Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
domingo, outubro 10, 2010
Voltando a NOSSO LAR
quarta-feira, agosto 25, 2010
FALANDO DE LIBERDADE
FALANDO DE LIBERDADE
segunda-feira, agosto 16, 2010
NOSSO LAR - o filme
sexta-feira, junho 25, 2010
Conversa informal

Conversemos aleatoriamente hoje, um jeito de mudar um pouco a fisionomia de nosso encontro, agora, mensal, dado o tempo curto para atender a tantos assuntos. Podemos comentar sobre notícias de movimentos ligados ao Espiritismo, eventos que se realizam no momento, livros e vídeos que surgem on-line para leitura /escuta gratuita, algumas outras fontes de informações a pesquisar. Vejamos:
- Ação e Reação, de André Luiz (PDF)
- Espírito e Vida, de Divaldo Pereira Franco (Joana de Angelis)
- Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda
-\Não pise na Bola, de RIchard Siminetti
- Nosso Lar, de André Luiz
- Passes e Irradiações, de Edgard Armond
- Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares
- Renovando Atitudes, de Hammed
- Ave Cristo, de Emmanuel
- Além da Morte, de Divaldo Pereira Franco
Um site interessante é www.chicoxavier.com.
http://www.luzdoespiritismo.com/Nova_pasta2/espiritismo_copy(9).htm
http://videosespiritas.com/programas.html
E há, infelizmente, as notícias desgastantes como as das chuvas recentes que flagelaram muitas cidades do interior de Alagoas e Pernambuco, deixando em estado de desespero seus habitantes, com o duro golpe do desabrigo repentino e a exposição a sérios perigos de saúde. Que cada espírita se mobilize, dentro de suas possiblidades físicas ou financeiras para tentar minorar o sofrimento desses nossos irmãos. Qualquer viés de ajuda, por mínimo que seja, somado a outros, já constitui algo significativo para aqueles aos quais só restou assombro.
Que assim seja.
segunda-feira, maio 03, 2010
O DÌZIMO E A CASA ESPÍRITA
Venho hoje com um tema da autoria de Leda Flaborea, já conhecida dos leitores deste blog pela maturidade e diligência com que trata os assuntos que expõe.
Quero antes me posicionar em relação à importância do tema abordado, afirmando que é necessário e oportuno esse tipo de explicação detalhada acerca de certos aspectos da prática religiosa, de atitudes que devem ser tomadas, no dia a dia, nos núcleos de trabalho.
Assim sendo, vamos seguir o raciocínio de Leda sobre
O DÍZIMO E A CASA ESPÍRITA
O dízimo já era praticado antes da vinda de Jesus. Encontra-se muito claro no Antigo Testamento e significava a décima parte consagrada a Deus. A Lei requeria que a décima parte do grão, do vinho, do azeite produzido a cada ano, assim como os primogênitos dos rebanhos e das manadas, e de tudo mais que se produzisse, fosse entregue aos levitas e sacerdotes, com o objetivo de manterem os templos em funcionamento. Podemos constatar essa prática no Pentateuco : terceiro livro (Levítico, 27:30-32.), no quinto livro (Deuteronômio, 14:22.), e ainda em Neemias, 10:32. , nos livros históricos.
Leda Flaborea
Leda escreve para muitos jornais, revistas e sites, a saber: Revista Internacional de Espiritismo - Matão/SP; Jornal Espírita e O Semeador , ambas publicadas pela FEESP; para o Jornal Espírita de Três Lagoas-Três Lagoas/MS; para o Jornal Espírita de Portugal, publicado pela Federação Espírita Portuguesa; para O Consolador; e para o Letra Espírita.
sábado, abril 03, 2010
Páscoa

Páscoa, mais uma vez. Mais uma vez, volto a considerar aquele artigo que postei aqui, às vésperas da Páscoa, no ano passado: Páscoa - Comemorar ou Não? ( Fonte: O Observador).
Sinto a necessidade e o dever de repetir alguns daqueles parágrafos que tão bem mostram a posição do espirita em relação ao significado da Páscoa.
“Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa.... como fazem as demais filosofias cristãs.Todavia, o sentimento de religiosidade... é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou coletiva, acerca da Páscoa não é proibida nem desaconselhada. O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo.”
Como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos ou liturgias, tenta ir ao significado da Páscoa, contemplando outros valores.
“Antes,... faz-se necessário buscar no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento. A Páscoa... não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural. Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à ‘festa dos ázimos’, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas”.
“É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno. Mas há outros elementos ‘evangélicos’ que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao ‘martírio’, ao sofrimento de Jesus e os últimos, à ressurreição e ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no pós-mortem”, o que é negado pela ciência.
“As igrejas cristãs insistem na hipótese de o Cristo ter subido aos céus em ‘corpo e alma’ e fará o mesmo em relação a todos os eleitos no chamado ‘juízo final’. A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a competência ou a qualificação de todos os Espíritos. Com tantas oportunidades quanto sejam necessárias, no nascer de novo, é possível a todos progredirem.”
“A páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos ‘nossos’ pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para ‘nos salvar’, dos nossos próprios erros ou dos erros cometidos pelos nossos ancestrais, em especial, os ‘bíblicos’ Adão e Eva, no Paraíso.”
“Esta tradição judaico-cristã da ‘culpa’ é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós, espíritas, devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande e última lição de Jesus que vence as iniquidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica para asseverar que ‘permaneceria eternamente conosco’, na direção bussolar de nossos passos doravante.
“...que possamos encarar a Páscoa como o momento de transformação, a verdadeira evocação de Liberdade ,...” a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria vida de Jesus, de amor ao próximo e valorização da própria vida.”
Com a exposição desses trechos explicativos, acho que ficou bem clara a nossa posição. Referendar a Páscoa é comemorar a vida, é entender que ela não cessa com a morte do corpo fásico, é ter certeza de que ela continua na espiritualidade, e que, por reencarnações sucessivas, o espírito vai-se depurando até alcançar a angelitude e aproximar-se da esfera divina.
Amemos a Deus sobre todas as coisas, amemos o próximo com a nós mesmos e estaremos em consonância com os ensinamentos de Jesus em sua passagem pela Terra e afinados definitivamente com o espírito da Páscoa.
Que nossa Páscoa seja florida e nos encha de esperanças .



