Conforme prometi, estou passando para cumprimentar os amigos e avisar que, ainda esta semana, postarei mais um resumo do livro que estávamos repassando. Mais uns três posts e teremos coberto todo o conteúdo de O que é o Espiritismo?
Por ora, deixo um trecho do livro Além da Morte, de Divaldo Franco, ditado pelo espírito de Otília Gonçalves.
ALÉM DA MORTE
Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas. Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios. São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne. São os mesmos homens que eram antes da morte. A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes. Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações. Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu. Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto. Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia. A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade. Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar. Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades. Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações. Os escravos do prazer prosseguem inquietos. Os servos do ódio demoram-se em aflição. Os companheiros da ilusão permanecem enganados. Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas. Os amigos da ignorância continuam perturbados. Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores. Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino. Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal providência divina. Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver. A morte a todos aguarda. Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável. Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade. A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal. Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço. Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte. Na contabilidade divina, a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos. Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão.
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas. Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte. A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela. Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã. Pense nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Além da morte, deDivaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Otília Gonçalves, intróito, capítulos 1 e 16.
Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
domingo, outubro 31, 2004
domingo, julho 25, 2004
sexta-feira, julho 02, 2004
Hoje estaria apresentando o sétimo resumo dos Princípios da Doutrina, que ficará para o próximo post. Tenho como propósito entremear essas exposições com um post diferente para diversificar e dar tempo aos leitores de relerem os resumos passados a fim de que os principais pontos sejam memorizados.
NECESSIDADE DE MENTIRA
Joanna de Ângelis/Médium Divaldo Franco
Há insegurança infantil em quem mente,
acreditando assim chamar a atenção.
A mentira sob qualquer forma deve ser rechaçada,
face aos prejuízos morais que provoca,
pois leva à maledicência, à calúnia
e a terríveis distonias psicológicas e éticas.
O mentiroso é um enfermo, sem dúvida,
mas desprezado em razão do seu proceder.
As raízes da mentira estão nos conflitos da personalidade
que induzem ao comportamento de fantasia como fuga da realidade.
O hábito da distorção dos fatos criou a chamada mentira branca,
aquela de caráter suave.
A face da verdade nunca deve ser ocultada.
Em reação contra ela, pretende-se que venha como pílula dourada,
isto é, escamoteada.
A verdade deve ser exposta com naturalidade,
sem alarde ou imposição, mas sem falsear.
É importante a disciplina e vigilância no falar,
para repetir, sem interpretação, o que ocorreu.
A boa leitura e os hábitos saudáveis
levam à harmonia entre o que se pensa, vê, ouve e fala.
* * *
NUMA TARDE DE DOMINGO
Michel Quoist
Senhor, eis-me aqui:
Eis meu corpo,
Eis meu coração,
Eis minha alma.
Faze-me bastante grande para atingir o Mundo.
Bastante forte para carregá-lo,
Bastante puro para abraçá-lo, sem querer guardá-lo.
Faze que eu seja um ponto de encontro, sim,
mas ponto de passagem.
Caminho que não prende para si próprio,
porque nele não há nada de humano a encontrar,
nada que não conduza a ti.
Esta tarde, Senhor,
enquanto tudo em volta silencia,
dentro do meu coração sinto morder duramente a solidão.
Enquanto meu coração uiva longamente sua fome de prazer,
Enquanto os homens devoram-me a alma,
eu me sinto impotente para saciá-los,
Enquanto sobre meus ombros pesa o Mundo inteiro,
com todo seu peso de miséria e pecado,
Eu te repito o meu SIM,
Não às gargalhadas,
mas lentamente, lucidamente, humildemente,
Sozinho, Senhor, sob teu olhar,
Na paz da tarde...
Fica com vocês, então, este material. Leiam, reflitam um pouco sobre o significado das mensagens e, no próximo post, retornaremos aos resumos, o sétimo deles, com a mente repousada para melhor absorção da matéria.
NECESSIDADE DE MENTIRA
Joanna de Ângelis/Médium Divaldo Franco
Há insegurança infantil em quem mente,
acreditando assim chamar a atenção.
A mentira sob qualquer forma deve ser rechaçada,
face aos prejuízos morais que provoca,
pois leva à maledicência, à calúnia
e a terríveis distonias psicológicas e éticas.
O mentiroso é um enfermo, sem dúvida,
mas desprezado em razão do seu proceder.
As raízes da mentira estão nos conflitos da personalidade
que induzem ao comportamento de fantasia como fuga da realidade.
O hábito da distorção dos fatos criou a chamada mentira branca,
aquela de caráter suave.
