sábado, julho 19, 2003

Num seminário ocorrido na Área Federativa com dirigentes de Centros Espíritas, no dia 25 de junho pp., em São paulo, o tema abordado foi ´Os Três Reinos na Ótica Espírita´, apresentado pela bióloga Valdete Zorate Magnani, graduada em Biologia pela Unicamp, com mestrado em Microbiologia Fitotécnica.
Discorrendo sobre a origem da vida nos reinos animal, vegetal e mineral, comparou as explicações científicas com o comportamento humano.
No reino mineral, Valdete procurou demonstrar que o valor de uma pedra pode ser superior ao de sua aparência, caso do quartzo branco que possui em seu interior um veio de esmeralda, que, lapidado, tem alto valor como pedra preciosa. ´Assim também são as pessoas que podem ter em seu interior algo muito melhor do que o seu lado externo transmite´, na palavra da própria bióloga. Já a ágata apresenta um interior desorganizado e a casca consistente. Desde que receba uma forte pressão externa, o miolo da pedra se trinca, mas a casca continua incólume.´Assim é a nossa fé que não pode ser superficial, para não se abalar no momento em que surgirem os grandes problemas, afirmou a palestrante.
No reino vegetal, Valdete teve oportunidade de desfazer conceitos equivocados explicando que´engana-se quem pensa que somente os vegetais que possuem raiz, caule, semente, flor e frutos podem ser considerados como plantas´. A alga, por exemplo é uma planta, faz fotossíntese; mas é considerada a mais desprezível de seu reino, apesar de sua importância na produção de oxigênio. Assim afirmou que ´ ao contrário do que se pensa, as algas são responsáveis por 70% do oxigênio que respiramos; já as árvores, por apenas 30%. A alga absorve tudo de ruim que há no ambiente e faz disso o seu alimento, liberando para nós o oxigênio´. Um outro equívoco referido por ela prende-se à noção que se tem sobre a Amazônia. Disse ela: ´A floresta não é o pulmão do mundo, pois todo o oxigênio que produz acaba sendo consumido por ela mesma. Essa região é, sim, o ar condicionado do planeta, sendo responsável por manter a umidade do ar. Por isso, a devastação desordenada da floresta pode levar ao um super aquecimento do planeta´.
No reino animal, Valdete dissertou sobre espécies intermediárias que podem ter a aparência de vegetal, como a esponja viva, que engloba partículas, multiplica-se e não faz fotossíntese. É tida como um indicador ecológico, com relação à qualidade do mar.
De acordo com a bióloga, há lições de vida a se aprender com as plantas e os animais.
Sem a ajuda do homem, a araucária depende da gralha para sobreviver. No período de inverno, o pássaro, que também se alimenta de insetos, come sementes da planta e as que ficam em seu papo são depositadas na terra. Chegado o verão, as sementes germinam e o alimento preferido das gralhas torna a aparecer - uma lição de colaboração.
Mas há o contraponto: lições que não devem ser aprendidas com certos animais. Os corais queimam algumas espécies de peixes, mas têm os seus preferidos, como um certo peixinho colorido que atrai para os corais outras espécies de peixe. Os corais os queimam e os comem assim como se alimenta também o peixinho colorido, comportamento que lembra muito bem certas reprováveis maquinações humanas.
Já os papagaios nos dão uma grande lição de fidelidade, apontando para o verdadeiro sentido de família.
Explicou a bióloga:´Quando um casal de papagaios é separado, nenhum dos dois aceita outro companheiro, não havendo então, formação de um novo casal. E a cria, para essa espécie, é de fundamental importância. Tanto o macho quanto a fêmea saem em busca de alimentos para os filhotes e, quando os filhotes são roubados dos ninhos, ao ficarem sozinhos, os pais os procuram por toda a mata deixando de comer as sementes que estão no próprio papo, na esperança de ainda poder alimentá-los. Isso acaba fazendo com que morram de inanição, o que contribui ainda mais para a extinção da espécie´.
O Homem foi a última espécie a ser abordada pela bióloga que fez uma comparação entre o homem das cavernas e o de hoje. Para ela, ´nós mudamos física e psicologicamente, mas, espiritualmente, continuamos primitivos. O primata tinha a mandíbula diferente, pois comia alimentos muito quentes e mais consistentes. Não conseguia falar, pois suas faringes não eram desenvolvidas, por isso só gritava. Se o choro de uma cria lhe causava incômodo, ele a matava.
Valdete questiona para finalizar: ´Onde nós evoluímos? É só observarmos hoje toda esta destruição da família.´

Trecho redigido em cima do artigo ´Os três reinos na ótica espírita: Tema de seminário´, publicado em O Semeador de julho de 2003, no item Notícias da Área Federativa.


