domingo, abril 24, 2011

No domingo de Páscoa




Nosso Lar
          
Estou chegando de fora, mas não quis deixar de me unir a vocês, pelo menos, nestas últimas horas do domingo de Páscoa. E, se não deu para deixar um post com lucubrações pertinentes ao significado da data em si,  que possamos fazer juntos uma oração pela humanidade que se debate em lutas, incertezas e desamor. Não esqueçamos, porém, as recomendações de André Luiz em qualquer ocasião de prece. Ele nos ensina que em Deus encontramos nossa resistência,  nosso estímulo, nossa determinação para que valorizemos a hora que passa, fazendo o melhor, mas que, acima de tudo, é importantíssimo  nesses instantes de transporte a Deus, que não busquemos simplesmente os favores do Alto. Não a oração de quem pede. Mas a oração de quem oferece serviço. Copiemos Francisco de Assis que, como ninguém, entendia de oração e digamos como ele:

Senhor,
faze de mim um instrumento de tua paz!
onde houver ódio que eu leve o amor,
onde houver ofensa, que eu leva o perdão,
onde houver discórdia, que eu leve a união,
onde houver dúvidas que eu leve a fé,
onde houver erros, que eu leve a verdade,
onde houver desespero, que eu leve a esperança
onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
onde houver trevas que eu leve a luz!

Mestre,

faze com que eu procure menos
ser consolado que consolar,
ser compreendido que compreender,
ser amado do que amar...

Pois
é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado,
é morrendo que  se vive para a vida eterna!

Paz para todos.


Aproveito o ensejo da comunicação e envio mais 3 capítulos do estudo que estamos fazendo do Nosso Lar baseados no trabalho de Dra. Marlene Nobre :


Capítulo 22 – O bônus-hora
1 – Bônus-hora não é moeda, mas aquisição feita através de trabalho.
2 – Todos cooperam para o celeiro comum: alimentação e vestuário.
3 - Somente o trabalho confere bens e intercessões.
4 – O trabalho é mal compreendido na crosta.
5 – a questão da herança no plano espiritual.

Capítulo 23 – Saber Ouvir
1 – O mundo espiritual pode captar as ondas de rádio da Terra.
1 – Na TCI dá-se o inverso: rádios terrenos captam notícias do além.
3 – O conhecimento exige preparo contra o apego excessivo.
4 – Somente o amor espiritual permite o intercâmbio sadio.
5 – Órgãos competentes devem decidir quanto à conveniência.

Capítulo 24 – O impressionante apelo
1 – Tevê e rádio são meios comuns de comunicação no além.
2 – Comunicação por meio do pensamento só em regiões de mentes puras.
3 – Organizações espirituais beneméritas têm detalhes do que ocorre e estão sempre prontas a amparar as comunidades humanas.
4 – As guerras são conseqüências do demando das nações no campo do orgulho, da vaidade e do egoísmo.


terça-feira, março 29, 2011

Flores da Saudade




Amigos, estava ansiosa por outro contato para dar continuidade ao programa de estudo que estamos fazendo sob a orientação da Dra. Marlene Nobre, mas antes quero conversar um pouco sobre leituras breves que cabem num pequeno intervalo entre uma tarefa e outra. Estou lendo “Quem tem medo da Morte?” de Richard Simonetti e estou  impressionada com a leveza com que ele explica assuntos de abordagem difícil,  em linguagem clara,  de modo positivo, accessível a todas as idades.
Vejam este capítulo aqui, copiei pra vocês como exemplo.  Nessa linguagem amena, ele explica temas como Dificuldades do Retorno, A Melhora da Morte, a Morte de Crianças, Velório Ideal, Cremação, Transplantes, temas dessa ordem, tudo com muito tato e muito conhecimento da matéria que apresenta. Assim, deixo com vocês


