
REFLETIR É PRECISO
Estão a fim de refletir? As fontes são diversificadas e inesgotáveis. Experimentemos:
”O prazer é a felicidade dos loucos
A felicidade é o prazer dos sábios”
(Citação de Barbey d´ Aurevilly, novelista francesa do século XIX).
“Se quiser ser feliz por uma hora, tire uma soneca.
Se quiser ser feliz por um dia, vá pescar.
Se quiser ser feliz por um mês, case-se.
Se quiser ser feliz por um ano, herde uma fortuna.
Mas, se quiser ser feliz pela vida inteira, ajude o próximo.”
(Provérbio chinês)
“Procurei minha alma e não a pude encontrar.
Procurei Deus e o Senhor se afastou de mim.
Procurei o próximo e encontrei os três.”
(Um velho ditado)
“Ama-me por amor do amor somente.
Não digas: ’Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente
Minh´alma em comunhão constantemente
Com a sua’. Porque pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.
Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade
De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me, por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade.”
(Soneto de Elizabeth Barret Browning, poetisa inglesa / Ttradução de Manuel Bandeira)
Vejam quanta diversidade. Em formas bem diferentes, somos convidados a refletir sobre hedonismo, felicidade, o próximo, o amor em si.
Todas essas asserções encontram-se no livro “Clamor das Almas”, de Richard Simonetti, que acabei de ler e quero apresentar aqui. É um trabalho cuidado sobre as verdades contidas na Doutrina Espírita, contendo passagens interessantíssimas.
Conto a do garoto que quase morreu afogado na piscina de sua mansão, sendo salvo pelo filho do jardineiro. Querendo recompensar o empregado, que se mostrara refratário àquela idéia, o patrão optou por satisfazer um desejo do adolescente – estudar medicina.
Tudo foi providenciado, o garoto fez jus à expectativa do pai e do seu benfeitor, vindo a tornar-se médico.
“O garoto chamava-se Alexandre Fleming (1881/1995), o descobridor da penicilina.”
Mas o caso não se encerra a esta altura. O menino que fora salvo do afogamento era uma figura indispensável no cenário de guerra em que o mundo se encontrava - Winston Churchil (1874/1965), a grande esperança da conquista da liberdade na luta contra Hitler (1889/1945).
Eis que Churchil cai gravemente enfermo, vitimado por uma pneumonia.
A Inglaterra toda balançou. O médico que o atendeu era ninguém mais do que Fleming que o curou com aplicação de sua penicilina.
“Após a recuperação, o chanceler inglês contou bem-humorado:
- Não é sempre que alguém tem a oportunidade de agradecer ao mesmo homem por lhe haver salvado a vida duas vezes”.
Como estão vendo, há muito o que aprender com Richard Simonetti e aqui fica a minha indicação.