Fica a questão no ar. Quem quiser, pode expressar-se pelo sistema de comentário ou por e-mail.

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Paz para todos e muita fé na sabedoria divina.

terça-feira, julho 15, 2003

Estou passando ligeirinho aqui, hoje para deixar um breve trabalho sobre eutanásia e seus efeitos sobre o espírito. Está aberta assim a chance de cada leitor entrar com sua opinião sobre as considerações apresentadas.

Em torno da eutanásia

Richard Simonetti

1 ? A mídia vem abrindo grande espaço para o debate sobre a eutanásia. Nota-se que hoje é encarada com alguma simpatia por muita gente. Como explicar essa mudança?

É lamentável. Embora condenada por todas as religiões, a chamada ´morte branda´ ganha espaço justamente porque as pessoas não estão levando a sério os princípios religiosos. Pensa-se muito em termos de imediatismo, sem cogitações quanto às implicações espirituais.
Países que não a legalizam não têm grandes preocupações no sentido de evitá-la.
Uma dose mais forte de anestésico, e o paciente morre por ´falência múltipla dos órgãos´, eufemismo comum para esse assassinato consentido em nome da piedade.


2 ? Quais as conseqüências para o espírito?

Enfrentando uma morte que não tem nada de branda, porque é um ato de violência, o Espírito situa-se geralmente em estado de torpor no plano espiritual, com maior dificuldade de adaptação. Por outro lado, estará interrompendo o cumprimento de seu carma, já que não é por acaso que enfrenta uma agonia prolongada.


3 ? Há dois termos que entram hoje no debate sobre a eutanásia. O primeiro é a distanásia. Poderia falar algo a respeito?

Trata-se da morte lenta, com grande sofrimento. É usado para caracterizar a utilização de aparelhos que suprem deficiências orgânicas. Discute-se se seria lícito desligá-los, quando se trata de um paciente terminal, alguém com câncer disseminado, por exemplo, sem nenhuma possibilidade de recuperação.


4 ? Não seria uma maneira de ajudar o paciente a cumprir o seu carma?

É comum vermos a família ao redor do leito do moribundo, orando, vibrando, torcendo para ele não morrer, a sustentar artificialmente o corpo, apenas prolongando a agonia. Algo semelhante fazem os aparelhos, retardando o embarque de alguém com a passagem marcada para o retorno.


5 ? E quanto à ortotanásia?

Seria a morte sem sofrimento. Obviamente, se Deus colocou no mundo medicamentos para aliviar a dor, eles devem ser usados no paciente terminal, de modo que possa morrer de forma mais tranqüila, sem tormentos para ele e para os familiares.


6 ? E como fica o carma, o pagamento das dívidas?
Dizem os mentores espirituais que todos os sofrimentos decretados pela justiça divina são amenizados pela divina misericórdia, quando nos apresentamos para o resgate. Isso explica a presença de medicamentos para a dor no Mundo.


7 ? Os efeitos colaterais de drogas potentes contra a dor podem apressar a morte. Não teríamos aqui uma eutanásia?

Sim. Por isso mesmo. tanto a família quanto os médicos assistentes devem ter o cuidado extremo de usar medicamentos e doses que aliviem os padecimentos, sem efeitos colaterais passíveis de provocar falências dos órgãos.


8 ? Essas questões podem ser extremamente complicadas. Não seria razoável deixar nas mãos dos médicos?

De forma alguma! E se eles forem favoráveis à eutanásia? Evitando generalizações, já que cada caso tem suas particularidades, compete à família dialogar com os médicos, enfatizando que não se use excesso de medicação, capaz de provocar a morte do paciente ou de recursos tecnológicos que apenas prolonguem sua agonia. E, obviamente, entregar nas mãos de Deus, cultivando confiança e resignação, formando um ambiente que favoreça a assistência dos mentores espirituais, a definirem quando e como se dará o desenlace.


Revista internaconal de Espiritismo - Pinga Fogo - 02 / 03


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Podemos meditar sobre essas questões, procurar ler outros estudos sobre o tema, formular outras questões em torno do assunto, tentar solver dúvidas, enfim, debater o problema com os recursos reunidos.

