sexta-feira, agosto 29, 2014

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo VI Itens 1a 5




     


 Do artista Sérgio Prata , ANJO (a frio, pigmentos fosforescentes, filtro fluorescente)


 RECAPITULANDO  
 O  EVANGELHO  DE  JESUS      

Capítulo VI    Itens  1 a 5



     
 Entramos hoje no sexto capítulo, com CRISTO CONSOLADOR , comentando seu jugo leve e sereno: “Vinde a mim, todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós, e aprendei de mim que  sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas, porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.”
          Durante a existência terrena, tudo o que sofremos , como dores corporais, dores íntimas, decepções, angústias, perda de entes amados, absolutamente tudo encontra lenitivo  na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo, seu Filho, veio ensinar aos homens.  Aqueles que não esperam nada depois desta vida, os que duvidam do que lhes é transmitido, os sem fé não conseguem receber com destemor os sofrimentos que os atingem e não divisam nenhuma esperança no horizonte. Isso levou Jesus a dizer: ”Vinde a mim todos vós que estais fatigados e eu vos aliviarei”.
          Jesus apenas coloca um limite à sua assistência aos aflitos: a observância da lei instituída, salientando que “seu jugo é leve e sua lei é suave porque exigem por dever o sentimento do AMOR e da CARIDADE”.

                                              
                                           O CONSOLADOR PROMETIDO


          Jesus  costumava falar a seus ouvintes que, já que o amavam, seguissem seus mandamentos e ele pediria ao Pai que providenciasse um outro Consolador permanente – o Espírito de Verdade  - que o mundo do momento não o pode acolher porque não o vê , não o reconhece , mas que os que teem fé o reconhecerão e  o seguirão.
          Em verdade, o mundo ainda não estava maduro para compreendê-lo, mas, aos poucos, essa condição seria atingida e o Espírito de Verdade viria mais tarde para recordar o que o Cristo dissera, para complementar o que Cristo precisou adiar, para recordar o que fora esquecido ou mal compreendido.
E vem o Espiritismo, no tempo ideal, cumprir a promessa do Cristo.  O Espírito de Verdade, presente à sua instituição, conclama os homens à observância da lei e ensina todas as coisas que o Cristo só pudera dizer através de parábolas. O Espiritismo vem, assim.  explicar as palavras de Cristo: “Ouçam os que teem  ouvidos  para ouvir”. Ele vem abrir os olhos e os ouvidos porque vem falar uma linguagem simples, sem alegorias, deixando à mostra a verdade sobre os mistérios até então não desvelados. Ele vem, enfim, trazer uma grande consolação aos deserdados da Terra , a todos os que sofrem, mostrando uma causa justa e um fim útil a todo sofrimento humano.
          Sabemos que o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. Mas como sentir-se feliz em sofrimento e sem saber por que sofre? O Espiritismo vem em socorro, mostrando-lhe que a causa da dor pode estar nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra-lhe também seu objetivo ao considerar que sofrimentos são como crises salutares que levam à cura e representam a depuração que assegura a felicidade nas vidas futuras. O homem passa a compreender que mereceu  o sofrimento por que passou, e acha-o justo , percebendo que esse estado de coisas leva ao progresso, aceitando-o sem lamúrias. Assim, o Espiritismo cumpre o seu papel, aparando-lhe as dúvidas, incutindo-lhes a fé no futuro, fazendo-o enxergar a importância do sofrimento na Terra, em favor de horizontes mais promissores. A expectativa da felicidade que o espera lhe dá a coragem, a resignação e a paciência para concluir seu caminho.
          Desse modo, o Espiritismo transforma em realidade aquilo que Jesus assegurou com relação ao Consolador prometido: o necessário conhecimento das coisas, conhecimento este que faz o homem saber de onde vem. para onde vai e por que se acha neste planeta; a consolação pela fé e pela esperança; e, acima de tudo, o chamamento aos verdadeiros princípios  da lei  de Deus.


          Passemos agora ao momento de lazer . Trouxe novamente aquela menininha da Holanda, AMIRA, que canta como gente grande e que é um amorzinho. E surpresa ! - ela canta  AVE MARIA de Schubert e parece que é Maria Callas (que tinha esta música em seu repertório) cantando. Vocês vão gostar.. É só clicar neste link:

http://youtu.be/FUnrLM vpQLk   (ou no próprio vídeo que vem abaixo)


Amira Willighagen - Ave Maria - for English-speaking viewers

sexta-feira, agosto 01, 2014

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS CapítuloV Itens 27 a31

                                                                      From google



RECAPITULAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS    Capítulo V    Itens 27 a 31

          Finalizaremos hoje o capítulo V de nossa recapitulação, fazendo a releitura dos textos de espíritos esclarecidos que comparecem para ajudar-nos na apreensão do significado das palavras divinas. Vejamos o texto do Espírito protetor BERNARDIN / Bordéus / 1863.
          
