Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
quarta-feira, dezembro 30, 2015
sexta-feira, novembro 13, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Ítens 1 a 9
quinta-feira, setembro 17, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo Itens 1 a 8
sexta-feira, agosto 21, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XIII Ítens 1 a 8
![]() |
Poema da primavera |
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XIII Itens 1 a 8
Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita.
FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO
Ao fazer o bem a outrem, uma atitude
deve ser observada: evitar plateia. Que seja um ato discreto, um simples atendimento
ao necessitado, ou o Pai não o recompensará. Isso significa que o ato de dar
esmola não deve ser público, que de nada adiantará esse ato de ostentação, a
não ser a aquisição da fama de piedoso por parte dos homens.
Jesus nos deu esse exemplo ao
curar um leproso com um leve toque quando, ao descer a montanha, foi seguido
por uma multidão. Jesus teve o cuidado de recomendar ao beneficiado que
evitasse falar o fato a alguém, mas que fosse mostrar-se aos sacerdotes e
oferecesse o dom prescrito por Moisés para que isso lhes servisse de
testemunho.
Fazer a caridade sem alardes é
uma grande coisa, esconder a mão que oferta é ato mais meritório ainda – é
sinal de superioridade moral, porque para ver as coisas de mais alto que o
vulgo é preciso abstrair-se da vida presente e identificar-se com a vida futura,
ou seja, colocar-se acima da humanidade para renunciar à satisfação de receber
o testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Os que estimam a
aprovação dos homens mais que a de Deus provam que têm mais fé nos homens do
que em Deus e que a vida presente é mais para ele do que a vida futura, ou
mesmo, que ela não existe.
Jesus costumava repetir em suas
pregações que aqueles que fazem o bem com ostentação já receberam a sua
recompensa, já pagaram a si mesmos com a glorificação recebida. Deus não lhes
deve mais nada, a não ser a punição de seu orgulho.
A beneficência modesta é muito
bem caracterizada pela figura aqui usada: Que
a mão esquerda não saiba o que dá a mão direita. Não esqueçamos, porém, que
há a modéstia real e a modéstia simulada. Pessoas há que escondem a mão que dá,
tendo o cuidado de deixar à mostra um pedacinho dela. Paródia grosseira das
palavras de Cristo! Que será desses
benfeitores mal-intencionados perto de Deus? Eles receberam também sua
recompensa na Terra: foram vistos e estão satisfeitos.
E que recompensa cabe àquele que
faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, exigindo-lhe testemunhos de
reconhecimento? Para este, não há nem a recompensa terrestre porque não ouvirá
nem abençoarem seu nome. Esse tipo de dádiva em proveito próprio é benefício
censurado, portanto, é moeda furada, sem nenhum valor.
Assim sendo, a beneficência sem
ostentação tem mérito dobrado: além da caridade material, ela é a caridade
moral que poupa a susceptibilidade do beneficiado, levado que é a aceitar o
benefício sem arranhar seu amor próprio.
OS INFORTÚNIOS OCULTOS
Num ambiente de calamidade pública, há sempre uma
manifestação maciça do sentido da caridade, uma ânsia de reparar os desastres
ocorridos. É uma mobilização que
impressiona. Mas, ao lado desses desastres gerais, há inúmeros desastres
particulares de pessoas que sofrem horrores sem a menor chance de esperar
socorro. A esses sofrimentos ocultos, a generosidade genuína sabe chegar mesmo
sem pedidos de assistência.
Felizmente, há muita gente consciente que pratica esse tipo
de caridade. O ideal é que, paralelamente, houvesse sempre um trabalho de
conscientização de grupos que se dispusessem a encarar essas experiências de
socorro e viessem a diminuir o extraordinário número desses infortúnios ocultos.
O ÓBOLO DA VIÚVA
Imaginemos Jesus sentado diante do cofre das ofertas onde
eram depositados valores que iriam socorrer os que não tinham condições de vida
digna. Apreciava o modo como o povo atirava o dinheiro na arca do tesouro. E
notou que muitas famílias ricas haviam feito altas doações. De repente, uma
mulher viúva, visivelmente de fracos recursos, se aproxima e coloca na arca do
tesouro duas pequenas moedas. A esta altura, Jesus convoca seus discípulos e
lhes diz que aquela viúva de poucas posses teria dado mais do que todos porque,
enquanto os ricos haviam doado de sua abundância, ela tirara de sua indigência
tudo o que lhe restava para sustentar-se - uma lição de pura dignidade e
desprendimento.
Muitas pessoas lamentam não poderem fazer tanto bem quanto
desejariam por falta de recursos suficientes e, se desejam obter fortuna é para
dela fazerem bom uso - intenção criteriosa e louvável. Mas não é exatamente o
que acontece nos corredores da vida. Há aqueles que, mesmo desejando fazer o
bem aos mais necessitados, como gostariam de começar por si mesmos, de se
concederem um pouco do supérfluo que nunca tiveram, com a condição de dar aos
pobres o que lhes sobrasse! Mas um valor se levanta: a verdadeira caridade
pensa nos outros antes de pensar em si. No caso, a posição ideal seria
procurar, pelo emprego de suas próprias forças, de sua capacidade, de seus
talentos, os recursos que faltam para realizar suas pretensões generosas. Isto
agradaria ao Senhor. Infelizmente, a maioria sonha com meios fáceis de
enriquecer rápido e sem trabalho, correndo atrás de expedientes quiméricos.