Fico por aqui hoje, até outra oportunidade de encontro.









terça-feira, julho 08, 2003

Que tenhamos hoje outro bom encontro. Pelo menos, tentei conseguir alguma coisa de nosso interesse e parece que achei, sim!

Vamos ao texto escolhido:

QUEBRA MOLAS
Em vez de você ficar debatendo para resolver os problemas que acontecem durante um dia de trabalho, encare cada questão como um quebra-molas.
Um quebra-molas é aquela pequena lombada numa estrada feita para chamar a sua atenção e reduzir a velocidade.
Dependendo de como nos aproximamos e lidamos com a lombada, podemos ter uma experiência desagradável,
desconfortável e até mesmo danosa.
Ou, você pode fazer simplesmente uma desaceleração temporária e passar suavemente pela lombada.... e mais nada.
Agora, se você pisar no acelerador e se agarrar ao volante, vai atingir o quebra-molas com uma trombada. Seu carro e até você podem se machucar.

Os problemas podem ser encarados sob um ponto de vista semelhante. Podemos ficar irritados com eles, reclamar com outras pessoas e endurecer a questão.
Agora, se você pensa nos problemas como um quebra-molas, eles passam a ser muito diferentes.
Ao perceber a questão, você desacelera, amortece o choque fazendo com que o problema seja menos significativo.
Então, calmamente, você decide qual decisão tem mais probabilidade de fazer com que você passe pelo obstáculo
de uma maneira mais eficiente e mais suave.

Pense bem, não há lógica de entrar em pânico e tratar cada problema como se fosse um grande desastre.
Use a metáfora do quebra-molas para enfrentar os problemas do seu dia-a-dia.

(Sem referência ao autor)

CANTINHO DA AMIZADE


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Felinto agora entra em cena com um artigo que considero bem oportuno com relação às nossas indagações.


NÃO À VINGANÇA

Felinto Elízio Duarte Campelo


?Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará?.
(Provérbios 20:20)


A vingança é atitude característica das criaturas desconhecedoras da lei de causa e efeito, da suprema justiça divina que rege as relações entre os seres encarnados e desencarnados.
Superar-se nos momentos difíceis das provações, relevando ofensas recebidas, não revidando agressões sofridas, ignorando insultos e impropérios com paciência e com humildade, confiando-se à proteção de Deus é próprio daqueles que batalham para romper os grilhões que os prendem à inferioridade espiritual, dos que procuram fazer lume em suas almas, dos que ensaiam os primeiros vôos rumo ao infinito.
Esperemos pelo Senhor e seremos libertados se soubermos usar com regularidade os remédios sabiamente prescritos por Jesus em seu Evangelho:

Para a dor da mágoa ---> ESQUECIMENTO;
para a asfixia do ódio ---> AMOR;
para a febre da vingança ---> PERDÃO.

Assim, livres de mais sofrimentos e de novos recomeços, poderemos dizer: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de ânimo sereno e que já aprenderam a amar e perdoar.


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Para terminar, versejemos um pouquinho.

EXORTAÇÃO


Não se foge ao dever
Não se foge ao amor
Não se foge à decência
Não se foge ao rigor

das penas, das marcas,
das mossas, da dor...

Vamos louvar o dever
Vamos entender a dor
Vamos agir com clemência
Vamos cultuar o amor

à verdade, à razão,
à justiça, ao perdão

Não se foge à beleza da ascensão!

1997
Rio


Breve estarei por aqui de novo. Até lá.

quarta-feira, julho 02, 2003

Alô, alô! Vou postar um texto que Felinto me enviou como especial para passar a vocês. E, realmente, é um texto que contém matéria de primeira, expresso através da sábia palavra de Emmanuel>

A VIDA E NÓS


Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de espíritos eternos, destinados a Lhe herdarem as qualidades Divinas, o Criador criou:

Um reino ---> o Universo.

Uma organização comunitária ---> os mundos da vastidão cósmica.

Um lar ---> a Natureza.

Uma família ---> a Humanidade universal.

Um ambiente ---> a paz.

Um envoltório ---> a matéria.

Um sistema de controle ---> a afinidade com a gravitação.

Uma religião ---> o amor.

Uma lei ---> a justiça.

Um tribunal ---> a consciência.

