Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
sexta-feira, novembro 04, 2016
quarta-feira, outubro 19, 2016
Um artigo da colunista Leda Flaborea - O DEVER
segunda-feira, outubro 03, 2016
RECAPITULAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 4 a 8
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Cerejeiras em flor
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 4 a 8
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO Tendo sabido que Jesus silenciara os Saduceus em suas perguntas intrigantes, os Fariseus reuniram-se e um deles, também doutor da lei, para tentá-lo, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Ao que Jesus lhe respondeu serenamente: Amareis vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito. E o segundo mandamento semelhante a este: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Neles se contém toda a lei.
De acordo com a lei, caridade e humildade é o único caminho da salvação enquanto egoísmo e orgulho é o da perdição. Do exposto, conclui-se que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar ao próximo nem amar ao próximo sem amar a Deus, ou seja, tudo que se faz contra o próximo se faz contra Deus. E se não podemos amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todas as obrigações do homem se acham contidas na máxima: Fora da caridade não há salvação.
NECESIDADE DA CARIDADE SEGUNDO SÃO PAULO
Ainda que eu falasse todas as línguas
dos homens e a dos anjos, se não tivesse caridade não seria nada. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia,
desvendasse todos os mistérios, tivesse ciência de tudo, além de intensa fé, se
não tivesse caridade eu nada seria. E se
decidisse distribuir meus bens para alimentar os pobres e entregasse meu corpo
ao sacrifício, mas se assim procedesse sem o espírito voltado para a caridade,
todo esse aparato não valeria nada.
A caridade real é virtude benfazeja, amena,
que nunca se enche de empáfia, desdém ou senões,
não pensa em seus interesses, não
aplaude a injustiça e reconhece sempre a verdade. Há virtudes de grande força,
mas, dentre elas, destaca se com força absoluta e definitiva a Caridade.
São Paulo, de tal modo, sentiu
essa verdade que declarou: “Ainda quando
eu tivesse a linguagem dos anjos; quando eu tivesse o dom da profecia e
penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda a fé possível, até
transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria. Entre as três
virtudes - fé, esperança e caridade –a
caridade ocupa o lugar de excelência”.
E definiu a verdadeira caridade,
mostrando-a na beneficência e na reunião de todas as qualidades do coração, na
bondade e na benevolência para com o próximo.
FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO. FORA DA VERDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
Como vimos, a máxima ‘Fora da
caridade não há salvação’ se debruça sobre um princípio universal e abre a
todos os filhos de Deus acesso à felicidade suprema. Já o dogma ‘Fora da Igreja
não há salvação apoia-se não sobre a fé fundamental em Deus e na imortalidade
da alma, o que é comum a todas as religiões, mas sobre a fé em dogmas
particulares. Esse posicionamento não traz resultado saudável por concorrer
para desunir os filhos de Deus, dando margem a promover discussão entre os seguidores
de diferentes cultos, ignorando até a lei da igualdade diante do túmulo. Com a
máxima ‘Fora da caridade não há salvação’, estamos diante da consagração do
princípio da igualdade diante de Deus e da liberdade de consciência. Por ela,
todos os homens são irmãos e qualquer que seja sua maneira de adorar a Deus,
eles se dão as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma, eles se afastam e até
se perseguem.
Outro enfoque é ‘Fora da verdade não há salvação’ que equivaleria a ‘Fora da igreja não há
salvação, ambos pecando pelo exclusivismo, já que não há uma só seita religiosa
que não pretenda deter a verdade. E ninguém neste mundo pode ter essa pretensão
com a marcha dos conhecimentos aumentando sem cessar e as ideias se
transformando com tanta rapidez. A verdade absoluta só é possível entre
espíritos de ordem mais elevada.
