Uma série de inquiriçoes sobre nossa condiçao de humanos na Terra. A finitude do corpo material X A imortalidade do espirito sob a otica espírita.Razoes e conseqüências de nossa passagem por este planeta.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
domingo, dezembro 30, 2012
O ANO DE 2013 PEDE LICENÇA PARA NASCER
MENSAGEM
DE ANO NOVO
Não estive ausente no
Natal por gosto. Passei uns dias sem acesso à internet não tendo sido um
problema só meu, várias pessoas próximas a mim também foram atingidas.
Espero que o Natal de vocês tenha sido o que imaginei para
todos - um Natal feliz, no seio familiar, uma ampla confraternização .
Agora caminhamos para a virada de ano, debaixo de uma
canícula que nos atormenta, mas que não nos tolhe. Caminhamos para novas
tentativas de vida em moldes ideais, seriamente arquitetados em nosso íntimo, mas poucos são os que
conseguem dar corpo e forma a
semelhantes presunções. Não nos custa tentar.
Para nossa inspiração, trago aqui uma Carta de Ano Novo na
psicografia de nosso saudoso Chico Xavier, ditada pelo espírito de Emmanuel,
colhida no livro Novo Caminho.
Ano Novo é também
renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como
paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos
horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o
ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que
ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo,
faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido,
perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em
demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a
colheita do porvir.
Se a tristeza te
requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever
bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te
feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais
ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem
condenes.
Auxilia a acender
alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes,
nem te desconsoles.
Cultiva o bom
ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da
indiferença.
Não te esqueças de
que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado,
paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda
aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou
contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.
Para finalizar, um presentinho para quem estiver na área: aquele poema de Carlos Drummond de Andrade Receita de Ano Novo que já é vídeo de Ano Novo desde 2008 e é muito inspirado.
É só clicar aqui:
http://youtu.be/J7B0ZV7cFCA
ou
É só clicar aqui:
http://youtu.be/J7B0ZV7cFCA
ou
FELIZ ANO NOVO! FELIZ ANO NOVO! FELIZ ANO NOVO!
quarta-feira, outubro 24, 2012
AMPARO E SUSTENTAÇÃO
BEETHOVEN / MOONLIGHT SONATA (NOSSO LAR)
Amparo & sustentação
Quantos de nós já não pronunciamos essas palavras, seja em estado de preocupação verdadeira, seja pedindo ao Pai para nos colocar a salvo de perigos e tentações na vida diária?
Bibliografia consultada:
Olá, companheiros, estou dentro do prazo e isto me tranquiliza.
Mesmo assim, quase não vou falar por mim mesma. É que tenho um texto que todos
vão amar, caprichado como nossa amiga sabe fazer, baseado em leituras categorizadas.
Como é extenso, faço questão de preservar o tempo pra vocês.
Fidelidade a Jesus é
espírito de serviço até o último
momento das nossas forças físicas
... “mas, livra-nos do mal.” ¹
momento das nossas forças físicas
... “mas, livra-nos do mal.” ¹
Quantos de nós já não pronunciamos essas palavras, seja em estado de preocupação verdadeira, seja pedindo ao Pai para nos colocar a salvo de perigos e tentações na vida diária?
O Evangelho mostra
que, em dois momentos, Jesus faz essa solicitação a Deus: no primeiro, foi no
Pão Nosso, que nos ensinou, ao encerrar o Sermão da Montanha, dizendo “não
nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”; e, depois, no Sermão do
Cenáculo ou última ceia, como é conhecida essa passagem, quando, despedindo-se
dos discípulos, fez a oração que ficou gravada na mente dos queridos amigos,
conhecida como Oração dos Discípulos, na qual roga a Deus para que não os
tirasse do mundo, mas que os guardasse do mal.
Nessas duas
oportunidades Jesus roga o amparo e a sustentação para todos nós e não o nosso
afastamento do mundo. E por que Ele age assim? Para entender isso é necessário
compreender o homem no meio em que ele vive. O homem é um ser biológico,
enquanto matéria; um ser psíquico, enquanto Espírito; e um ser social, enquanto
relacionado com outros. Assim, quanto mais evoluímos, mais aumenta a
nossa interdependência com as outras pessoas. Por isso, o progresso só acontece
quando há trabalho em grupo, ajuda mútua. Sozinhos, nos embrutecemos e nos
debilitamos, porque somos seres gregários, criados para viver em sociedade,
equipados com todos os instrumentos que possibilitam tal convivência.