Uma doutrina de compensação ---> a cada um por suas obras.

Uma riqueza igual para todos ---> o tempo.

Uma força ---> o bem.

Um princípio ---> a liberdade.

Um direito ---> o apoio ao dever cumprido.

Uma regra para o dever ---> a disciplina.

Um regime para as criaturas---> o equilíbrio.

Uma ordem ---> o progresso.

Uma tabela de responsabilidade ---> o conhecimento em vários graus.

Um metro ---> a lógica.

Um código de trânsito espiritual ---> a fraternidade com o respeito mútuo.

Uma escola---> a reencarnação.

Um processo de aprendizagem ---> a experiência.

Uma instituição crediária---> o serviço ao próximo.

Um instrumento para cada criatura ---> o trabalho.

Uma oficina ---> o burilamento.

Um objetivo ---> a perfeição.


À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão-só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier / Do livro: Passos da vida Cap. 01


Excelente, meu irmão. Gostei.


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Agora, uma história levezinha para distrair. Vocês vão ler :


UMA HISTÓRIA DE AMOR E CORAGEM

Caminhando por uma trilha no bosque, eu vi uma poça de lama no caminho. Eu desviei para contornar a poça, passando pela parte do caminho que não estava coberta pela água e lama.

De repente, eu estava sendo atacado! O ataque foi tão imprevisível como também vinha de uma fonte totalmente inesperada. Eu fui surpreendido mas estava ileso, apesar de ter sido atingido quatro ou cinco vezes. Dei um passo atrás e meu atacante parou de atacar. Ao invés disso, ele pairou no ar como uma graciosa borboleta na minha frente. Se eu tivesse me machucado, não teria achado engraçado, mas eu estava ileso, e era engraçado, e eu estava rindo. Afinal, eu tinha sido atacado por uma borboleta!

Parando de rir, eu tornei a avançar. Meu atacante me atacou novamente. Ele me golpeou no tórax com sua cabeça e corpo, atingindo-me inúmeras vezes com toda a sua força, ainda sem proveito. Por uma segunda vez, eu retrocedi um passo e meu atacante parou com seu ataque. Mais uma vez tentei avançar. Mais uma vez fui atacado. Eu não estava certo sobre o que fazer, fui forçado a retroceder um terceira vez. Afinal, não é todo dia que se é atacado por uma borboleta.

Desta fez, entretanto, eu dei mais alguns passos para trás para examinar a situação. Meu atacante recuou deixando-se cair no chão. Foi quando descobri por que eu estava sendo atacado. Ele tinha uma companheira e ela estava morrendo. Ela estava ao lado da poça.

Pousado ao lado dela, ele abriu e fechou suas asas como se a abanasse. Eu só podia admirar o amor e a coragem daquela borboleta por sua companheira. Ele ousou me atacar por causa dela, embora ela claramente estivesse morrendo e eu fosse tão grande. Ele quis dar a ela mais aqueles poucos e preciosos momentos extras de vida, e eu tinha sido descuidado o suficiente para quase pisar nela.

Agora, eu sabia por que ele estava lutando. Existia realmente apenas uma opção: passar por dentro da poça barrenta.

Eu os deixei em paz para aqueles últimos momentos.

Não sei se este é um comportamento normal entre as borboletas ou se foi uma lição me ofertada por Deus. Sei que desde então, eu me lembro da coragem daquela borboleta todas as vezes que tenho que enfrentar obstáculos enormes. Eu uso aquela coragem da borboleta como inspiração e me lembro de que por boas causas vale a pena lutar.

Tradução de SergioBarros
do texto de David L. Kuzminski


E aí? Não é uma historinha engraçadinha e edificante também?


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Fiquem com Deus vocês todos. Estarei de volta em poucos dias.










sexta-feira, junho 27, 2003

Recebi hoje um texto jeitoso para nos convencer sobre qualidades que possuímos e de que, às vezes, nem suspeitamos e o que fazer com essas descobertas. Trata-se do texto intitulado :

HOJE É DIA DE DESCOBERTAS

Descubra, em primeiro lugar, o que você tem de bom para oferecer ao mundo.

Sabe aquele seu sorriso que encanta a todos? Ou aquele seu jeito de falar sempre educadamente, com carinho e atenção? Quem sabe não seja a sua facilidade de cuidar dos doentes (do corpo e da alma)? Pode ser, que todo mundo goste mesmo é da sua disposição e admire ou até mesmo inveje a sua atitude sempre firme.