Para não falar naqueles que esperam encontrar entre os Espíritos os auxiliares
para essas torpes pesquisas. Com certeza, eles não têm ideia da finalidade
sagrada do Espiritismo e, ainda menos, da missão dos Espíritos os quais Deus
permite se comunicarem com os homens.
Os que têm a intenção pura devem se consolar de sua
impossibilidade em fazer tanto bem quanto intencionariam, pelo pensamento de
que o óbolo do pobre que dá se privando é mais valioso do que o do rico que dá
sem se privar de nada. A satisfação em socorrer a indigência pode ser imensa,
mas se ela é negada, é preciso se submeter e se limitar a fazer o que se pode.
Tire de suas horas de folga algumas para abrandar um sofrimento físico ou moral.
O efeito é o do óbolo do pobre, a moeda da viúva.
CONVIDAR OS POBRES E
OS ESTROPIADOS
Jesus disse: Quando
fizerdes um festim, não convideis os vossos amigos, mas os pobres e os
estropiados. Tomando ao pé da letra, estas palavras parecem absurdas, mas
são elevadas se nelas se procura o espírito. Jesus falava figurativamente, dirigindo-se a pessoas sem capacidade de compreender os finos matizes do
pensamento. Ele usava imagens fortes que correspondiam a cores berrantes. O
pensamento real se traduz nesses termos: ‘ Sereis felizes porque não haverá
possibilidade de retribuição, ou seja, não se deve fazer o bem pensando no que
lhe pode ser devolvido, mas por prazer de fazê-lo. Entender por festim não o
repasto em si, mas a participação na abundância do benfeitor.
Podem essas palavras ter ainda um sentido mais
literal. Há pessoas que só convidam para
sua mesa os amigos que podem retribuir-lhes o convite. Outras encontram
satisfação em chamar parentes ou amigos de vida mais contida, prestando-lhes
serviço discretamente. Estes, sem arrebanhar cegos e estropiados, põem em
prática a máxima de Jesus desde que o façam por benevolência, sem alarde,
dissimulando habilmente o benefício com uma cordialidade sincera, verdadeira.
Chegamos ao fim do capítulo de hoje. Espero que tenham apreciado a matéria. De minha parte, acho que ela nos esclarece quanto à finalidade da ajuda ao próximo e nos leva a uma reflexão sobre a intenção válida de executar tal exercício. Vamos refletir?
Agora, o recreio, deixem-me providenciar. Seria ótimo que apresentassem sugestões para abranger maior variedade de gostos. Acham uma boa ideia? Vamos tentar. Por hoje, fico numa música bonita que, de música boa ninguém se farta, pois não?
Até o próximo encontro em setembro.
sábado, julho 18, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XII Itens 1 a 8
segunda-feira, junho 22, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XI Ítens 1 a 9
![]() |
Wesley Duke Lee ABSTRATO Óleo sobre tela RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XI Itens 1 a 9 |
O capítulo de hoje trata de um
mandamento de extrema relevância - Amar
o próximo como a si mesmo, que significa fazer aos outros o que quereríamos
que os outros nos fizessem. É um mandamento que vem complementar o primeiro e o
maior dos mandamentos - Amar a Deus
sobre todas as coisas.
Tendo tido conhecimento de que
Jesus houvera calado a boca dos Saduceus, os Fariseus reuniram-se com o propósito
de encontrar um meio de embaraçar Jesus em sua prédica pública e deixá-lo
desacreditado diante de seus seguidores.
Um deles, doutor da lei, emitiu simuladamente a seguinte pergunta: Mestre,
qual o maior mandamento da lei? E Jesus respondeu: “Amareis o Senhor vosso Deus de todo vosso coração, de toda vossa alma,
de todo o vosso espírito”. É o maior e o primeiro mandamento.
O segundo mandamento é semelhante
ao primeiro: “Amareis vosso próximo como a vós mesmos”. E isto significa: tratar todos os homens da
mesma forma que quereríamos que eles nos tratassem. Toda a lei e os profetas
estão contidos nesses dois mandamentos.
O reino dos céus é comparado a um
rei que resolveu conhecer a conta dos seus servidores para consigo e, tendo
começado a agir, recebeu um deles que lhe devia dez mil talentos. Como, porém,
o súdito não possuía os meios de pagar sua dívida, recebeu a pena de vender ao
seu senhor a sua mulher, seus filhos e tudo mais que possuísse para resolver a
questão. Desesperado, o homem, ajoelhando-se, suplicou: -Senhor, tende
paciência e logo restituirei tudo que vos devo hoje. Tocado de compaixão, o
senhor deixou-o ir embora, perdoando-lhe a dívida. O tal servidor afastou-se
apressado logo alcançando a rua, onde encontrou um de seus companheiros que lhe
devia cem dinheiros. Não titubeou em exigir a quantia em suas mãos
imediatamente. Não ouviu as súplicas do outro e providenciou sua prisão. Diante
de tal intolerância, os demais companheiros correram a contar ao rei o que
acabavam de presenciar. Fazendo-o voltar, o soberano interpelou-o duramente, condenando-o
por sua atitude com o companheiro que
lhe implorava apenas um pouco mais de tempo. E, sem vacilar, entregou-o às mãos
dos carrascos.