FLORES DA SAUDADE

           Se pretendemos cultuar a memória de familiares queridos, transferidos para o Além, elejamos o local ideal: nossa casa.
          Usemos muitas flores para enfeitar a Vida, no aconchego do lar, nunca para exaltar a morte, na frieza do cemitério.
          Eles preferirão, invariavelmente, receber nossa mensagem de carinho, pelo correio da saudade, sem selagem fúnebre.
          É bom sentir saudade. Significa que há amor em nossos corações, o sentimento supremo que empresta significado e objetivo à existência.
          Quando amamos de verdade, com aquele afeto puro e despojado, que tem nas mães o exemplo maior, sentimo-nos fortes e resolutos, dispostos a enfrentar o Mundo.
          E  talvez Deus tenha inventado a ilusão da morte para que superemos a tendência milenar de aprisionar o amor em círculos fechados de egoísmo familiar, ensinando-nos a cultivá-lo em plenitude, no esforço da frternidade, do trabalho em favor do semelhante, que nos conduz às realizações mais nobres.
          Não permitamos, assim, que a saudade se converta em motivo de angústia e opressão. Usemos os filtros da confiança e da fé, dulcificando-a com a compreensão de que as ligações afetivas não se encerram na sepultura. O Amor, essência da Vida, estende-se, indestrutível, às moradas do infinito, ponte sublime que sustenta, indelével, a comunhão entre a Terra e o Céu.
          Há, pois, dois motivos para não cultivarmos a tristeza:
          Sentimos saudade - não estamos mortos...
          Nossos amados não estão mortos -  sentem saudade...
E se formos capazes de orar, contritos e serenos, nesses momentos de evocação, orvalhando as flores da saudade com a bênção da esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo suavemente nossos corações com cariciosos perfumes de alegria e paz.


Quanto ao estudo de Nosso Lar, temos pra hoje:


Capítulo 19 – A Jovem desencarnada
1 – Pessoa doente não deve fazer parte da mesa de refeições.
2 – A maioria dos desencarnados passa pelo Umbral na fase de torpor.
3 – No além, familiares acolhem parentes desencarnados em seus lares.
4 – As religiões não preparam as pessoas para a morte.
5 – Despreparo para lidar com os laços afetivos.

Capítulo 20 – Noções de lar
1 – Habitantes do Nosso Lar alçam a plano mais alto ou reencarnam.
2 – Lar terrestre está em construção; evoluirá com o desaparecimento do egoísmo.
3 – Lar: linha vertical e horizontal em ângulo de 90 graus.
4 – Analisar as causas de desencontros.
5 – E as de encontros: mais camaradagem e gosto de conversar.
6 – Atribuições da mulher em Nosso Lar: 48 horas semanais de trabalho.
7 – Importância da função maternal.

Capítulo 21 – Continuando a palestra
1 – Bônus-hora: dinheiro que tem por base horas de trabalho.
2 – Cada família pode adquirir uma casa, cujo valor é de 30 mil bônus-hora.
3 – Patrimônio comum e particular na organização da cidade.
4 – Dona Laura não passou pelo Umbral, Tereza ficará algumas horas e Heloisa demorou 15 dias.
5 – O trabalho livra de muitas tentações; sacrifícios suportados elevam a alma.
6 – Recordar o passado exige equilíbrio.
7 – A ação técnica e leituras de arquivo levam a recordações do passado.

Que saibamos aproveitar as boas sugestões que nos chegam e possamos realizar, através delas, a nossa renovação íntima.

(As imagens foram fornecidas pela internet)

quarta-feira, março 02, 2011

Vídeo de Bastidores 1 - Nosso Lar

Imaginei este outro presente para vocês e não pensei duas vezes.Tomem como parte do post TRAÇOS CRISTÃOS. Estava a concluí-lo quando tive a ideia, mas o dedinho sôfrego já havia clicado  Publicar.
Empolguem-se, Abraços.