Coloque um desafio diferente para a sua vida.
Desafie-se!
Prove-se!.

Não seja pessimista ou otimista demais, caia na real e use a sua força, a sua fé , a sua determinação para buscar, ainda hoje, uma saída, uma conquista, uma mudança, por menor que seja, na sua vida rotineira.
Aliás, esse é o maior desafio para muita gente: sair da rotina.
A maioria sente-se incapaz de mudar o roteiro de sua vida, sair daquele velho trajeto que se acostumou a fazer todos os dias.
Tem muita gente que é infeliz porque aceitou e acostumou-se com a infelicidade, porque botou na cabeça que não merece ser feliz, que sua vida não tem solução.

E isso não é verdade porque tudo pode ser diferente.

Então, aqui vai uma proposta. Um desafio: faça algo diferente na sua vida.
Pode ser na maneira de vestir-se. Pode ser na mudança do cheiro (perfume)de sempre.
Pode ser no jeito de falar. Pode ser no jeito de andar.Pode ser no trajeto de casa para o trabalho ou vice-versa.
Que tal, só para variar, pegar um ônibus ou um trajeto errado?

Faça alguma coisa para sair da rotina:
Surpreenda a pessoa amada, mande flores, um cartão animado, uma mensagem fonada.
Surpreenda seus pais e pendure-se no pescoço deles, enchendo-os de beijos.
Surpreenda um amigo e diga o quanto ele é importante na sua vida.
Surpreenda seu chefe e termine seu serviço com mais eficiência.
Surpreenda seus professores e tire nota máxima em todas as provas.
Surpreenda a você mesmo, e perceba que você é feliz com o que já possui.

Reconheça que possui qualidades maravilhosas que andam escondidas por algum
trauma sofrido.

Por fim, surpreenda Deus, mostrando que você não é apenas um ser pedinte, um mendigo da esmola divina, e agradeça pelo que tem.

E, se tiver um tempinho, surpreenda-me e responda a esta mensagem dizendo
assim: "Já comecei a descobrir coisas e a jogar fora a rotina. Estou me
sentindo leve por isso "

por: kaefeke
colabora: rita
adapta/divulga: essência®



LUZ DO MUNDO


“Eu sou a luz que vim ao mundo para que todo aquele que crê em mim não pereça nas trevas.”
JOÃO 12:46)

Deus, a causa primária de todas as coisas, cria os espíritos simples e ignorantes para que se aperfeiçoem, cresçam em sabedoria, moral, prudência, retidão e fé e alcancem a luz plena, por meio de esforço próprio.
Entretanto, a humanidade, parcela dessa criação divina, através dos milênios, recalcitra no erro de chafurdar-se nos vícios e nos pecados, arrasta-se entre os calhaus e espinhos dos escusos atalhos da vida, sufoca-se na vaidosa ilusão de grandeza, debate-se nas trevas da incredulidade num lento e progressivo processo de aprendizado e doloroso autodisciplinamento.
Deus, porém, que tudo sabe, tudo vê e tudo pode, não quer e não permite que nenhum de seus filhos se precipite no abismo da “eterna” perdição, proporcionando a todos, indistintamente, novas oportunidades reencarnatórias, neste e em outros planetas, até que possam alcançar o destino que lhes foi reservado - a qualidade de espíritos puros.
Para isso, Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, enviou Jesus à Terra para que, pela palavra e pelo exemplo, nos indicasse o CAMINHO a ser seguido, ensinasse a VERDADE a ser buscada, mostrasse a VIDA a ser imitada.
O Evangelho é o grande farol que norteia a humanidade em sua longa peregrinação rumo à luz maior. Jesus é o divino amigo que, amorosamente, nos oferece a mão protetora e jamais nos deixará perecer nas trevas.
Deus, nosso amantíssimo Pai, expressão suprema da luz, manifesta seu amor aos homens por intermédio de Jesus, o seu lídimo preposto.
Jesus, o augusto governador do planeta Terra, é o abençoado médium de Deus, a luz do Mundo.

Esta foi a contribuição de hoje de nosso irmão Felinto, já conhecido e esperado por todos nós.



Paro aqui por hoje. Que a luz divine ilumine nossa alma.









segunda-feira, junho 16, 2003

Boa-noite! Que a paz de Deus esteja com todos.

