terça-feira, janeiro 22, 2008

AUTOCONHECIMENTO

ANJO SERGIO PRATA Encáustica a frio, tinta acrílca, pigmento fosforescente e filtros fluorescentes Pintura trifásica
Caros visitantes desta página

Nosso último contato se deu em fins de novembro. De dezembro pra cá, estive envolvida com assuntos pessoais ligados a questões de saúde, deixando de manifestar-me sobre as Festas de fim de ano, omissão que certamente os amigos hão de compreender e relevar.

Volto agora, de vagarzinho, enquanto espero a hora de receber a indicação das lentes que me darão condições de escrever sem tanto atropelo.

E, desejando que 2008 seja um ano mais iluminado para todos nós, volto-me para o tema que escolhi para iniciá-lo.

Vamos falar de uma qualidade inata ao homem, que precisa ser exercitada com muito empenho por todos nós, o que melhorará os relacionamentos interpessoais de forma surpreendente.
Trata-se de AUTOCONHECIMENTO, qualidade que, trabalhada, nos leva a perceber gradativamente aquilo que podemos modificar em nós mesmos para chegarmos à nossa própria essência.

Reconhecendo nossos pontos fracos, estaremos aptos a respeitar nossos semelhantes sem nos arriscarmos a projetar neles nossas próprias deficiências.

Só nessa condição, poderemos pensar em ajudar nosso semelhante. Como o autoconhecimento exige uma constante auto-reflexão, este permanente olhar para dentro de nós mesmos nos dá a capacidade de descobrir nossa própria limitação e a atenuar as críticas a nós mesmos e aos outros.

As pequenas diferenças mal vivenciadas durante um longo período de tempo transformam nossas relações, quer sejam de negócios, de amizade, de família, até mesmo as conjugais, em relações mal sucedidas, podendo abalar , até mesmo destruir relacionamentos duradouros, pois nós somos capazes de projetar na vida interpessoal pensamentos e emoções inaceitáveis . É o nosso lado obscuro – a área do inconsciente que é responsável por nosso comportamento indesejável em uma situaçao desagradável dentro de um relacionamento. É o que acontece também com o tipo de mensagem subliminar que emitimos no ato de nos horrorizarmos com a postura comportamental de certos segmentos sociais, como o comportamento sexual de certos grupos e a discriminação de raças, credos e minorias. Isto significa que nossos maiores adversários estão dentro de nós mesmos. Daí a importãncia de termos que enxergar com nitidez nosso lado sombrio para podermos alcançar a nossa paz intrerior.

Enfim, não somos aquilo que parecemos ser. Graças ao autoconheciento, podemos, aos poucos, nos transformar, descobrindo nesse processo nossos potenciais latentes, o que nos revelará aquilo que somos em essência.

Na realidade, só tememos aquilo qie ignoramos. Aqueles que não se conhecem a si mesmos não conseguirão ter um bom relacionamento com qualquer outra pessoa.
Temos que afastar hábitos e crenças que nos tornam inconscientes de nossa própria vida íntima, prescrutar nossas sensações externas e internas, fazer uso da nossa capacidade de reflexão.
Lançando um olhar psicológico sobre o Novo Testamento, chegaremos à conclusão de que Jesus foi um psicoterapeuta arguto e moderno. Seus argumentos, seu estilo de agir e de viver apresentam um significado oculto, insuspeitado pelo mero observador.
O episódio de Seu caminhar sobre as águas remete-nos ao significado da água como a energia desconhecida da alma, ou seja, o simbolismo da sombra, da vida inconsciente, daquilo que está embutido na alma e que o homem tenta trazer à tona para sua segurança. Jesus caminhando na superfície líquida simboliza o domínio do lado escuro da natureza humana, do medo e da insegurança, efeitos da sombra pessoal e coletiva, motivos da desunião entre pessoas e grupos sociais. Como não entendemos bem essa zona assentada no inconsciente, jogamos nossa sombra nas qualidades desagrdáveis dos outros.
Aceitando esses opostos, tais como: delírio de poder X manifestação de fraqueza, emulação X menosprezo, excesso X desinteresse, atitude montada X credulidade, gozo em ter X passividade, chegamos à postura equilibrada, que é o meio-termo entre essas oponências.
A postura mediadora porá termo à nossa intolerãncia com nós mesmos e com nossos pares. É a isto que chamamos amor, o sentimento que liga as pessoas e as interliga com as demais, passando-nos a alegria de viver, a felicidade de progredir.
A doutrina espírita está aí para nos dizer que o desequilíbrio se situa na intimidade dos indivíduos e que, desvelando nossas sombras, alcançaremos nossa auto-renovação Façamos como o Mestre Jesus, que nos encoraja a andar sobre as águas, ou seja, a vasculhar o interior de nós nesmos, analisar nossas próprias profundezas.
Pode o espectro desta sombra humana parecer inabalável em sua força e intensidade, mas trazido à luz da consciência, constataremos que se trata apenas de uma face nossa ainda necessitada de aprendizagem e da capacidade de perceber a magnitude da bondade de Deus.