A face da verdade nunca deve ser ocultada.
Em reação contra ela, pretende-se que venha como pílula dourada,
isto é, escamoteada.
A verdade deve ser exposta com naturalidade,
sem alarde ou imposição, mas sem falsear.
É importante a disciplina e vigilância no falar,
para repetir, sem interpretação, o que ocorreu.
A boa leitura e os hábitos saudáveis
levam à harmonia entre o que se pensa, vê, ouve e fala.
* * *
NUMA TARDE DE DOMINGO
Michel Quoist
Senhor, eis-me aqui:
Eis meu corpo,
Eis meu coração,
Eis minha alma.
Faze-me bastante grande para atingir o Mundo.
Bastante forte para carregá-lo,
Bastante puro para abraçá-lo, sem querer guardá-lo.
Faze que eu seja um ponto de encontro, sim,
mas ponto de passagem.
Caminho que não prende para si próprio,
porque nele não há nada de humano a encontrar,
nada que não conduza a ti.
Esta tarde, Senhor,
enquanto tudo em volta silencia,
dentro do meu coração sinto morder duramente a solidão.
Enquanto meu coração uiva longamente sua fome de prazer,
Enquanto os homens devoram-me a alma,
eu me sinto impotente para saciá-los,
Enquanto sobre meus ombros pesa o Mundo inteiro,
com todo seu peso de miséria e pecado,
Eu te repito o meu SIM,
Não às gargalhadas,
mas lentamente, lucidamente, humildemente,
Sozinho, Senhor, sob teu olhar,
Na paz da tarde...
Fica com vocês, então, este material. Leiam, reflitam um pouco sobre o significado das mensagens e, no próximo post, retornaremos aos resumos, o sétimo deles, com a mente repousada para melhor absorção da matéria.
sábado, junho 19, 2004
FALANDO DE MEDIUNIDADE
Há riscos na prática da mediunidade. Um deles é o domínio que determinados espíritos podem exercer sobre os médiuns, impedindo que se comuniquem com outros espíritos.Obsessão é o nome dado a este fenômeno.
Daí ser indispensável um estudo prévio da mediunidade, o qual fornece os meios para evitar semelhante inconveniente, às vezes com conseqüências desagradáveis.
São três os graus da obsessão: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
No primeiro caso, o médium experiente percebe a intenção do espírito e procura desembaraçar-se dele, afastando-se um pouco, deixando, por exemplo, de escrever (no caso de médium de escrita). O espírito termina desistindo.
Já a fascinação obsessional é mais séria, uma vez que o médium fica completamente iludido. O espírito dominador conquista a confiança do médium de tal modo que o impede de julgar as comunicações que recebe, passando a aceitar como boas tão somente o que provém dele, rejeitando conselhos de amigos de fé, enchendo-se de inveja, afastando-se até do ambiente das reuniões espíritas, onde ele certamente iria, com os cuidados recebidos, perceber o grotesco da situação.
É bom tomar como norma o seguinte: os espíritos que impõem, que dão ordens e esperam obediência cega não pertencem à classe dos bons espíritos. Estes nunca tentam impor-se; aconselham, mostram caminhos e, se não são atendidos, retiram-se. É por isso que a aproximação dos maus espíritos é sempre desagradável produzindo agitação e mal-estar enquanto a dos bons deixa uma sensação de brandura e segurança.
A subjugação obsessional (antigamente denominada possessão) é um constrangimento físico (exercido sempre por espíritos de baixa categoria) que pode neutralizar o livre-arbítrio do assediado. Pode variar de sensações desagradáveis a movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras incoerentes que se repetem mesmo que o subjugado perceba a figura ridícula que está fazendo, não conseguindo controlar-se.
Pode ser confundida com a loucura patológica, mas na subjugação não há lesão orgânica.
Na loucura, a causa do mal é interna ; o que importa é restituir o organismo ao seu estado normal. Na subjugação a causa é externa e o que é necessário é libertar o paciente de um inimigo invisível, opondo-lhe uma força moral superior.
Em tais casos, nunca se lançar mão de exorcismos que só agravam a situação.
O Espiritismo fornece os meios de combater o mal, fazendo a educação moral do espírito obsessor. Por conselhos prudentemente dirigidos, consegue-se torná-lo melhor e, via de regra, fazê-lo renunciar voluntariamente à obsessão do assediado que, então, fica livre.
É importante registrar que a obsessão, qualquer que seja o seu tipo, é independente da mediunidade. Pela mediunidade, o ente maléfico denuncia sua presença. Sem ela, é um inimigo oculto de quem não se desconfia.