Vamos voltar hoje a um tema já exposto aqui, talvez, mais de uma vez - Doação de órgãos . Muito se tem falado sobre o assunto, mas é conveniente que temas como este sejam analisados por diferentes cabeças, sob diferentes ângulos e enfoques. Nosso irmão Felinto dará sua contribuição com seu artigo

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
FELINTO ELÍZIO DUARTE CAMPELO

A ciência e a tecnologia têm alcançado um desenvolvimento marcante a partir do século XX.
A medicina, em particular, vem operando verdadeiros “milagres” na arte de curar, minorar sofrimentos, erradicar endemias, salvar vidas.
Vive-se, desde então, a era dos transplantes, o que vem suscitando polêmicas de ordem legal, moral e religiosa quanto à questão de doação de órgãos.
Há poucos dias, fui interpelado por um familiar interessado em conhecer a posição do Espiritismo ante a problemática cessão de parte do próprio corpo em vida ou morto.
Não foi das melhores a escolha de minha pessoa para esclarecimento do controvertido tema tão em moda. Não tenho conhecimentos aprofundados que me autorizem falar em nome da Doutrina Espírita.
Dou, entretanto, a minha opinião, sem comprometimento da Doutrina.
Antes, porém, faz-se necessário mostrar, ainda que em leves pinceladas, o que é o Espiritismo.
A Doutrina dos Espíritos é um gigantesco monumento erguido sob a égide de Jesus e sustentado por três colossais pilares -- CIÊNCIA, FILOSOFIA, RELIGIÃO.
Como Ciência, estuda e aplica as leis que regem o mundo material, o plano espiritual e a comunicabilidade entre os dois através da mediunidade. Sua essência está nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos, pesquisando os fenômenos paranormais por meio de métodos próprios e adequados ao que se propõe investigar.
Em seu aspecto filosófico, a Doutrina examina o princípio e as causas e define o porquê das coisas, da vida, da morte, da reencarnação. Interpreta a natureza dos fenômenos da concepção do mundo e de toda a realidade em consonância com as novas descobertas científicas.
O seu conteúdo religioso, calcado na moral evangélica, é a revivescência do primitivo cristianismo -- simples, puro, adogmático -- é um repositório de fé e de esperança. Conforta, orienta, ilumina. É a conseqüência das conclusões filosóficas fundamentadas nas provas da sobrevivência humana após a morte.
O Espiritismo não é doutrina estanque e sim dinâmica, anda de braços dados com a ciência, acompanhando suas descobertas, suas conquistas, seus progressos; “É uma Doutrina de amor baseada no Evangelho e na Ciência” cujo lema “Fora da caridade não há salvação” dá-lhe uma conotação abrangente, fraterna, cristã.
Entendo, pois, que a doação de órgãos é um ato de amor, de desprendimento, de fraternidade e de caridade.
Mister se faz, contudo, que haja uma ampla divulgação e preparação psicológica, espiritual e religiosa do futuro doador para que, em seu novo estado de desencarnado, seu espírito não venha experimentar as sensações de mutilação.
Devidamente conscientizado, ao despertar no outro lado da vida, após o decesso físico, o Espírito de um doador de órgãos sentir-se-á feliz em saber que suas córneas, que inevitavelmente seriam tragadas pelos vermes na sepultura, hoje dão a oportunidade da visão a irmãos que tateavam na escuridão, atormentados pela cegueira. Regozijar-se-á ao sentir que o seu coração agora palpita em outro peito, proporcionando novas perspectivas a quem sofria de males cardíacos. Alegrar-se-á, sem dúvida, em constatar que seus rins, ora transplantados, livram outras pessoas das incômodas hemodiálises assegurando-lhes uma vida normal.
No meu entendimento, e é uma opinião muito íntima, doar-se de corpo e alma, em vida ou depois de falecido, em benefício do próximo é ser cristão, é ser abençoado discípulo de Jesus. Um espírita sincero e consciente não terá escrúpulo de ceder ao seu semelhante os órgãos que um dia voltarão ao pó da terra.

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Quer saber?

Por que não há batismo na Casa Espírita?

