Dos Princípios da Doutrina Espírita
Acho que é interessante começar uma revisão dos princípios da Doutrina Espírita para que tenhamos uma exata compreensão dos textos de temática espírita que normalmente são publicados aqui, neste sítio. Para isso, vamos recorrer ao livro de Allan Kardec O que é o Espiritismo.
O espírito é a alma despida de seu invólucro corporal. Quem entende que a alma sobrevive ao corpo tem que obviamente admitir a existência do espírito.
Está errado aquele que pensa em espíritos como os fantasmas que povoam as histórias sobrenaturais.
Ao corpo em vida está unida a alma: o primeiro invólucro é pesado, perecível; o segundo é fluídico, imperecível e se denomina perispírito.
Assim, aprendemos que “Há no homem três elementos essenciais:
1º – A alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a vontade e o senso moral.
2º - O corpo, invólucro matérial que põe o Espírito em relação com o mundo exterior;
3º - O perispírito, invólucro fluídico, leve, imponderável, servindo de laço e de intermediário entre o Espírito e o corpo.”
Quando o corpo não tem mais condições de se manter, morre, e o Espírito o deixa como se deixa uma vestimenta que já não serve.
Assim, a morte é apenas a destruição do corpo que a alma abandona conservando, porém, seu perispírito.
Desembaraçado o Espírito do corpo que o prendia à Terra, resta-lhe só seu corpo etéreo que lhe permite percorrer o espaço com a rapidez do pensamento.
Daí se depreende que : alma + perispírito + corpo = homem ; e alma + perispírito = Espírito.
Os espíritos são dotados de todas as percepções que tinham na terra, porém em grau mais elevado, porque suas faculdades já não estão atreladas ao corpo material que as amortece.
Eles estão em toda parte, observando-nos; desempenham um papel relevante no mundo moral e até mesmo no físico, enfim, são considerados uma força da natureza.
Outrossim, os espíritos conservam as afeições que tinham na Terra e se sentem atraídos pelos sentimentos que lhes dedicam.
Nesta linha de considerações, podemos dizer que “O Espiritismo tem por fim demonstrar e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades, sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma, o conhecimento do Mundo Espiritual".
Resumiremos, no próximo encontro, o que diz Kardec sobre Comunicação com o Mundo Invisível. Até lá.
Para finalizar o encontro de hoje, deixo aqui um pensamento tirado de “Os Prazeres da Alma", de Francisco do Espírito Santo Neto / Hammed:
"Para estarmos em plena liberdade, precisamos nos soltar, fluir pelos ritmos da vida. Muitas vezes, é no ato de perder que encontramos a razão da própria existência".
Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
sábado, maio 01, 2004
segunda-feira, abril 19, 2004
Um texto elucidativo muito oportuno pra todos nós.
O PERISPÍRITO
Emmanuel
Como será o tecido sutil da espiritual roupagem que o homem envergará, sem o corpo de carne, além da morte?
Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida.
Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.
O perispírito é, ainda, corpo organizado que representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, demorando-se na regiãoque lhe é própria, de conformidade com o seu peso específico.
Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se de acordo com o padrão vibratório do campo interno.
Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. È necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.
O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.
Note-se, contudo, que não nos reportamos aqui ao aperfeiçoamento interior.
O crescimento intelectual, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a inteligências perversas.
Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem.
Não possuem meios para a ascese imediata, mas dispõem de elementos para dominar no ambiente em que se equilibram.
Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva aos santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual.
Os “anjos caídos” não passam de grandes gênios intelectualizados com estreita capacidade de sentir.
Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirizando nos reinos inferiores da natureza.
Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida.
A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta.
A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior.
O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.
Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos nos demoraremos nas esferas da luta carnal ou
nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino.
( Texto extraído do livro Roteiro – Psicografia de F.C.Xavier )
Como se trata de um texto longo que exige uma leitura acurada, paro por aqui, desejando que a matéria seja recebida com simpatia e absorvida em sua totalidade.
Que Deus nos inspire e ajude nesta tarefa de pesquisar e estudar os elementos básicos da Doutrina Espírita.
O PERISPÍRITO
Emmanuel
Como será o tecido sutil da espiritual roupagem que o homem envergará, sem o corpo de carne, além da morte?
Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida.
Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.
O perispírito é, ainda, corpo organizado que representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, demorando-se na regiãoque lhe é própria, de conformidade com o seu peso específico.
Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se de acordo com o padrão vibratório do campo interno.
Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. È necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.
O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.
Note-se, contudo, que não nos reportamos aqui ao aperfeiçoamento interior.