A obsessão não é obviamente produto de um espírito elevado. Daí ser essencial saber reconhecer a natureza dos espíritos que se manifestam. Tanto o médium não se expõe a cair em armadilhas, como o simples observador tem a oportunidade de poder apreciar o valor do que vê e ouve numa sessão espírita.
Para encerrar, deixo-lhes este valioso texto:
APLICAÇÃO DO ESPIRITISMO
Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo
VISTO, pode ser somente fenômeno;
OUVIDO, pode ser apenas consolação;
VITORIOSO, pode ser somente festividade;
ESTUDADO, pode ser apenas escola;
DISCUTIDO, pode ser somente sectarismo;
INTERPRETADO, pode ser apenas teoria;
PROPAGADO, pode ser somente movimentação;
SISTEMATIZADO, pode ser apenas filosofia;
OBSERVADO, pode ser somente ciência;
MEDITADO, pode ser apenas doutrina;
SENTIDO, pode ser somente crença.
Não nos esqueçamos, porém, de que.
ESPIRITISMO APLICADO é Vida Eterna com eterna libertação.
A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: TRABALHO, SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Viveria na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.
Emmanuel
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 18/04/1993, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais (em comemoração ao aniversário do lançamento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)
Há riscos na prática da mediunidade. Um deles é o domínio que determinados espíritos podem exercer sobre os médiuns, impedindo que se comuniquem com outros espíritos.Obsessão é o nome dado a este fenômeno.
Daí ser indispensável um estudo prévio da mediunidade, o qual fornece os meios para evitar semelhante inconveniente, às vezes com conseqüências desagradáveis.
São três os graus da obsessão: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
No primeiro caso, o médium experiente percebe a intenção do espírito e procura desembaraçar-se dele, afastando-se um pouco, deixando, por exemplo, de escrever (no caso de médium de escrita). O espírito termina desistindo.
Já a fascinação obsessional é mais séria, uma vez que o médium fica completamente iludido. O espírito dominador conquista a confiança do médium de tal modo que o impede de julgar as comunicações que recebe, passando a aceitar como boas tão somente o que provém dele, rejeitando conselhos de amigos de fé, enchendo-se de inveja, afastando-se até do ambiente das reuniões espíritas, onde ele certamente iria, com os cuidados recebidos, perceber o grotesco da situação.
É bom tomar como norma o seguinte: os espíritos que impõem, que dão ordens e esperam obediência cega não pertencem à classe dos bons espíritos. Estes nunca tentam impor-se; aconselham, mostram caminhos e, se não são atendidos, retiram-se. É por isso que a aproximação dos maus espíritos é sempre desagradável produzindo agitação e mal-estar enquanto a dos bons deixa uma sensação de brandura e segurança.
A subjugação obsessional (antigamente denominada possessão) é um constrangimento físico (exercido sempre por espíritos de baixa categoria) que pode neutralizar o livre-arbítrio do assediado. Pode variar de sensações desagradáveis a movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras incoerentes que se repetem mesmo que o subjugado perceba a figura ridícula que está fazendo, não conseguindo controlar-se.
Pode ser confundida com a loucura patológica, mas na subjugação não há lesão orgânica.
Na loucura, a causa do mal é interna ; o que importa é restituir o organismo ao seu estado normal. Na subjugação a causa é externa e o que é necessário é libertar o paciente de um inimigo invisível, opondo-lhe uma força moral superior.
Em tais casos, nunca se lançar mão de exorcismos que só agravam a situação.
O Espiritismo fornece os meios de combater o mal, fazendo a educação moral do espírito obsessor. Por conselhos prudentemente dirigidos, consegue-se torná-lo melhor e, via de regra, fazê-lo renunciar voluntariamente à obsessão do assediado que, então, fica livre.
É importante registrar que a obsessão, qualquer que seja o seu tipo, é independente da mediunidade. Pela mediunidade, o ente maléfico denuncia sua presença. Sem ela, é um inimigo oculto de quem não se desconfia.
A obsessão não é obviamente produto de um espírito elevado. Daí ser essencial saber reconhecer a natureza dos espíritos que se manifestam. Tanto o médium não se expõe a cair em armadilhas, como o simples observador tem a oportunidade de poder apreciar o valor do que vê e ouve numa sessão espírita.