Para entender por que não há batizados no Espiritismo, temos que compreender o significado deste ritual nas religiões que o praticam.O costume de batizar (mergulhar) tem origens anteriores ao Cristianismo. Diferentes seitas da Antiguidade tinham o hábito dessas imersões “purificadoras” cujo objetivo era preparar seus adeptos, como um ritual de iniciação para cultuar suas divindades.
O batismo, após o Cristianismo, continuou sendo uma prática simbólica do arrependimento dos pecados e, no seu princípio, era aplicado em adultos, pois eles é que poderiam analisar o certo e o errado e se arrependerem.
Com a Codificação da Doutrina dos Espíritos, alicerçada na fé raciocinada, todos os rituais, dogmas, sacramentos, simbolismos perderam o sentido, pois apenas demonstravam práticas exteriores, não havendo necessária mudança interior de cada indivíduo.
Todos nós somos espíritos reencarnantes na terra, com muitos erros e acertos em encarnações anteriores. A maneira pela qual podemos demonstrar a adoração a Deus em “Espírito e Verdade”, como dizia Jesus, é procurar conhecer as leis Divinas e verificar se estamos de acordo com elas.
Se não estivermos, devemos modificar nossos atos e pensamentos, resgatando débitos com resignação, renovando a nossa maneira de agir.

"Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria."

Emmanuel - Francisco Cândido Xavier. Do livro "Segue-me".

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Despeço-me hoje com este lindo conselho útil a todos nós.

PERSEVERE

"Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamento, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais esta prova em sua vida.

Quando escapar de um acidente grave, não fique pensando no trauma que ele causou, mas no milagre que o ajudou a sair ileso.

Quando saíres de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na bênção de Deus que permitiu a cura.

Leva na memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram no meio das dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade em vencer as provas e lhe darão confiança na presença divina, que nos auxilia em qualquer situação, em qualquer tempo, diante de qualquer obstáculo".

Chico Xavier























terça-feira, junho 10, 2003

Juntos para pensar, refletir, analisar, comentar e orar.
O texto de hoje do irmão assistente Felinto

FAZER E REPARAR
Felinto Elízio Duarte Campelo

“A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua mioleira..”
Salmo 7 : 16


Muito se tem dito e repetido que cada um receberá conforme os seus feitos.
Apesar de tudo, multiplicam-se a maledicência e a intriga, proliferam os crimes e os atentados à paz, medram, desenfreadas, entre os ímpios, a vaidade, a ganância e a soberba.
Convive-se com a violência urbana de proporções assustadoras, o homem simples do campo ressente-se da ação impiedosa dos poderosos arrogantes e inescrupulosos
Não se iludam, porém, os nossos irmãos invigilantes que se comprazem na marginalidade.
Hoje, optaram por passar pela porta larga da irresponsabilidade, em alucinada fuga aos mais elementares encargos de consciência, como muito bem considerou Marco Prisco na crônica “Responsabilidade e Fuga”:

“Fuga ao dever, sacrificando a dignidade;
Fuga ao trabalho, em desprezo à sociedade;
Fuga à responsabilidade, atendendo os sentimentos inferiores.
Não te enganes com soluções falsas. Os compromissos adiados reaparecem com maior complexidade.”

Amanhã, arrostando imensas dificuldades, serão compelidos a transpor a porta estreita da reparação em dolorosas reencarnações de expiações e de provas até que seja pago o último ceitil.
Quem, tocado pelo arrependimento, desejar refazer-se espiritualmente, bata à porta de Jesus. Seu Evangelho mostra-nos o caminho, ensina-nos a verdade, dá-nos a vida e a salvação.


Bem feita a abordagem que nosso companheiro acaba de fazer num texto rápido e compreensível em que mostra a posição daquele que transgride, das dívidas que acumula e das reencarnaçôes que desperdiça em detrimento de sua evoução espiritual.

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Agora, uma historinha cheia de significado para ajudar na reflexão e análise das situações da vida, enviada por Marly, amiga blogueira, sob forma de e-mail.