O crescimento intelectual, com intensa capacidade de ação, pode pertencer a inteligências perversas.
Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem.
Não possuem meios para a ascese imediata, mas dispõem de elementos para dominar no ambiente em que se equilibram.
Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva aos santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual.
Os “anjos caídos” não passam de grandes gênios intelectualizados com estreita capacidade de sentir.
Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirizando nos reinos inferiores da natureza.
Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida.
A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta.
A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior.
O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.
Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos nos demoraremos nas esferas da luta carnal ou
nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino.
( Texto extraído do livro Roteiro – Psicografia de F.C.Xavier )
Como se trata de um texto longo que exige uma leitura acurada, paro por aqui, desejando que a matéria seja recebida com simpatia e absorvida em sua totalidade.
Que Deus nos inspire e ajude nesta tarefa de pesquisar e estudar os elementos básicos da Doutrina Espírita.
segunda-feira, abril 12, 2004
Outro hiato mais longo ainda. A situação está, porém, voltando ao normal e a Páscoa me trouxe aqui para saudá-los, embora tardiamente.
Páscoa é Ressurreição, Renascimento, Esperança.
Feliz Páscoa a todos.
Acabo de receber um delicado texto sobre a semana santa que passo vocês com todo o meu desvelo:
Cansei!
Não quero mais ler ou ouvir falar do sofrimento de Jesus crucificado!
Não quero mais a culpa!
Não quero mais sentir a dor dos pregos, a agonia da morte.
Essa angústia que nos é imposta a cada Semana Santa!
Já não basta de tudo isso?
Quero é que me contem do grande amor que esse Homem sentiu para entregar-se por um ideal maior: a humanidade!
Ele sabia o que O esperava e entregou-se por acreditar que o Seu sacrifício não era em vão.
Ele sabia que sua morte tinha uma razão superior e aceitou submisso o destino que Lhe cabia. Ele morreu por amor. AMOR!
AMOR! Essa deveria ser a palavra mais usada neste período de Páscoa.
Reconhecimento é o sentimento que deveria vibrar em nossos corações! Culpa não!
Não quero mais a culpa!
Quero é falar desse amor maior que Ele sentiu derramando-se em bênçãos sobre todos nós!
Quero regozijar-me com a vida nova, com o renascimento amoroso, com o exemplo de solidariedade, de comunhão com os irmãos que Ele nos deixou.
Não quero mais ouvir falar de dor!
Por favor, me falem agora um pouco de amor!
(Isar Maria Silveira)
*****************
USO E ABUSO
O uso é o bom senso da vida e o metro da caridade.
Vida sem abuso, consciência tranqüila.
Uso é moderação em tudo.
Abuso é desequilíbrio.
O uso exprime alegria.
Do abuso nasce a dor.
Existem abusos de tempo, conhecimento e emoção.
Por isso, muitas vezes, o uso chama-se Abstenção
O uso cria a reminiscência confortadora.
O abuso forja a lembrança infeliz.
Doença – abuso de saúde
Vício – abuso de hábito.
Supérfluo – abuso do necessário
Egoísmo – abuso do direito.
Todos os aspectos menos bons da existência constituem abusos.
O uso é a lei que constrói. O abuso é a exorbitância que desgasta.
Eis por que progredir é usar bem os empréstimos de Deus.
André Luiz / Médium Waldo Vieira, do livro Estude e Viva.
OBS: Por motivos de ordem técnica o presente post não pôde ser publicado no domingo de Páscoa. Desculpem o embaraço.
Páscoa é Ressurreição, Renascimento, Esperança.
Feliz Páscoa a todos.
Acabo de receber um delicado texto sobre a semana santa que passo vocês com todo o meu desvelo:
Cansei!
Não quero mais ler ou ouvir falar do sofrimento de Jesus crucificado!
Não quero mais a culpa!
Não quero mais sentir a dor dos pregos, a agonia da morte.
Essa angústia que nos é imposta a cada Semana Santa!
Já não basta de tudo isso?
Quero é que me contem do grande amor que esse Homem sentiu para entregar-se por um ideal maior: a humanidade!
Ele sabia o que O esperava e entregou-se por acreditar que o Seu sacrifício não era em vão.
Ele sabia que sua morte tinha uma razão superior e aceitou submisso o destino que Lhe cabia. Ele morreu por amor. AMOR!
AMOR! Essa deveria ser a palavra mais usada neste período de Páscoa.
Reconhecimento é o sentimento que deveria vibrar em nossos corações! Culpa não!
Não quero mais a culpa!