Dessa forma, vamos ajudando os que estão ao nosso redor – desde que o
queiram – e sendo ajudados, aprendendo com os outros o que ainda não sabemos e
ensinando aquilo que já sabemos, amando e sendo amados. Com isto em
mente, é fácil perceber que só seremos úteis vivendo em grupo.
Então, quando Jesus
nos ensina na Oração Dominical, para que Deus nos livre do mal, e pede a Ele
que não afaste os seus discípulos do mundo, mas que também os proteja do mal,
deixa claro que os homens não precisam isolar-se a pretexto de melhor servir a
Deus.
Se no passado o
isolamento de homens que até hoje são reverenciados era para despertar esse
mesmo homem para os problemas da alma, hoje esse comportamento “sem
finalidade prática, sem proveito para os semelhantes, expressaria egoísmo e
acomodação à boa vida. Significaria fuga ao trabalho”. ²
O mundo é – sem
sombra de dúvida – a nossa grande escola, e pelas dificuldades que passamos,
pelos obstáculos que superamos para realizar a vida material, as lutas íntimas
que travamos nos fazem criaturas cada vez melhores... Diante disso, podemos
entender que é “impossível o ensinamento, fugindo à lição. Ninguém
sabe, sem aprender”. ³
Assim, muitas vezes,
fugimos das dificuldades, criamos ilusões fantasiosas, necessidades vãs,
fazendo de conta que a vida é sempre um mar de rosas, um céu sem nuvens; ou
revoltamo-nos, não aceitando as condições nas quais vivemos, esperando, em
ambos os casos, que em algum momento um milagre aconteça e que a solução dos
nossos problemas surja, sem que precisemos nos esforçar para isso. É
preciso atenção às nossas escolhas para não complicarmos, ainda mais, a
presente encarnação.
Citando judiciosa
afirmação de Emmanuel, é importante observarmos ao nosso redor para reconhecer “onde,
como e quando Deus nos chama, em silêncio, para colaborar com ele no
desenvolvimento das boas obras, na sustentação da paciência, na intervenção caridosa
em assuntos inquietantes para que o mal não interrompa a construção do bem, na
palavra iluminativa ou na seara do conhecimento superior, habitualmente
ameaçada pelo assalto das trevas”.
Todavia, o que
encontramos ainda, é um grande número de discípulos do Evangelho que ao
entenderem, ainda que de forma incipiente, a luz espiritual, recusam-se a
continuar aprendendo, tendo em vista a ideia enganosa de que já sabem o
suficiente. Quantos continuam fugindo do estudo, do aprimoramento de seus
conhecimentos, do trabalho redentor, até mesmo como uma forma de protegê-los da
intervenção de outras mentes não evangelizadas, em seu dia-a-dia?! Mas, se não
aprenderam, não vivenciaram; e, se não vivenciaram, não podem dar testemunhos
da sua evolução.
Quantas tarefas para
as quais fomos encaminhados e as recusamos?! Quantas adiamos, mesmo
sabendo que não poderíamos realizá-las?! E recuamos, assim, diante do
esforço que nos levaria para frente. Declaramo-nos desejosos da união com o
Cristo, mas abandonamos os irmãos necessitados de amparo, muitas vezes dentro
do próprio ambiente doméstico, esquecidos que o Mestre amado, em momento algum,
afastou-Se da humanidade terrena. Estimamos a oração que Ele nos ensinou, mas
nos esquecemos de que rogou ao Pai que nos libertasse do mal, mas não nos
afastasse da luta.
Lembra-nos Emmanuel
que a sabedoria do Cristianismo não consiste em isolar o aprendiz na santidade
artificialista, e, sim, em fazê-lo no campo de luta ativa de transformação do
mal em bem, da treva em luz e da dor em bênção. A fidelidade que muitos dizemos
ter ao Cristo não significa adoração eterna em sentido literal; significa, sim,
espírito de serviço até o último momento das nossas forças físicas.
Em relação aos
discípulos, no Sermão do Cenáculo, Jesus dirige-Se a Deus dizendo que Ele não
pede que sejam tirados do mundo, mas, sim, que sejam guardados do mal, pois
sabia das dificuldades pelas quais eles passariam, das lutas que enfrentariam,
após sua morte, e que poderiam impedir os discípulos de dar prosseguimento à
Sua tarefa. Tudo isso poderia criar um precedente perigoso para as futuras
realizações do Evangelho. E o que seria de nós, hoje, se os Seus ensinamentos
benditos não tivessem chegado à nossa vida...