TRAÇOS CRISTÃOS

Rosas em dois tons


Um presentinho pra vocês. Olhem que bonito e verdadeiro:

TRAÇOS CRISTÃOS

O cristão deve ser:
No grupo, um ponto de apoio;
Em família, um amparo constante;
No lar uma bênção;
No trabalho a cooperação eficiente;
Na profissão a garantia de idoneidade;
No serviço, um padrão de amor ao próximo;
No dever, a pontualidade;
No problema, um agente de solução;
Na dificuldade, a base do auxílio;
Na crise, o socorro;
No tumulto, a seriedade;
No verbo, a palavra de rumo;
Nas letras, o guia do bem;

Em qualquer experiência da vida, será sempre alguém com Jesus na construção do Reino de Deus.
( Pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Tende Bom Ânimo, Médiuns: Francisco Cândido Xavier - Carlos A. Baccelli - Autores Diversos.)


Dei esta passadinha aqui para dar continuidade ao estudo de Nosso Lar segundo a orientação da Dra. Marlene Nobre:

Capítulo 16 – Confidências
1 – Quanto mais evoluída a esfera, mais trabalho para os habitantes. Não há estado de contemplação beatífica.
2 – Desencarnados não deveriam ficar nos lares terrenos.
3 – As situações de hipocrisia ou mentirosas não se sustentam no além. ESE – cap. 22
4 – Religião deve ser fonte transformadora de mentes e corações para a vivência do amor divino.
5 – Os espíritos superiores, mesmo quando enganados ou feridos, perdoam e auxiliam sempre.

Capítulo 17 – Em casa de Lísias
1 - Entre uma encarnação e outra o tempo deve ser bem aproveitado.
2 – Semelhança da vida em família nos dois planos, com ênfase para a união por afinidade no plano espiritual.
3 – Escritores destrutivos e de má-fé são retidos no Umbral.
4 – Anotar o uso disseminado da televisão (1939) na colônia, enquanto na Terra não passava de círculo de experimentação.

Capítulo 18 – Amor, alimento das almas
1 – Alimentação no mundo espiritual.
2 - Amor, alimento das almas.
3 – Sexo: expressão isolada do potencial infinito do amor.
4 – Almas gêmeas, almas irmãs, almas afins: amparo mútuo no caminho da evolução.

 Bons momentos de leitura e reflexão, minha gente.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

DEVEDORES E CREDORES



De um lindo jardim


          Trago hoje um colaborador que me é muito caro. Irmão de sangue, irmão de fé. Todos  já o conhecem, já ganhou até foto acompanhando o texto uma das vezes que o trouxe aqui. Ele fala manso, é um cara legal. Vamos ver o que tem hoje para nosso processo de evangelização.



DEVEDORES E CREDORES
                                                        

                                                                                                     Felinto Elízio Duarte Campelo


    “Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
                              Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, 
                          como eu também tive misericórdia de ti?                                                                                
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.”

                                   Mateus, 18: 32 a 35



  Recalcitrantes no erro, somos devedores inadimplentes que, amiúde, recorremos ao Senhor para comutação das nossas penas.
O Pai, bom e misericordioso, perdoa-nos dando-nos oportunidades novas para remissão  de pecados, por maiores que eles sejam.
Ocorre, entretanto, que nem sempre agimos com a mesma tolerância e brandura, tal como fomos beneficiados,  quando irmãos desventurosos não correspondem às nossas expectativas.
Qual o mau servo da parábola “O Credor Incompassivo”, de devedores penitentes  que humildemente pedem clemência, transformamo-nos em credores intransigentes, desapiedados.


São de clareza meridiana as palavras de Jesus quando afirmou: ”Porque em verdade vos digo que, até que a terra e o céu passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” . A Lei, por conseguinte, é irrefutável, cumprir-se-á integralmente. Seremos, indubitavelmente, aferidos com a mesma medida  que  aplicarmos  aos  outros,  teremos um julgamento idêntico ao juízo  com que apreciarmos  as falhas dos nossos semelhantes. Em consequência, receberemos conforme nossos atos e pensamentos.
Não nos é fácil, dada a imperfeição  de caráter, exercermos  de imediato o perdão amplo e irrestrito como convém ao cristão, no entanto,  é  imprescindível aprendermos  a desculpar já e exercitarmos  a vigilância e a oração como escudo para não nos deixarmos enredar nas malhas  do ressentimento, do rancor, da insensibilidade.
Vale atentarmos para os dois últimos parágrafos do item 16 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo:

  Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes:  anátema! tereis, quiçá, faltas mais graves.
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita” .