A humanidade terrestre não pode
pretender tal coisa porque não tem ainda o desenvolvimento espiritual
necessário. Considerando essas posições,
o Espiritismo, de acordo com o que prega o Evangelho, admitindo que a salvação
não depende da crença que se tenha, conquanto que se observe a lei de Deus,
evita dizer ‘Fora do Espiritismo não há salvação’. E como não pretende ensinar
ainda toda a verdade por falta de determinados conhecimentos, evitará também de
dizer ‘Fora da verdade não há salvação’.
Aqui encerramos a exposição deste trecho do Evangelho. Agora é lermos e relermos, conjecturarmos a respeito das passagens para absorvermos as verdades nelas contidas. E podem contar comigo nessa tarefa. O que sei dá para garantir alguma coisa O que não sei será elucidado pelos companheiros de fé que estão prontos par nos ajudar
Um mimo para vocês ~ a doce e serena palavra de Chico Xavier: "O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida.. A outra enobrece a alma".
E para despedir-me hoje, um poeminha de brincadeira descrevendo meus 7 netos ainda crianças. Oito é o número atual deles - Presente de Papai do Céu, que darei na próxima postagem pelo tempo que se esgotou.
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sexta-feira, agosto 26, 2016
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XV Itens 1 a 3
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Rosas, rosas a mancheias
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE
JESUS Capítulo XV Itens 1 a 3
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
O que é preciso para ser salvo. Parábola do bom samaritano
Iniciemos nossa releitura apresentando
a bela parábola do bom samaritano, o que nos dará flexibilidade para ampla
compreensão do mandamento em estudo.
Quando Jesus e sua coorte de
anjos se fizer presente diante de todas as nações, separará uns dos outros,
como um pastor separa as ovelhas dos bodes, colocando as ovelhas à sua direita
e os bodes à sua esquerda. E dirá aos que estarão â sua direita: Vinde, vós que
fostes benditos por meu Pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o
começo do mundo, pois eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes
de beber, tive necessidade de alojamento e me abrigastes, estive nu e me
vestistes, estive doente e me amparastes, estive na prisão e me visitastes.
Então, os justos lhe responderão:
quando, Senhor, vos vimos faminto e vos demos de comer ou com sede e vos
demos de beber? Quando vos vimos sem teto e vos abrigamos ou sem roupa e vos
vestimos? E quando vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar? E Jesus lhes responderá: Em verdade vos digo
que quantas vezes o fizestes a um irmão necessitado foi a mim mesmo que o
fizestes. E dirá em seguida àqueles à sua esquerda: Afastai-vos de mim, ide
para o que foi preparado para os indiferentes ao sofrimento alheio, pois tive
fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, tive
necessidade de abrigo e não me abrigastes. Estive nu e não me destes roupas,
estive doente e na prisão e não me procurastes. Então, eles lhe responderam
também: Senhor, quando vos vim, sem roupa ou doente ou na prisão e deixamos de
voa assistir? E ele lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que
deixastes de dar proteção a seus irmãos desamparados deixastes de dá-las a mim
mesmo. Então, estes curtirão seus erros e os justos serão liberados para a vida
eterna.
A esta altura, um doutor da lei,
com o intuito de tentar Jesus, levantou-se e perguntou-lhe: Mestre, que preciso
fazer para alcançar a vida eterna? Jesus respondeu-lhe: Que ledes na lei? Ele
respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus
de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de
todo o vosso espírito e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse então:
Respondestes muito bem Procedei assim e vivereis.
Esse homem, porém, querendo
passar por justo, indagou a Jesus: E quem é meu próximo? Jesus respondeu-lhe com a seguinte passagem:
Um homem, que se deslocava de
Jerusalém para Jericó, foi furiosamente assaltado por um bando de ladrões que
roubaram seus pertences, cobriram-no de chagas e se foram deixando-o quase
moto. Pouco depois, um sacerdote que vinha pelo mesmo caminho, percebendo o que
se passara ali, tomou o outro lado. Um levita que veio também para o mesmo
lugar, percebendo o possível perigo, passou ainda pelo outro lado. Mas um
samaritano que viajava, chegando ao lugar onde estava o ferido, foi tocado de
compaixão. Aproximou-se dele, derramou óleo e vinho em suas feridas e as
enfaixou, colocando-o em seu cavalo e levando-o a uma hospedaria, onde pôde
cuidar mais dele. Na manhã seguinte, tomou o cuidado de entregar ao hospedeiro duas
moedas, dizendo-lhe: cuidai bem deste homem e tudo o que gastares a mais com
ele, eu vos restituirei quando voltar.