            Ele nos explica a pergunta: Deve-se pôr termo às provas do próximo quando se pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las seguir seu curso?
          Já nos foi ensinado que estamos aqui, na Terra, para concluir nossas provas. Tudo o que nos acontece é consequência natural de nossas existências anteriores, o peso da dívida que temos que pagar. Infelizmente, esse raciocínio pode levar-nos a interpretações errôneas que precisamos neutralizar pelas consequências funestas que podem acarretar.
           Muitos pensam que, se um espírito habita a Terra para expiar, é necessário que as provas tenham seu curso, ou, mesmo, que nada deva ser feito para tentar diminuir a dor desses espíritos, chegando ao ponto de crer que seja preciso incrementá-las para se tornarem mais  eficientes. Puro engano. Tais provas devem seguir o curso que Deus lhes prescreveu, mesmo porque não conhecemos seus limites. Um devedor nunca é escolhido por Deus como instrumento de suplício, mas como bálsamo de consolação que deve cicatrizar as feridas abertas pela justiça divina. E aquele que dá suporte ao que expia culpas deve reconhecer que foi Deus que colocou em suas mãos os meios para que o socorro seja providenciado. Ajudemos sempre com fé e amor. O espírita deve entender que sua vida inteira deve ser um ato de devotamento e de amor sem esquecer, no entanto, que só Deus pode deter a dor ou prolongá-la, segundo julgue necessário. A esta altura, estamos aptos a repetir com Bernardin: ”Estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção, deveis empregar todos os vossos esforços para abrandar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e de caridade.”

          A questão apresentada agora é: Um homem está agonizante, vítima de cruéis sofrimentos; seu estado é desesperador. É permitido poupar-lhe alguns instantes de angústia apressando-lhe o fim?
         
           Em qualquer situação de sofrimento que se encontre um paciente terminal, ninguém pode avaliar que ele está em sua hora final. Às vezes, espera-se dele apenas o último suspiro e ele se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. É a ‘visita da saúde’, como se diz comumente. Na verdade, essa horinha de graça que lhe é concedida pode ter uma imensa importância. Nela pode se conter um ’flash’ de  conscientização ou arroubo de arrependimento que o poupará de tormentos. Os que não creem na existência do Espírito não  conseguem compreender essas situações. O Espírita conhece o valor do último pensamento. Minorar os últimos sofrimentos de alguém que se vai é válido , mas tentar abreviar –lhe a vida, mesmo por poucos minutos, é desastroso para o espírito em processo de separação do corpo. Esse tempo pode poupá-lo de sofrimentos no plano espiritual. (SÃO LUIS, Paris / 1860).

       A questão que se propõe desta vez é: Alguém que está desgostoso da vida, mas não quer suicidar-se, é culpável em procurar a morte sobre um campo de batalha, pensando em torná-la útil?
            
          Na realidade, o objetivo do homem que se mata ou se faça matar é  sempre o de suspender a sua vida. Nestes casos, há suicídio de intenção se não de fato. A idéia de que sua morte servirá para alguma coisa é ilusória. É uma fantasia para enganar-se a si mesmo e sentir-se aliviado.  “O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo, a fazer, por antecipação e sem pesar, o sacrifício de sua vida se isso é necessário; mas a intenção premeditada de procurar a morte, expondo-se a um perigo, mesmo para prestar serviço, anula o mérito da ação.”  (SÃO LUIS, Paris / 1860).

          Mais uma questão: Um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida de um dos seus semelhantes, sabendo de antemão que ele mesmo sucumbirá. Isso pode ser considerado um suicídio?
         
          Desde que não haja intenção de procurar a morte, não há suicídio. Ao contrário, há devotamento e abnegação, apesar da probabilidade de vir a morrer, o que ninguém pode garantir. A mão divina pode providenciar um surpreendente meio de salvação no momento mais crítico. Pode ela querer prolongar a prova de resignação ao seu limite máximo. (SÃO LUIS, Paris / 1860).    

        Última questão: Aqueles que aceitam seus sofrimentos com resignação, por submissão à vontade de Deus e com vistas à sua felicidade futura, não trabalham senão para si mesmos, e podem tornar seus sofrimentos proveitosos aos outros?
      
