domingo, outubro 12, 2014

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo VI Itens 5 a 8

Deita-se languidamente o Sol num fim de tarde primaveril.
É o pôr do sol do Arpoador 













         










Recapitulando o Evangelho de Jesus
Capítulo VI     Itens 5 a 8





          No post anterior, vimos o advento do Consolador Prometido, como havia sido anunciado por Jesus. Nossa tarefa de hoje é, com base nas instruções de Espíritos superiores,  explicar a mensagem do Espírito de verdade que nos vem falar de amor, aceitação e conciliação e, assim, afastar-nos dos caminhos obscuros. Como sabemos, os homens, em sua volubilidade e insensatez, tendem a desviar-se do caminho amplo e saudável que leva ao reino do Pai e se sentem depois aturdidos nos caminhos da impiedade e do desamor. Nosso Pai não tem a intenção de punir a humanidade pelos seus erros, ele quer que, ajudando-nos uns aos outros, encarnados e desencarnados, contornando juntos as dificuldades, cheguemos a um denominador comum em matéria de troca de atendimentos, adotando sempre a linguagem da cooperação, e que não mais esperemos pela voz dos profetas ou dos apóstolos, mas pela voz dos que não estão mais na Terra  a dizer-nos: Orem e creiam!  “A morte é a ressurreição, e a vida é a prova escolhida durante a qual as virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver...”  Eis o apelo dessas vozes experimentadas que resumem em dois pontos cruciais suas preocupações em relação ao nosso desempenho. E, do guia espiritual que nos fala, fica-nos a seguinte advertência:”Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo. Os erros que nele se enraizaram são de origem humana, e eis que, além do túmulo, que acreditáveis o nada, vozes vos clamam:  Irmãos, nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do Mal, sede os vencedores da impiedade”.   (O ESPÍRITO DE VERDADE, Paris, 1860).
       
          De mais um espírito esclarecido aprendemos que devemos elevar nossa resignação ao nível de nossas provas, e que podemos chorar, pois a dor foi sagrada no jardim das Oliveiras, mas que podemos esperar que anjos consoladores compareçam para amenizar nosso sofrimento. Nossa doutrina dissipa o erro das revoltas e nos mostra o objetivo sublime da prova humana. Ele nos deixa a seguinte exortação: “Bebei da fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançar um dia livres e alegres no seio d’Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis, e que quer que vós mesmos trabalheis vossa argila, a fim de serdes os artífices de vossa imortalidade” . (O ESPÍRITO DE VERDADE, Paris, 1861).
        
          Mais outro espírito iluminado surge em nosso caminho e nos exorta e instrui: que não procuremos por aqui a “força e a consolação porque o mundo não as pode dar. Deus fez aos vossos corações um apelo supremo pelo Espiritismo: escutai-o. Que a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade sejam extirpados de vossas almas doloridas... são esses monstros que vos ferem mortalmente. Que no futuro, humildes e submissos ao Criador pratiqueis sua divina lei. Amai e orai... invocai-o do fundo do coração e, então, ele vos enviará seu filho bem amado para vos instruir ... e vos dizer: Eis-me aqui: venho a vós porque me chamaste”. (O ESPÍRITO DE VERDADE, Bordéus, 1861).
       
         Enfim, mais uma voz vem corroborar com o que já foi dito e repetido: Deus consola os humildes e dá força a quem pede ajuda. Seu poder estende-se por toda parte : a uma lágrima derramada ele oferece um bálsamo - o devotamento e a abnegação contínua, pois elas resumem todos os deveres impostos pela caridade e pela humildade. Um conselho recebido do qual não podemos abrir mão: “O sentimento do dever cumprido vos dará o repouso do espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se asserena e o corpo não tem mais desfalecimento, porque o corpo sofre tanto mais quanto o espírito está mais profundamente atingido.” ( O ESPÍRITO de VERDADE, Havre, 1863).



          Fim da proposta de hoje . Espero que a leitura leve e alentadora deste fim de capítulo nos abra  a mente e o coração para entrarmos no sétimo capítulo do Evangelho no próximo post.

sexta-feira, agosto 29, 2014

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo VI Itens 1a 5




     


 Do artista Sérgio Prata , ANJO (a frio, pigmentos fosforescentes, filtro fluorescente)


 RECAPITULANDO  
 O  EVANGELHO  DE  JESUS      

Capítulo VI    Itens  1 a 5



     
 Entramos hoje no sexto capítulo, com CRISTO CONSOLADOR , comentando seu jugo leve e sereno: “Vinde a mim, todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós, e aprendei de mim que  sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas, porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.”
          Durante a existência terrena, tudo o que sofremos , como dores corporais, dores íntimas, decepções, angústias, perda de entes amados, absolutamente tudo encontra lenitivo  na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo, seu Filho, veio ensinar aos homens.  Aqueles que não esperam nada depois desta vida, os que duvidam do que lhes é transmitido, os sem fé não conseguem receber com destemor os sofrimentos que os atingem e não divisam nenhuma esperança no horizonte. Isso levou Jesus a dizer: ”Vinde a mim todos vós que estais fatigados e eu vos aliviarei”.
          Jesus apenas coloca um limite à sua assistência aos aflitos: a observância da lei instituída, salientando que “seu jugo é leve e sua lei é suave porque exigem por dever o sentimento do AMOR e da CARIDADE”.