Para encerrar, deixo-lhes este valioso texto:
APLICAÇÃO DO ESPIRITISMO
Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo
VISTO, pode ser somente fenômeno;
OUVIDO, pode ser apenas consolação;
VITORIOSO, pode ser somente festividade;
ESTUDADO, pode ser apenas escola;
DISCUTIDO, pode ser somente sectarismo;
INTERPRETADO, pode ser apenas teoria;
PROPAGADO, pode ser somente movimentação;
SISTEMATIZADO, pode ser apenas filosofia;
OBSERVADO, pode ser somente ciência;
MEDITADO, pode ser apenas doutrina;
SENTIDO, pode ser somente crença.
Não nos esqueçamos, porém, de que.
ESPIRITISMO APLICADO é Vida Eterna com eterna libertação.
A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: TRABALHO, SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Viveria na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.
Emmanuel
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 18/04/1993, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais (em comemoração ao aniversário do lançamento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)
quarta-feira, junho 09, 2004
DOS MÉDIUNS
No resumo de hoje, vamos falar das várias formas pelas quais a mediunidade se manifesta nas pessoas que apresentam determinadas aptidões.
De acordo com as aptidões dos médiuns, podemos dar-lhes nomes diferentes, como: médiuns de efeitos físicos, médiuns de comunicações inteligentes, videntes, falantes, auditivos, sensitivos, desenhadores, poliglotas, poetas, músicos, escreventes etc.
Só podemos esperar do médium aquilo que está no âmbito de sua aptidão, ou seja, de sua faculdade.
Os médiuns de efeitos físicos são aptos para executar fenômenos materiais, como movimentos, pancadas, com auxílio de objetos. Se, entretanto, esses fenômenos revelam um pensamento ou obedecem a uma vontade são efeitos inteligentes, isto é, denotam uma causa inteligente ? uma das maneiras de os espíritos se manifestarem.
A faculdade que se encontra mais freqüentemente é a escrita. É a forma mais simples, mais rápida, mais cômoda e que permite maior desenvolvimento. O médium escreve sob a influência dos espíritos que se servem dele como de um instrumento; sua mão é arrastada por um movimento involuntário praticamente impossível de dominar.
Alguns médiuns não têm consciência do que escrevem; outros a têm mais ou menos vaga, mesmo que estranhem o pensamento. É o que diferencia os médiuns mecânicos dos médiuns intuitivos.
A comunicação efetiva do espírito através do médium depende da vontade dos espíritos; o médium tem apenas a faculdade de se poder comunicar. Nenhum médium tem o poder de forçar os espíritos a se manifestarem, o que explica a intermitência da faculdade nos médiuns. Daí não se poder chamar essa aptidão de talento, que é adquirido através de trabalho
Os médiuns de efeitos físicos estão quase sempre em relação a espíritos de baixa esfera que se comprazem em exibir-se, embora isso não signifique que esses espíritos de pouca elevação tenham eles todos essa única intenção.
As comunicações inteligentes realizam-se pela ação fluídica do espírito sobre o médium desde que o fluido deste se identifique com o do espírito.
A afinidade existente entre os dois fluidos determina a facilidade das comunicações. Não basta, pois, ser médium para receber, com espontaneidade comunicações de qualquer espírito. As comunicações só são possíveis, completas e verdadeiras quando há a assimilação fluídica de que falamos.
Aliás, essa assimilação é, às vezes, totalmente impossível entre determinados espíritos e determinados médiuns; outras vezes ela pode vir a ser possível depois de um processo gradual, com o tempo. Afinal, trata-se da transmissão do pensamento do espírito; a identificação das partes é, assim, imprescindível.
Se não existem condições propícias à comunicação direta do espírito com o médium, o guia espiritual do médium pode intervir e auxiliar, conduzindo o pensamento do espírito ao médium. Por isso, é tão importante que o médium seja bem assistido, para que não haja o perigo de a comunicação sair alterada no caso de o intermediário ser um espírito menos elevado.
Do ponto de vista experimental, seja qual for o tipo de comunicação, a prática do espiritismo, apresenta dificuldades e não está livre de inconvenientes para os que não sabem distinguir as diversas naturezas dos espíritos que se podem manifestar, ou não conhecem a causa dos fenômenos e as condições em que se podem produzir, ou ainda os obstáculos que se lhe podem ser opostos.
Encerramos aqui o resumo de hoje. O próximo versará sobre os riscos da mediunidade, seguindo a ordem dos temas apresentados pelo livro *O que é o Espiritismo*.
**************
Para distrair, vou deixar com vocês um poema, da autoria de minha amiga Leda Yara que tantas vezes ocupou este espaço com suas inspiradas páginas poéticas. A de hoje é uma jovial saudação à vida, intitulada:
BOM-DIA, VIDA!
Desperto para um novo dia.