              "Esses sofrimentos podem ser proveitosos a outrem, material e moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios que se impõem contribuem para o bem-estar material do próximo; moralmente, pelo exemplo que dão de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo de poder da fé espírita pode estimular os infelizes à resignação, salvá-los do desespero e de suas funestas consequências para o futuro”. (SÁO LUIS, Paris / 1860).       


Chegamos, assim, ao fim do capítulo V, o que nos deixa mais familiarizados com a linguagem e os argumentos  esclarecedores do contexto. Merecemos uma pausa, uns minutos relaxantes. E isso foi providenciado. Ao saírem do texto aqui ,rolem para o vídeo abaixo e se encantem com a voz e a graça de uma 'cantora de ópera' de apenas 9 anos e autodidata! Eu adoraria saber a reação de cada um de vocês sobre esse fenômeno de voz. Até setembro.   LINK para o vídeo: http://youtu.be/qDqTBIKU4CE


terça-feira, julho 01, 2014

                                       Cerejeiras  Floridas    Via Google

Meus companheiros de estudo,

Estava postando para vocês o tema de hoje, quando fui interrompida por uma visita surpresa de uma pessoa muito querida. Ao fim do 'papo' gostoso, voltei à tarefa interrompida e a encerrei sem me dar conta de que havia escolhido para o post de hoje uma música linda que todos curtem muito: a Oração de São Francisco,  interpretada por nosso querido cantor Fagner, acompanhado por Quarteto Iguaçu e Orquestra de Tunas, em show realizado no Teatro Guaíra, em18/12/2012. Aqui está o link no qual vocês clicarão. Já experimentei e  funcionou direitinho.

De modo que agora é só clicar e ouvir, com o pensamento no Alto. 


https://www.youtube.com/watch?v=ceyKB8_Fn7k

Até mais.

RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS Capítulo V Itens 24 a 26

                                                               
                        From Google           Cerejeiras em flor
            

    RECAPITULANDO O EVANGELHO DE JESUS      Capítulo V     Itens 24 a 26

           Como no capítulo anterior, faremos releitura de textos de espíritos iluminados, na tentativa de entendermos certos conceitos, às vezes, só parcialmente percebidos, o que nos tem causado certo desconforto. Vamos começar pelo texto de  DELPHINE DE GIRARDIN, Paris / 1861, que explica o verdadeiro sentido de  
                                         
              
               A INFELICIDADE REAL
          
          As pessoas, em sua maioria, falam da infelicidade que teem experimentado e acham que teem conhecimento de seus múltiplos aspectos. Venho garantir-lhes que quase todos se enganam e que a infelicidade real não é tudo aquilo que os infelizes da Terra supõem. Eles a enxergam na falta de recursos, no fogão sem gás, na ameaça do credor, na perda de um filho ou de um parente próximo, na traição de alguém, na vaidade desamparada e outras razões congêneres. Tudo isso se chama infelicidade na linguagem humana.Certo, mas isso é infelicidade para os que só vêem o presente, o aqui e o agora.  A infelicidade real está mais na consequência de uma coisa do que na própria coisa. Tentando exemplificar, é o caso de um acontecimento feliz que, por circunstâncias alheias à nossa percepção, tem uma consequência funesta. Não é pior do que aquele que causa primeiro um abalo, um efeito ruim e termina resultando num bem? Um exemplo disso são as tempestades que caem com ventos fortes derrubando árvores, alagando ruas, causando transtornos. Passam de repente e a consequência dela é um ar saneado, saudável que vai fazer bem aos moradores da região.
          Deste modo, vemos que, para julgar uma coisa, é necessário apreciar suas consequências, ou seja, para perceber o que é, efetivamente, feliz ou infeliz para o homem, é preciso que nos transportemos além desta vida, pois é lá que as consequências se fazem sentir. Isto equivale a dizer que tudo o que se chama infelicidade fina-se com a vida e encontra sua compensação na vida futura.
         Mas a infelicidade pode surgir sob nova forma, uma forma atraente e risonha que a faça extremamente desejada. A infelicidade sob a forma de alegria, fama, agitação, satisfação desenfreada da vaidade que embotam a consciência, comprimindo a ação do pensamento, confundindo o homem sobre seu futuro.
          Não se iludam os saciados. As provas credoras espreitam o ilusório repouso para mergulhá-los de repente, na agonia da verdadeira infelicidade.
          O Espiritismo vem em ajuda aos que precisam de esclarecimento, recolocando em sua verdadeira luz a verdade e o erro tão avassaladoramente desfigurados pela cegueira humana. E nos adverte: que importa àquele, que tem fé no futuro, deixar na Terra sua fortuna e seu corpo material se sua alma entrará leve e descomprometida no plano espiritual?