Quero é falar desse amor maior que Ele sentiu derramando-se em bênçãos sobre todos nós!
Quero regozijar-me com a vida nova, com o renascimento amoroso, com o exemplo de solidariedade, de comunhão com os irmãos que Ele nos deixou.
Não quero mais ouvir falar de dor!
Por favor, me falem agora um pouco de amor!
(Isar Maria Silveira)
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USO E ABUSO
O uso é o bom senso da vida e o metro da caridade.
Vida sem abuso, consciência tranqüila.
Uso é moderação em tudo.
Abuso é desequilíbrio.
O uso exprime alegria.
Do abuso nasce a dor.
Existem abusos de tempo, conhecimento e emoção.
Por isso, muitas vezes, o uso chama-se Abstenção
O uso cria a reminiscência confortadora.
O abuso forja a lembrança infeliz.
Doença – abuso de saúde
Vício – abuso de hábito.
Supérfluo – abuso do necessário
Egoísmo – abuso do direito.
Todos os aspectos menos bons da existência constituem abusos.
O uso é a lei que constrói. O abuso é a exorbitância que desgasta.
Eis por que progredir é usar bem os empréstimos de Deus.
André Luiz / Médium Waldo Vieira, do livro Estude e Viva.
OBS: Por motivos de ordem técnica o presente post não pôde ser publicado no domingo de Páscoa. Desculpem o embaraço.
quinta-feira, março 25, 2004
Um longo espaço desta vez! Problemas de saúde em casa que ainda estão à espera de solução. Para não faltar de todo a vocês, ofereço-lhes a prece mais do que inspirada que se segue:
ORANDO A CADA DIA
(Meimei / Francisco Candido Xavier)
Senhor
Faze-me perceber
que o trabalho do bem
me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo,
através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia,
que estou no caminho da evolução,
com os meus semelhantes,
não para consertá-los
e sim para atender
à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar
os direitos alheios ,
a fim de que os meus
sejam preservados.
Dá-me consciência
do lugar que me compete,
para que não esteja a exigir da vida
aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar
com realizações incompatíveis
com os meus recursos,
entretanto, por acréscimo de bondade,
fortalece-me para a execução
das pequeninas tarefas
ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais,
de modo que não me transforme
em estorvo diante dos irmãos,
aos quais devo convivência
e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer
que cansaço
e dificuldade
não podem
converter-me em pessoa intratável,
mas mostra-me, por piedade,
quanto posso fazer nas boas obras,
usando paciência e coragem,
acima de quaisquer provações
que me atinjam a existência.
Concede-me
forças para irradiar a paz
e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor,
perdoa as minhas fragilidades
e sustenta-me a fé
para que eu possa estar
sempre em Ti,
servindo aos outros.
Assim seja.
Que, em nossa breve passagem pela Terra, consigamos uma conduta inspirada no que reza esta prece e possamos exercitar de alguma forma o estar n´Ele servindo aos outros.
ORANDO A CADA DIA
(Meimei / Francisco Candido Xavier)
Senhor
Faze-me perceber
que o trabalho do bem
me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo,
através de indagações inúteis.
Lembra-me, por misericórdia,
que estou no caminho da evolução,
com os meus semelhantes,
não para consertá-los
e sim para atender
à minha própria melhoria.
Induze-me a respeitar
os direitos alheios ,
a fim de que os meus
sejam preservados.
Dá-me consciência
do lugar que me compete,
para que não esteja a exigir da vida
aquilo que não me pertence.
Não me permitas sonhar
com realizações incompatíveis
com os meus recursos,
entretanto, por acréscimo de bondade,
fortalece-me para a execução
das pequeninas tarefas
ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais,
de modo que não me transforme
em estorvo diante dos irmãos,
aos quais devo convivência
e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer
que cansaço
e dificuldade
não podem
converter-me em pessoa intratável,
mas mostra-me, por piedade,
quanto posso fazer nas boas obras,
usando paciência e coragem,
acima de quaisquer provações
que me atinjam a existência.
Concede-me
forças para irradiar a paz
e o amor que nos ensinaste.
E, sobretudo, Senhor,
perdoa as minhas fragilidades
e sustenta-me a fé
para que eu possa estar
sempre em Ti,
servindo aos outros.
Assim seja.
Que, em nossa breve passagem pela Terra, consigamos uma conduta inspirada no que reza esta prece e possamos exercitar de alguma forma o estar n´Ele servindo aos outros.
domingo, março 14, 2004
Mensagem mediúnica
O TEMPO
Nunca é um tempo longo demais!
Hoje é o tempo certo de viver e de semear.