Lembrete: Há ainda  muito sofrimento, muita carência entre os atingidos pelas chuvas na região serrana do Rio e em vários pontos de outros estados. Nossas orações diárias são veículo poderoso de ajuda a esses nossos irmãos vitimados. Não nos esqueçamos deles.


Hoje, como previsto, retomamos o estudo de Nosso Lar, pelo programa traçado por Dra. Marlene Nobre:





Capítulo 13 – No gabinete do ministro
1 – Há uma grande distância entre a Medicina praticada na Terra e a de “Nosso Lar”. Na colônia, ela começa no coração e exterioriza-se em amor.
2 – Aproveitamento maior das entrevistas feitas de dois em dois.
3 – Bônus-hora: o “dinheiro” de Nosso Lar.
4 – O serviço e a cooperação são leis de Deus.
5 – Planta simpatia quem trabalha e serve.
6 – Todo merecimento vem do trabalho feito com dedicação e humildade.


 Capítulo 14 – Elucidações de Clarêncio
1 – Responderemos por todos os talentos recebidos, entre outros, cursos, universidade, facilidade financeira, clientela privilegiada.
2 – Significado dos títulos na Terra e no mundo espiritual.
3 – O médico deve sondar as profundezas da alma; fugir da vaidade do mundo acadêmico; sobrepujar os interesses inferiores e os preconceitos comuns.
4 – O bem, mesmo praticado sem convicção, permanece sempre em nosso caminho.
5 – Aprendizado verdadeiro: humildade em reconhecer o erro e solicitar qualquer serviço.

Capítulo 15 – A vista materna
1 – Mudança para dentro: humildade de André Luiz na aceitação das admoestações de Clarêncio.
2 – Delícias dos reencontros no mundo espiritual.
3 – A evolução espiritual entreabre nova visão dos laços familiares.
4 – Inutilidade de queixas e lamentações.  - idéia recorrente
5 – Bases para a verdadeira educação da alma.
6 – Nada supera o amor.



Bom estudo, com aproveitamento máximo e boa capacidade de reflexão.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

DESENCARNAÇOES COLETIVAS

NAUFRÁGIO / Antonio Henrique Alvim Amaral
(Pastel oleoso sobre papel)

DESENCARNAÇÕES  COLETIVAS


       Tenho que me desculpar: fiquei distante na ocasião em que devia estar aqui neste transe de tanto sofrimento, de tanta dor. Um abalo dessa ordem é traumático, mas tenho certeza de que todos fizeram o possível para minorar o sofrimento da população atingida, como sei que muitas preces foram elevadas ao Senhor pra que as vítimas fatais tivessem socorro espiritual neste episódio de morte coletiva.

       Esse tipo de flagelos destruidores e consequentes desencarnes em massa consta nas questões de 737 a 741 do ‘Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

       Cabe, então, transcrever aqui algumas oportunas passagens do livro Chico Xavier Pede Licença – Um Aparte do Além nos Diálogos da Terra.
     Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?” (Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 28 de fevereiro de 1972, em Uberaba, Minas Gerais).
Resposta:
        “Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.
          Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
          É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.
* * *
        Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
          Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
          Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.
          Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.
* * *
          Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.
* * *
          Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.
          Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.
Emmanuel 
AS LEIS DA CONSCIÊNCIA
        A resposta de Emmanuel vem do plano espiritual e acentua o aspecto terreno da autopunição dos encarnados, em virtude de um fator psicológico: o das leis da consciência. Obedecendo a essas leis, as vítimas de mortes coletivas aparecem como as mais severas julgadoras de si mesmas. São almas que se punem a si próprias em virtude de haverem crescido em amor e trazerem consigo a justiça imanente. Se no passado erraram, agora surgem como heroínas do amor no sacrifício reparador.
          As leis da Justiça Divina estão escritas na consciência humana. Caim matou Abel por inveja e a sua própria consciência o acusou do crime. Ele não teve a coragem heróica de pedir a reparação equivalente, mas Deus o marcou e puniu. Faltava-lhe crescer em amor para punir-se a si mesmo. O símbolo bíblico nos revela a mecânica da autopunição cumprindo-se compulsoriamente. Mas, nas almas evoluídas, a compulsão é substituída pela compaixão. 
           Para a boa compreensão desse problema precisamos de uma visão clara do processo evolutivo do homem. Como selvagem, ele ainda se sujeita mais aos instintos do que à consciência. Porisso não é inteiramente responsável pelos atos. Como civilizado, ele se investe do livre-arbítrio que o torna responsável. Mas o amor ainda não o ilumina com a devida intensidade. As civilizações antigas (como o demonstra a própria Bíblia) são cenários de apavorantes crimes coletivos, porque o homem amava mais a si mesmo do que aos semelhantes e a Deus. Nas civilizações modernas, tocadas pela luz do Cristianismo, os processos de autopunição se intensificam.
          O suicídio de Judas é o exemplo da autopunição determinada por uma consciência evoluída. O que ocorreu com Judas em vida, ocorre com as almas desencarnadas que enfrentam os erros do passado na vida espiritual. Para encontrar o alívio da consciência elas sentem a necessidade (determinada pela compaixão) de passar pelo sacrifício que impuseram aos outros. Mas o que é esse sacrifício passageiro, diante da eternidade do espírito? A misericórdia divina se manifesta na reabilitação da alma após o sacrifício para que possa atingir a felicidade suprema na qualidade de herdeira de Deus e co-herdeira de Cristo, segundo a expressão do apóstolo Paulo.
          Encarando a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas. Os que assim perecem estão sofrendo a autopunição de que suas próprias consciências sentiram necessidade na vida espiritual. A diferença entre esses casos e o de Judas é que essas vítimas não são suicidas, mas criaturas submetidas à lei de ação e reação.
          Judas apressou o efeito da lei ao invés de enfrentar o remorso na vida terrena. Tornou-se um suicida e aumentou assim a sua própria culpa, rebelando-se contra a Justiça Divina e tentando escapar a ela.
 Irmão Saulo (J. Herculano Pires)
  Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos, J. Herculano Pires
                                                                 GEEM – Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora

Para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo. Aos poucos e sempre.
Projeto Saber e Mudar
Estudar e conhecer.
Agir e transformar.

Obs.:     Reencetaremos o estudo de NOSSO LAR a partir do próximo post



quinta-feira, dezembro 30, 2010

Despedida de 2010 Advento de 2011


Colagem de fotos de jardins

DESPEDIDA DE 2010 / ADVENTO DE 2011


       Muitas pessoas já leram  ou ouviram referências ao poema de Carlos Dummond de Andrade, intitulado Receita de Ano Novo , do qual vou reproduzir a parte final:

"Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

      Também de Carlos Drummond é este outro poema:

CORTAR O TEMPO

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente.


       E agora? Entramos nessa? Vai ser diferente?
       O alvitre anterior não parece melhor? Vamos tentar, conscientes?
       Cá dentro de nós, o Ano Novo pode parar de cochilar… e de esperar…


     Não se trata de texto vinculado a tema religioso, mas sentiram o espírito da coisa?
     Que é que o autor espera dos que aguardam o advento de um outro ano?
     Uma reforma estrutural em seu modo de pensar, esforço no sentido de crescimento como ser humano, capacidade de viver em sociedade reconhecendo os direitos do ‘outro’, posicionamento que não está distante daquilo que nos dita o Evangelho.

      Então, gente, proposta aceita! Posso falar por nós todos? Vamos renovar esforços em busca do crescimento pessoal e o tecido social, aos poucos, vai adquirir qualidade, vai definir cores, luz e atmosfera próprias de lugar onde atua uma sociedade que conhece o valor da tolerância, do respeito ao ‘outro’, da fraternidade e da paz.


FELIZ ANO NOVO !   FELIZ 2011!