Qual desses três personagens vos
parece ter representado o próximo daquele que tinha sido vítima dos ladrões? O
doutor lhe respondeu: Aquele que praticou a misericórdia com a vítima Ao que
Jesus respondeu: Ide, pois, e fazei o mesmo.
Toda a moral de Jesus resume-se
na caridade e na humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e
ao orgulho. Ao longo de seus ensinamentos, ele exibe essas duas virtudes como o
caminho para a felicidade eterna. Por isso, ele sempre disse: Bem-aventurados
os puros de coração, os brandos e pacíficos, os misericordiosos. E sempre
repetiu afirmações como as que se seguem: Amai o vosso próximo como a vós
mesmos, fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem, amai vossos inimigos,
perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados, fazei o bem sem ostentação, julgai
a vós mesmos antes de julgar os outros. Humildade e caridade - sua recomendação constante. Combate ao orgulho
e egoísmo - o que não cansa de exercer. Enfim, ele elege a caridade como a
única condição da felicidade futura.
“Jesus não fez, pois, da caridade
somente uma das condições de salvação, mas a única condição. Se houvesse outras
a serem preenchidas, ele as teria mencionado. Se coloca a caridade no primeiro
plano das virtudes é porque ela encerra, implicitamente, todas as outras: a
humildade, a doçura, a indulgência, a justiça etc e porque é a negação absoluta
do orgulho e do egoísmo”.
Um esclarecimento aqui é importante: a necessidade de separar a figura e a
alegoria. Jesus falava a homens ainda incapazes de compreender as coisas
puramente espirituais, vendo-se na contingência de apresentar imagens materiais
surpreendentes e capazes de impressionar. Reservar para o futuro a verdadeira
interpretação de suas palavras era o que se impunha como certo.
Paremos um pouco e consideremos sobre o que versa o inquérito. Veremos que o juiz não se prende a nenhuma formalidade, nem analisa nenhuma prática exterior, Ele leva em conta apenas a prática da caridade e julga afinal: vós que assististes vossos irmãos formai ai à direita; vós que fostes insensíveis para com eles, passai à esquerda. Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que tem amor ao próximo, acima do ortodoxo,que falta com a caridade. Desse modo, Jesus não fez da caridade uma das condições de salvação, mas a única condição. E, se assim ele concebeu, é porque ela abrange: a humildade, a doçura, a benevolência, a indulgência, a justiça, enfim, todas as outras virtudes e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo. Paremos um pouco para que o texto passe a ser objeto de reflexão e venha a gerar perguntas que demandem elucidação, Qualquer explicação será dada no nosso próximo encontro , Como 'dever de casa', gostaria que vocês procurassem o significado de; a) Samaritano-------------------------------------------------------------------------- b) Ortodoxo--------------------------------------------------------------------------- c) Levita--------------------------------------------------------------------------------- d) Parábola------------------------------------------------------------------------------ e) Mandamento--------------------------------------------------------------------------- Leiam e meditem sobre essa verdade: "O Espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem". |
terça-feira, julho 26, 2016
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XIV Item
De um jardim alhures
O PARENTESCO CORPORAL E O PARENTESCO ESPIRITUAL
Os laços de sangue não estabelecem necessariamente as
ligações entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não
procede do Espírito, uma vez que o Espírito existia antes da formação do corpo.
Explicando mais claramente, não foi o progenitor que fez o Espírito do filho.