Ontem é o tempo vivido e que não volta.
Amanhã é o tempo da colheita do que hoje se cultiva, se semeia.
Jamais é o tempo de desanimar, de desistir.
Sempre é o tempo certo de alimentar a fé, trabalhar, apurar-se no acerto, no progresso, na ideologia da caridade, do bem-fazer.
Agora é o tempo de agradecer, a oportunidade de aprender, de ser convocado ao progresso.
Mensagem psicografada pela médium Márcia, no Núcleo de Estudos Espíritas André Luiz, na reunião mediúnica de 09.03.2004 , Maceió - Al.
************************************************
A BÊNÇÂO DO PERDÃO
Uma nuvem espessa pairava sobre a alma daquela mãe sofrida...
O seu jovem filho, criado com amor e desvelo, fora assassinado por um amigo dominado pelas drogas.
O desespero e a amargura eram suas companhias permanentes.
Os olhos fundos e a palidez denunciavam as noites de insônia e a falta de alimentação.
Uma amiga a convidou, talvez inspirada pela providência divina, a buscar ajuda do orador e médium espírita de extrema seriedade e profunda dedicação ao bem, Divaldo Pereira Franco.
Era início da noite na cidade de salvador, quando as duas senhoras adentraram a casa espírita singela, onde o médium atende aqueles que o procuram em busca de consolo e esperança.
Divaldo percebeu que se tratava de um caso grave e atendeu aquela mãe prontamente, com grande ternura.
Aos poucos a senhora ia contando o drama ocorrido, falando que um amigo do filho o havia alvejado por motivos banais, de ligeiro desentendimento entre ambos.
Enquanto a genitora narrava o seu drama, aproxima-se do médium a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, trazendo o jovem assassinado, ainda convalescente, e diz a Divaldo para transmitir à mãe sofrida, algumas palavras do filho.
Naquele momento o filho, tomando emprestada a aparelhagem fonadora do médium, fala à mãezinha palavras de conforto.
Disse para que não cometesse o suicídio, como estava pretendendo, pois esse crime a afastaria ainda mais dele, e por mais tempo.
Pediu à mãe que se lembrasse da mãe do amigo que cometera o crime e agora estava detido pelas grades da justiça humana, numa cadeia, entre criminosos comuns.
Aquela mãe, sim, era muito infeliz, pois seu filho é o verdadeiro desgraçado e não ele, que agora estava sob o amparo de amigos espirituais atenciosos e fraternos.
Ao ouvir a voz inconfundível do filho querido, que julgava ter desaparecido para sempre, a mulher abraça com ternura o médium, por cuja boca se podiam ouvir as palavras amáveis e lúcidas do jovem assassinado.
Sob a inspiração da benfeitora do além, Divaldo aconselha a mulher a considerar o estado de alma da outra mãe, da mãe do assassino, e pensar na possibilidade do perdão.
Na semana seguinte, quando o médium baiano se preparava para atender aqueles que o buscavam na singeleza da casa espírita, vê adentrarem a sala duas senhoras, pálidas e de aspecto sofrido.
Uma ele já conhecia, a outra lhe era estranha.
Quando chegou a vez de atendê-las, a mulher que estivera ali na semana anterior lhe apresentou a companheira, dizendo ser a mãe do amigo do seu filho.
O médium entendeu que ela havia seguido os conselhos ali recebidos e buscava ajudar aquela mãe mais infeliz que ela própria.
Conversaram por longo tempo.
Ao se despedir das duas senhoras, Divaldo percebeu que um raio de luz penetrava suavemente aquelas almas doloridas.
A luz do perdão se fazia bênção de paz e gerava serena harmonia naqueles corações dilacerados pela dor da separação dos filhos bem-amados, embora por motivos diversos.
Na medida em que o tempo ia passando, as duas mães encontraram motivos para voltar a sorrir, e juntas visitavam o jovem no cárcere.
Fundaram uma casa de recuperação de toxicômanos para ajudar outros tantos jovens a se libertar das cadeias infelizes das drogas.
***
O perdão é uma das mais belas provas de confiança nas soberanas leis de Deus.
Quem perdoa sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, suas leis jamais se enganam.
Perdoar é receber com resignação os fatos que não podem ser evitados ou mudados, com a certeza de que a justiça divina não se equivoca e nada acontece conosco se o Criador não permitir.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história narrada por
Divaldo Franco na cidade de Videira - SC, no dia 22/09/03.
****************************************************
Bom domingo para todos.
O TEMPO
Nunca é um tempo longo demais!
Hoje é o tempo certo de viver e de semear.