Extraído dos capítulos do mesmo nome do livro “OS PRAZERES DA ALMA’ de Fracisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed.


Leiam, reflitam, comentem entre si ou aqui no espaço para comentários, não adiem este esplêndido exercício de reflexão e autoconhecimento.
Paz para todos nós.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Da Verdade


Espíritas em busca de conhecimento da doutrina, está aqui um belo e instrutivo artigo da iluminada amiga que trago sempre a esta página.
Que seus corações se abram a estas cristalinas verdades.
A VERDADE NOS LIBERTARÁ: CERTEZA DE JESUS

Leda Maria Flaborea

“Meu reino não é deste mundo. Se fosse, meus ministros se empenhariam em não me entregarem aos judeus. Mas agora meu reino não é daqui.”– Jesus (João,18:36). Estas foram as palavras de Jesus a Poncio Pilatos quando este perguntou ao Mestre se Ele era rei.

Jesus fala nesta passagem do Reino de Deus e, a fim de entendermos a essência desse ensinamento, procuremos compreender o que esta expressão significa: tomemos a expressão Reino de Deus como sinônimo de felicidade plena (conceito espiritual), e felicidade como sendo igual à ausência de problemas (conceito humano).

Todos nós imaginamos que uma vida feliz é uma vida sem dificuldades, sem sustos ou medos. Enfim, uma vida sem preocupações. E isso é tão verdadeiro que costumamos dizer que nossa vida, quando não existem tropeços, é um céu ou um mar de rosas. Por causa desse conceito de felicidade, muitos trabalhadores da seara de Jesus, enganados por ilusões transitórias, afastam-se da vida do mundo passando a viver uma existência contemplativa, esquecendo-se que Jesus fez essa afirmação, mas não se afastou do planeta. Levou até o final a sua missão.

Isto nos faz perceber, claramente, que a vida terrena é de fato cercada de dificuldades e só terá sentido vivê-la se nos conscientizarmos disso. Então, vida planetária e dificuldades caminham juntas. Se assim não fosse, Jesus teria afastado de si todos os obstáculos para que Ele mesmo não sofresse o que sofreu.

Existem, ainda, outros companheiros que acreditam ser a vida na Terra um mar de sofrimentos, e que só serão felizes quando passarem a viver no plano espiritual. Costumam dizer: “Aí sim, vou descansar.” Entretanto, por tudo que aprendemos através de leituras, de palestras ou de cursos, enfim das mais diferentes formas de comunicação, que a vida espiritual não é um rio de mel onde permanecemos em ociosidade, no gozo das benesses divinas, simplesmente pelo fato de não estarmos mais no plano físico. Muito pelo contrário, temos conhecimentos suficientes para saber que seremos lá o que aqui formos e que as benesses divinas virão de acordo com nosso merecimento.

Parece-nos, então, que o nosso conceito de felicidade está errado ou, pelo menos, não estamos entendendo o significado das afirmações de Jesus.

Vamos agora prestar um pouco de atenção à segunda parte da frase: “mas agora meu reino não é daqui”.

Podemos perceber que em momento algum Jesus disse que seu reino não seria na Terra. Ele afirma que, naquele momento pelo qual o planeta passava, seu reino não estava estabelecido. Entretanto, a confiança Dele de que em algum momento isso efetivamente aconteceria, não deixa margem de dúvida ao usar a palavra “agora”. Ele confia nessa mudança através da transformação do Homem, e tanto isso é verdadeiro que permanece nos amparando, curando nossas feridas morais, lembrando-nos que os problemas humanos no planeta são transitórios, apesar das enormes dificuldades que atravessamos.