Ele apenas lhe forneceu um envoltório corporal. E, por isso, deve ajudar em seu
desenvolvimento intelectual e moral para fazê-lo progredir.
Os Espíritos que encarnam numa mesma família, principalmente
entre parentes próximos, são conhecidos como Espíritos
simpáticos, ligados por relacionamentos anteriores que se explicitam por sua
afeição durante a vida terrena, mas pode acontecer também que esses Espíritos sejam
inteiramente estranhos uns aos outros, separados por antipatias também
anteriores, que se traduzem da mesma forma por seu antagonismo na Terra para
servir-lhes de prova. Disto se apreende que que os verdadeiros laços de família
não são exatamente os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de
pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após sua encarnação -
problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das vidas
(assunto já tocado no capítulo IV).
Assim, podemos
afirmar que existem duas espécies de família: as famílias pelos laços
espirituais e as famílias pelos laços corporais. As primeiras, de longa duração,
fortalecem-se pela depuração e se perpetuam no mundo dos Espíritos através de
migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se acabam com o tempo,
dissolvendo-se moralmente desde a vida atual. Com essas considerações, Jesus
quis fazer compreender ao dizer a seus seguidores: “eis minha mãe e meus
irmãos”, ou seja, minha família pelos laços espirituais, pois quem quer que
faça a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha
mãe,.
Com isso encerramos o cap, XIV.,O que nos falta é meditar sobre essas verdades. E para isso temos o excelente testemunho dado por Santo Agostinho//1862//Paris. que se encontra logo abaixo em INSTRUÇÃO DOS ESPÍRITOS Em RECREAÇÃO, começo perguntando:quem tentou escrever um poeminha? Alguém se habilitou? Continuo esperando com muita paciência e muita esperança. Conversemos mais um pouco.,então. e digamos com Santo Agostinho, partindo da realidade proposta pela Doutrina Espírita:"A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga, para tal tentação ou tal prova. Lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da f-e e que aquele que duvida um instante da sua eficácia é imediatamente punido, porque logo sente as pungitivas angústias da aflição." Vou deixá-los agora, enfeitando o local de suas reflexões e busca de paz.: um jardim complementar tão bonito e inspirador quanto o do começo de nossa conversa. |
domingo, julho 24, 2016
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XIV ítens 5 a 7
A Paz de uma paisagem florida
Continuação do texto Piedade Filial
Para com os pais sem recursos é
que se prova a real piedade filial. Há filhos que creem fazer um ‘tour de
force’ oferecendo-lhes tão somente o necessário para satisfazer-lhes a fome
quando vivem desfrutando do melhor, do especial. Há filhos que recebem em casa os
pais carentes, mas lhes reservam os menos confortáveis aposentos, agravando
essa má disposição de apoio ao proporem participação nos trabalhos de casa. Não
têm sensibilidade para reconhecer o que receberam ao nascerem até se tornarem
adultos. Não, o que os filhos devem aos pais não é só o exatamente necessário,
mas também uma parcela de seu supérfluo, de gentilezas e cuidados especiais - a
piedade filial, como Deus a concebeu. Esses filhos ingratos serão punidos pela
ingratidão ainda na existência em curso ou numa futura encarnação.
Os pais que não reconhecem seus
deveres com os filhos receberão de Deus a devida punição, não cabendo aos
filhos nem ato da censura, pois talvez eles próprios merecessem que fosse assim.
De modo que os filhos devem tomar como regra de conduta para com os pais todos
os -preceitos de Jesus ligados ao próximo e entender que todo e qualquer
procedimento negativo relativo a estranho o é ainda mais em relação a parentes.
Enquanto no caso de parentes possa ser considerado apenas uma falta, no caso de
pais, passa a ser crime caracterizado por falta de caridade unida à ingratidão.