Ontem é o tempo vivido e que não volta.
Amanhã é o tempo da colheita do que hoje se cultiva, se semeia.
Jamais é o tempo de desanimar, de desistir.
Sempre é o tempo certo de alimentar a fé, trabalhar, apurar-se no acerto, no progresso, na ideologia da caridade, do bem-fazer.
Agora é o tempo de agradecer, a oportunidade de aprender, de ser convocado ao progresso.
Mensagem psicografada pela médium Márcia, no Núcleo de Estudos Espíritas André Luiz, na reunião mediúnica de 09.03.2004 , Maceió - Al.
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A BÊNÇÂO DO PERDÃO
Uma nuvem espessa pairava sobre a alma daquela mãe sofrida...
O seu jovem filho, criado com amor e desvelo, fora assassinado por um amigo dominado pelas drogas.
O desespero e a amargura eram suas companhias permanentes.
Os olhos fundos e a palidez denunciavam as noites de insônia e a falta de alimentação.
Uma amiga a convidou, talvez inspirada pela providência divina, a buscar ajuda do orador e médium espírita de extrema seriedade e profunda dedicação ao bem, Divaldo Pereira Franco.
Era início da noite na cidade de salvador, quando as duas senhoras adentraram a casa espírita singela, onde o médium atende aqueles que o procuram em busca de consolo e esperança.
Divaldo percebeu que se tratava de um caso grave e atendeu aquela mãe prontamente, com grande ternura.
Aos poucos a senhora ia contando o drama ocorrido, falando que um amigo do filho o havia alvejado por motivos banais, de ligeiro desentendimento entre ambos.
Enquanto a genitora narrava o seu drama, aproxima-se do médium a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, trazendo o jovem assassinado, ainda convalescente, e diz a Divaldo para transmitir à mãe sofrida, algumas palavras do filho.
Naquele momento o filho, tomando emprestada a aparelhagem fonadora do médium, fala à mãezinha palavras de conforto.
Disse para que não cometesse o suicídio, como estava pretendendo, pois esse crime a afastaria ainda mais dele, e por mais tempo.
Pediu à mãe que se lembrasse da mãe do amigo que cometera o crime e agora estava detido pelas grades da justiça humana, numa cadeia, entre criminosos comuns.
Aquela mãe, sim, era muito infeliz, pois seu filho é o verdadeiro desgraçado e não ele, que agora estava sob o amparo de amigos espirituais atenciosos e fraternos.
Ao ouvir a voz inconfundível do filho querido, que julgava ter desaparecido para sempre, a mulher abraça com ternura o médium, por cuja boca se podiam ouvir as palavras amáveis e lúcidas do jovem assassinado.
Sob a inspiração da benfeitora do além, Divaldo aconselha a mulher a considerar o estado de alma da outra mãe, da mãe do assassino, e pensar na possibilidade do perdão.
Na semana seguinte, quando o médium baiano se preparava para atender aqueles que o buscavam na singeleza da casa espírita, vê adentrarem a sala duas senhoras, pálidas e de aspecto sofrido.
Uma ele já conhecia, a outra lhe era estranha.
Quando chegou a vez de atendê-las, a mulher que estivera ali na semana anterior lhe apresentou a companheira, dizendo ser a mãe do amigo do seu filho.
O médium entendeu que ela havia seguido os conselhos ali recebidos e buscava ajudar aquela mãe mais infeliz que ela própria.
Conversaram por longo tempo.
Ao se despedir das duas senhoras, Divaldo percebeu que um raio de luz penetrava suavemente aquelas almas doloridas.
A luz do perdão se fazia bênção de paz e gerava serena harmonia naqueles corações dilacerados pela dor da separação dos filhos bem-amados, embora por motivos diversos.
Na medida em que o tempo ia passando, as duas mães encontraram motivos para voltar a sorrir, e juntas visitavam o jovem no cárcere.
Fundaram uma casa de recuperação de toxicômanos para ajudar outros tantos jovens a se libertar das cadeias infelizes das drogas.
***
O perdão é uma das mais belas provas de confiança nas soberanas leis de Deus.
Quem perdoa sabe que Deus é justiça e, por isso mesmo, suas leis jamais se enganam.
Perdoar é receber com resignação os fatos que não podem ser evitados ou mudados, com a certeza de que a justiça divina não se equivoca e nada acontece conosco se o Criador não permitir.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história narrada por
Divaldo Franco na cidade de Videira - SC, no dia 22/09/03.