É desse modo que o Pai, que tudo
vê, nos irá tratar, se cada um de nós não aprender a perdoar verdadeiramente a
seu irmão as faltas cometidas.
Esse mandamento “Amar ao próximo
como a si mesmo” que significa “fazer aos outros o que quereríamos que os
outros fizessem por nós” é a mais alta expressão da caridade por condensar
todos os nossos deveres para com o próximo. Hoje e sempre, nosso melhor guia
será tomar esta medida: fazer ao outro aquilo que se deseja para si mesmo. A
prática desse princípio destruirá o egoísmo e nos conduzirá à verdadeira
fraternidade, à paz e à justiça.
Dar a César o que é de César
Diante da resposta de Jesus, os
fariseus se retiraram, mas decidiram tornar a armar uma situação em que surpreendessem
o Mestre em suas palavras. Para lá seguiram seus discípulos com os Herodianos e
lançaram a pergunta insidiosa: - Senhor, sabendo que sois verdadeiro e que
ensinais o caminho de Deus pela verdade, sem distinções, orientai-nos num
ponto: É-nos permitido pagar o tributo a César ou não? Percebendo a armadilha
em que queriam envolvê-lo, Jesus solicita que lhe mostrem a peça de dinheiro
com que se paga um tributo. Apresentada a moeda, Jesus indaga de quem é a
imagem e a inscrição gravadas na peça. Ao que eles respondem: De César. Então,
a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Surpreendidos com tal
resposta, retiraram-se do local. E como os Judeus repeliam esse tributo imposto
pelos romanos, logo a situação transformou-se em questão religiosa. Na verdade,
o recurso dessa armadilha visava a um resultado drástico que seria excitar
contra Jesus a autoridade romana ou os judeus dissidentes. Tendo percebido a
tentativa de provocação, o Mestre deu-lhes uma lição de justiça, mandando-os
restituírem a cada um o que lhe era devido.
Enfim, a máxima ‘Dar a César o
que é de César’ não deve ser entendida de modo absoluto - é um princípio geral,
simplificado numa forma usual e deduzido de uma circunstância particular, ou
seja, essa máxima é uma consequência daquela que manda agir com os outros como
quereríamos que os outros agissem conosco, condenando todo prejuízo material e
moral causado a outrem. E prega o respeito dos direitos de cada um como cada um
deseja que se respeite os seus, estendendo-se ao cumprimento dos deveres
contraídos com a família, a sociedade, a autoridade, com os indivíduos.
Nota I – Este capítulo vem
enriquecido de instruções de Espíritos esclarecidos e é aconselhável que vocês
tomem conhecimento desses testemunhos A instrução é a mesma dada no capítulo
anterior. Depois da exposição do
capítulo XI, procurar em O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO o tópico INSTRUÇÕES
DOS ESPÍRITOS. Encontrarão textos excelentes falando da Lei do Amor, de Egoísmo,
de Fé e Caridade. Muito especial é o depoimento sobre CARIDADE PARA COM OS
CRIMINOSOS.
Uma contribuição caseira vem abrir esta parte recreativa, enquanto escolho um vídeo para vocês:
Este mundo insano
Soltas voláteis tantas as ideias
Difícil aprisioná-las contê-las
Fugidias não se deixam prender
Não se deixam enredar
As palavras gastas vazias
Jazem sem fôlego sem autenticidade
À espera de uma centelha nova
Que lhes instile força e energia.
Concede-nos então, Senhor,
Ainda que fortuitamente
O dom da 'poiesis' o espírito, a verve
A força a inspiração do poeta.
E faze-nos tornar tais ideias
Em palavras-verdade que liberadas
Se espalhem se expandam, abençoem
curem este mundo atordoado, doente.
Rio/2007
Ouçamos agora Laura Ullrich interpretando Ave Maria de Gounod
E até o próximo post.
quarta-feira, maio 27, 2015
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo X Itens 14 a 21
Eu deveria hoje comentar os itens acima que ilustram a matéria explicada no post anterior, focalizando os temas PERDÃO DAS OFENSAS e INDULGÊNCIA. No entanto, o que encontrei foram textos de leitura fácil, em tom explicativo, perfeitamente compreensíveis, da pena de instrutores espirituais, a saber, Simeão (Bordéus/1862) e Paulo, apóstolo (Lião/1661) sobre o tema Perdão das Ofensas. E José (Bordéus/1863) e João (Bordéus/1862), Dufêtre (Bordéus) e S.Luís (Paris/1860) sobre o tema Indulgência. Vocês podem procurar esses textos nas três últimas folhas do capítulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, sob o título Instruções dos Espíritos.

Rosas pra você, Leda, merecidas rosas.
|
Assinar:
Postagens (Atom)