UM SIRI VAI LHE TRAZER ALEGRIA

Sempre que o mundo desabava sobre minha cabeça, eu ia andar pela praia,
próxima de onde morava.
Um dia, encontrei uma bela garotinha de olhos tão azuis quanto o mar,
construindo um castelo de areia ou algo parecido.
Oi, disse ela.
Eu respondi com um aceno de cabeça. Não estava com humor para me entreter
com uma criança.
Você quer me ajudar a construir meu castelo?
Hoje, não. Falei pouco atencioso.
Eu gosto de sentir a areia em meus dedos do pé, ela falou sorridente.
Que boa idéia, pensei, e tirei meus sapatos. Um siri deslizou próximo.
Isto é um "alegria", falou a criança.
É um o quê?, perguntei.
Isto é um "alegria", livre pela praia.
Adeus "alegria", olá dor, murmurei comigo mesmo e continuei a caminhar.
Eu estava deprimido, mas a menina não desistia e perguntou: qual é o seu
nome?
Eu sou Robert Peterson, respondi..
O meu é Wendy. Eu tenho seis anos.
Oi, Wendy.
Apesar de minha melancolia, fui obrigado a rir e continuei caminhando.
Sua risadinha musical me seguiu.
Venha novamente, Sr. P., disse ela, animada.
Nós teremos outro dia feliz.
Meus dias foram atribulados e somente semanas depois é que voltei à praia.
A brisa era fria, mas eu andava a passos largos, tentando readquirir
serenidade.
Tinha até me esquecido da criança, quando ela apareceu.
Oi, Sr. P., você quer brincar?
Não sei, que tal charadas? Perguntei sarcasticamente.
Eu não sei o que é isto, falou a menina.
Então me deixe continuar a caminhada.
Onde você mora? Perguntei-lhe.
Ali. Ela respondeu apontando na direção de uma fila de cabanas de verão.
Como você vai à escola?
Eu não vou à escola. A mamãe disse que nós estamos de férias.
Ela tagarelou e, quando eu ia voltar para casa, Wendy disse que tinha sido
outro dia feliz. E havia sido mesmo.
Três semanas mais tarde, eu andava apressado pela praia, quase em pânico,
quando a garota me alcançou.
-Olhe, se você não se importa, hoje eu quero andar sozinho.
Ela me pareceu pálida e sem fôlego.
Por que? ela perguntou.
Porque minha mãe morreu! Gritei.
Oh, então este é um dia ruim, falou a menina com ar de tristeza.
Sim, eu disse, e ontem e anteontem também. Vá embora!
Um mês depois disto, fui andar novamente na praia, mas ela não estava lá.
Sentindo-me culpado e admitindo para mim mesmo que sentia falta dela, subi
até à cabana, e bati na porta.
Uma mulher jovem atendeu.
-Olá, eu sou Robert Peterson.Senti a falta de sua pequena menina e gostaria de saber se ela está bem.
-Oh, sim, Sr. Peterson, entre, por favor.Wendy falou muito do Senhor. Eu tinha receio que ela o estivesse aborrecendo. Se ela foi um incômodo, por favor, aceite minhas desculpas.
-Não, sua filha é uma criança muito amável. Onde está ela?
-Wendy morreu na semana passada, Sr. Peterson. Ela tinha leucemia. Talvez não tenha lhe contado...
A notícia me deixou cego e mudo, por alguns instantes...
E a mãe continuou: -ela adorava esta praia e parecia um tanto melhor aqui. Aqui teve muito do que ela chamava de "dias felizes".
Mas nos últimos dias, ela piorou rapidamente...
-Minha filha deixou algo para o Senhor.
Entregou-me um envelope, com Sr. "P." escrito em grandes letras infantis.
Dentro, havia um desenho: uma praia amarela, um mar azul, e um siri marrom.
Embaixo estava escrito: "Um siri vai lhe trazer alegria."
Lágrimas rolaram de meus olhos e um coração que quase esqueceu de amar
abriu-se largamente.
Tomei a mãe de Wendy em meus braços e murmurei repetidas vezes: - eu sinto
muito, sinto muito!
O pequeno e precioso desenho está agora emoldurado e pendurado em meu escritório.
Seis palavras, uma para cada ano de sua vida, me falam de harmonia, coragem, amor e desinteresse.


História traduzida por Sérgio Barros, de autoria ignorada, recontada pela
Equipe de Redação do Momento Espírita.

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Finalizemos com uma prece.

ORAÇÃO DA LUZ
Socorro Maia

Senhor,

Que tua Luz nos ilumine.
Que a energia pura se faça presente
hoje e sempre, em nós,
nos nossos guias espirituais
e em todos aqueles que amamos.
Que entre para nós apenas o necessário
ao nosso crescimento;
e aquilo que não nos serve
seja transformado em amor
e devolvido a quem de direito.
Que o Amor
se faça presente em nossos corações
Que a Luz
se faça presente onde houver escuridão.


Que assim seja!

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Que a paz de Deus sa faça para todos.
Até outro dia.