Levanto-me e, alegremente,
escancaro as janelas do quarto.
O beijo morno do sol deposita em meu rosto
a saudação da esperança.
Um brilho dourado desce em cascatas
sobre os flamboyants floridos,
onde borboletas faceiras
brincam de beijar flor.
Sorvo preguiçosamente
o ar lavado pelo sereno recém-adormecido.
Um céu despudoradamente azul
faz pano de fundo para a festa dos olhos.
Lembro de algo escrito
Pela Lygia Fagundes Telles:
*A cor do Não deve ser cinza.*
O dia tem a cor do SIM!
Do SIM para a alegria,
para a coragem, para a fé,
para o encanto de viver!
Sorrio com gosto...
BOM-DIA, VIDA!
Leda Yara Motta Mello
Do livro MEUS SONHOS
Uma noite de esperanças para todos vocês.
No resumo de hoje, vamos falar das várias formas pelas quais a mediunidade se manifesta nas pessoas que apresentam determinadas aptidões.
De acordo com as aptidões dos médiuns, podemos dar-lhes nomes diferentes, como: médiuns de efeitos físicos, médiuns de comunicações inteligentes, videntes, falantes, auditivos, sensitivos, desenhadores, poliglotas, poetas, músicos, escreventes etc.
Só podemos esperar do médium aquilo que está no âmbito de sua aptidão, ou seja, de sua faculdade.
Os médiuns de efeitos físicos são aptos para executar fenômenos materiais, como movimentos, pancadas, com auxílio de objetos. Se, entretanto, esses fenômenos revelam um pensamento ou obedecem a uma vontade são efeitos inteligentes, isto é, denotam uma causa inteligente ? uma das maneiras de os espíritos se manifestarem.
A faculdade que se encontra mais freqüentemente é a escrita. É a forma mais simples, mais rápida, mais cômoda e que permite maior desenvolvimento. O médium escreve sob a influência dos espíritos que se servem dele como de um instrumento; sua mão é arrastada por um movimento involuntário praticamente impossível de dominar.
Alguns médiuns não têm consciência do que escrevem; outros a têm mais ou menos vaga, mesmo que estranhem o pensamento. É o que diferencia os médiuns mecânicos dos médiuns intuitivos.
A comunicação efetiva do espírito através do médium depende da vontade dos espíritos; o médium tem apenas a faculdade de se poder comunicar. Nenhum médium tem o poder de forçar os espíritos a se manifestarem, o que explica a intermitência da faculdade nos médiuns. Daí não se poder chamar essa aptidão de talento, que é adquirido através de trabalho
Os médiuns de efeitos físicos estão quase sempre em relação a espíritos de baixa esfera que se comprazem em exibir-se, embora isso não signifique que esses espíritos de pouca elevação tenham eles todos essa única intenção.
As comunicações inteligentes realizam-se pela ação fluídica do espírito sobre o médium desde que o fluido deste se identifique com o do espírito.
A afinidade existente entre os dois fluidos determina a facilidade das comunicações. Não basta, pois, ser médium para receber, com espontaneidade comunicações de qualquer espírito. As comunicações só são possíveis, completas e verdadeiras quando há a assimilação fluídica de que falamos.
Aliás, essa assimilação é, às vezes, totalmente impossível entre determinados espíritos e determinados médiuns; outras vezes ela pode vir a ser possível depois de um processo gradual, com o tempo. Afinal, trata-se da transmissão do pensamento do espírito; a identificação das partes é, assim, imprescindível.
Se não existem condições propícias à comunicação direta do espírito com o médium, o guia espiritual do médium pode intervir e auxiliar, conduzindo o pensamento do espírito ao médium. Por isso, é tão importante que o médium seja bem assistido, para que não haja o perigo de a comunicação sair alterada no caso de o intermediário ser um espírito menos elevado.
Do ponto de vista experimental, seja qual for o tipo de comunicação, a prática do espiritismo, apresenta dificuldades e não está livre de inconvenientes para os que não sabem distinguir as diversas naturezas dos espíritos que se podem manifestar, ou não conhecem a causa dos fenômenos e as condições em que se podem produzir, ou ainda os obstáculos que se lhe podem ser opostos.
Encerramos aqui o resumo de hoje. O próximo versará sobre os riscos da mediunidade, seguindo a ordem dos temas apresentados pelo livro *O que é o Espiritismo*.
**************
Para distrair, vou deixar com vocês um poema, da autoria de minha amiga Leda Yara que tantas vezes ocupou este espaço com suas inspiradas páginas poéticas. A de hoje é uma jovial saudação à vida, intitulada:
BOM-DIA, VIDA!
