sábado, novembro 29, 2003

A NINFA OCULTA NO BLOCO DE MÁRMORE

Sócrates é geralmente conhecido como um grande filósofo, mestre do divo Platão - mas poucos sabem que ele era também um exímio escultor.

Um dia recebeu Sócrates um pedido do Prefeito de Atenas para esculpir a estátua de uma ninfa a ser colocada num bosque ao pé de uma fonte.

O filósofo aceitou a encomenda. Sem tardança, mandou vir o bloco de mármore branco, de Paros, e pôs mãos à obra.

Depois de mentalizar intensamente a efígie da ninfa, empunhou o martelo e foi desbastando o bloco de mármore. Grandes lascas voaram para a direita e para a esquerda.

Depois deste trabalho rústico, o escultor pôs de parte o martelo e outros instrumentos pesados e começou a trabalhar com ferramentas mais delicadas, como o cinzel, e, por fim, serviu-se dum finíssimo esmeril para dar acabamento à estátua.

Finalmente, estava na oficina do escultor uma efígie de imaculada alvura, uma figura de jovem esbelta, como os antigos imaginavam as divindades dos bosques e das águas. Tão leve era o aspecto da ninfa que parecia flutuar livremente no ar; parecia antes uma entidade astral do que uma estátua material.

Por quê?

Porque ele não aceitava ter esculpido a ninfa; ela já estava oculta naquele bloco de mármore, desde o início, e muito antes de ser visível. Eu, dizia Sócrates, já via a ninfa no dia em que fui buscar o bloco de mármore; apenas retirei dele o que a ocultava aos
olhos dos que não a podiam ver antes disso; nada acrescentei, apenas retirei o que a encobria.

Sócrates dizia uma grande verdade. Ele era um grande intuitivo. Viu o que os outros não viam. No ser humano via ele muito mais do que o corpo material - via a alma imaterial. Mas, como nem todos podem ver o invisível, é necessário que alguém desbaste o bloco bruto e amorfo para que apareça a ninfa que nele está oculta.

Muitas vezes, é a dor desse escultor carinhosamente cruel. Parece odiar o bloco bruto, de tanto amor que lhe tem. E, se o bloco humano não se defende contra as marteladas do sofrimento, a ninfa divina da sua alma pode manifestar-se.

Mas, se o homem passa a vida em brancas nuvens, como diz o poeta, nada acontecerá.

" Quem pela vida passou em brancas nuvens
Em um plácido docel adormeceu
Quem pela vida passou e não sofreu
Não foi homem, é projeto de homem.
Que passou pela vida e não viveu! "

O mundo está repleto desses projetos de homens, assim como uma jazida de mármore está repleta de projetos de ninfa.

O projeto de homem só conhece o gozo - e nada sabe da felicidade. E passa a vida toda em brancas nuvens, trocando gozos por felicidade.

E, quando alguém procura mostrar-lhe o que é felicidade, o projeto de homem gozador diz que felicidade é utopia e misticismo de sonhadores que não conhecem a vida.

Para tirar de um bloco bruto uma efígie de beleza, deve o escultor, acima de tudo, ter a intuição daquilo que ainda não existe materialmente; deve poder ver para além dos véus da matéria; deve poder conceber antes de dar à luz a sua ninfa, mesmo por entre as dores de uma longa
gestação.

TODA A FELICIDADE PASSA PELO SOFRIMENTO PRÉVIO. TODA A ALVORADA É A LUZ QUE SEGUE ÀS TREVAS DA NOITE.

Huberto Rohden


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Ter sabedoria consiste em possuir uma ´leitura do mundo´ voltada para o senso íntimo - capacidade de receber informações sobre as mudanças no meio (externo e interno) e de a elas interagir, exprimindo atos e atitudes únicos e originais.

O saber implica a facilidade de elaborar idéias simples para explicar coisas aparentemente complexas, utilizando-se os recursos fecundos e inspirativos do universo interior.

(Francisco do Espírito Santo neto / pelo espírito de Hammed)


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Amanhã é o dia dedicado à luta contra Aids. Trabalhemos juntos, informando, aconselhando, indicando os caminhos da prevenção.


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terça-feira, novembro 25, 2003

Vocês se lembram do Betinho? Herbert de Souza, vítima de Aids por sua condição de hemofílico, combateu a rendição à morte prematura pelo terror à doença e fez de sua vida possível um exemplo de capacidade de luta e fé na vida.
Aqui, vocês encontrarão um artigo deste sociólogo que mostra sua coragem e persistência diante do inexorável: O Dia da Cura


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Motivos de Alegria

Não encontras motivos para ser alegre?

Em tudo há aspectos positivos, geradores de alegria. A enfermidade carrega consigo a esperança da saúde; os negócios mal sucedidos conduzem ao valor da experiência;
os insucessos amorosos trazem os treinos para o verdadeiro amor;os tropeços com o ganha-pão desenvolvem habilidades para lidar com o dinheiro; e, até mesmo a morte, que parece justificar toda tristeza, leva as mazelas materiais e inicia uma felicidade.

Por que, então, ser triste?

Mesmo que te sacudam truculentas necessidades, respira fundo e sê alegre. Afasta a poeira dos olhos e homenageia a vida triunfante que está em ti.

Quem não vê motivos para ser triste já está na alegria.


Exortação de Lourival Lopes.


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sábado, novembro 22, 2003

Volto ao tema AIDS

Ainda hoje, muitos acreditam que a aids é uma doença restrita aos chamados grupos de risco, como os profissionais do sexo ou os homossexuais. Mas a epidemia de aids mostrou que todos têm de se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação econômica ou orientação sexual.
Além do teste da Aids, há várias outras maneiras de se fazer a prevenção da doença. Este teste é um exame de sangue feito em laboratório. Atualmente pode ser realizado sem prescrição médica nos Centros de Testagem e Aconselhamentos Especializados e em Serviços de Saúde Pública.
Este exame só pode ser feito após 3 meses de a pessoa ter se exposto a alguma situação de risco (sexo sem camisinha, uso de seringa de outras pessoas etc.). Ou seja, depois da janela imunológica: período em que seu corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados, podendo dar um resultado falso-negativo.
Os sintomas da aids podem demorar até dez anos para aparecer, por isso não adianta ficar esperando
O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.
Sabendo disso, você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus
Transmissão
 Sexo sem camisinha
 Uso de seringa por mais de uma pessoa
 Transfusão de sangue contaminado
 Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
 Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados
Não há transmissão
 Sexo desde que se use corretamente a camisinha
 Beijo no rosto ou na boca
 Suor e lágrima
 Picada de inseto
 Aperto de mão ou abraço
 Sabonete/toalha/lençóis
 Talheres/copos
 Assento de ônibus
 Piscina
 Banheiro
 Doação de sangue
Para evitar que a aids passe da mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de aids.

Estas informações, baseadas no Programa Nacional de DST e Aids, podem ser lidas em sua íntegra aqui.

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Espero que os leitores desta página tenham oportunidade de conversar com amigos sobre o assunto a fim de divulga-lo. Os que possuem site, podem cooperar com textos ou mesmo repetir estes. É dever nosso, como cristãos, esclarecer os desinformados, principalmente quando o caso é uma doença transmissível que maltrata e leva à morte.

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Trechos curtos para meditação.

De Lourival Lopes

A TUA PARTE

Fazes a tua parte?
Deus te afaga de inúmeras maneiras. Envia-te bênçãos, luzes, esclarecimentos, consolações e pacificações. Dá-te os sentidos físicos e o poder de pensar, fazer, desfazer, crescer, dar frutos, sentir, vibrar e tudo o mais.
Deus faz a parte Dele com relação a ti. Fazes a tua parte com relação a ti mesmo?
A tua parte é acreditar em ti, controlar impulsos nocivos, empregar esforços na solução dos problemas, manter alta a esperança, silenciar diante das ofensas, amar sem restrições, cultivar a alegria e defender a paz interior.

FAZE A TUA PARTE.

Deus é tão bom que, além de fazer a parte Dele, ainda te ajuda na tua própria parte.

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quinta-feira, novembro 20, 2003

Alerta!

O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial da Luta contra a Aids.

Cabe-nos dar nossa parcela de esforço no sentido de combater a disseminação desta terrível doença que já atinge um número expressivo de pessoas em todo o mundo.
Vamos cooperar?
Qualquer ajuda será benvinda em forma de artigos escalrecedores sobre prevenção, contaminação, disseminação e evolução da doença; ou histórias de vítimas da Aids e do sofrimento e morte que ela determina; ou ainda disponibilizando seu site ou blog para responder a dúvidas que possam surgir da parte de pessoas que necesitem de aconselhamento e orientação.

Façamos nossa parte, mesmo que seja pequena, qualquer esforço é válido.
Urge que doemos um pouco de nossa força a esta luta.

Vamos dar nossa contribuição e estaremos garantindo um futuro melhor para a humanidade.







sexta-feira, novembro 14, 2003

Voltei a ficar em dívida. Intervalo de 6 dias. Tenho que recuperar a energia e me atualizar mais freqüentemente. Enquanto isso, vou procurar passar pra vocês textos com substância para estudo e meditação.

Vejamos um estudo sobre a guerra do site espírita André Luiz.


O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO III, CAP. VI
GUERRAS


Per. 742 - Qual é a causa que leva o homem à guerra?

- Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequënte, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade.

Per. 743 - A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?

- Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então todos os povos serão irmãos.

Per. 744 - Qual foi o objetivo da Providência, tornando a guerra necessária?

- A liberdade e o progresso.

- Se a guerra deve ter por resultado alcançar a liberdade, como ocorre que ela, freqüentemente, tenha por objetivo e por resultado a subjugação?

- Subjugação momentânea para abater os povos, a fim de os fazer chegar mais depressa.

Per. 745 - Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

- Este é o verdadeiro culpado e precisará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a morte para satisfazer sua ambição.


OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES



O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO II, CAP. IX

Per. 541 - Em uma batalha há Espíritos que assistem a sustentam cada partido?

- Sim, e que estimulam a sua coragem.

Os Antigos, outrora, representavam os deuses tomando partido por tal ou tal povo. Esses deuses não eram outros senão Espíritos representados sob figuras alegóricas.

Per. 542 -Em uma guerra, a justiça entá sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido pela injustiça?

- Sabeis bem que há Espíritos que não procuram senão a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra: a justiça da causa pouco os impressiona.

Per. 543 - Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?

- Sem nenhuma dúvida, os Espíritos podem influenciar por esse motivo, como por todas as concepções.

Per. 544 - Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe maus planos, tendo em vista perdê-lo?

- Sim, mas não tem ele seu livre arbítrio? Se seu julgamento não lhe permite distinguir uma idéia justa de uma idéia falsa, suporta as conseqüências, e faria melhor obedecer do que comandar.

Per. 545 - O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de segunda vista, uma vista intuitiva, que lhe mostre antecipadamente o resultado de seus planos?

- Frequentemente é assim no homem de gênio, é o que se chama inspiração, e faz com que ele aja com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e sabem aproveitar as faculdades de que é dotado.

Per. 546 - No tumulto do combate, o que ocorre com os Espíritos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, depois da morte?

- Alguns se interessam, outros se afastam.

Nos combates acontece aquilo que ocorre em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento o Espírito está surpreso e como perturbado, e não crê estar morto, parecendo-lhe, ainda, tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade lhe aparece.

Per. 547 - Os Espíritos que se combatiam, estando vivos, uma vez mortos se reconhecem por inimigos e são ainda obstinados uns contra os outros?

- O Espíritos, nesses momentos, não está jamais de sangue-frio. No primeiro momento, ele pode ainda querer seu inimigo e mesmo perseguí-lo, mas quando as idéias lhe retornam, vê que sua animosidade não tem mais objetivo. Entretanto, pode ainda conservar-lhe as impressões, mais ou menos segundo o seu caráter.

- Percebe ainda o ruído das armas?

- Sim, perfeitamente.

Per. 548 - O Espírito que assiste de sangue-frio a um combate como espectador, testemunha a separação da alma e do corpo, e como esse fenômeno se apresenta a ele?

- Há poucas mortes instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo vem a ser mortalmente ferido, não tem consciência sobre o momento. Quando ele começa a se reconhecer, é então que se pode distinguir o Espírito que se move ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a visão do corpo morto não produz nele nenhum efeito desagradável. Toda a vida estando transportada no Espírito, só ele atrai atenção e é com ele que se conversa ou a ele que se dirige.

(Mais sobre o tema em O Livro dos Espíritos, cap. VI - V: LEI DE DESTRUIÇÃO)



A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL VISTA DE "NOSSO LAR"


NOSSO LAR, CAP. 41 - ANDRÉ LUIZ
CONVOCADOS À LUTA


Nos primeiros dias de setembro de 1939, "Nosso Lar" sofreu, igualmente, o choque por que passaram diversas colônias espirituais, ligadas à civilização americana. Era a guerra européia, tão destruidora nos círculos da carne, quão perturbadora no plano do espírito. Entidades numerosas comentavam os empreendimentos bélicos em perspectiva, sem disfarçarem o imenso terror de que se possuíam.
Sabia-se, desde muito, que as Grandes Fraternidades do Oriente suportavam as vibrações antagônicas da nação japonesa, experimentando dificuldades de vulto. Anotavam-se, porém, agora, fatos curiosos de alto padrão educativo. Assim como os nobres círculos espirituais da velha Ásia lutavam em silêncio, preparava-se "Nosso Lar" para o mesmo gênero de serviço. Além de valiosas recomendações, no campo da fraternidade e da simpatia, determinou o Governador tivéssemos cuidado na esfera do pensamento, preservando-nos de qualquer inclinação menos digna, de ordem sentimental.
Reconheci que os Espíritos superiores, nessas circunstâncias, passam a considerar as nações agressoras não como inimigas, mas como desordeiras e cuja atividade criminosa é imprescindível reprimir.
- Infelizes dos povos que se embriaguem com o vinho do mal - disse-me Salústio -; ainda que consigam vitórias temporárias, elas servirão somente para lhes agravar a ruína, acentuando-lhes as derrotas fatais. Quando um país toma a iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do Pai, e pagará um preço terrível.
Observei, então, que as zonas superiores da vida se voltam em defesa justa, contra os empreendimentos da ignorância e da sombra, congregados para a anarquia e, conseqüentemente, para a destruição. Esclareceram-me os colegas de trabalho que, nos acontecimentos dessa natureza, os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal. Sem se precatarem dos perigos imensos, esses povos, com exceção dos espíritos nobres e sábios que lhes integram os quadros de serviço, embriagam-se ao contacto dos elementos de perversão, que invocam das camadas sombrias. Coletividades operosas convertem-se em autômatos do crime. Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror. Mas, enquanto os bandos escuros se apoderam da mente dos agressores, os agrupamentos espirituais da vida nobre movimentam-se em auxílio dos agredidos.
Se devemos lastimar a criatura em oposição à lei do bem, com mais
propriedade devemos lamentar o povo que olvidou a justiça.
Logo após os primeiros dias que assinalaram as primeiras bombas na terra polonesa, encontrava-me, ao entardecer, nas Câmaras de Retificação, junto de Tobias e Narcisa, quando inesquecível clarim se fez ouvir por mais de um quarto de hora. Profunda emoção nos invadira a todos.
É a convocação superior aos serviços de socorro a Terra - explicou-me Narcisa, bondosamente.
- Temos o sinal de que a guerra prosseguirá, com terríveis tormentos para o espírito humano - exclamou Tobias, inquieto -, embora a distância, toda a vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande trabalho em preservar o Novo Mundo.
A clarinada fazia-se ouvir com modulações estranhas e imponentes. Notei que profundo silêncio caiu sobre todo o Ministério da Regeneração.
Atento à minha atitude de angustiosa expectativa, Tobias informou:
- Quando soa o clarim de alerta, em nome do Senhor, precisamos fazer calar os ruídos de baixo, para que o apelo se grave em nossos corações.
Quando o misterioso instrumento desferiu a última nota, fomos ao grande parque, a fim de observar o céu. Profundamente comovido, vi inúmeros pontos luminosos, parecendo pequenos focos resplandecentes e longínquos, a librarem-se no firmamento.
- Esse clarim - disse Tobias igualmente emocionado - é utilizado por espíritos vigilantes, de elevada expressão hierárquica.
Regressando ao interior das Câmaras, tive a atenção atraída para enormes rumores provenientes das zonas mais altas da colônia, onde se localizavam as vias públicas.
Tobias confiou a Narcisa certas atividades de importância junto aos enfermos e convidou-me a sair, para observar o movimento popular.
Chegados aos pavimentos superiores, de onde nos poderíamos encaminhar à Praça da Governadoria, notamos intenso movimento em todos os setores.
Identificando-me o espanto natural, o companheiro explicou:
- Estes grupos enormes dirigem-se ao Ministério da Comunicação, à procura de noticias. O clarim que acaba de soar, só vem até nós em circunstâncias muito graves. Todos sabemos que se trata da guerra, mas é possível que a Comunicação nos forneça algum detalhe essencial. Observe os transeuntes.
Ao nosso lado, vinham dois senhores e quatro senhoras, em conversação animada.
- Imagine - dizia uma - o que será de nós no Auxílio. Há muitos meses consecutivos, o movimento de súplicas tem sido extraordinário. Experimentamos justa dificuldade para atender a todos os deveres.
- E nós, com a Regeneração? - objetava o cavalheiro mais idoso - os serviços prosseguem consideravelmente aumentados. No meu setor, a vigilância contra as vibrações umbralinas reclama esforços incessantes. Estou avaliando o que virá sobre nós...
Tobias segurou-me o braço, de leve, e exclamou:
- Aproximando-nos de dois homens, ouvi um deles perguntando:
- Será crivei que a calamidade nos atinja a todos?
O interpelado, que parecia portador de grande equilíbrio espiritual, replicou, sereno:
- De qualquer modo, não vejo motivo para precipitações. A única novidade é o acréscimo de serviço que, no fundo, constituirá uma bênção.
Quanto ao mais, tudo é natural, a meu ver. A doença é mestra da saúde, desastre dá ponderação. A China está sob a metralha, há muito tempo, e não mostrou você, ainda, qualquer demonstração de assombro.
- Mas agora - objetou o companheiro, desapontado - parece que serei compelido a modificar meu programa de trabalho.
O outro sorriu e ponderou:
- Helvécio, Helvécio, esqueçamos o "meu programa" para pensar em "nossos programas".
Atendendo a novo gesto de Tobias, que me reclamava atenção, observei três senhoras que iam na mesma direção à nossa esquerda, verificando que o pitoresco não faltava, igualmente ali, naquele crepúsculo de inquietação.
- A questão impressiona-me sobremaneira - dizia a mais moça -, porque Everardo não deve regressar do mundo agora.
- Mas a guerra - disse uma das companheiras -, ao que parece, não alcançará a Península. Portugal está muito longe do teatro dos acontecimentos.
- Entretanto - indagou a outra componente do trio -, por que semelhante preocupação? Se Everardo viesse, que aconteceria?
- Receio - esclareceu a mais jovem - que ele me procure na qualidade de esposa. Não o poderia suportar. É muito ignorante e, de modo algum, me submeteria a novas crueldades.
- Tola que és! - comentou a companheira - olvidaste que Everardo será barrado pelo Umbral, ou coisa pior?
Tobias, sorrindo, informou:
- Ela teme a libertação de um marido imprudente e perverso.
Decorridos longos minutos, em que observávamos a multidão espiritual, atingimos o Ministério da Comunicação, detendo-nos ante os enormes edifícios consagrados ao trabalho informativo.
Milhares de entidades acotovelavam-se, aflitamente. Todos queriam informações e esclarecimentos. Impossível, porém, um acordo geral.
Extremamente surpreendido com o vozerio enorme, vi que alguém subira a uma sacada de grande altura, reclamando a atenção popular. Era um velho de aspecto imponente, anunciando que, dentro de dez minutos, far-se-ia ouvir um apelo do Governador.
- É o Ministro Esperidião informou Tobias, atendendo-me a curiosidade.
Serenado o barulho, daí a momentos ouviu-se a voz do próprio Governador, através de numerosos alto-falantes:
- "Irmãos de "Nosso Lar", não vos entregueis a distúrbios do pensamento ou da palavra. A aflição não constrói, a ansiedade não edifica. Saibamos ser dignos do clarim do Senhor, atendendo-Lhe a Vontade Divina no trabalho silencioso, em nossos postos."
Aquela voz clara e veemente, de quem falava com autoridade e amor, operou singular efeito na multidão. No curto espaço de uma hora, toda a colônia regressava à serenidade habitual.

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Leiam, meditem, se quiserem, comentem ou façam perguntas para esclarecimento de algum ponto.
Até outro post e fiquem em paz.

sábado, novembro 08, 2003

Nossa! Isto não é coisa que se faça com visitantes de blog! Oito dias de intervalo, sem uma linha, sem uma explicação! É que estou vivendo um período de reencontro comigo mesma e o tempo para as outras atividades diminui. Não me sinto capacitada para escrever sobre temas de responsabilidade, como são os temas doutrinários, se bem que posso valer-me, como tenho feito algumas vezes, de temas escritos por gente lúcida e gabaritada.
Vou passar pra vocês um texto de Richard Simonetti, um capítulo de seu livro LUZES NO CAMINHO intitulado:

PASSADO E FUTURO

Você conhece a origem do nome janeiro para o primeiro mês do ano, amigo leitor?
Vem do latim januarius.
É uma homenagem a Jano, deus romano que representa o passado e o futuro, o começo e o fim, portas que se abrem e fecham.
Tem duas faces.
Uma olha para o passado - o que foi.
Outra olha para o futuro - o que será.
É como se Jano nos fizesse um convite especial:
Examinar o ano que finda para fazer melhor no ano que se inicia

A decantada reforma íntima, ideal de todas as religiões, no sentido de nos adequarmos à vontade de Deus, cumprindo-lhe os desígnios, exige árduo combate às nossas imperfeições.
Nesse empenho, há metas básicas a serem alcançadas, sem o que estaremos marcando passo nos caminhos da evolução.

Enriquecer a vida.
O mundo fica melhor onde estamos?

Mobilizar recursos.
Doamo-nos em favor do bem comum?

Crescer para a eteridade.
Ampliamos nossos patrimônios culturais e morais?

Valorizar o tempo.
Eliminamos as horas vazias?

Exercitar a caridade.
Socorremos o carente?

Combater o vício.
Vencemos o desafio?

Conquistar as pessoas.
Aprendemos a sorrir?

Conter a agressividade.
Convivemos pacificamente?

Enfrentar as dificuldades.
Confiamos em Deus?

No propósito de superar limitações e reordenar a existência, buscando o melhor, há uma inspiradora particularidade nas representações de Jano, em estampas e estatuetas.
Ele sempre traz nas mãos dois objetos:
Uma chave e uma varinha mágica.
A chave representa o passado.
A varinha mágica aponta o futuro.
Imagem perfeita.
É preciso:

Fechar o passado.
Superar mágoas e ressentimentos, vícios e mazelas.

Buscar o futuro.
Cultivar o Bem e a Verdade, no empenho da renovação.

Se assim fizermos, nossa existência não será em vão.
E quando formos chamados a avaliar o que fizemos na Terra, para definir nossa posição no além, estaremos tranqüilos.

Retornaremos à vida em plenitude sem traumas, sem dramas de consciência, sem débitos acumulados...
Encerraremos o balanço existencial com saldo positivo, habilitando-nos a sintonizar com glorioso futuro!



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Valeu, não? Considerações que devem ser levadas a sério, com responsabilidade.

Despeço-me aqui. Que a paz de Deus habite o coração de todos vocês.

sexta-feira, outubro 31, 2003

Por hoje, esta oração que uma amiga me enviou:

ORAÇÃO PARA HOJE!


Que eu continue a acreditar no outro
mesmo sabendo de alguns valores
tão esquisitos que permeiam o mundo;

Que eu continue otimista,
mesmo sabendo
que o futuro que nos espera
nem sempre é tão alegre;

Que eu continue com
a vontade de viver,
mesmo sabendo que
a vida é,
em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida;


Que eu permaneça com
a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que
com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas;

Que eu realimente sempre
a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas
são incapazes de ver, sentir,
entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha
meu equilíbrio,
mesmo sabendo que os desafios
são inúmeros
ao longo do caminho;

Que eu exteriorize
a vontade de amar,
entendendo que amar
não é sentimento de posse,
é sentimento de doação;

Que eu sustente
a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que
muitas coisas que vejo no mundo,
escurecem meus olhos;

Que eu retroalimente
minha garra, mesmo sabendo que
a derrota e a perda
são ingredientes
tão fortes quanto
o Sucesso e a Alegria;

Que eu atenda sempre mais
à minha intuição,
que sinaliza o que
de mais autêntico possuo;

Que eu pratique sempre mais
o sentimento de justiça,
mesmo em meio
à turbulência dos interesses;

Que eu não perca
o meu forte abraço,
e o distribua sempre;

Que eu perpetue
a Beleza e o Brilho de ver,
mesmo sabendo que as
lágrimas também brotam dos
meus olhos;

Que eu manifeste
o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exige muito
para manter sua harmonia;


Que eu acalente
a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que
minha parcela de
contribuição no mundo
é pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre
que todos nós fazemos parte
desta maravilhosa teia chamada Vida,
criada por Alguém
bem superior a todos nós!

E que as grandes mudanças
não ocorrem
por grandes feitos de alguns
e, sim,
nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!


Que vocês tenham um agradável fim de semana.