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Bom domingo para todos.
sábado, março 06, 2004
Trago hoje para vocês um assunto polêmico, ainda sujeito a críticas e, por essa razão, de grande interesse para toda a sociedade e para todas as religiões. Trata-se da cremação de corpos como opção em relação ao sepultamento.
Um Resumo Espírita da Cremação
Por Bismael B. Moraes (Mestre em Direito Processual / USP)
Imaginemos um ente querido de nossa família – pai, mãe, filho ou irmão – que, ainda em vida, deixasse a nosso critério que, após sua morte física ou seu desencarne, fizéssemos a escolha quanto ao destino de seus restos mortais: inumação (sepultamento) ou cremação (incineração).
Como decidir, de modo consciente, sem o condicionamento a costumes, fatores históricos, dogmas religiosos, aceitos e não discutidos pela razão?
Vamos a uma breve análise sobre isso, mesmo porque “não saber alguma coisa é menos mal do que não querer saber coisa alguma”.
A população da Terra, de acordo com o censo da ONU, em 1999, já ultrapassou os 6 bilhões de habitantes. Por outro lado, segundo a Organização Mundial de Saúde, a vida média dos seres humanos varia entre 60 e 70 anos. Disso, pode-se deduzir que, no globo terrestre, a cada 70 anos, morrem ou desencarnam todos os seus habitantes e nascem outros, em número ainda maior.
O planeta Terra, porém, é mensurável, é finito. Conclui-se, assim, que bilhões e bilhões de corpos vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido dos cadáveres), disseminando doenças, riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado.
De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito (ser inteligente da Natureza), pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo dolorido, porque o Espírito usa do corpo, por tempo determinado por Deus, para seu aprendizado e progresso. Historicamente, há registros de cremação de corpos na Palestina, 4000 anos a.C.; no Japão, a Imperatriz Jito foi cremada no ano 704 d.C.; tem-se, também, informações do processo crematório antigo, em fornos da Itália. Aliás, o método originário da Itália foi, em 1874, introduzido na Inglaterra, pelo cirurgião da rainha, Sir Henry Thompson, que inclusive escreveu o livro “Cremação: o tratamento do corpo após a morte”.
Da Inglaterra, criadas sociedades de cremação, os fornos crematórios foram se espalhando pelo mundo: Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, assim como na Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e em todos os países da Europa. Por isso, na Inglaterra, desde 1937, existe uma Federação Internacional de Cremação, para congressos e divulgação.
Destarte, as grandes barreiras que existiram quanto à cremação foram criadas pela Religião Católica, sob argumentação de que isso contrariava a fé cristã (o dogma da ressurreição dos corpos); era, aliás, proibição constante do Código Canônico. Só foram permitidos ritos eclesiásticos aos cristãos favoráveis à cremação, com Ritual das Exéquias de 1969, que vigora desde 1º de junho de 1970. O medo da morte ou o temor de que o corpo sofra com o fogo não devem existir. Pelo conhecimento e o desapego às coisas materiais, descobre-se que o corpo físico é passageiro, é máquina de que se serve o Espírito para cumprir suas tarefas e progredir. Há, todavia, Espíritos que se apegam ao corpo, mormente quando não têm esclarecimentos e desencarnam ou morrem em processos violentos. Mas, mesmo nos países em que, com freqüência, procede-se à cremação do corpo, isso não é imposto pela lei; cada pessoa o escolhe, de acordo coma a sua consciência.
No Brasil, há ainda poucos fornos de cremação. E a Lei dos Registros Públicos / LRP (nº 6015, de 31/12/1973), no seu artigo 77, § 2º, diz: “A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico-legista e, no caso de morte violenta, depois de autorizado pela autoridade judiciária”.
Há muitas questões que podem ser respondidas pela pesquisa sobre o assunto. O Espiritismo não recomenda nem proíbe a cremação; isso depende da consciência de cada pessoa. O grande mentor Emmanuel, na psicografia de Chico Xavier, informa que “a cremação é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de espera para que tal ocorra no forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio”. Assim, pode a cremação, com base em critérios médico-científicos, se dar em 24 horas; mas é aconselhável esperar 72 horas para isso.
Sendo um assunto ainda em discussão, é bom que pensemos no que há de positivo e interessante em sua essência. Espero que meditem e se manifestem a respeito. Minha posição é de aprovação, tanto que recorri a ele por ocasião do desencarne de um dos meus filhos, meu primogênito, há seis meses.
Qualquer comentário será recebido com o devido respeito e, se necessário, posto em linha de discussão.
Um Resumo Espírita da Cremação
Por Bismael B. Moraes (Mestre em Direito Processual / USP)
Imaginemos um ente querido de nossa família – pai, mãe, filho ou irmão – que, ainda em vida, deixasse a nosso critério que, após sua morte física ou seu desencarne, fizéssemos a escolha quanto ao destino de seus restos mortais: inumação (sepultamento) ou cremação (incineração).
Como decidir, de modo consciente, sem o condicionamento a costumes, fatores históricos, dogmas religiosos, aceitos e não discutidos pela razão?
Vamos a uma breve análise sobre isso, mesmo porque “não saber alguma coisa é menos mal do que não querer saber coisa alguma”.
A população da Terra, de acordo com o censo da ONU, em 1999, já ultrapassou os 6 bilhões de habitantes. Por outro lado, segundo a Organização Mundial de Saúde, a vida média dos seres humanos varia entre 60 e 70 anos. Disso, pode-se deduzir que, no globo terrestre, a cada 70 anos, morrem ou desencarnam todos os seus habitantes e nascem outros, em número ainda maior.
O planeta Terra, porém, é mensurável, é finito. Conclui-se, assim, que bilhões e bilhões de corpos vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido dos cadáveres), disseminando doenças, riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado.
De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito (ser inteligente da Natureza), pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo dolorido, porque o Espírito usa do corpo, por tempo determinado por Deus, para seu aprendizado e progresso. Historicamente, há registros de cremação de corpos na Palestina, 4000 anos a.C.; no Japão, a Imperatriz Jito foi cremada no ano 704 d.C.; tem-se, também, informações do processo crematório antigo, em fornos da Itália. Aliás, o método originário da Itália foi, em 1874, introduzido na Inglaterra, pelo cirurgião da rainha, Sir Henry Thompson, que inclusive escreveu o livro “Cremação: o tratamento do corpo após a morte”.
Da Inglaterra, criadas sociedades de cremação, os fornos crematórios foram se espalhando pelo mundo: Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, assim como na Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Finlândia e em todos os países da Europa. Por isso, na Inglaterra, desde 1937, existe uma Federação Internacional de Cremação, para congressos e divulgação.
Destarte, as grandes barreiras que existiram quanto à cremação foram criadas pela Religião Católica, sob argumentação de que isso contrariava a fé cristã (o dogma da ressurreição dos corpos); era, aliás, proibição constante do Código Canônico. Só foram permitidos ritos eclesiásticos aos cristãos favoráveis à cremação, com Ritual das Exéquias de 1969, que vigora desde 1º de junho de 1970. O medo da morte ou o temor de que o corpo sofra com o fogo não devem existir. Pelo conhecimento e o desapego às coisas materiais, descobre-se que o corpo físico é passageiro, é máquina de que se serve o Espírito para cumprir suas tarefas e progredir. Há, todavia, Espíritos que se apegam ao corpo, mormente quando não têm esclarecimentos e desencarnam ou morrem em processos violentos. Mas, mesmo nos países em que, com freqüência, procede-se à cremação do corpo, isso não é imposto pela lei; cada pessoa o escolhe, de acordo coma a sua consciência.
No Brasil, há ainda poucos fornos de cremação. E a Lei dos Registros Públicos / LRP (nº 6015, de 31/12/1973), no seu artigo 77, § 2º, diz: “A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico-legista e, no caso de morte violenta, depois de autorizado pela autoridade judiciária”.
Há muitas questões que podem ser respondidas pela pesquisa sobre o assunto. O Espiritismo não recomenda nem proíbe a cremação; isso depende da consciência de cada pessoa. O grande mentor Emmanuel, na psicografia de Chico Xavier, informa que “a cremação é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de espera para que tal ocorra no forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio”. Assim, pode a cremação, com base em critérios médico-científicos, se dar em 24 horas; mas é aconselhável esperar 72 horas para isso.
Sendo um assunto ainda em discussão, é bom que pensemos no que há de positivo e interessante em sua essência. Espero que meditem e se manifestem a respeito. Minha posição é de aprovação, tanto que recorri a ele por ocasião do desencarne de um dos meus filhos, meu primogênito, há seis meses.
Qualquer comentário será recebido com o devido respeito e, se necessário, posto em linha de discussão.
domingo, fevereiro 29, 2004
Alguns semanas atrás, trouxe para vocês algumas das dores da alma de que nos fala Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed em seu livro As dores da alma. Vou continuar expondo mais algumas e adianto que a aquisição do livro ajudará muito na compreensão do que aqui vai apenas sugerido, como ele próprio fez no índice da matéria apresentada e racionalmente desenvolvida.
Baixa estima
A criatura materialista precisa crer que é superior para compensar sua crença na insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive.
Medo
O resultado do medo em nossas vidas será a perda do nosso poder de pensar e agir com espontaneidade.
Desvendar gradativamente nossa “geografia interna”, nosso próprio padrão de carências e medos, proporciona-nos uma base sólida de autoconfiança.
Dentre as muitas dificuldades que envolvem a agorafobia, a mais grave é a incerteza de nosso valor pessoal e as crenças de baixa estima que possuímos, herdadas muitas vezes na infância.
Vício
O viciado é um “conservador”, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.
Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.
Insegurança
Os inseguros omitem defesa a seus direitos pessoais por medo e evitam encontros ou situações em que precisam expor suas crenças, sentimentos e idéias.
A intensa motivação que invade os indivíduos para serem amados e queridos a qualquer preço nasce das dúvidas íntimas sobre si mesmos.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O poema da vez.
É Leda Yara que nos fala poeticamente da sucessão de vidas, com seu modo inspirado de arrumar versos e verdades.
Eu sou...
Aquela que buscas através dos tempos.
Cheguei a ti por uma escolha secular
de um resgate que resiste a todas as vidas.
Vim para ti e não me reconheceste.
Estive em ti e apenas resvalei
no redemoinho das tuas não escolhas,
no descompasso das tuas incertezas.
Fui sol, fui luz, fui calor, fui sombra amiga.
Fui aquela que te acolheu com o aconchego
do encontro esperado por uma eternidade
e, por isso, apenas acolhe.
Nada pergunta, nada pede, é toda oferta.
Há segredos não revelados que trago comigo.
Seriam os nossos segredos, enfim desvendados,
após tantas existências de espera.
- Não me reconheceste! –
Segredos que levarei comigo no retorno vazio
das propostas negadas. Missão não cumprida.
Segues os teus passos
na mesma forma, no mesmo conteúdo,
em ciclos repetidos através dos tempos,
carente da emoção autêntica, do sentir profundo,
do estar com, do ser com, do viver por.
Eu sou. Sou eu, sim! A história se repete...
Ainda desta vez, não serei a boca que beijas,
o desvario das tuas emoções, a tua musa.
Ainda desta vez,
não desvendarás nossos segredos.
Que Deus esteja sempre em nosso pensamento
Baixa estima
A criatura materialista precisa crer que é superior para compensar sua crença na insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive.
Medo
O resultado do medo em nossas vidas será a perda do nosso poder de pensar e agir com espontaneidade.
Desvendar gradativamente nossa “geografia interna”, nosso próprio padrão de carências e medos, proporciona-nos uma base sólida de autoconfiança.
Dentre as muitas dificuldades que envolvem a agorafobia, a mais grave é a incerteza de nosso valor pessoal e as crenças de baixa estima que possuímos, herdadas muitas vezes na infância.
Vício
O viciado é um “conservador”, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.
Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.
Insegurança
Os inseguros omitem defesa a seus direitos pessoais por medo e evitam encontros ou situações em que precisam expor suas crenças, sentimentos e idéias.
A intensa motivação que invade os indivíduos para serem amados e queridos a qualquer preço nasce das dúvidas íntimas sobre si mesmos.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O poema da vez.
É Leda Yara que nos fala poeticamente da sucessão de vidas, com seu modo inspirado de arrumar versos e verdades.
Eu sou...
Aquela que buscas através dos tempos.
Cheguei a ti por uma escolha secular
de um resgate que resiste a todas as vidas.
Vim para ti e não me reconheceste.
Estive em ti e apenas resvalei
no redemoinho das tuas não escolhas,
no descompasso das tuas incertezas.
Fui sol, fui luz, fui calor, fui sombra amiga.
Fui aquela que te acolheu com o aconchego
do encontro esperado por uma eternidade
e, por isso, apenas acolhe.
Nada pergunta, nada pede, é toda oferta.
Há segredos não revelados que trago comigo.
Seriam os nossos segredos, enfim desvendados,
após tantas existências de espera.
- Não me reconheceste! –
Segredos que levarei comigo no retorno vazio
das propostas negadas. Missão não cumprida.
Segues os teus passos
na mesma forma, no mesmo conteúdo,
em ciclos repetidos através dos tempos,
carente da emoção autêntica, do sentir profundo,
do estar com, do ser com, do viver por.
Eu sou. Sou eu, sim! A história se repete...
Ainda desta vez, não serei a boca que beijas,
o desvario das tuas emoções, a tua musa.
Ainda desta vez,
não desvendarás nossos segredos.
Que Deus esteja sempre em nosso pensamento
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