                                              
                                           O CONSOLADOR PROMETIDO


          Jesus  costumava falar a seus ouvintes que, já que o amavam, seguissem seus mandamentos e ele pediria ao Pai que providenciasse um outro Consolador permanente – o Espírito de Verdade  - que o mundo do momento não o pode acolher porque não o vê , não o reconhece , mas que os que teem fé o reconhecerão e  o seguirão.
          Em verdade, o mundo ainda não estava maduro para compreendê-lo, mas, aos poucos, essa condição seria atingida e o Espírito de Verdade viria mais tarde para recordar o que o Cristo dissera, para complementar o que Cristo precisou adiar, para recordar o que fora esquecido ou mal compreendido.
E vem o Espiritismo, no tempo ideal, cumprir a promessa do Cristo.  O Espírito de Verdade, presente à sua instituição, conclama os homens à observância da lei e ensina todas as coisas que o Cristo só pudera dizer através de parábolas. O Espiritismo vem, assim.  explicar as palavras de Cristo: “Ouçam os que teem  ouvidos  para ouvir”. Ele vem abrir os olhos e os ouvidos porque vem falar uma linguagem simples, sem alegorias, deixando à mostra a verdade sobre os mistérios até então não desvelados. Ele vem, enfim, trazer uma grande consolação aos deserdados da Terra , a todos os que sofrem, mostrando uma causa justa e um fim útil a todo sofrimento humano.
          Sabemos que o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. Mas como sentir-se feliz em sofrimento e sem saber por que sofre? O Espiritismo vem em socorro, mostrando-lhe que a causa da dor pode estar nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra-lhe também seu objetivo ao considerar que sofrimentos são como crises salutares que levam à cura e representam a depuração que assegura a felicidade nas vidas futuras. O homem passa a compreender que mereceu  o sofrimento por que passou, e acha-o justo , percebendo que esse estado de coisas leva ao progresso, aceitando-o sem lamúrias. Assim, o Espiritismo cumpre o seu papel, aparando-lhe as dúvidas, incutindo-lhes a fé no futuro, fazendo-o enxergar a importância do sofrimento na Terra, em favor de horizontes mais promissores. A expectativa da felicidade que o espera lhe dá a coragem, a resignação e a paciência para concluir seu caminho.
          Desse modo, o Espiritismo transforma em realidade aquilo que Jesus assegurou com relação ao Consolador prometido: o necessário conhecimento das coisas, conhecimento este que faz o homem saber de onde vem. para onde vai e por que se acha neste planeta; a consolação pela fé e pela esperança; e, acima de tudo, o chamamento aos verdadeiros princípios  da lei  de Deus.


          Passemos agora ao momento de lazer . Trouxe novamente aquela menininha da Holanda, AMIRA, que canta como gente grande e que é um amorzinho. E surpresa ! - ela canta  AVE MARIA de Schubert e parece que é Maria Callas (que tinha esta música em seu repertório) cantando. Vocês vão gostar.. É só clicar neste link:

http://youtu.be/FUnrLM vpQLk   (ou no próprio vídeo que vem abaixo)


Amira Willighagen - Ave Maria - for English-speaking viewers

sexta-feira, agosto 01, 2014

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS CapítuloV Itens 27 a31

                                                                      From google



RECAPITULAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS    Capítulo V    Itens 27 a 31

          Finalizaremos hoje o capítulo V de nossa recapitulação, fazendo a releitura dos textos de espíritos esclarecidos que comparecem para ajudar-nos na apreensão do significado das palavras divinas. Vejamos o texto do Espírito protetor BERNARDIN / Bordéus / 1863.
          
            Ele nos explica a pergunta: Deve-se pôr termo às provas do próximo quando se pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir seu curso?
          Já nos foi ensinado que estamos aqui, na Terra, para concluir nossas provas. Tudo o que nos acontece é consequência natural de nossas existências anteriores, o peso da dívida que temos que pagar. Infelizmente, esse raciocínio pode levar-nos a interpretações errôneas que precisamos neutralizar pelas consequências funestas que podem acarretar.
           Muitos pensam que, se um espírito habita a Terra para expiar, é necessário que as provas tenham seu curso, ou, mesmo, que nada deva ser feito para tentar diminuir a dor desses espíritos, chegando ao ponto de crer que seja preciso incrementá-las para se tornarem mais  eficientes. Puro engano. Tais provas devem seguir o curso que Deus lhes prescreveu, mesmo porque não conhecemos seus limites. Um devedor nunca é escolhido por Deus como instrumento de suplício, mas como bálsamo de consolação que deve cicatrizar as feridas abertas pela justiça divina. E aquele que dá suporte ao que expia culpas deve reconhecer que foi Deus que colocou em suas mãos os meios para que o socorro seja providenciado. Ajudemos sempre com fé e amor. O espírita deve entender que sua vida inteira deve ser um ato de devotamento e de amor sem esquecer, no entanto, que só Deus pode deter a dor ou prolongá-la, segundo julgue necessário. A esta altura, estamos aptos a repetir com Bernardin: ”Estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção, deveis empregar todos os vossos esforços para abrandar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e de caridade.”

          A questão apresentada agora é: Um homem está agonizante, vítima de cruéis sofrimentos; seu estado é desesperador. É permitido poupar-lhe alguns instantes de angústia apressando-lhe o fim?
         
           Em qualquer situação de sofrimento que se encontre um paciente terminal, ninguém pode avaliar que ele está em sua hora final. Às vezes, espera-se dele apenas o último suspiro e ele se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. É a ‘visita da saúde’, como se diz comumente. Na verdade, essa horinha de graça que lhe é concedida pode ter uma imensa importância. Nela pode se conter um ’flash’ de  conscientização ou arroubo de arrependimento que o poupará de tormentos. Os que não creem na existência do Espírito não  conseguem compreender essas situações. O Espírita conhece o valor do último pensamento. Minorar os últimos sofrimentos de alguém que se vai é válido , mas tentar abreviar –lhe a vida, mesmo por poucos minutos, é desastroso para o espírito em processo de separação do corpo. Esse tempo pode poupá-lo de sofrimentos no plano espiritual. (SÃO LUIS, Paris / 1860).

       A questão que se propõe desta vez é: Alguém que está desgostoso da vida, mas não quer suicidar-se, é culpável em procurar a morte sobre um campo de batalha, pensando em torná-la útil?
            
          Na realidade, o objetivo do homem que se mata ou se faça matar é  sempre o de suspender a sua vida. Nestes casos, há suicídio de intenção se não de fato. A idéia de que sua morte servirá para alguma coisa é ilusória. É uma fantasia para enganar-se a si mesmo e sentir-se aliviado.  “O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo, a fazer, por antecipação e sem pesar, o sacrifício de sua vida se isso é necessário; mas a intenção premeditada de procurar a morte, expondo-se a um perigo, mesmo para prestar serviço, anula o mérito da ação.”  (SÃO LUIS, Paris / 1860).

          Mais uma questão: Um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida de um dos seus semelhantes, sabendo de antemão que ele mesmo sucumbirá. Isso pode ser considerado um suicídio?
         
          Desde que não haja intenção de procurar a morte, não há suicídio. Ao contrário, há devotamento e abnegação, apesar da probabilidade de vir a morrer, o que ninguém pode garantir. A mão divina pode providenciar um surpreendente meio de salvação no momento mais crítico. Pode ela querer prolongar a prova de resignação ao seu limite máximo. (SÃO LUIS, Paris / 1860).    

        Última questão: Aqueles que aceitam seus sofrimentos com resignação, por submissão à vontade de Deus e com vistas à sua felicidade futura, não trabalham senão para si mesmos, e podem tornar seus sofrimentos proveitosos aos outros?
      
              "Esses sofrimentos podem ser proveitosos a outrem, material e moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios que se impõem contribuem para o bem-estar material do próximo; moralmente, pelo exemplo que dão de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo de poder da fé espírita pode estimular os infelizes à resignação, salvá-los do desespero e de suas funestas consequências para o futuro”. (SÁO LUIS, Paris / 1860).       


Chegamos, assim, ao fim do capítulo V, o que nos deixa mais familiarizados com a linguagem e os argumentos  esclarecedores do contexto. Merecemos uma pausa, uns minutos relaxantes. E isso foi providenciado. Ao saírem do texto aqui ,rolem para o vídeo abaixo e se encantem com a voz e a graça de uma 'cantora de ópera' de apenas 9 anos e autodidata! Eu adoraria saber a reação de cada um de vocês sobre esse fenômeno de voz. Até setembro.   LINK para o vídeo: http://youtu.be/qDqTBIKU4CE


terça-feira, julho 01, 2014

                                       Cerejeiras  Floridas    Via Google

Meus companheiros de estudo,

Estava postando para vocês o tema de hoje, quando fui interrompida por uma visita surpresa de uma pessoa muito querida. Ao fim do 'papo' gostoso, voltei à tarefa interrompida e a encerrei sem me dar conta de que havia escolhido para o post de hoje uma música linda que todos curtem muito: a Oração de São Francisco,  interpretada por nosso querido cantor Fagner, acompanhado por Quarteto Iguaçu e Orquestra de Tunas, em show realizado no Teatro Guaíra, em18/12/2012. Aqui está o link no qual vocês clicarão. Já experimentei e  funcionou direitinho.

De modo que agora é só clicar e ouvir, com o pensamento no Alto. 


https://www.youtube.com/watch?v=ceyKB8_Fn7k

Até mais.