Isto nos faz entender que a presença do Reino de Deus em nossa vida está ligada à proposta de mudança do nosso ponto de vista em relação à verdadeira realidade, e não à que supostamente imaginamos seja ela. E como poderemos realizá-la?

Podemos, primeiramente, estabelecer o que realmente necessitamos e não o que imaginamos necessitar para sermos felizes. Depois, com base nisso, determinar o que é possível fazer para que essa conquista aconteça - nossos limites e não nossas ilusões deverão nortear essas ações. É necessário não nos esquecermos de que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém e que é importante conhecermos tudo, mas retermos apenas o bem, conforme nos lembra o Apóstolo Paulo.

Essas atitudes mentais modificantes nos levarão, certamente, a iniciar um maior conhecimento de nós próprios, ou seja, conhecermos a verdade sobre nós. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma postura mental difícil de ser mantida, mas não impossível de se conquistar. Necessitamos para isso de vontade firme e sensibilidade para perceber que a hora da mudança chegou. E, somando-se a isso, não ter medo de fazer o que deve e precisa ser feito.

Estamos cansados de sofrer, de sentir medo, de viver aflitos e, às vezes, desesperançados. É necessário iniciarmos a viagem para dentro de nós mesmos, a fim de que possamos aprender a nos conhecer e, nos conhecendo, aprendermos a nos amar.

Queremos sempre saber o que o outro sente, como pensa e tememos encarar nossos verdadeiros sentimentos, nossos medos, nossos desejos. Passamos grande parte da nossa existência nos culpando por muitas coisas, punindo nosso corpo, tornando-nos infelizes. Por isso Jesus nos disse que conheceríamos a Verdade e que ela nos libertaria. Conheceríamos a verdade sobre nós mesmos e que esse conhecimento nos libertaria das culpas, dos medos, das angústias. Porque quanto mais nos conhecermos mais nos amaremos e, conseqüentemente, também amaremos o nosso próximo e a Deus.

O “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” exige de cada um de nós um caminho inverso a ser seguido – de nós para Deus - para atingirmos a felicidade plena e instalar para sempre o Reino de Deus em nossos corações.

O que isso significa? Significa que essa conscientização surgirá quando aprendermos a utilizar as informações recebidas como instrumentos para nossa iluminação.

O Reino de Deus ao qual Jesus se refere como não sendo deste mundo de ilusões materiais, de necessidades vãs, onde o egoísmo e o orgulho têm morada fixa, pertence a todos aqueles que já praticam Seus ensinamentos, que não têm medo de se manterem firmes nessa escolha, concretizando caminhos novos, sonhando sonhos possíveis e tornando-os realidade. O Reino de Deus pertence, sim, a todos aqueles que aceitaram o convite de Jesus de irem até Ele para aliviar suas dores.



Bibliografia

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 2

F.C.Xavier/Emmanuel (Espírito) – Pão Nosso – lição 133
Caminho, Verdade e Vida – lição 85


Oliveira, Wanderley S. / Ermance Dufaux (Espírito) – Mereça Ser Feliz – Cap IV
Ed. INEDE – 2a. ed., 2003
Que a humanidade encontre o caminho da verdade.

sexta-feira, novembro 02, 2007

A eficácia da prece depende da vontade de nos melhorarmos

Vejam só como vem a calhar este texto como advertência mais que oportuna para quem quer se posicionar diante da fé em Cristo.

