que vocês procurassem o significado de;

a) Samaritano--------------------------------------------------------------------------

b) Ortodoxo---------------------------------------------------------------------------

c) Levita---------------------------------------------------------------------------------

d) Parábola------------------------------------------------------------------------------

e) Mandamento---------------------------------------------------------------------------



Leiam e meditem sobre essa verdade:

"O Espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem".