De volta, pedindo desculpas pelo hiato. Muita coisa pra ajustar e resolver. Peço desculpas.
Transcrevo um trecho excelente hoje. Recebi-o por e-mail e guardei-o para vocês.
GRANDE HOMEM
O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe gênio ...
É poderoso - mas não ostenta poder ...
Socorre a todos - sem precipitação ...
É puro - mas não vocifera contra os impuros ...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo ...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido ...
Domina - mas sem insolência ...
É humilde - mas sem servilismo ...
Fala a grandes distâncias - mas sem gritar ...
Ama - sem se oferecer ...
Faz bem a todos - antes que se perceba ...
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém ...
Abre largos espaços - sem arrombar portas ...
Entra no coração humano - sem saber como ...
É como o Sol - assaz poderoso para sustentar um sistema planetário e, assaz delicado para beijar uma pétala de flor ...
Assim é, e assim age o homem verdadeiramente grande - porque é instrumento nas mãos de Deus.
Extraído do Livro DE ALMA PARA ALMA de H.Rodhen
Obs.: Entendamos aqui o Homem como o ser humano (Homem e Mulher).
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Outro trecho interessante, agora sob a forma de história, deve atingir a sensibilidade e a percepção de vocês.
A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO
O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo, chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e, antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faça de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois, eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você!
O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.
Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.
Perdoar é uma atitude de fé. Só perdoa quem é perdoado!
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Até o próximo encontro. Bençãos, paz e muitas alegrias!!!
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O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no
assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer
alguns serviços na horta, ao ver aquilo, chama o menino para uma
conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai
dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.
Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o
filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que
ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um
saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o
acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele
pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no
varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento
seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na
camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. O menino
achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal
com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma
hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de
longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão
na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela
brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande
espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia
enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.
O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que
possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os
resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.
Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.
Obs.: Perdoar é uma atitude de fé. Só perdoa quem é perdoado!
Tenham uma semana cheia de bençãos, paz e muitas alegrias!!!
Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
domingo, agosto 03, 2003
sábado, julho 26, 2003
Voltando ao nosso exercício de comunicação. acabei de ler um trechinho tão bonito que me emocionou, do livro intitulado Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Marck Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff. Curtinha, diz tanto, a história chamada
A BONECA QUEBRADA
Dan Clarck
Eis como uma amiga me contou a história passada com sua filha.
Preocupada com sua demora em chegar da escola, eu estava aborrecida quando ela finalmente apareceu. Com a voz zangada, pedi que explicasse a razão do atraso.
Ela disse:´Mamãe, eu estava vindo a pé com Julie quando, no meio do caminho, ela deixou cair a boneca, que se partiu em mil pedaços.´
´Ah, meu bem´, respondi,´você se atrasou porque foi ajudar Julie a tentar colar os pedaços da boneca.´
Com sua vozinha inocente, minha filha disse: ´Não, mamãe, eu não sabia como consertar a boneca. Só fiquei lá para ajudar Julie a chorar.´
Às vezes, a criança nos pega de surpresa - um procedimento adulto na atitude inocente de uma menina.
Não pode haver forma mais perfeita de ajuda que um gesto espontâneo como este. É este espírito de solidariedade que está faltando à humanidade. Se pensar assim, agir assim, doar-se assim fosse uma constante, um comportamento natural. a humanidade estaria noutro estágio e a Terra já teria saído da condição de planeta de expiações e de provas.
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Felinto também nos dá hoje sua sempre bem-vinda participação com o artigo:
A P A L A V R A
Felinto Elízio Duarte Campelo
´Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que ouvem´.
(Epístola de Paulo aos Efésios, 4 : 29)
A possibilidade de comunicação pela palavra articulada é uma dádiva divina ao homem para que se estabeleça o entendimento universal, haja a confraternização entre os povos e, com a troca de conhecimentos, ele cresça em sabedoria.
Ocorre que, infelizmente, essa prerrogativa nem sempre é compreendida e bem empregada. O ´verbo´ que deveria ser utilizado para informar, esclarecer, ajudar, orientar, consolar, congregar tem servido muitas vezes como agente de desagregação, de desconforto, de desnorteamento, de embaraço, de enleio, de ocultação, ou mesmo como instrumento de ferir, de injuriar, de caluniar, de difamar.
A palavra mal conduzida propicia a discórdia, pode induzir ao crime, provocar o suicídio e outros tantos malefícios que atormentam a humanidade.
O ensinamento do Apóstolo Paulo aos Efésios é claro, preciso, insofismável. O Dom da palavra exige respeito, pois nos foi dado por Deus e o seu uso deve ser restrito às ocasiões em que possa servir como edificação de quem fala e de quem ouve.
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Vocês me deixam acalmar o espírito liberando, através da memória, as saudades que estou sentindo de meu pai, falecido há longos 22anos? Necessário dizer que foi de um homem simples, puro como poucos conseguem ser, que viveu em estado de graça, dedicado à família, à doutrina espírita e ao amor fraterno que sempre soube dividir com os que o rodeavam. Vou me sentir melhor, depois disso.
A MEU PAI
Simples, mas requintado,
talentoso, multifacetado,
perfeccionista, um tanto ´machista´
- não ao pé da letra, o modelo protetor, reverente ?
há tanto tempo ausente!
Faça-me uma concessão:
apareça, desça p´ra ver-me,
a saudade, de tão antiga,
lacra-me o peito, não cabe mais em mim.
Lembra? Nossa cumplicidade em família:
- ´você´ em vez de ´senhor´ ?
à época em que a gente miúda
beijava a mão dos mais velhos
pela bênção de cada dia.
Lembra nossos duetos à janela?
Seu assovio belo, mavioso
que eu tentava a todo custo imitar,
nossos improvisos sob a luz das estrelas
- sonhos embalados, inviáveis quase sempre,
mas fantasiados com louca liberdade ?
-Onde está você, papai?
Como se eu não pudesse avaliar!
Em ação, com certeza,
como membro de missões espirituais,
recebendo e orientando os que chegam
ao outro lado da vida
com o empenho e dedicação que punha
em tudo que fazia aqui, na Terra.
Não, pai, não desça, já não me queixo,
não deve demorar tanto o tempo de reencontrá-lo
- A vida é um cometa -
Será um momento sublime,
de incontrolável emoção,
como o que o deixou mudo
quando, ao casar-me, nos separamos
- demonstração de amor e apego
que guardo carinhosamente no coração ?
Fique em paz, meu velho amado,
começo a preparar-me para a etapa final
Mais alguns anos e comemoraremos
nosso reencontro na verdadeira pátria
- a pátria espiritual ?
1998
Rio
A BONECA QUEBRADA
Dan Clarck
Eis como uma amiga me contou a história passada com sua filha.
Preocupada com sua demora em chegar da escola, eu estava aborrecida quando ela finalmente apareceu. Com a voz zangada, pedi que explicasse a razão do atraso.
Ela disse:´Mamãe, eu estava vindo a pé com Julie quando, no meio do caminho, ela deixou cair a boneca, que se partiu em mil pedaços.´
´Ah, meu bem´, respondi,´você se atrasou porque foi ajudar Julie a tentar colar os pedaços da boneca.´
Com sua vozinha inocente, minha filha disse: ´Não, mamãe, eu não sabia como consertar a boneca. Só fiquei lá para ajudar Julie a chorar.´
Às vezes, a criança nos pega de surpresa - um procedimento adulto na atitude inocente de uma menina.
Não pode haver forma mais perfeita de ajuda que um gesto espontâneo como este. É este espírito de solidariedade que está faltando à humanidade. Se pensar assim, agir assim, doar-se assim fosse uma constante, um comportamento natural. a humanidade estaria noutro estágio e a Terra já teria saído da condição de planeta de expiações e de provas.
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Felinto também nos dá hoje sua sempre bem-vinda participação com o artigo:
A P A L A V R A
Felinto Elízio Duarte Campelo
´Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que ouvem´.
(Epístola de Paulo aos Efésios, 4 : 29)
A possibilidade de comunicação pela palavra articulada é uma dádiva divina ao homem para que se estabeleça o entendimento universal, haja a confraternização entre os povos e, com a troca de conhecimentos, ele cresça em sabedoria.
Ocorre que, infelizmente, essa prerrogativa nem sempre é compreendida e bem empregada. O ´verbo´ que deveria ser utilizado para informar, esclarecer, ajudar, orientar, consolar, congregar tem servido muitas vezes como agente de desagregação, de desconforto, de desnorteamento, de embaraço, de enleio, de ocultação, ou mesmo como instrumento de ferir, de injuriar, de caluniar, de difamar.
A palavra mal conduzida propicia a discórdia, pode induzir ao crime, provocar o suicídio e outros tantos malefícios que atormentam a humanidade.
O ensinamento do Apóstolo Paulo aos Efésios é claro, preciso, insofismável. O Dom da palavra exige respeito, pois nos foi dado por Deus e o seu uso deve ser restrito às ocasiões em que possa servir como edificação de quem fala e de quem ouve.
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Vocês me deixam acalmar o espírito liberando, através da memória, as saudades que estou sentindo de meu pai, falecido há longos 22anos? Necessário dizer que foi de um homem simples, puro como poucos conseguem ser, que viveu em estado de graça, dedicado à família, à doutrina espírita e ao amor fraterno que sempre soube dividir com os que o rodeavam. Vou me sentir melhor, depois disso.
A MEU PAI
Simples, mas requintado,
talentoso, multifacetado,
perfeccionista, um tanto ´machista´
- não ao pé da letra, o modelo protetor, reverente ?
há tanto tempo ausente!
Faça-me uma concessão:
apareça, desça p´ra ver-me,
a saudade, de tão antiga,
lacra-me o peito, não cabe mais em mim.
Lembra? Nossa cumplicidade em família:
- ´você´ em vez de ´senhor´ ?
à época em que a gente miúda
beijava a mão dos mais velhos
pela bênção de cada dia.
Lembra nossos duetos à janela?
Seu assovio belo, mavioso
que eu tentava a todo custo imitar,
nossos improvisos sob a luz das estrelas
- sonhos embalados, inviáveis quase sempre,
mas fantasiados com louca liberdade ?
-Onde está você, papai?
Como se eu não pudesse avaliar!
Em ação, com certeza,
como membro de missões espirituais,
recebendo e orientando os que chegam
ao outro lado da vida
com o empenho e dedicação que punha
em tudo que fazia aqui, na Terra.
Não, pai, não desça, já não me queixo,
não deve demorar tanto o tempo de reencontrá-lo
- A vida é um cometa -
Será um momento sublime,
de incontrolável emoção,
como o que o deixou mudo
quando, ao casar-me, nos separamos
- demonstração de amor e apego
que guardo carinhosamente no coração ?
Fique em paz, meu velho amado,
começo a preparar-me para a etapa final
Mais alguns anos e comemoraremos
nosso reencontro na verdadeira pátria
- a pátria espiritual ?
1998
Rio
segunda-feira, julho 21, 2003
domingo, julho 20, 2003
Leda Yara, que todos vocês já conhecem pelas poesias publicadas aqui, recebeu da amiga Mercília Rodrigues, também poeta, o belo poema Ator, que transcrevo abaixo com muita satisfação. Leda é inspirada e sensível e costuma refletir em cima dos textos que recebe e lê, sempre com extrema propriedade e bom senso. Vocês vão ter assim oportunidade de conhecer seus dotes em prosa também.
A T O R
Mercília Rodrigues
A máscara do rosto cai!
A primeira?
Não! Múltiplas facetas.
História que se esvai...
Contada em cada tempo de um jeito,
no farfalhar de páginas rasgadas,
com fantasias embutidas nos trejeitos.
Longe as máscaras atiradas !
Todas? Todas nunca arremetidas,
Em cada instante de vivência,
até em espelho refletida,
mostra-se apenas aparência!
Palco da vida! Teatro de fantoches!
As mil figuras que se enlaçam
traçam o enredo de deboches,
cenas ocultas que perpassam...
no conduzir o desfecho em cada ato,
desempenho da função de mil atores
mascarados de si mesmos com aparato,
nas mentiras se alojam seus valores!
Cai o pano... disfarces escondem-se.
Hipocrisia? Inveja ou ironia?
Onde?
No teatro imenso do teu eu!
Contracenando contigo lado a lado,
neste papel de ator que é teu...
Vais despedaçando imagens do passado!
REFLEXÕES
Leda Yara
A vida é um grande palco. Quase sempre ficamos meio desnorteados com os diversos papéis desempenhados à nossa volta, diariamente, por aqueles que cruzam conosco ou mesmo convivem conosco. Muitas vezes, nem percebemos que estamos contracenando com os outros atores e o espetáculo continua, sem que nos demos conta de que a próxima "fala" do outro é uma seqüencia da nossa "fala", no espetáculo.
Aos poucos, à medida que vamos nos aprofundando no conhecimento de nós mesmos e amadurecendo para os mistérios da vida, as dificuldades, os desnorteamentos, os desapontamentos, as decepções vão cedendo lugar à compreensão dos atores e dos papéis que eles escolheram para desempenhar no palco da vida. Esta é uma das grandes ciências da escola do viver: conhecer-se e compreender.
Muitos dos que seguem a doutrina espírita costumam eximir-se da responsabilidade de seus atos ou desqualificam a responsabilidade dos atos dos outros, despejando as conseqüências das escolhas feitas, quando já estamos aqui, sobre "os compromissos assumidos antes de retornarmos ao plano físico". Acredito que não são tantos os encargos que assumimos antes de voltarmos aqui. Aliás, acho mesmo que são poucos, quando comparados com o desempenho inteiro da nossa vida. A maioria dos nossos estados, seja no plano espiritual, seja no físico, seja no emocional, enfim, a maioria dos acontecimentos da vida são conseqüência das nossas escolhas quando já estamos no plano terrestre.
Nós nascemos livres. Almas e mentes transparentes como o ar, papel em branco e lápis na mão, prontos para as anotações do script que vamos representar no palco da vida. Nem mesmo sabemos falar direito e já temos pequenos scripts para decorar, já começamos a criar nossas primeiras máscaras e disfarces, para nos sairmos melhor das situações e aplaudidos pela pequena platéia que nos assiste, então.
À medida que vamos crescendo, mais e mais scripts vão sendo anotados no nosso bloco de notas. As máscaras e os disfarces vão ficando sedimentados pelos jogos partilhados com os demais atores da peça.
Pronto! Chegamos ao ponto em que já decoramos nossos papéis, definimos como atuar nos diversos atos do espetáculo e nos sentimos prontos para nos apresentarmos no palco da vida. E saímos por aí, vida afora, repetindo os nossos espetáculos, cada vez que uma mesma situação se apresenta. Na maioria das vezes, ou por inocência, ou por falta de coragem ou de humildade, não paramos um pouco para avaliarmos o nosso desempenho. Não paramos para rever os efeitos da nossa atuação sobre os outros e, mais importante ainda, sobre nós mesmos, já que, pela lei da causa e efeito, tudo retorna pará nós na mesma forma em que executamos nosso papel.
Amadurecer, significa reavaliar e reescrever os nossos próprios papéis e aceitar os papéis que os outros escolheram para si. Aceitar não significa compartilhar, estimular ou se apiedar. Aceitar é compreender que o outro é livre para escolher os seus papéis, mas que deve se responsabilizar pelas conseqüências de suas escolhas, sejam essas conseqüências boas ou não. Quando não deixamos ao outro a responsabilidade pelos seus pensamentos, atos e palavras, estamos lhe negando oportunidades valiosas de crescer e de amadurecer.
A mente humana é a maior e única ferramenta exclusiva, pessoal e intransferível que o Pai nos doou. É uma ferramenta tão poderosa que se constitui na única pela qual nos comunicamos com o Divino. " Quando a cabeça não pensa, o corpo padece" ou, "O corpo vai pra onde a cabeça manda". Todos nós já ouvimos, com certeza, esses ditados. É na nossa mente que está o controle de todos os estados de cada um de nós. E os nossos scripts estão , exatamente, aí. Na nossa mente. É aí que estão os papéis que os atores desempenham no palco da vida.
Eu os compreendo. Compreendo-os e os aceito. Aceito-os e os respeito pelo direito que têm de escolher os seus próprios destinos. Aceito-os e os respeito porque talvez nem percebam que podem modificar seus papéis no momento em que bem quiserem. Aceito-os, porque me aceito como sou e é a partir dos outros que tomo consciência do quanto ainda tenho que progredir na minha caminhada.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Abertos poema e prosa pra apreciação. Quem quiser expressar alguma opinião, estão aí o sistema de comentários e o e-mail. Podemos conversar à vontade. Por mim, elas, as autoras, estão em crédito.
Até mais.
A T O R
Mercília Rodrigues
A máscara do rosto cai!
A primeira?
Não! Múltiplas facetas.
História que se esvai...
Contada em cada tempo de um jeito,
no farfalhar de páginas rasgadas,
com fantasias embutidas nos trejeitos.
Longe as máscaras atiradas !
Todas? Todas nunca arremetidas,
Em cada instante de vivência,
até em espelho refletida,
mostra-se apenas aparência!
Palco da vida! Teatro de fantoches!
As mil figuras que se enlaçam
traçam o enredo de deboches,
cenas ocultas que perpassam...
no conduzir o desfecho em cada ato,
desempenho da função de mil atores
mascarados de si mesmos com aparato,
nas mentiras se alojam seus valores!
Cai o pano... disfarces escondem-se.
Hipocrisia? Inveja ou ironia?
Onde?
No teatro imenso do teu eu!
Contracenando contigo lado a lado,
neste papel de ator que é teu...
Vais despedaçando imagens do passado!
REFLEXÕES
Leda Yara
A vida é um grande palco. Quase sempre ficamos meio desnorteados com os diversos papéis desempenhados à nossa volta, diariamente, por aqueles que cruzam conosco ou mesmo convivem conosco. Muitas vezes, nem percebemos que estamos contracenando com os outros atores e o espetáculo continua, sem que nos demos conta de que a próxima "fala" do outro é uma seqüencia da nossa "fala", no espetáculo.
Aos poucos, à medida que vamos nos aprofundando no conhecimento de nós mesmos e amadurecendo para os mistérios da vida, as dificuldades, os desnorteamentos, os desapontamentos, as decepções vão cedendo lugar à compreensão dos atores e dos papéis que eles escolheram para desempenhar no palco da vida. Esta é uma das grandes ciências da escola do viver: conhecer-se e compreender.
Muitos dos que seguem a doutrina espírita costumam eximir-se da responsabilidade de seus atos ou desqualificam a responsabilidade dos atos dos outros, despejando as conseqüências das escolhas feitas, quando já estamos aqui, sobre "os compromissos assumidos antes de retornarmos ao plano físico". Acredito que não são tantos os encargos que assumimos antes de voltarmos aqui. Aliás, acho mesmo que são poucos, quando comparados com o desempenho inteiro da nossa vida. A maioria dos nossos estados, seja no plano espiritual, seja no físico, seja no emocional, enfim, a maioria dos acontecimentos da vida são conseqüência das nossas escolhas quando já estamos no plano terrestre.
Nós nascemos livres. Almas e mentes transparentes como o ar, papel em branco e lápis na mão, prontos para as anotações do script que vamos representar no palco da vida. Nem mesmo sabemos falar direito e já temos pequenos scripts para decorar, já começamos a criar nossas primeiras máscaras e disfarces, para nos sairmos melhor das situações e aplaudidos pela pequena platéia que nos assiste, então.
À medida que vamos crescendo, mais e mais scripts vão sendo anotados no nosso bloco de notas. As máscaras e os disfarces vão ficando sedimentados pelos jogos partilhados com os demais atores da peça.
Pronto! Chegamos ao ponto em que já decoramos nossos papéis, definimos como atuar nos diversos atos do espetáculo e nos sentimos prontos para nos apresentarmos no palco da vida. E saímos por aí, vida afora, repetindo os nossos espetáculos, cada vez que uma mesma situação se apresenta. Na maioria das vezes, ou por inocência, ou por falta de coragem ou de humildade, não paramos um pouco para avaliarmos o nosso desempenho. Não paramos para rever os efeitos da nossa atuação sobre os outros e, mais importante ainda, sobre nós mesmos, já que, pela lei da causa e efeito, tudo retorna pará nós na mesma forma em que executamos nosso papel.
Amadurecer, significa reavaliar e reescrever os nossos próprios papéis e aceitar os papéis que os outros escolheram para si. Aceitar não significa compartilhar, estimular ou se apiedar. Aceitar é compreender que o outro é livre para escolher os seus papéis, mas que deve se responsabilizar pelas conseqüências de suas escolhas, sejam essas conseqüências boas ou não. Quando não deixamos ao outro a responsabilidade pelos seus pensamentos, atos e palavras, estamos lhe negando oportunidades valiosas de crescer e de amadurecer.
A mente humana é a maior e única ferramenta exclusiva, pessoal e intransferível que o Pai nos doou. É uma ferramenta tão poderosa que se constitui na única pela qual nos comunicamos com o Divino. " Quando a cabeça não pensa, o corpo padece" ou, "O corpo vai pra onde a cabeça manda". Todos nós já ouvimos, com certeza, esses ditados. É na nossa mente que está o controle de todos os estados de cada um de nós. E os nossos scripts estão , exatamente, aí. Na nossa mente. É aí que estão os papéis que os atores desempenham no palco da vida.
Eu os compreendo. Compreendo-os e os aceito. Aceito-os e os respeito pelo direito que têm de escolher os seus próprios destinos. Aceito-os e os respeito porque talvez nem percebam que podem modificar seus papéis no momento em que bem quiserem. Aceito-os, porque me aceito como sou e é a partir dos outros que tomo consciência do quanto ainda tenho que progredir na minha caminhada.
ooooooooooooooooooooooooooooooooooo
Abertos poema e prosa pra apreciação. Quem quiser expressar alguma opinião, estão aí o sistema de comentários e o e-mail. Podemos conversar à vontade. Por mim, elas, as autoras, estão em crédito.
Até mais.
sábado, julho 19, 2003
Num seminário ocorrido na Área Federativa com dirigentes de Centros Espíritas, no dia 25 de junho pp., em São paulo, o tema abordado foi ´Os Três Reinos na Ótica Espírita´, apresentado pela bióloga Valdete Zorate Magnani, graduada em Biologia pela Unicamp, com mestrado em Microbiologia Fitotécnica.
Discorrendo sobre a origem da vida nos reinos animal, vegetal e mineral, comparou as explicações científicas com o comportamento humano.
No reino mineral, Valdete procurou demonstrar que o valor de uma pedra pode ser superior ao de sua aparência, caso do quartzo branco que possui em seu interior um veio de esmeralda, que, lapidado, tem alto valor como pedra preciosa. ´Assim também são as pessoas que podem ter em seu interior algo muito melhor do que o seu lado externo transmite´, na palavra da própria bióloga. Já a ágata apresenta um interior desorganizado e a casca consistente. Desde que receba uma forte pressão externa, o miolo da pedra se trinca, mas a casca continua incólume.´Assim é a nossa fé que não pode ser superficial, para não se abalar no momento em que surgirem os grandes problemas, afirmou a palestrante.
No reino vegetal, Valdete teve oportunidade de desfazer conceitos equivocados explicando que´engana-se quem pensa que somente os vegetais que possuem raiz, caule, semente, flor e frutos podem ser considerados como plantas´. A alga, por exemplo é uma planta, faz fotossíntese; mas é considerada a mais desprezível de seu reino, apesar de sua importância na produção de oxigênio. Assim afirmou que ´ ao contrário do que se pensa, as algas são responsáveis por 70% do oxigênio que respiramos; já as árvores, por apenas 30%. A alga absorve tudo de ruim que há no ambiente e faz disso o seu alimento, liberando para nós o oxigênio´. Um outro equívoco referido por ela prende-se à noção que se tem sobre a Amazônia. Disse ela: ´A floresta não é o pulmão do mundo, pois todo o oxigênio que produz acaba sendo consumido por ela mesma. Essa região é, sim, o ar condicionado do planeta, sendo responsável por manter a umidade do ar. Por isso, a devastação desordenada da floresta pode levar ao um super aquecimento do planeta´.
No reino animal, Valdete dissertou sobre espécies intermediárias que podem ter a aparência de vegetal, como a esponja viva, que engloba partículas, multiplica-se e não faz fotossíntese. É tida como um indicador ecológico, com relação à qualidade do mar.
De acordo com a bióloga, há lições de vida a se aprender com as plantas e os animais.
Sem a ajuda do homem, a araucária depende da gralha para sobreviver. No período de inverno, o pássaro, que também se alimenta de insetos, come sementes da planta e as que ficam em seu papo são depositadas na terra. Chegado o verão, as sementes germinam e o alimento preferido das gralhas torna a aparecer - uma lição de colaboração.
Mas há o contraponto: lições que não devem ser aprendidas com certos animais. Os corais queimam algumas espécies de peixes, mas têm os seus preferidos, como um certo peixinho colorido que atrai para os corais outras espécies de peixe. Os corais os queimam e os comem assim como se alimenta também o peixinho colorido, comportamento que lembra muito bem certas reprováveis maquinações humanas.
Já os papagaios nos dão uma grande lição de fidelidade, apontando para o verdadeiro sentido de família.
Explicou a bióloga:´Quando um casal de papagaios é separado, nenhum dos dois aceita outro companheiro, não havendo então, formação de um novo casal. E a cria, para essa espécie, é de fundamental importância. Tanto o macho quanto a fêmea saem em busca de alimentos para os filhotes e, quando os filhotes são roubados dos ninhos, ao ficarem sozinhos, os pais os procuram por toda a mata deixando de comer as sementes que estão no próprio papo, na esperança de ainda poder alimentá-los. Isso acaba fazendo com que morram de inanição, o que contribui ainda mais para a extinção da espécie´.
O Homem foi a última espécie a ser abordada pela bióloga que fez uma comparação entre o homem das cavernas e o de hoje. Para ela, ´nós mudamos física e psicologicamente, mas, espiritualmente, continuamos primitivos. O primata tinha a mandíbula diferente, pois comia alimentos muito quentes e mais consistentes. Não conseguia falar, pois suas faringes não eram desenvolvidas, por isso só gritava. Se o choro de uma cria lhe causava incômodo, ele a matava.
Valdete questiona para finalizar: ´Onde nós evoluímos? É só observarmos hoje toda esta destruição da família.´
Trecho redigido em cima do artigo ´Os três reinos na ótica espírita: Tema de seminário´, publicado em O Semeador de julho de 2003, no item Notícias da Área Federativa.
Fica a questão no ar. Quem quiser, pode expressar-se pelo sistema de comentário ou por e-mail.
---------------------------------------------
Paz para todos e muita fé na sabedoria divina.
Discorrendo sobre a origem da vida nos reinos animal, vegetal e mineral, comparou as explicações científicas com o comportamento humano.
No reino mineral, Valdete procurou demonstrar que o valor de uma pedra pode ser superior ao de sua aparência, caso do quartzo branco que possui em seu interior um veio de esmeralda, que, lapidado, tem alto valor como pedra preciosa. ´Assim também são as pessoas que podem ter em seu interior algo muito melhor do que o seu lado externo transmite´, na palavra da própria bióloga. Já a ágata apresenta um interior desorganizado e a casca consistente. Desde que receba uma forte pressão externa, o miolo da pedra se trinca, mas a casca continua incólume.´Assim é a nossa fé que não pode ser superficial, para não se abalar no momento em que surgirem os grandes problemas, afirmou a palestrante.
No reino vegetal, Valdete teve oportunidade de desfazer conceitos equivocados explicando que´engana-se quem pensa que somente os vegetais que possuem raiz, caule, semente, flor e frutos podem ser considerados como plantas´. A alga, por exemplo é uma planta, faz fotossíntese; mas é considerada a mais desprezível de seu reino, apesar de sua importância na produção de oxigênio. Assim afirmou que ´ ao contrário do que se pensa, as algas são responsáveis por 70% do oxigênio que respiramos; já as árvores, por apenas 30%. A alga absorve tudo de ruim que há no ambiente e faz disso o seu alimento, liberando para nós o oxigênio´. Um outro equívoco referido por ela prende-se à noção que se tem sobre a Amazônia. Disse ela: ´A floresta não é o pulmão do mundo, pois todo o oxigênio que produz acaba sendo consumido por ela mesma. Essa região é, sim, o ar condicionado do planeta, sendo responsável por manter a umidade do ar. Por isso, a devastação desordenada da floresta pode levar ao um super aquecimento do planeta´.
No reino animal, Valdete dissertou sobre espécies intermediárias que podem ter a aparência de vegetal, como a esponja viva, que engloba partículas, multiplica-se e não faz fotossíntese. É tida como um indicador ecológico, com relação à qualidade do mar.
De acordo com a bióloga, há lições de vida a se aprender com as plantas e os animais.
Sem a ajuda do homem, a araucária depende da gralha para sobreviver. No período de inverno, o pássaro, que também se alimenta de insetos, come sementes da planta e as que ficam em seu papo são depositadas na terra. Chegado o verão, as sementes germinam e o alimento preferido das gralhas torna a aparecer - uma lição de colaboração.
Mas há o contraponto: lições que não devem ser aprendidas com certos animais. Os corais queimam algumas espécies de peixes, mas têm os seus preferidos, como um certo peixinho colorido que atrai para os corais outras espécies de peixe. Os corais os queimam e os comem assim como se alimenta também o peixinho colorido, comportamento que lembra muito bem certas reprováveis maquinações humanas.
Já os papagaios nos dão uma grande lição de fidelidade, apontando para o verdadeiro sentido de família.
Explicou a bióloga:´Quando um casal de papagaios é separado, nenhum dos dois aceita outro companheiro, não havendo então, formação de um novo casal. E a cria, para essa espécie, é de fundamental importância. Tanto o macho quanto a fêmea saem em busca de alimentos para os filhotes e, quando os filhotes são roubados dos ninhos, ao ficarem sozinhos, os pais os procuram por toda a mata deixando de comer as sementes que estão no próprio papo, na esperança de ainda poder alimentá-los. Isso acaba fazendo com que morram de inanição, o que contribui ainda mais para a extinção da espécie´.
O Homem foi a última espécie a ser abordada pela bióloga que fez uma comparação entre o homem das cavernas e o de hoje. Para ela, ´nós mudamos física e psicologicamente, mas, espiritualmente, continuamos primitivos. O primata tinha a mandíbula diferente, pois comia alimentos muito quentes e mais consistentes. Não conseguia falar, pois suas faringes não eram desenvolvidas, por isso só gritava. Se o choro de uma cria lhe causava incômodo, ele a matava.
Valdete questiona para finalizar: ´Onde nós evoluímos? É só observarmos hoje toda esta destruição da família.´
Trecho redigido em cima do artigo ´Os três reinos na ótica espírita: Tema de seminário´, publicado em O Semeador de julho de 2003, no item Notícias da Área Federativa.
Fica a questão no ar. Quem quiser, pode expressar-se pelo sistema de comentário ou por e-mail.
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Paz para todos e muita fé na sabedoria divina.
terça-feira, julho 15, 2003
Estou passando ligeirinho aqui, hoje para deixar um breve trabalho sobre eutanásia e seus efeitos sobre o espírito. Está aberta assim a chance de cada leitor entrar com sua opinião sobre as considerações apresentadas.
Em torno da eutanásia
Richard Simonetti
1 ? A mídia vem abrindo grande espaço para o debate sobre a eutanásia. Nota-se que hoje é encarada com alguma simpatia por muita gente. Como explicar essa mudança?
É lamentável. Embora condenada por todas as religiões, a chamada ´morte branda´ ganha espaço justamente porque as pessoas não estão levando a sério os princípios religiosos. Pensa-se muito em termos de imediatismo, sem cogitações quanto às implicações espirituais.
Países que não a legalizam não têm grandes preocupações no sentido de evitá-la.
Uma dose mais forte de anestésico, e o paciente morre por ´falência múltipla dos órgãos´, eufemismo comum para esse assassinato consentido em nome da piedade.
2 ? Quais as conseqüências para o espírito?
Enfrentando uma morte que não tem nada de branda, porque é um ato de violência, o Espírito situa-se geralmente em estado de torpor no plano espiritual, com maior dificuldade de adaptação. Por outro lado, estará interrompendo o cumprimento de seu carma, já que não é por acaso que enfrenta uma agonia prolongada.
3 ? Há dois termos que entram hoje no debate sobre a eutanásia. O primeiro é a distanásia. Poderia falar algo a respeito?
Trata-se da morte lenta, com grande sofrimento. É usado para caracterizar a utilização de aparelhos que suprem deficiências orgânicas. Discute-se se seria lícito desligá-los, quando se trata de um paciente terminal, alguém com câncer disseminado, por exemplo, sem nenhuma possibilidade de recuperação.
4 ? Não seria uma maneira de ajudar o paciente a cumprir o seu carma?
É comum vermos a família ao redor do leito do moribundo, orando, vibrando, torcendo para ele não morrer, a sustentar artificialmente o corpo, apenas prolongando a agonia. Algo semelhante fazem os aparelhos, retardando o embarque de alguém com a passagem marcada para o retorno.
5 ? E quanto à ortotanásia?
Seria a morte sem sofrimento. Obviamente, se Deus colocou no mundo medicamentos para aliviar a dor, eles devem ser usados no paciente terminal, de modo que possa morrer de forma mais tranqüila, sem tormentos para ele e para os familiares.
6 ? E como fica o carma, o pagamento das dívidas?
Dizem os mentores espirituais que todos os sofrimentos decretados pela justiça divina são amenizados pela divina misericórdia, quando nos apresentamos para o resgate. Isso explica a presença de medicamentos para a dor no Mundo.
7 ? Os efeitos colaterais de drogas potentes contra a dor podem apressar a morte. Não teríamos aqui uma eutanásia?
Sim. Por isso mesmo. tanto a família quanto os médicos assistentes devem ter o cuidado extremo de usar medicamentos e doses que aliviem os padecimentos, sem efeitos colaterais passíveis de provocar falências dos órgãos.
8 ? Essas questões podem ser extremamente complicadas. Não seria razoável deixar nas mãos dos médicos?
De forma alguma! E se eles forem favoráveis à eutanásia? Evitando generalizações, já que cada caso tem suas particularidades, compete à família dialogar com os médicos, enfatizando que não se use excesso de medicação, capaz de provocar a morte do paciente ou de recursos tecnológicos que apenas prolonguem sua agonia. E, obviamente, entregar nas mãos de Deus, cultivando confiança e resignação, formando um ambiente que favoreça a assistência dos mentores espirituais, a definirem quando e como se dará o desenlace.
Revista internaconal de Espiritismo - Pinga Fogo - 02 / 03
=======================
Podemos meditar sobre essas questões, procurar ler outros estudos sobre o tema, formular outras questões em torno do assunto, tentar solver dúvidas, enfim, debater o problema com os recursos reunidos.
Fico por aqui hoje, até outra oportunidade de encontro.
Em torno da eutanásia
Richard Simonetti
1 ? A mídia vem abrindo grande espaço para o debate sobre a eutanásia. Nota-se que hoje é encarada com alguma simpatia por muita gente. Como explicar essa mudança?
É lamentável. Embora condenada por todas as religiões, a chamada ´morte branda´ ganha espaço justamente porque as pessoas não estão levando a sério os princípios religiosos. Pensa-se muito em termos de imediatismo, sem cogitações quanto às implicações espirituais.
Países que não a legalizam não têm grandes preocupações no sentido de evitá-la.
Uma dose mais forte de anestésico, e o paciente morre por ´falência múltipla dos órgãos´, eufemismo comum para esse assassinato consentido em nome da piedade.
2 ? Quais as conseqüências para o espírito?
Enfrentando uma morte que não tem nada de branda, porque é um ato de violência, o Espírito situa-se geralmente em estado de torpor no plano espiritual, com maior dificuldade de adaptação. Por outro lado, estará interrompendo o cumprimento de seu carma, já que não é por acaso que enfrenta uma agonia prolongada.
3 ? Há dois termos que entram hoje no debate sobre a eutanásia. O primeiro é a distanásia. Poderia falar algo a respeito?
Trata-se da morte lenta, com grande sofrimento. É usado para caracterizar a utilização de aparelhos que suprem deficiências orgânicas. Discute-se se seria lícito desligá-los, quando se trata de um paciente terminal, alguém com câncer disseminado, por exemplo, sem nenhuma possibilidade de recuperação.
4 ? Não seria uma maneira de ajudar o paciente a cumprir o seu carma?
É comum vermos a família ao redor do leito do moribundo, orando, vibrando, torcendo para ele não morrer, a sustentar artificialmente o corpo, apenas prolongando a agonia. Algo semelhante fazem os aparelhos, retardando o embarque de alguém com a passagem marcada para o retorno.
5 ? E quanto à ortotanásia?
Seria a morte sem sofrimento. Obviamente, se Deus colocou no mundo medicamentos para aliviar a dor, eles devem ser usados no paciente terminal, de modo que possa morrer de forma mais tranqüila, sem tormentos para ele e para os familiares.
6 ? E como fica o carma, o pagamento das dívidas?
Dizem os mentores espirituais que todos os sofrimentos decretados pela justiça divina são amenizados pela divina misericórdia, quando nos apresentamos para o resgate. Isso explica a presença de medicamentos para a dor no Mundo.
7 ? Os efeitos colaterais de drogas potentes contra a dor podem apressar a morte. Não teríamos aqui uma eutanásia?
Sim. Por isso mesmo. tanto a família quanto os médicos assistentes devem ter o cuidado extremo de usar medicamentos e doses que aliviem os padecimentos, sem efeitos colaterais passíveis de provocar falências dos órgãos.
8 ? Essas questões podem ser extremamente complicadas. Não seria razoável deixar nas mãos dos médicos?
De forma alguma! E se eles forem favoráveis à eutanásia? Evitando generalizações, já que cada caso tem suas particularidades, compete à família dialogar com os médicos, enfatizando que não se use excesso de medicação, capaz de provocar a morte do paciente ou de recursos tecnológicos que apenas prolonguem sua agonia. E, obviamente, entregar nas mãos de Deus, cultivando confiança e resignação, formando um ambiente que favoreça a assistência dos mentores espirituais, a definirem quando e como se dará o desenlace.
Revista internaconal de Espiritismo - Pinga Fogo - 02 / 03
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Podemos meditar sobre essas questões, procurar ler outros estudos sobre o tema, formular outras questões em torno do assunto, tentar solver dúvidas, enfim, debater o problema com os recursos reunidos.
Fico por aqui hoje, até outra oportunidade de encontro.
terça-feira, julho 08, 2003
Que tenhamos hoje outro bom encontro. Pelo menos, tentei conseguir alguma coisa de nosso interesse e parece que achei, sim!
Vamos ao texto escolhido:
QUEBRA MOLAS
Em vez de você ficar debatendo para resolver os problemas que acontecem durante um dia de trabalho, encare cada questão como um quebra-molas.
Um quebra-molas é aquela pequena lombada numa estrada feita para chamar a sua atenção e reduzir a velocidade.
Dependendo de como nos aproximamos e lidamos com a lombada, podemos ter uma experiência desagradável,
desconfortável e até mesmo danosa.
Ou, você pode fazer simplesmente uma desaceleração temporária e passar suavemente pela lombada.... e mais nada.
Agora, se você pisar no acelerador e se agarrar ao volante, vai atingir o quebra-molas com uma trombada. Seu carro e até você podem se machucar.
Os problemas podem ser encarados sob um ponto de vista semelhante. Podemos ficar irritados com eles, reclamar com outras pessoas e endurecer a questão.
Agora, se você pensa nos problemas como um quebra-molas, eles passam a ser muito diferentes.
Ao perceber a questão, você desacelera, amortece o choque fazendo com que o problema seja menos significativo.
Então, calmamente, você decide qual decisão tem mais probabilidade de fazer com que você passe pelo obstáculo
de uma maneira mais eficiente e mais suave.
Pense bem, não há lógica de entrar em pânico e tratar cada problema como se fosse um grande desastre.
Use a metáfora do quebra-molas para enfrentar os problemas do seu dia-a-dia.
(Sem referência ao autor)
CANTINHO DA AMIZADE
/////////////////////////////////////////////////////
Felinto agora entra em cena com um artigo que considero bem oportuno com relação às nossas indagações.
NÃO À VINGANÇA
Felinto Elízio Duarte Campelo
?Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará?.
(Provérbios 20:20)
A vingança é atitude característica das criaturas desconhecedoras da lei de causa e efeito, da suprema justiça divina que rege as relações entre os seres encarnados e desencarnados.
Superar-se nos momentos difíceis das provações, relevando ofensas recebidas, não revidando agressões sofridas, ignorando insultos e impropérios com paciência e com humildade, confiando-se à proteção de Deus é próprio daqueles que batalham para romper os grilhões que os prendem à inferioridade espiritual, dos que procuram fazer lume em suas almas, dos que ensaiam os primeiros vôos rumo ao infinito.
Esperemos pelo Senhor e seremos libertados se soubermos usar com regularidade os remédios sabiamente prescritos por Jesus em seu Evangelho:
Para a dor da mágoa ---> ESQUECIMENTO;
para a asfixia do ódio ---> AMOR;
para a febre da vingança ---> PERDÃO.
Assim, livres de mais sofrimentos e de novos recomeços, poderemos dizer: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de ânimo sereno e que já aprenderam a amar e perdoar.
/////////////////////////////////////////////////////
Para terminar, versejemos um pouquinho.
EXORTAÇÃO
Não se foge ao dever
Não se foge ao amor
Não se foge à decência
Não se foge ao rigor
das penas, das marcas,
das mossas, da dor...
Vamos louvar o dever
Vamos entender a dor
Vamos agir com clemência
Vamos cultuar o amor
à verdade, à razão,
à justiça, ao perdão
Não se foge à beleza da ascensão!
1997
Rio
Breve estarei por aqui de novo. Até lá.
Vamos ao texto escolhido:
QUEBRA MOLAS
Em vez de você ficar debatendo para resolver os problemas que acontecem durante um dia de trabalho, encare cada questão como um quebra-molas.
Um quebra-molas é aquela pequena lombada numa estrada feita para chamar a sua atenção e reduzir a velocidade.
Dependendo de como nos aproximamos e lidamos com a lombada, podemos ter uma experiência desagradável,
desconfortável e até mesmo danosa.
Ou, você pode fazer simplesmente uma desaceleração temporária e passar suavemente pela lombada.... e mais nada.
Agora, se você pisar no acelerador e se agarrar ao volante, vai atingir o quebra-molas com uma trombada. Seu carro e até você podem se machucar.
Os problemas podem ser encarados sob um ponto de vista semelhante. Podemos ficar irritados com eles, reclamar com outras pessoas e endurecer a questão.
Agora, se você pensa nos problemas como um quebra-molas, eles passam a ser muito diferentes.
Ao perceber a questão, você desacelera, amortece o choque fazendo com que o problema seja menos significativo.
Então, calmamente, você decide qual decisão tem mais probabilidade de fazer com que você passe pelo obstáculo
de uma maneira mais eficiente e mais suave.
Pense bem, não há lógica de entrar em pânico e tratar cada problema como se fosse um grande desastre.
Use a metáfora do quebra-molas para enfrentar os problemas do seu dia-a-dia.
(Sem referência ao autor)
CANTINHO DA AMIZADE
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Felinto agora entra em cena com um artigo que considero bem oportuno com relação às nossas indagações.
NÃO À VINGANÇA
Felinto Elízio Duarte Campelo
?Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará?.
(Provérbios 20:20)
A vingança é atitude característica das criaturas desconhecedoras da lei de causa e efeito, da suprema justiça divina que rege as relações entre os seres encarnados e desencarnados.
Superar-se nos momentos difíceis das provações, relevando ofensas recebidas, não revidando agressões sofridas, ignorando insultos e impropérios com paciência e com humildade, confiando-se à proteção de Deus é próprio daqueles que batalham para romper os grilhões que os prendem à inferioridade espiritual, dos que procuram fazer lume em suas almas, dos que ensaiam os primeiros vôos rumo ao infinito.
Esperemos pelo Senhor e seremos libertados se soubermos usar com regularidade os remédios sabiamente prescritos por Jesus em seu Evangelho:
Para a dor da mágoa ---> ESQUECIMENTO;
para a asfixia do ódio ---> AMOR;
para a febre da vingança ---> PERDÃO.
Assim, livres de mais sofrimentos e de novos recomeços, poderemos dizer: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de ânimo sereno e que já aprenderam a amar e perdoar.
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Para terminar, versejemos um pouquinho.
EXORTAÇÃO
Não se foge ao dever
Não se foge ao amor
Não se foge à decência
Não se foge ao rigor
das penas, das marcas,
das mossas, da dor...
Vamos louvar o dever
Vamos entender a dor
Vamos agir com clemência
Vamos cultuar o amor
à verdade, à razão,
à justiça, ao perdão
Não se foge à beleza da ascensão!
1997
Rio
Breve estarei por aqui de novo. Até lá.
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