A EFICÁCIA DA PRECE DEPENDE DA VONTADE DE NOS MELHORARMOS

LEDA MARIA FLABOREA E ADONIS SORAGGI

Será certo pedir tanto? Perguntamos tantas vezes... Mas, se necessitamos da misericórdia divina para continuarmos a ter coragem nas lutas diárias, por que não podemos pedir? O problema está no quê pedir e no como fazê-lo. Imaginar que a prece com muitas palavras, colocadas em determinada ordem, muito elaborada e sem ser clara e concisa, que se prenda mais à forma que à essência e que necessite de um lugar especial para que atinja seu objetivo, seja mais agradável a Deus, é prender-se a um deus que privilegia, que escolhe e não percebe o eco que essa prece faz no coração de quem pede.
E é justamente por tudo saber que Ele não deixa sem resposta os nossos apelos. Nossa dificuldade reside em não entendermos de que maneira esses nossos pedidos são atendidos, pois que esperamos sempre que nossos desejos sejam satisfeitos e as necessidades que acreditamos possuir, atendidas. Deus nos responde sempre com aquilo de que nós, realmente, necessitamos e não com o que supomos precisar.
Assim, quando oramos ao Pai ou aos bons Espíritos, é importante lembrar que a eficácia da prece depende de nossa real vontade de nos melhorarmos; que a oração é um ato de adoração e submissão a Deus e às Suas Leis, compreendendo Sua bondade; que ao pedirmos algo, que seja um pedido do necessário e não do supérfluo; que ao pedirmos por todos, encarnados e desencarnados, ou a favor de alguém em especial, que, esse ato seja um princípio de caridade, pois pedimos para o outro aquilo que desejaríamos para nós.
Das preces que fazemos, o Pai Nosso representa a oração-símbolo, porque contém todas as que conhecemos de cor e aquelas que nossa imaginação puder criar. É um roteiro completo de aperfeiçoamento por ter um caráter universal, uma vez que pode ser feita por todos aqueles que acreditam em Deus. É a prece que nos coloca, sem dúvida alguma, em harmonia com o Pai, quando encontra eco em nossos corações.
Por ser concisa e simples, é fácil entender que ela traz os nossos deveres para com Deus e com o próximo e, por essa razão, transforma-se em uma profissão de fé, em um ato de adoração e submissão ao Criador.
Quando dizemos “Pai Nosso que estais no céu”, - estabelecemos, em nós, a crença no poder e na bondade divinos, e o reconhecimento da solicitude paternal – exceto para os orgulhosos; entramos em conexão com Deus, reconhecendo-o como causa primária de todas as coisas, louvando-O e agradecendo-Lhe com humildade.
Ao pedirmos que “venha a nós o vosso reino, assim na Terra como no céu”, estamos rogando que a felicidade prometida por Jesus chegue até nós, sem que nos esqueçamos, todavia, que só a alcançaremos, segundo nossa responsabilidade e méritos, conquistados nas lutas de cada dia.
Se cada um de nós fizer bom uso de seu livre-arbítrio, estabelecendo intimamente o compromisso de cumprir as Leis de Deus, estaremos participando da harmonia universal; colaborando para que o Bem reine soberano sobre o planeta. A vontade do Pai vem sempre carregada de sabedoria, misericórdia e bondade e, se a compreendermos e aceitarmos, sem qualquer dúvida ou medos, ela se tornará, para nós, instrumento poderoso de progresso material e espiritual.
Tantas vezes rogamos ao Criador que o pão nosso de cada dia esteja em nossas mesas e em nossas almas... Entretanto, para que sejamos atendidos, necessitamos cumprir a Lei do Trabalho, seja na busca do pão material, seja na do pão espiritual.
Mão, pés, inteligência, vontade... Tudo isso são recursos que Ele colocou à nossa disposição para o cumprimento dessa lei. Se não os usamos adequadamente, também não podemos nos queixar das carências que hoje experimentamos. Mas, que nossa ambição, o descontentamento pelo que temos, a idéia de que Deus é injusto, porque dá ao outro que não merece – segundo nosso ponto de vista – tudo aquilo que deveria ser nosso, porque acreditamos merecer – também de acordo com nossa maneira de ver a vida – não nos faça sucumbir e atrasar nosso progresso.
E sucumbimos sim, muitas vezes, mas a bondade do Pai é tão grande que nos dá sempre novas oportunidades. Perdoa as nossas dívidas, porque cada falta é uma dívida, para que entendamos a necessidade que temos, também, de perdoar aqueles que estão em débito para conosco.
Quantas vezes rogamos a caridade de Deus para com nossos erros e não conseguimos ser caridosos e nem misericordiosos com as faltas alheias... Entretanto, são essas dificuldades que nos fortalecem e promovem nosso progresso. E com que finalidade Deus permitiria a existência desses obstáculos em nosso dia a dia? O objetivo é o entendimento de que se O aceitamos como justo, essas aflições também devem ser justas. Por isso, é importante aprendermos a perdoar, mesmo que tenhamos muitas dificuldades no início, porque o perdão é a essência da caridade. É ele que nos liberta das faltas que cometemos. É ele que nos fortalece, evitando que sejamos alvos das más influências.
É através do perdão, da indulgência para com os erros dos outros que somos assistidos para não cairmos em tentação e protegidos do mal.
Nossas imperfeições e fraquezas são caminhos abertos às más influências. Elas atrasam nosso progresso e nos levam a novas quedas. Assim, quando nos propomos, efetivamente, a superar essas imperfeições, com a ajuda de Deus e a nossa vigilância, também passamos a aceitar que as dificuldades fazem parte do nosso crescimento espiritual; que Deus nos provê daquilo que é melhor para nós e que somos tão imperfeitos quanto aquelas pessoas que nos acompanham na trajetória evolutiva, sejam elas parentes, amigos, companheiros de trabalho ou desconhecidos.
Pensando e agindo dessa forma, cumprimos o objetivo para o qual fomos criados: o de sermos felizes, estabelecendo, em nossos corações, definitivamente, o Reino de Deus.
E como termina a oração, que assim seja.

LEDA MARIA FLABOREA é pedagoga, expositora e articulista espírita, e-mail ledaflaborea@ig.com.br

Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet


Façamos bom proveito desta excelente chamada de atenção.

terça-feira, outubro 16, 2007

Do Perdão das Ofensas

Maternidade em siena, ocre, marrom e turquesa Óleo sem tela colado em madeira
Carlos Araújo

DO PERDÃO DAS OFENSAS

Há uma forma de caridade muito penosa e, por isso mesmo, muito meritória que é a de perdoar àqueles que Deus colocou sobre o nosso caminho para serem instrumento dos nossos sofrimentos como também para pôr à prova a nossa paciência.
Entenda-se perdoar em toda a extensão do termo: perdoar a um estranho, a um colega, a um amigo, a um parente, até a um inimigo.

Lembremo-nos de que Jesus, ao ser consultado sobre quantas vezes devemos perdoar aos nossos inimigos, deu a seguinte resposta ao apóstolo Pedro:...” perdoarás ao teu irmão não sete vezes, mas setenta e sete vezes.”
“ ...perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, ainda que a ofensa te seja feita freqüentemente; ensinarás aos teus irmãos esse esquecimento de si mesmo que os torna invulneráveis contra o ataque, os maus procedimentos e as injúrias; serás brando e humilde de coração; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial faça por ti...”
Não esqueçamos, porém, que o perdão das ofensas deve ser uma palavra consciente, verdadeira, firme e que devemos procurar compensação no bem que podemos realizar.
O mais difícil, no entanto, é perdoar aos inimigos, tanto que São Paulo diz com muita coerência: Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio.
O verdadeiro perdão, o perdão cristão é o único que será contado, pois Deus não considera aparências e vai ao fundo de nosso pensamento.

Continuemos a refletir sobre o ato de perdoar, dentro de nossas limitações mentais, emocionais e morais.

Qnando pedimos desculpas por algum ato desairoso praticado contra alguém, isso significa que nos conscientizamos do prejuízo causado e pedimos a retirada de nossa culpa. Há, porém, os que agem assim com o fito de ter o campo livre pra outras agressões. Imaturos, habituam-se a esse tipo de procedimento e o perpetuam,
Em casos como esse, o pedido de desculpa não é conscientizado. E o ato de desculpar pode tornar-se uma constante acomodação em que se camufla o desrespeito ao outro.
Aí, entra o bom senso para a tomada de posição adequada. Não é saudável proceder desculpando os erros alheios quando essas emoções, represadas, podem vir a se manifestar de forma negativa. Cabe-nos aí uma atitude limitadora que nos preserve a dignidade pessoal : “ Amar-nos a nós mesmos para que possamos amar plenamente os outros”.

Este raciocínio nos leva à noção do autoperdão, “estado da alma que emerge de nossa intimidade, fazendo-nos aceitar tudo que somos sem nenhum prejulgamento”.

Partindo da idéia de que nossos defeitos são passíveis de correção, compreenderemos que, à medida que perdoamos nossos próprios desacertos, começamos a perdoar plenamente os erros alheios. Isto constitui a base da solidariedade humana.
“O autoperdão nos conduz à aceitação plena de nossas potencialidades ainda não desenvolvidas” e “... a uma compreensão maior de que as experiências evolutivas nada mais são do que a soma de acertos e de erros do passado e do presente”.

Razão para olharmos nossa tarefa aqui, na Terra, com mais segurança, com mais confiança, desde que cuidemos com máxima atenção de nossas atividades evolutivas, sem acomodações, com honestidade, empenho e determinação.


Livros consultados:

O Evangelho de Jesus segundo o Espiritismo, Allan Kardec (Capítulo X)
Os Prazeres da Alma, Francisco do Espírito Santos Neto pelo espírito Hammed (pags. 171 e 175)
Em seguida, o tema em questão tratado musicalmente, em vídeo do You Tube.