Um ponto a considerar aqui é:
Deus, ao dizer “ Honrai a vosso pai e a vossa mãe afim de viverdes longo tempo
sobre a terra, que o Senhor vosso Deus vos dará”, por que promete como
recompensa a vida terrestre e não a vida celeste? Na expressão ‘Que Deus vos dará ‘, suprimida
na forma moderna do Decálogo, pode estar a explicação. Na época em que foram
ditas, os hebreus ainda não entendiam a vida futura, sua vida não prosseguia
além da vida corporal. Deste modo, eles deviam ser mais estimulados pelo que
viam do que pelo que não viam. Daí, Deus falar numa linguagem que eles pudessem
entender, dando-lhes em perspectiva o que pode satisfazê-los. A esta altura,
estavam no deserto. A Terra Prometida - sua aspiração efetiva: eles não desejavam nada
além disso e Deus lhes disse que viveriam nela por longo tempo desde que observassem
seus mandamentos.
Ao tempo de Jesus na terra, o
povo hebraico já apresentava ideias mais evoluídas – era a ocasião azada para
iniciá-los na vida espiritual. E Jesus fervorosamente lhes disse: ”Meu reino
não é deste mundo. É nele, e não na Terra, que recebereis a recompensa de
vossas boas obras”. Deste modo, a Terra Prometida material se torna numa pátria
celeste. Da mesma maneira, quando os chama a cumprir o mandamento: “Honrai a
vosso pai e a vossa mãe” não é mais a terra que lhes promete, mas o céu, como
vimos nos capítulos II e III.
QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS
Analisemos esta passagem: “Tendo
chegado a casa, nela se reuniu uma tão grande multidão de povo, que não podiam
mesmo tomar seu alimento. Seus parentes, tendo sabido disso, vieram para se
apoderarem dele porque diziam que ele havia perdido o espírito.
Entretanto, sua mãe e seus irmãos
tendo vindo e ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo Ora, o povo estava
sentado ao seu redor e lhe disse: Vossa mãe e vossos irmãos estão lá fora vos chamando.
Mas ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E olhando
aqueles que estavam sentados ao seu redor: Eis, disse, minha mãe e meus irmãos
porque todo aquele que faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e
minha mãe.
Tais palavras parecem estranhas nos lábios de
Jesus, pois fazem contraste com sua bondade e sua grande benevolência para com
todos. Os descrentes não perderam a
ocasião de fazer disso uma arma, apontando-o como contraditório. Um fato que
não se pode refutar é que sua doutrina tem por base essencial a lei do amor e
da caridade, não podendo, pois, destruir de um lado o que estabelecia de
outro. Do exposto se conclui que, se
certas máximas estão em contradição com o princípio, ou as palavras que lhe são
atribuídas foram mal expressadas ou não são dele.
Causa estranheza ver, nesse
particular, Jesus mostrar tanta indiferença para com os parentes e, de alguma
forma, renegar sua mãe. Quanto aos irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia
por ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam percebido a missão a cargo de
Jesus, achavam-no esquisito e seus ensinamentos não os tinha alcançado tanto
que não houve nenhum discípulo entre eles, parecendo até queque partilhavam das
prevenções de seus inimigos. Quando se apresentava na família, era acolhido
mais como estranho, tendo São João chegado a dizer “que não acreditavam mais nele”.
(cap. VII, v.5).
Quanto à sua mãe, não se pode
negar que era boa e terna com seus filhos, mas parece não ter feito uma ideia
muito justa de missão de Jesus, já que não seguia seus ensinamentos, nem lhe
prestou testemunho como o fez João Batista. A solicitude maternal era em Maria
o sentimento dominante. Quanto a Jesus, não podemos admitir que tenha renegado
sua mãe. Um pensamento desse tipo não se coaduna com aquele que disse: “Honrai
a vosso pai e a vossa mãe”. Há de se
descobrir um outro sentido para essas palavras levando-se em consideração que
sua linguagem permaneceu alegórica, por contingência, por um bom tempo.
Paremos por aqui. Releiam o texto. Avaliem se está tudo entendido Aquele/a que tiver dúvida, não se acanhe de me perguntar uma, duas ou mais vezes. Repetirei a explicação o número de vezes que for necessário. Com isso, vocês verão que, com a continuidade, vocês não precisarão mais de mim. Já poderão interpretar o que lerem sozinhos!
Hora da recreação
Que querem fazer ver ou ouvir? Que tal tentarem compor uns poemas? É só dar passagem ao sentimento. Vamos lá, eu vou na frente e o título do meu poema é
ALVITRE
Não sonhe, viva.
Não deseje, vá buscar.
O caminho é longo? Encurte-o.
O tempo é pouco? Expanda-o.
Os recursos são poucos? Crie-os.
Não esmoreça, não duvide, não desista.
A vontade é seu único motor.
A persistência, sua única arma.
A determinação, sua única força.
A fé em Deus, toda a sua razão de ser e de superar-se.
Até nosso próximo encontro.
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sábado, julho 23, 2016
RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo XIV Itens 1 a 4
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Jesus em suas pregações
Conhecemos os mandamentos: “Não
matareis / Não cometereis adultério / Não furtareis / Não prestareis falsos
testemunhos / Não fareis mal a ninguém / Honrai a vosso pai e a vossa mãe”.
Conhecemos também a seguinte
premissa: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe a fim de viverdes longo tempo sobre
a terra que o Senhor vosso Deus vos dará”. (Decálogo; Êxodo, cap. XX, v.12).
PIEDADE FILIAL
O mandamento título de hoje não é senão uma resultante da lei geral de
caridade e de amor ao próximo, o que é fácil de entender desde que não se pode
amar o próximo sem amar pai e mãe. Apenas a palavra honrai, aqui, contém um
dever a mais a seu respeito: o da piedade filial, ou seja, ao amor acrescentar
o respeito, as atenções, a submissão e a condescendência, ou seja, a obrigação
de cumprir para com eles, de um modo mais exigente, tudo o que a caridade manda
para com o próximo. Toda violação a esse mandamento é duramente punida. Honrar
pai e mãe não se resume a respeitá-los, mas assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes
repouso na velhice, devolvendo-lhes o que nos deram na nossa infância.
Para com os pais sem recursos é
que se prova a real piedade filial. Há filhos que creem fazer um ‘tour de
force’ oferecendo-lhes tão somente o necessário para satisfazer-lhes a fome
quando vivem desfrutando do melhor, do especial. Há filhos que recebem em casa os
pais carentes, mas lhes reservam os menos confortáveis aposentos, agravando
essa má disposição de apoio ao proporem participação nos trabalhos de casa. Não
têm sensibilidade para reconhecer o que receberam ao nascerem até se tornarem
adultos. Não, o que os filhos devem aos pais não é só o exatamente necessário,
mas também uma parcela de seu supérfluo, de gentilezas e cuidados especiais - a
piedade filial, como Deus a concebeu. Esses filhos ingratos serão punidos pela
ingratidão ainda na existência em curso ou numa futura encarnação.
Os pais que não reconhecem seus
deveres com os filhos receberão de Deus a devida punição, não cabendo aos
filhos nem ato da censura, pois talvez eles próprios merecessem que fosse assim.
De modo que os filhos devem tomar como regra de conduta para com os pais todos
os -preceitos de Jesus ligados ao próximo e entender que todo e qualquer
procedimento negativo relativo a estranho o é ainda mais em relação a parentes.
Enquanto no caso de parentes possa ser considerado apenas uma falta, no caso de
pais, passa a ser crime caracterizado por falta de caridade unida à ingratidão.
Um ponto a considerar aqui é:
Deus, ao dizer “ Honrai a vosso pai e a vossa mãe afim de viverdes longo tempo
sobre a terra, que o Senhor vosso Deus vos dará”, por que promete como
recompensa a vida terrestre e não a vida celeste? Na expressão ‘Que Deus vos dará ‘, suprimida
na forma moderna do Decálogo, pode estar a explicação. Na época em que foram
ditas, os hebreus ainda não entendiam a vida futura, sua vida não prosseguia
além da vida corporal. Deste modo, eles deviam ser mais estimulados pelo que
viam do que pelo que não viam. Daí, Deus falar numa linguagem que eles pudessem
entender, dando-lhes em perspectiva o que pode satisfazê-los. A esta altura,
estavam no deserto. A Terra Prometida - sua aspiração efetiva: eles não desejavam nada
além disso e Deus lhes disse que viveriam nela por longo tempo desde que observassem
seus mandamentos.
Ao tempo de Jesus na terra, o
povo hebraico já apresentava ideias mais evoluídas – era a ocasião azada para
iniciá-los na vida espiritual. E Jesus fervorosamente lhes disse: ”Meu reino
não é deste mundo. É nele, e não na Terra, que recebereis a recompensa de
vossas boas obras”. Deste modo, a Terra Prometida material se torna numa pátria
celeste. Da mesma maneira, quando os chama a cumprir o mandamento: “Honrai a
vosso pai e a vossa mãe” não é mais a terra que lhes promete, mas o céu, como
vimos nos capítulos II e III.
QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS
Analisemos esta passagem: “Tendo
chegado a casa, nela se reuniu uma tão grande multidão de povo, que não podiam
mesmo tomar seu alimento. Seus parentes, tendo sabido disso, vieram para se
apoderarem dele porque diziam que ele havia perdido o espírito.
Entretanto, sua mãe e seus irmãos
tendo vindo e ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo Ora, o povo estava
sentado ao seu redor e lhe disse: Vossa mãe e vossos irmãos estão lá fora vos chamando.
Mas ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E olhando
aqueles que estavam sentados ao seu redor: Eis, disse, minha mãe e meus irmãos
porque todo aquele que faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e
minha mãe.
Tais palavras parecem estranhas nos lábios de
Jesus, pois fazem contraste com sua bondade e sua grande benevolência para com
todos. Os descrentes não perderam a
ocasião de fazer disso uma arma, apontando-o como contraditório. Um fato que
não se pode refutar é que sua doutrina tem por base essencial a lei do amor e
da caridade, não podendo, pois, destruir de um lado o que estabelecia de
outro. Do exposto se conclui que, se
certas máximas estão em contradição com o princípio, ou as palavras que lhe são
atribuídas foram mal expressadas ou não são dele.
Causa estranheza ver, nesse
particular, Jesus mostrar tanta indiferença para com os parentes e, de alguma
forma, renegar sua mãe. Quanto aos irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia
por ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam percebido a missão a cargo de
Jesus, achavam-no esquisito e seus ensinamentos não os tinha alcançado tanto
que não houve nenhum discípulo entre eles, parecendo até queque partilhavam das
prevenções de seus inimigos. Quando se apresentava na família, era acolhido
mais como estranho, tendo São João chegado a dizer “que não acreditavam mais nele”.
(cap. VII, v.5).
Quanto à sua mãe, não se pode
negar que era boa e terna com seus filhos, mas parece não ter feito uma ideia
muito justa de missão de Jesus, já que não seguia seus ensinamentos, nem lhe
prestou testemunho como o fez João Batista. A solicitude maternal era em Maria
o sentimento dominante. Quanto a Jesus, não podemos admitir que tenha renegado
sua mãe. Um pensamento desse tipo não se coaduna com aquele que disse: “Honrai
a vosso pai e a vossa mãe”. Há de se
descobrir um outro sentido para essas suas palavras, Não esqueçamos que sua linguagem era alegórica por contingência.
Ficamos por aqui sem a costumeira recreação Acrescento apenas um pensamento bonito de alguém que se importa conosco e nos oferece a luz de seus conhecmentos Caminhe alegre pela vida. Plante sementes boas de paz e otimismo, vivendo bem com a consciência./ Carlos Pastorino |
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