Tanto eles, ontem,
quanto nós próprios, hoje, não prescindimos das lutas terrenas, porque elas
corrigem, aperfeiçoam e iluminam os Espíritos necessitados, que retornam ao
corpo físico para prosseguir sua jornada iluminativa.
O certo é que “(...)
ninguém pode dar testemunho de valor espiritual se não vive provas difíceis,
dramas intensos, complicados problemas... Ninguém pode dar testemunho de
resistência moral se não sentiu o impacto de fortes tentações, sobrepondo-se,
no entanto, a todas elas, pela inabalável determinação de vencer, pelo desejo
de realizar-se”4, ao menos aqueles que ainda estão atrelados à
vida material grosseira, como é o caso da humanidade que vive sobre este
planeta.
É prova difícil viver
no mundo, sabemos; mas não impossível. Por essa razão o pedido de Jesus, tanto
em uma quanto em outra oração, é exortação à vigilância, para que não venhamos
sucumbir ante o mal, nas suas mais diferentes manifestações, pois o mal, em
qualquer circunstância, é desarmonia à frente da Lei e todo desequilíbrio tem
como consequência a dificuldade e o sofrimento. Mas, independentemente de tudo
isso, fortalecidos pelas eternas lições do Excelso amigo, nos converteremos,
como muitos já o fizeram, em exemplos vivos e atuantes de amor e trabalho no
bem!
Com o tempo e a
misericórdia divina que nos dão novas chances de recomeço através das vidas
sucessivas, teremos aprendido a valorizar as oportunidades de luta redentora,
vencendo nossas imperfeições morais, e nos transformando em verdadeiros
discípulos de Jesus, levando paz, consolo e reconforto aos necessitados que encontrarmos
pelo caminho.
O Apóstolo Paulo, na
carta aos romanos, cap. 12, versículo 21, traz consoladoras palavras: pede que
não nos deixemos vencer pelo mal, mas que vençamos o mal com o bem, pois,
passada a tempestade, tudo se encaminha para o reajustamento e a harmonia...
Roguemos, pois, ao
Pai de infinita bondade, que continue nos assistindo em nossas lutas. Que
ampare nossos pequenos passos, para que mais adiante, amparados pelos
ensinamentos de Jesus, consigamos avançar com firmeza em direção ao Seu amor.
Bibliografia consultada:
1 - Mateus, 6:13.
2 - Peralva, Martins . Estudando
o Evangelho, 6ª ed., Edições FEB – RIO DE JANEIRO/RJ - 1992 - cap. 5 – “O
Cristão e o Mundo”, p. 40.
3 – Emmanuel (Espírito). Vinha
de Luz, [psicografado por] F. C. Xavier, 14ª ed., Edições FEB – RIO DE
JANEIRO/RJ - 1996 - lição 57.
4 – Peralva, Martins. Estudando
o Evangelho, 6ª ed., Edições FEB – RIO DE JANEIRO/RJ - 1992 - cap. 5 – “O
Cristão e o Mundo”, p. 41.
Espero que aproveitem as lições contidas no texto - fonte de reflexões renovadas. Nosso agradecimento, Leda. Até a próxima postagem.
Espero que aproveitem as lições contidas no texto - fonte de reflexões renovadas. Nosso agradecimento, Leda. Até a próxima postagem.
quarta-feira, setembro 26, 2012
RETORNANDO
RETORNANDO
Companheiros , um tempão sem comparecer
a nossos encontros mensais, mas não significa que sumi. Embora com muita coisa
ainda para finalizar, tento voltar timidamente. É ‘vero’: mudança de moradia aos
85 devia ser coisa de ficção. O bom é que continuo vivinha da Silva.
E vocês? Coisas a me contar? Alô,
alô, departamento de comentários, a
postos!
É, vou tentar diversificar, ser menos exigente comigo mesma, mais solta. Vamos lá!
Um grupo de amigos fazia considerações
em torno de uma abordagem sobre a duração da vida biológica para homens bons e
maus. Será usado um trecho de Richard Simonetti constante de seu livro BEM-AVEVTURADOS OS AFLITOS.
“Só
o peru morre na véspera”.
Todo mundo conhece esse dito
popular, que “faz referência à véspera do Natal, no passado, quando os perus
eram sacrificados para a tradicional festa natalina. Bem, amigo leitor, esse
ditado está totalmente furado. Depois
da invenção do freezer, as pobres aves passaram a morrer bem antes, semanas e
até meses. E passa a impressão de que há dia certo para bater as botas, o que não
é verdade.
A programação biológica da raça
humana vai de oitenta a cem anos. Raros atingem aquele limite, porquanto passamos a existência a brigar com o corpo,
submetendo-o a maus-tratos de várias maneiras: vícios como o cigarro, o álcool, as drogas; alimentação
inadequada e glutonaria; trabalho indisciplinado; repouso insuficiente;
sedentarismo, ausência de exercícios; tensões nervosas, irritação, descontrole
emocional; mágoa,ressentimento, ódio, rancor. Tudo isso soma males que subtraem
anos. O Espírito é, literalmente, expulso da morada física, como quem deixa uma
casa que lhe cai sobre a cabeça, por ter cuidado mal dela.
Pior os que se envolvem em graves
desvios de comportamento. Basta lembrar os jovens que partem para a
criminalidade. Sua expectativa de vida é de é de vinte e cinco anos, não por
prêmio ao esforço do Bem, mas por lamentável comprometimento com o Mal. Poucos
ultrapassam essa idade, habilitando-se a penosos reajustes no plano espiritual
e atormentados resgates em futuras reencarnações.
Diz André Luiz que quando um Espírito
consegue viver plenamente o tempo que lhe foi concedido, cumprindo o que veio
fazer na Terra, é recebido com festas no Além, como um espírito completista.
Esse é um aspecto interessante
que deve merecer nossa atenção.Todos reencarnamos com algo a fazer. Não estamos aqui por acaso.
Há tarefas, compromissos assumidos com a família, com a sociedade, com a
eternidade.”
Vamos ficar por aqui. Reflitam,
tentem absorver o que Simonetti nos quer
passar e, se tiverem alguma pergunta a fazer, saibam que terei satisfação em tentar
esclarecer a questão formulada, com a ajuda de companheiros, na base da
cumplicidade e da cooperação.
Até o próximo post, com as bênçãos
do Senhor.
Para quem aprecia, um vídeo de música e letra singelas. É só clicar aqui em baixo:
http://youtu.be/HdI033SbIschttp://youtu.be/HdI033SbIsc
terça-feira, maio 22, 2012
DEPOIS DA DECEPÇÃO
Carlos Scliar
DEPOIS DA DECEPÇÃO
Há
dias estou para escolher um tema para o post deste mês. Um deles é
o da lei aprovada para o aborto no caso de gravidez de anencéfalos. Na
ocasião , muitos espíritas se fizeram ouvir contra a decisão do STF, houve
artigos sobre o assunto por parte da FEB, de jornais espíritas em todo o país,
de grupos espíritas de todos os estados, da maioria dos blogs
espíritas da blogosfera . Nossa voz, porém, não foi suficiente para
impor-se desta vez. Nosso discurso tem que prosseguir planejado, sistemático,
elucidativo, convincente - um trabalho de elucidação da questão, de
conscientização e orientação dos próprios espíritas e de determinação nessa
luta, o que vai se refletir no bem-estar das mães que se encontrarem em face
desse tipo de gravidez e tenham que fazer uma escolha.
Por
isso, trouxe para meus leitores um artigo que encontrei na revista eletrônica
“O Consolador”, nº 260, sobre este palpitante assunto, onde a
autora toca em pontos importantes que devem ser levados em consideração
por quem tem interesse em salvaguardar os conceitos da doutrina e vir a
ajudar algumas mães em sua hora de decisão.
Espíritas! Recordem! A voz do povo é a voz de Deus!
Tânia Regina Reato
“Senhor! Educa-nos
para que possamos converter os detritos do temporal em adubo que nos favoreça a
tarefa.” - Emmanuel
Muitas vezes se ouve o seguinte comentário entre os
espíritas: “Se o Espiritismo estivesse propagado em todos os lugares, não
veríamos as atrocidades que hoje vemos!”.
Pois bem, perguntemos então: Por que ele não está no
conhecimento e prática do povo, alcançando todas as camadas sociais, como
gostaríamos?
Não ignoramos o esforço faraônico de muitos grupos espíritas
buscando propagá-lo nos meios de comunicação disponíveis. Não somente por amor
à causa, mas também por estarem cônscios da importância em divulgá-lo. Porém,
admitamos, os fatos comprovam que ainda temos muito a fazer neste campo. Entre
tais fatos, destacamos a recente decisão da Suprema Corte admitindo aborto de
fetos portadores da anencefalia, do mesmo modo que, anos atrás, foi legalmente
admitido o aborto nos casos de estupro, medidas essas que deixam margem à
aprovação do aborto irrestrito, para toda a gravidez indesejada. Teremos então,
aí, uma severa atrocidade!
Bem, amigos: seria bom que meditássemos e refletíssemos a
respeito dessa grave e delicada questão, antes de formular frases que poderiam
vir a condenar, tanto aqueles que a aprovaram, quanto as mães que decidirem por
adotá-la. Para começar, poderíamos nos perguntar: “O que poderíamos fazer para
que leis como essas não sejam aprovadas pela nossa legislação?”.
Penso que, como espíritas e, portanto, relativamente
conhecedores das leis que regem o Universo, entre elas, a da reencarnação e da
imortalidade da alma, deveríamos nos empenhar mais em desenvolver mecanismos
voltados à divulgação em massa da doutrina, objetivando a cessação do que possa
vir a significar prejuízo à evolução humana. Mesmo que parcialmente. Imagino
que, em se entendendo que um dos fatores que possa ter colaborado para a
aprovação destas leis seja o desconhecimento das referidas leis universais sob
a ótica espírita, especialmente, a da lei da reencarnação, é de se constatar
que está havendo falhas ou importantes lacunas a serem preenchidas por parte
dos espíritas, no que tange à divulgação e à propagação do Espiritismo. Faz-se
mister a necessidade de repensarmos este item! Buscando ideias e aplicando
medidas para que os ensinamentos advindos da Espiritualidade Maior se propaguem
com maior intensidade em todos os níveis socioculturais, particularmente nas
classes vistas como as menos favorecidas em todos os aspectos socioeconômicos.
O Espiritismo vem nos brindando com verdades que nos convidam a criar o diálogo
espírita-cristão entre as pessoas comuns ao nosso relacionamento, visando
compartilhar esses esclarecimentos com aqueles nem sempre espíritas, nem sempre
frequentadores de reuniões ou centros espíritas. Nem sempre participantes de
congressos espíritas, nem sempre simpáticos à literatura espírita ou à
doutrina. Uma vez o Espiritismo incorporado nas massas, fatos chocantes como
esta liberação do aborto, gerando decisões infelizes por parte daquelas
mulheres que optarem por fazê-lo, serão banidos, se não na totalidade, ao
menos, diminuídos, até que cessem por completo.
Não pretendemos, com tais colocações, solicitar aos amigos
que saiam às ruas à procura de adeptos, carregando os livros da codificação e
os pregando em praças públicas. Não!... Refiro-me a se criar o saudável e
necessário hábito de se “conversar” sobre os ensinamentos obtidos na sagrada
doutrina, a partir da nossa manicure, nosso jardineiro, nosso pedreiro, nosso
zelador, nossa secretária doméstica, nosso vizinho, e com todos aqueles com
quem, direta ou indiretamente, nos relacionarmos. Para tanto, busquemos nas
nossas lembranças a quantidade de vezes que “jogamos conversa fora”,
literalmente falando! Gastando nosso tempo com conversas vazias, para não dizer
vãs ou fúteis, e as comparemos com a quantidade de vezes que trocamos
informações com o propósito de propagar os ensinamentos espíritas cristãos
dignificando a nossa crença e, perguntemo-nos: “Quantas oportunidades perdemos
nessa existência de falarmos sobre o aborto; sobre o suicídio; sobre a
eutanásia; sobre os vícios; e suas consequências à luz do Espiritismo?
“Conversas” que poderiam ser descerradas com fabulosos argumentos contidos na
codificação? A resposta a esta questão pertence ao questionador! Mas o
resultado pode ser pesado. Se mais vezes gastamos nosso tempo edificando, menos
colaboramos para a ignorância do mundo. Se mais vezes gastamos nosso tempo com
conversas vãs, mais colaboramos para tais ignorâncias.
Em se considerando as gestantes portadoras de fetos
diagnosticados com a anencefalia, que há poucos dias atrás se viam impedidas de
praticar o aborto, caso o preferissem pelo fato de ser este uma ação ilegal, é
fácil concluir que, agora, munidas desse direito, optem por fazê-lo.
Isso se deve ao fato de, embora as pessoas tragam gravadas em
suas consciências as leis divinas, ainda as conservam em estado muito latente.
Habituadas a guiar-se pela superficialidade dos fatos, sem buscarem se aprofundar
nas questões do Espírito, não têm nelas desenvolvida a capacidade de ver além
da matéria. Situando-se, então, em condições mentais de baixo teor evolutivo,
quanto aos seus Espíritos, tendem a equivocar-se em relação aos valores reais
que regem a vida. Assim sendo, não cogitaram em autorizar leis degradantes como
essas. Tampouco cogitaram aqueles que seguem a mesma linha de pensamento,
dentre eles, as mulheres que vierem a optar pelo aborto.
É possível que, para estes, o ato de praticar o aborto e/ou
aprová-lo apenas signifique abreviar ou prevenir-se de padecer, ou de se fazer
padecer sofrimentos maiores pelos quais, talvez, já estejam padecendo. Não
julgam estar praticando um ato criminoso. Prendem-se ao “aqui e agora” por lhes
faltar o conhecimento espírita-cristão. Não nos cabe julgá-los! Ou condená-los.
Antes, socorrê-los!
Entretanto, se alguma dificuldade houver em se fazê-lo, pela
dor íntima que essa questão possa nos causar, ainda assim, busquemos o concurso
divino nas palavras amigas do evangelho de Jesus. Nele estarão contidos as
lições e os exemplos de perdão, benevolência, misericórdia. Sentimentos que a
doutrina tem auxiliado a florescer no nosso íntimo, e que estamos sendo
chamados a exercê-los!
Façamos um esforço para tentar compreender esses juízes. E
logo perceberemos que, certamente, os mesmos devem ter passado por dilemas
tortuosos e pressões desgastantes que os levaram a optar pela aprovação desta
lei. Observemos o cuidado com que registraram o fato, deixando a decisão final
desta prática para as mães em questão, demonstrando, com esta atitude, a
consciência a lhes cobrar o contrário. É possível que tenham considerado,
somente, a dolorosa situação emocional das mulheres sem considerar aquilo que
eles acreditam ser apenas um “pedaço de carne”. Mulheres/mães que estão sendo
dilapidadas pela dor de se verem prestes a perder seus filhos, seja no ventre,
através do aborto, seja logo após o seu nascimento, e, por isso mesmo, são
dignas de compaixão.
Vale narrar aqui, para melhor avaliar essa dor, uma
declaração feita por um cidadão ao ser entrevistado pelo repórter de uma
emissora da TV: “Numa gestação saudável, os pais preparam o quarto e o enxoval
dos filhinhos esperados. Numa gestação apresentando tais anomalias, prepara-se
o velório desses filhinhos...”.
Mediante este comovente e preocupante comentário que, por si
só inspira conivência com tal lei, observamos também, literalmente, a urgente
necessidade da divulgação da doutrina em massa, devendo esta ir além dos
Centros Espíritas, além das literaturas, além da internet, meios estes quase
que direcionados aos próprios espíritas e aos seus simpatizantes. A Doutrina
precisa ser compartilhada com a população comum, a partir das pessoas de nossa
convivência, tais como as citadas acima.
O dito popular “a voz do povo é a voz de Deus” nunca antes
foi tão necessário de ser trabalhado pelos espíritas como nos dias atuais. A
aprovação da recente lei, como a aprovação daquela outra relacionada ao
estupro, sinaliza “falhas e lacunas a serem preenchidas na divulgação do
Espiritismo junto à população como um todo”.
Sejamos humildes em reconhecer essas falhas! Sejamos mais
independentes das “regras e normas” estabelecidas por alguns no sentido de que
se venha difundir os ensinamentos espíritas exagerando na “filtragem” das
informações recebidas pelos Espíritos e receando a discriminação e/ou o
preconceito que o espírita ainda sofre por parte de alguns desinformados do
Espiritismo.
Levantemos a VOZ DO ESPIRITISMO com os recursos que já nos
foram oferecidos e com aquilo que já possamos oferecer, confiantes de que
estamos sendo chamados ao trabalho por já termos condições de executá-lo. E
executá-lo bem, pois a espiritualidade não nos convocaria, caso não
estivéssemos prontos!
Desse modo, se não pudermos reverter essa situação,
poderemos, quem sabe?, atenuá-la de maneira significativa, a ponto de não
torná-la mais grave em se prevendo que, a partir dessas leis que aprovaram o
aborto por estupro e a mais recente, nos casos de anencefalia, venham também a
estendê-las para a da gravidez indesejada.
Que vejamos esta decisão do STF como um alerta para que
trabalhemos mais e mais na proposta de levar os conhecimentos espíritas à
grande massa, sem temer os obstáculos, buscando na Espiritualidade maior o
suporte necessário para continuarmos adiante e para o Alto!
Fonte: Inspirado
no ESE – cap. 11, item 14, e no livro “À luz da oração”, pág. 146, Editora O
CLARIM – 3a edição/1980.
segunda-feira, abril 02, 2012
CONSTATAÇÂO
João Baptista da Costa / PAISAGEM
Óleo sobre tela
Não entreguei meu dever de casa. Passou-se o mês de março e não apareci com minha contribuição. Logo eu, que tanto recebi neste período precioso. Sim, meus amigos, fui agraciada com a recuperação de minha visão (vista esquerda), como resposta a um transplante de córnea realizado em dezembro último. Não canso de agradecer ao meu doador por me ter proporcionado esse extraordinário benefício, pedindo aos irmãos benfeitores que o guiem em sua trajetória espiritual.
A conscientização dessa realidade me leva a avaliar o trabalho espiritual em equipe que esses casos assistenciais mobilizam e me faz considerar a importância da participação de cada um de nós, aqui, na vida física, nas diversas atividades de atendimento aos irmãos que precisam de amparo. Há muita gente corajosa dando de si pelos que precisam reerguer-se, mas a demanda é infinitamente superior.
A vida moderna exige muito de cada um e não é fácil encontrar formas de elastecer o tempo para comportar tantas atividades. Mas somos ou não somos providos de imaginação e, quem sabe, uma atividade lúdica, por exemplo, venha a se converter numa forma de doação se for compartilhada? Uma horinha de leitura dirigida a grupos onde sempre há os que têm ouvidos de ouvir? Umas costurinhas, na paz de casa, que se convertam em enxovais de recém-nascidos carentes? Umas aulinhas explicativas de matérias não absorvidas por colegiais com menos facilidade de apreensão? São tantas as sugestões dependendo das habilidades de cada um!
Acho que temos que pensar com bastante interesse e seriedade nessas coisas que podemos realizar pelo próximo, levando em consideração que estaremos nos ajudando a nós próprios em nossa estruturação íntima, condição básica para crescermos espiritualmente.
Fico por aqui desejando a todos uma Páscoa amena, feliz, com muitos coelhinhos espalhando deliciosos chocolates pelos quatro cantos da casa de todos vocês.
Aproveito a chance para enviar a quem interessar um material complementar ligado ao estudo de ‘Nosso Lar', dirigido pela Dra. Marlene Nobre.
ASSUNTOS MÉDICOS EM NOSSO LAR
CONFRONTO ENTRE FÉ E RAZÃO:
Questão filosófica das mais antigas, Fé e Razão, Sentimento e Intelecto, têm travado duros embates, sobretudo nas mentes afeitas às pesquisas e aos estudos científicos. André Luiz, como acontece com boa parte dos médicos encarnados, reverencia tão somente as conquistas da razão, do intelecto. Não acredita em Deus. Segundo confessou, ficara por demais entretido com as coisas do mundo material: “A filosofia do imediatismo absorvera-me.” “Não adestrei órgãos para a vida eterna.”
O sofrimento no mundo espiritual, porém, abrira-lhe o entendimento para uma poder Superior: “Em momento algum o problema religioso surgiu tão profundo aos meus olhos.” Reconheceu que “alguma coisa permanece acima de qualquer cogitação meramente intelectual. Esse algo é a fé...”
Finalmente, quando a dor, vivenciada nas regiões sombrias do Umbral, tornou-se insuportável, sentiu falta de conforto místico. Deixou de lado o amor-próprio. Deveria existir um Autor da Vida. E, ali, colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais... Reconheceu, então, o valor da oração.
Ah! É preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir da esperança.
Após a prece ao Autor da Vida, que lhe nascera da mais profunda reverência, foi socorrido por Clarêncio, guia espiritual, e internado na região hospitalar da colônia Nosso Lar.
Foi assim que o médico e pesquisador, após o duro aprendizado auferido no sofrimento, tornou-se profundamente religioso.
PERISPÍRITO OU CORPO ESPIRITUAL:
Nesse primeiro livro, André Luiz dá-nos notícias relevantes sobre esse envoltório sutil do espírito. Relata-nos que, no Umbral, vestindo esse envoltório, teve suas necessidades fisiológicas normais, sentiu fome e sede.
O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo. Henrique Luna, o médico que o atendeu no hospital, fez um levantamento completo das faltas cometidas e dos atos irresponsáveis, que ocasionaram as suas desarmonias orgânicas. Constatou que todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas aparentemente sem importância.
Concluiu que a oclusão intestinal que o levara ao óbito derivara de elementos cancerosos e esses, por sua vez, de algumas leviandades cometidas por ele, no campo da sífilis, quando jovem. Essas infecções poderiam não ter tido características tão graves, se o seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, não captasse vibrações destruidoras naqueles que o ouviam.
Temos, aí, o destaque da cólera como manancial de forças negativas, ocasionando a morte prematura. Há também a informação de que a infecção pode estar na origem do câncer que o cometeu. Examinando o seu perispírito, Henrique de Luna constatou que André foi suicida inconsciente. Esse tipo de suicídio é cometido por alguém que não tem intenção direta de se matar, mas encurta a existência, através de ações que não são espiritualmente saudáveis. Esse suicídio é mais comum do que podemos imaginar. Dos 80 pacientes internados em uma só enfermaria de Nosso Lar, 57 eram suicidas indiretos.
CORPO CAUSAL:
Esse é um dos componentes do perispírito ou corpo espiritual, descrito por Lísias. Somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores.
No corpo causal permanecem todas as ações negativas que temos de refazer, por isso ele é de suma importância nos estudos medico-espíritas.
Aprendemos também que há princípios de gravitação para o espírito como se dá com os corpos materiais. Estamos sujeitos, portanto, à gravidade nas outras dimensões. Os Benfeitores nos mostram que há elementos espirituais no cérebro que lhe presidem o senso diretivo.
MALES PERSISTIRÃO NO CORPO SUTIL:
Logo após o tratamento hospitalar, Lísias informou ao amigo: Meu irmão (...) sentir-se-á forte como nos tempos mais belos da juventude terrena, trabalhará muito e, creio, será um dos melhores colaboradores de Nosso Lar; entretanto, a causa dos seus males persistirá em si mesmo, até que se desfaça dos germes de perversão da saúde divina, que agregou ao seu corpo sutil pelo descuido moral e pelo desejo de gozar mais que os outros.
E enfatizou que a cura completa só poderá ser obtida em nova existência terrena.
POSIÇÃO DO DOENTE PERANTE A DOENÇA:
No início do tratamento hospitalar, André cometeu o erro comum aos doentes da Terra. Ressaltou a sua infelicidade, partindo para o velho vício, as queixas.
Como tem sido pesada a minha cruz!...A dor me aniquilou todas as forças...
Raras pessoas terão padecido tanto quanto eu. Enfim, somente destacou: lágrimas, cárcere, desventura...
Recebeu, então, ensinamentos que não mais esqueceu. Clarêncio afirmou que não tinha tempo para voltar a zonas estéreis de lamentação. E aconselhou:
Aprenda a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor.
Crie pensamentos novos, discipline os lábios. Convença-se de que é um esforço necessário e não uma imposição esmagadora. Quanto mais considerações dolorosas, mais duros os laços que o prenderão a lembranças mesquinhas.
ASSISTÊNCIA À SAÚDE NO MUNDO ESPIRITUAL:
Em Nosso Lar, Lísias é enfermeiro e tem a função de Visitador dos serviços de saúde, Henrique de Luna é médico e atua nas Câmaras de Retificação, ao passo que Narcisa, Tobias e Salústio são enfermeiros e exercem funções nessas mesmas Câmaras. André Luiz fora médico e pesquisador na Crosta Terrestre, mas não conseguira nem mesmo a função de enfermeiro no além. Clarêncio explicou-lhe que ele fora excelente fisiologista, mas nunca soubera o preço de um livro, não tivera as dificuldades do médico pobre, na mocidade cometera numerosos abusos, circunscrevera-se às sensações do corpo físico, por isso agora não poderia atuar como médico. Compreendendo a sua situação e a necessidade de serviço, André pediu: “Qualquer trabalho útil que me interessa” Foi-lhe concedida, então, a tarefa de atendente.
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
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