Perdão


Para complementar, esta música reveladora de nossas possibilidades de reavaliação

domingo, outubro 07, 2007

TEMAS PARA REFLEXÂO

Carlos Scliar

Trago-lhes hoje um breve tema para reflexão. Contribuição de um companheiro de fé que já tem marcado presença neste sítio. Leiamos, então, o texto intitulado


NEGAÇÃO E AFIRMAÇÃO

Felinto Elízio Duarte Campelo
“E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente”.(Mateus 26 : 75)
Somos ainda espíritos frágeis, imperfeitos e, apesar dos bons propósitos, falimos na hora de testemunhar nossa fé.
Quais novos Pedros, após cada fracasso, choramos desalentada e amargamente nossas quedas.
Convém, entretanto, refletir acerca da vida do grande apóstolo depois da triste ocorrência verificada na casa do sumo sacerdote Caifás.
Pedro não se quedou lamuriante como um vencido; reuniu forças, encarou o desafio e entregou-se de corpo e alma ao serviço do Mestre Jesus seguindo-lhe as pegadas, constituindo-se num verdadeiro baluarte na propagação do cristianismo.
Sigamos o exemplo do Apóstolo Pedro, transformando a NEGAÇÃO de hoje em valorosa e inolvidável AFIRMAÇÃO de veros discípulos do Cristo, encetando desde já a nossa caminhada ao encontro do Senhor, enfrentando com bravura todas as dificuldades que o mundo impõe, sustentados pela fé, protegidos pela vigilância, amparados pela oração como nos recomenda Jesus.



E tenho mais este belo presente: um texto psicografado pelo inesquecível Chico Xavier.

LUGAR PARA ELA

Todos nós precisamos da verdade, porque a verdade é a luz do espírito, em torno de situações, pessoas e coisas; fora dela, a fantasia é capaz de suscitar a loucura, sob o patrocínio da ilusão. Entretanto, é necessário que a caridade lhe comande as manifestações para que o esclarecimento não se torne fogo devorador nas plantações da esperança.

Todos nós precisamos da justiça, porque a justiça é a lei, em torno de situações, pessoas e coisas; fora dela, a iniqüidade é capaz de premiar o banditismo, em nome do poder. Entretanto, é necessário que a caridade lhe presida as manifestações para que o direito não se faça intolerância, impedindo a recuperação das vítimas do mal.

Todos nós precisamos da lógica, porque a lógica é a razão em si mesma, em torno de situações, pessoas e coisas; fora dela, a paixão é capaz de gerar o crime, à conta de sentimento. Entretanto, é necessário que a caridade lhe inspire as manifestações, para que o discernimento não se converta em vaidade, obstruindo os serviços da educação.

Todos nós precisamos da ordem, porque a ordem é a disciplina, em torno de situações, pessoas e coisas; fora dela, o capricho é capaz de estabelecer a revolta destruidora, sob a capa dos bons intentos. Entretanto, é necessário que a caridade lhe oriente as manifestações para que o método não se transforme em orgulho, aniquilando as obras do bem.

Cultivemos a verdade, a justiça, a lógica e a ordem, buscando a caridade e reservando, em todos os nossos atos, um lugar para ela, porquanto a caridade é a força do amor e o amor é a única força com bastante autoridade para sustentar-nos a união fraternal, sob a raiz sublime da vida, que é Deus.

É por isso que Allan Kardec, cônscio de que restaurava o Evangelho do Cristo para todos os climas e culturas da Humanidade, inscreveu nos pórticos do Espiritismo a divisa inolvidável, destinada a quantos lhe abraçam as realizações e os princípios: Fora da caridade não há salvação.

(Estude e Viva
. - FEB - Francisco C. Xavier, Waldo Vieira. Pelos Espíritos: Emmanuel, André Luiz. Pág. 123/124)

Não há ponto final para o amor.
Amor é vida e a vida é eternidade. (Idem. Pág. 125)

sábado, setembro 29, 2007

Juventude e Esperança _ Écio Buck

E aí, gente? Vamos cantar, procurar a felicidade nas coisas simples , ter esperanças de um mundo melhor?
A juventude é uma força. Pra frente, então, com trabalho compartilhado, exercitando a caridade e o amor ao próximo.