          Voltemos nossa atenção agora para o texto

                        A MELANCOLIA de FRANÇOIS DE GENÈVE, Bordéus.

          Muitas vezes, uma tristeza se apodera de nossos corações e nos faz exclamar contra a vida que levamos. É nosso Espírito que deseja a felicidade da vida plena, a liberdade, mas se sente preso ao corpo material, não medindo esforços para ver-se livre dele. Diante da dificuldade, desanima, entrega-se, e o corpo, sob sua influência, cai também em abatimento, em melancolia.
          Nosso conselheiro aqui nos vem explicar e exortar: esse desejo de uma vida melhor é inato ao espírito de todos os homens, mas não devemos procurá-la neste mundo. Deus nos enviará Espíritos capazes de nos instruir sobre a felicidade que nos reserva. Temos somente que esperar com paciência o anjo da libertação que nos ajudará a romper os laços do cativeiro.  Apenas não podemos esquecer que, durante nossa prova na Terra, temos que cumprir com garra, desvelo e paciência, a missão que nos foi anteriormente destinada, rebatendo corajosamente os desgostos e as decepções. Serão de curta duração e vão certamente nos conduzir à companhia dos amigos que ora choramos. Eles nos receberão com entusiasmo e, a determinada altura, nos conduzirão a um lugar onde o sofrimento da Terra definitivamente não terá acesso.

        
           Um tema se impõe agora :

                      PROVAS VOLUNTÁRIAS. O VERDADEIRO CILÍCIO 

 e nos será esclarecido por um ANJO GUARDIÃO, Paris, 1863.

            O tema guarda uma palpitante interrogação: É permitido abrandar nossas próprias penas?
          
           Isso equivale a indagar a uma pessoa que está sendo consumida pelas chamas de um incêndio se ela deve tentar se salvar; ou àquele que foi atropelado, se aceita ser atendido em um hospital; ou ainda, a alguém atingido por uma bala, se quer tentar extrair o projétil do corpo.  Provas como essas visam a exercitar a inteligência, a paciência e a resignação. Pode alguém nascer em situação penosa, complicada, exatamente para ser forçado a procurar meios de derrubar os obstáculos que atrapalham sua vida. E o mérito cabe àquele que consegue suportar a consequência de males inevitáveis, sem lamúrias ou indignação, em prosseguir na luta e não entrar em desespero, caso não seja bem sucedido em seus esforços.
        Paralela a essa questão, existe uma constatação nas palavras de Jesus: “Bem-aventurados os aflitos”.  A indagação que se impõe aqui é se há mérito em procurar aflições, agravando as próprias provas por sofrimentos voluntários. A resposta que se impõe é SIM: há um grande mérito quando os sofrimentos e as privações teem por finalidade o bem do próximo, pois é a caridade pelo sacrifício. E é NÃO quando tem por objetivo satisfazer-se, a si próprio, seu próprio egoísmo.
          A esta altura, uma observação pode ser colocada em linha de conta. Que nós, aprendizes da Vida, nos contentemos com as provas que Deus nos envia e as recebamos tendo em mente que Ele só nos pede que as aceitemos sem lamentações e com bastante fé. Pede-nos também que não enfraqueçamos nosso corpo com sacrifícios inúteis e mortificações fora de propósito porque temos necessidade de todas as nossas reservas pra cumprir nossa missão na Terra. Qualquer tortura a nosso corpo é contravenção à lei de Deus. Providenciar o enfraquecimento do corpo é caminho para o suicídio.
          Diferente é o sofrimento que se pode impor a si mesmo para alívio do outro. Se você aguenta o frio ou a fome para esquentar ou alimentar aquele que tem necessidade desses cuidados, e se seu organismo sofre com isso, eis o sacrifício reconhecido por Deus. Você que é capaz de sacrifícios duros pelo próximo, que soube escolher seu cilício, seu modo de sacrificar-se pelo seu irmão em Deus é a prova viva de que as fruições do mundo não lhe secaram o coração. Já não podemos dizer o mesmo dos que se isolam para servir a Deus. Onde a validade desse comportamento? Martirizar o corpo sem finalidade não eleva a alma, não aproxima ninguém do Pai. A única via de acesso a Deus é, realmente, a prática do amor, da misericórdia, da bondade.