Desperto para um novo dia.
Levanto-me e, alegremente,
escancaro as janelas do quarto.
O beijo morno do sol deposita em meu rosto
a saudação da esperança.
Um brilho dourado desce em cascatas
sobre os flamboyants floridos,
onde borboletas faceiras
brincam de beijar flor.
Sorvo preguiçosamente
o ar lavado pelo sereno recém-adormecido.
Um céu despudoradamente azul
faz pano de fundo para a festa dos olhos.
Lembro de algo escrito
Pela Lygia Fagundes Telles:
*A cor do Não deve ser cinza.*
O dia tem a cor do SIM!
Do SIM para a alegria,
para a coragem, para a fé,
para o encanto de viver!
Sorrio com gosto...
BOM-DIA, VIDA!
Leda Yara Motta Mello
Do livro MEUS SONHOS
Uma noite de esperanças para todos vocês.
quarta-feira, junho 02, 2004
Vamos hoje ao quarto resumo (não o terceiro com afirmei, por engano, no post anterior).
FIM PROVIDENCIAL DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS
Cabe-nos tentar mudar a idéia que muitos têm de que a vida se acaba com a morte, como nos cabe dar aos que crêem nos ensinamentos espíritas idéias mais justas a respeito do futuro.
Os espíritos esclarecidos que recebem a missão de nos instruir não nos revelarão o que não podemos saber ainda, ou seja, aquilo que só deve ser alcançado através do nosso esforço e trabalho.
Seria desconcertante se as soluções para questões científicas, ou para descobertas e invenções lucrativas pudessem ser fornecidas pelos espíritos avançados. Os espíritos podem ajudar o homem de gênio, mas por inspiração oculta, não o eximindo do trabalho árduo de investigação para conseguir os resultados que ele persegue.
As espíritos responsáveis não realizam tarefas frívolas; os que não são sérios respondem a tudo, predizem tudo sem compromisso com a verdade, se comprazem em mistificar.
O prejuízo para o indivíduo que quer tirar da comunicação com os espíritos vantagens pessoais é ficar exposto a mistificações por parte de espíritos enganadores.
Por pérfidos conselhos, tais espíritos podem conduzi-lo a adversidades reais e materiais na Terra, como pode vir a perder, depois da vida terrestre, o fruto do conhecimento do espiritismo.
De acordo com o exposto, podemos dizer categoricamente que as manifestações espíritas não são destinadas a servir aos interesses materiais; sua utilidade precípua está nas conseqüências morais que delas dimanam, fazendo conhecer uma nova lei da Natureza, demonstrando materialmente a existência da alma e sua imortalidade.
xxxxxxxxxxxxxxxx
Transcrevo agora um texto especial, enviado por Vanderley Cabral Xavier, a uma amiga espírita.
PENSAMENTOS SADIOS DETERMINAM EQUILÍBRIO
Nossa vida mental desperta na faixa evolutiva que o conhecimento adquirido nos permite operar. Vivos e mortos povoam o planeta Terra na condição de habitantes de um imenso edifício de vários andares, em posições horizontais diversas, de acordo com o estado de consciência de cada um, produzindo pensamentos múltiplos que poderão atrair, repelir ou neutralizar. A mente é o núcleo que transmite de dentro para fora, as impressões da alma e recebe de fora para dentro as sensações da matéria, motivo pelo qual a alma reflete a sua vontade, o seu desejo, a sua inteligência, a sua memória e a sua imaginação. O pensamento desloca em torno de nós forças sutis ou campo vibratório, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com as quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. Os pensamentos são ondas de força que poderão alimentar, deprimir, sublimar, arruinar, integrar, induzir e desintegrar, motivos pelos quais quem mais pensa, dando corpo ao que idealiza, mais apto se faz à recepção das correntes mentais invisíveis, nas obras do bem ou do mal.É por esta razão que quando vivemos e convivemos com criaturas idealistas, operosas, confiantes, otimistas e realizadoras, somos beneficiados, nutridos ou abastecidos de substância mental em grande proporção, favorecendo o nosso trabalho em forma de impulsos e estímulos que a nossa mente recolhe; ao passo que, quando vivemos e convivemos com criaturas desanimadas, pessimistas e amarguradas nosso nível mental ou tônus fica sujeito a depressões e enfermidades. Todos nós somos afetados pelas vibrações de paisagens, de pessoas e de coisas que nos cercam, e é por esta razão que, quando nós não nos habilitamos a conhecimentos mais altos e quando não exercitamos a vontade para nos sobrepor às circunstâncias de ordem inferior, sofremos a imposição do meio onde vivemos e convivemos. Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros; conversações alimentam conversações, pensamentos ampliam pensamentos e é em função deste princípio que demoramos muito mais conversando com aqueles que se afinam com o nosso modo de ser e de proceder. Quando estamos pensando, imaginando, desejando ou agindo, seja no Mundo Físico ou no Mundo Espiritual, nossa mente está sintonizada com todos aqueles que pensam, imaginam, desejam ou agem como nós, da mesma forma que a fonte está comandada pela nascente. Daí, a grande necessidade de constante renovação para o bem, orando e vigiando, trabalhando e servindo, aprendendo e amando, para que a nossa vida mental ou vida íntima se ilumine e se aperfeiçoe, se realmente desejamos a companhia dos bons, dos sábios e dos justos, através do intercâmbio mental.
O autor é Presidente do Grupo de Estudos Psíquicos Profª Anália Franco de Araraquara
Por hoje, é matéria suficiente. Espero que aproveitem. Até breve.
segunda-feira, maio 24, 2004
Adiando para o próximo post o terceiro resumo da série Princípios da Doutrina Espírita baseado no livro de Allan Kardec O que é o Espiritismo, transcrevo hoje uma mensagem belíssima de um espírito de luz bem como um belo poema sobre a divina essência.
Somos Companheiros Otimistas no Campo da Fraternidade
Somos companheiros otimistas no campo da fraternidade. Se Jesus espera no homem, com que direito deveríamos desesperar? Aguardemos o futuro triunfante, no caminho da luz. A Terra é uma embarcação cósmica de vastas proporções e não podemos olvidar que o Senhor permanece vigilante no leme.
O amor é ciência de sublimação para Deus e a felicidade para crescer deve dividir-se. Não há ruptura de laços entre os que se amam no infinito do espaço e na eternidade do tempo. As almas afins se engrandecem constantemente repartindo as suas alegrias e os seus dons com a Humanidade inteira, não existindo limitações para o amor, embora seja ele também a luz divina a expressar-se em graus diferentes nas variadas esferas da vida.
O amor é o clima em que as menores expressões da vida, em todos os planos, crescem nos laboratórios do tempo, para a divina glorificação.
Esperemos que o amor se propague no mundo com mais força que a violência e a violência desaparecerá, à maneira da treva quando a luz se lhe sobrepõe. Consideremos, porém, que essa obra, naturalmente, não prescindirá da autoridade humana, mas na essência e na prática exige a cooperação de nós todos.
Trechos de Palavras de Emmanuel, por Chico Xavier.
-------------------------
ESSÊNCIA DIVINA
Wagner Borges
Sem nome e sem forma,
Pulsa no peito
A Eterna Presença
Dessa Essência Divina.
Atman, Espírito, Centelha Divina,
São muitos os nomes...
Mas são bem poucos os homens
Que conhecem a si mesmos.
Essência Divina...
A mente desconfia dela,
Pois o intelecto não consegue
Entender o invisível que não se toca.
Porém, o coração sabe.
Ele vê o brilho e sente o toque.
O Inefável se revela a ele
Na câmara secreta dos sentimentos.
Ele também escuta o sussurro eterno:
Te amo, Te amo, Te amo...
E o encanto preenche o peito
Com a Luz da Paz.
Nas praias secretas do coração
Chegam de mansinho as ondas de ananda.
Elas beijam as areias da sensibilidade
Convidando a Essência para o samadhi.
No meio da noite silenciosa da metrópole
O coração ri quietinho.
Ele ri da mente, que nada entende disso.
Ele ri na Essência...
O coração sabe que palavras não são adequadas
Para falar da Essência sutil.
Que palavras poderiam descrever
O contentamento de se sentir espírito?
Mesmo no corpo, saber-se imortal.
Mesmo com a mente palpitando teorias,
Saber-se Essência eterna.
Sem crença, sem dogma, só Essência.
Muito além dos sentidos normais,
Estar ciente de si mesmo, CONSCIENTE!
PRESENTE, na luz do coração.
CONTENTE, sem sermão, só Essência!
No silêncio da noite, sinto o espírito.
EU SOU ELE!
ESSA ESSÊNCIA SOU EU!
Serenidade lúcida, só Essência.
Agradeço festivamente ao meu corpo,
Esse templo maravilhoso emprestado pela Terra,
Que hospeda o meu verbo e movimento,
E a quem devo cuidar direito, como Essência.
E agradeço a quem me deu
O poder de voar por mim mesmo
Na viagem espiritual de me sentir
Essência Divina...
Dentro do corpo, Essência.
Fora do corpo, Essência.
Minha mente teoriza sobre isso.
Enquanto isso, o coração só ri.
Atman, Espírito, Centelha Divina...
Palavras, só palavras, pois a Essência é a Essência.
Quem a compreende, compreende.
Sem palavras... SÓ ESSÊNCIA.
P.S.:
Dedico esses escritos a Essência imperecível que mora em todos os corações.
Saudações! De Essência para Essência.
Encarnados ou desencarnados, terrestres ou extraterrestres, só Essência.
Essencialmente, Paz e Luz!
--------------------------
Boa-noite, tranqüila noite.
Somos Companheiros Otimistas no Campo da Fraternidade
Somos companheiros otimistas no campo da fraternidade. Se Jesus espera no homem, com que direito deveríamos desesperar? Aguardemos o futuro triunfante, no caminho da luz. A Terra é uma embarcação cósmica de vastas proporções e não podemos olvidar que o Senhor permanece vigilante no leme.
O amor é ciência de sublimação para Deus e a felicidade para crescer deve dividir-se. Não há ruptura de laços entre os que se amam no infinito do espaço e na eternidade do tempo. As almas afins se engrandecem constantemente repartindo as suas alegrias e os seus dons com a Humanidade inteira, não existindo limitações para o amor, embora seja ele também a luz divina a expressar-se em graus diferentes nas variadas esferas da vida.
O amor é o clima em que as menores expressões da vida, em todos os planos, crescem nos laboratórios do tempo, para a divina glorificação.
Esperemos que o amor se propague no mundo com mais força que a violência e a violência desaparecerá, à maneira da treva quando a luz se lhe sobrepõe. Consideremos, porém, que essa obra, naturalmente, não prescindirá da autoridade humana, mas na essência e na prática exige a cooperação de nós todos.
Trechos de Palavras de Emmanuel, por Chico Xavier.
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ESSÊNCIA DIVINA
Wagner Borges
Sem nome e sem forma,
Pulsa no peito
A Eterna Presença
Dessa Essência Divina.
Atman, Espírito, Centelha Divina,
São muitos os nomes...
Mas são bem poucos os homens
Que conhecem a si mesmos.
Essência Divina...
A mente desconfia dela,
Pois o intelecto não consegue
Entender o invisível que não se toca.
Porém, o coração sabe.
Ele vê o brilho e sente o toque.
O Inefável se revela a ele
Na câmara secreta dos sentimentos.
Ele também escuta o sussurro eterno:
Te amo, Te amo, Te amo...
E o encanto preenche o peito
Com a Luz da Paz.
Nas praias secretas do coração
Chegam de mansinho as ondas de ananda.
Elas beijam as areias da sensibilidade
Convidando a Essência para o samadhi.
No meio da noite silenciosa da metrópole
O coração ri quietinho.
Ele ri da mente, que nada entende disso.
Ele ri na Essência...
O coração sabe que palavras não são adequadas
Para falar da Essência sutil.
Que palavras poderiam descrever
O contentamento de se sentir espírito?
Mesmo no corpo, saber-se imortal.
Mesmo com a mente palpitando teorias,
Saber-se Essência eterna.
Sem crença, sem dogma, só Essência.
Muito além dos sentidos normais,
Estar ciente de si mesmo, CONSCIENTE!
PRESENTE, na luz do coração.
CONTENTE, sem sermão, só Essência!
No silêncio da noite, sinto o espírito.
EU SOU ELE!
ESSA ESSÊNCIA SOU EU!
Serenidade lúcida, só Essência.
Agradeço festivamente ao meu corpo,
Esse templo maravilhoso emprestado pela Terra,
Que hospeda o meu verbo e movimento,
E a quem devo cuidar direito, como Essência.
E agradeço a quem me deu
O poder de voar por mim mesmo
Na viagem espiritual de me sentir
Essência Divina...
Dentro do corpo, Essência.
Fora do corpo, Essência.
Minha mente teoriza sobre isso.
Enquanto isso, o coração só ri.
Atman, Espírito, Centelha Divina...
Palavras, só palavras, pois a Essência é a Essência.
Quem a compreende, compreende.
Sem palavras... SÓ ESSÊNCIA.
P.S.:
Dedico esses escritos a Essência imperecível que mora em todos os corações.
Saudações! De Essência para Essência.
Encarnados ou desencarnados, terrestres ou extraterrestres, só Essência.
Essencialmente, Paz e Luz!
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Boa-noite, tranqüila noite.
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