sexta-feira, outubro 29, 2010

LIBERDADE / LIBERTAÇÂO Continuação do estudo de Nosso Lar proposto por Dra. Marlene Nobre

ANJO    SERGIO PRATA


LIBERDADE / LIBERTAÇÃO  e
CONTINUAÇÃO DO ESTUDO PROPOSTO PARA O NOSSO LAR.

Pensando bem, uma volta ao tema liberdade bem que seria interessante enquanto  realizamos o estudo do livro Nosso Lar, pelo planejamento da Dra. Marlene Nobre.
O tema agora viria com uma implicação bem oportuna - libertação. E já que no primeiro caso foi um texto de Leda Flaborea que nos instruiu, vamos manter a fonte para essa digressão.

LIBERDADE! LIBERTAÇÂO!


O conceito de liberdade faz supor que ela seja algo fora e acima de nós, ideia mais ou menos presente na consciência coletiva do homem quando, desejoso de voar, construiu asas de cera. É Ícaro representando essa humanidade. Essa mesma ideia encontramos também nos desejos de velocidade, de mergulho em profundezas oceânicas ou, simplesmente, na vontade de sentir o vento batendo no corpo. A sensação, em todos os casos, é física. Algo exterior a nós que desejamos conquistar. 
Podemos pensar, ainda, lembrando Joanna de Ângelis5, que outras ambições humanas associam-se a esse conceito, quais sejam: ver-se livre do jugo, da opressão de qualquer natureza, dos muitos impositivos que esmagam os sentimentos, do cerceamento à livre movimentação, da necessidade de segurança e apoio... 
Todavia, liberdade é mais um estado consciencial do que sensorial, caracterizando a individualidade do Ser, na sua maneira de ser, agir, expressar-se diante dos outros, estabelecendo, assim, as relações com Deus e com o próximo. 
Na questão 833, de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se há no homem alguma coisa que escapa a todo constrangimento e pela qual ele desfruta de uma liberdade absoluta. E os Espíritos respondem que “é no pensamento que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque não conhece entraves. Pode-se deter-lhe o voo, mas não aniquilá-lo”. Estabelece-se, assim, no nosso entender, que somente o próprio homem, através do seu pensamento, determina se é ou não livre e que não depende de sistema político, social, econômico ou religioso a “sensação” de liberdade. Sob esse ponto de vista, enquanto o homem estiver preso a interesses materiais, amarrado às imperfeições morais que lhe balizam as reencarnações, ele não se sentirá liberto. Ele próprio se fixa, cada vez mais, à matéria e à consequente escravidão que se impôs, através do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da ambição etc. São as amarras psicológicas que o mantêm escravo de si mesmo. 
É no cerne dessas viciações e imperfeições que se encontram homens e mulheres, grupos e nações lutando para escravizarem outros homens, outras mulheres, grupos e nações, esquecidos de que o movimento da libertação chega, pois renascem Espíritos lúcidos que apontam os caminhos para ela. E o maior deles foi, é e será sempre Jesus. 
Daí a importância da autolibertação. Autolibertar-se não significa fazer tudo quanto achar necessário e conveniente à conservação e ao desenvolvimento de sua vida, pois que essa liberdade não é absoluta. O homem vive em sociedade e tem o dever de respeitar esse mesmo direito em cada um, conforme lembra Kardec. 
A evolução do homem, através do desenvolvimento intelectual e moral, propicia os recursos necessários para que ele conquiste essa liberdade. Mas, atenção, pois quanto maior for o conhecimento, maior será a liberdade e, consequentemente, maior deverá ser a nossa vigilância em relação às nossas escolhas. Se o pensamento é livre, então o homem é responsável por ele perante Deus. Isto é fato, pois não ignoramos que pensamento é energia que se plasma, e o homem é responsável pela emissão e absorção dessa energia, podendo trazer desajustes para si e para os outros. A escolha é sempre nossa e os resultados dela advindos também. 
A questão 843, na obra supracitada, confirma nossa colocação. Pergunta Kardec: “O homem tem livre arbítrio dos seus atos?” Os Espíritos Superiores respondem: “Visto que ele tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem livre-arbítrio o homem seria uma máquina”.    
Martins Peralva, no seu livro “O Pensamento de Emmanuel”¹, lembra que o Espiritismo assegura que: 1- pelo uso do livre-arbítrio, a alma fixa seu destino, prepara suas alegrias e dores; 2- o destino é resultante das vidas sucessivas, de nossas próprias ações e livres resoluções; 3- a liberdade e a responsabilidade são correlatas no Ser e aumentam com sua elevação; 4- fatalidade (determinismo) e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada planetária. 
O autor explica essa colocação na página 201, lembrando que, antes de reencarnar, o Espírito escolhe a família, o meio social e as provas (moral e/ou física) por que tenha de passar, usando seu livre-arbítrio, tendo em vista situações pretéritas vividas. Segundo a maneira como se comporta diante disso, o Espírito cria um “quadro de resgates” para o futuro: é o determinismo relativo. Esse quadro pode sofrer alterações, não essenciais, em função da Misericórdia Divina e dos próprios méritos do Espírito. Portanto, o livre-arbítrio é relativo – relativo à posição ocupada pelo homem na escala de valores espirituais. 
Léon Denis, reportando-se ao livre-arbítrio, declara: “O primeiro uso que o homem fizesse da liberdade absoluta seria para afastar de si as causas de sofrimento e para assegurar, desde logo, uma vida de felicidade”. Esse conceito exalta a Sabedoria Divina ao graduar o livre-arbítrio, por cujo uso o homem pode fugir das provas ou superá-las. Conclui-se, portanto, com o Espiritismo: 1- O homem não é absolutamente livre, nem determinado por fatores biológicos ou sociais - como produto do meio; 2 - O homem subordina-se ao livre-arbítrio relativo e ao determinismo relativo. Enquanto a escolha está no campo das ideias, o homem é livre; mas, uma vez feita a escolha, ele se subordina à Lei de Ação e Reação. 
Recorda Joanna de Ângelis que “a libertação física do jugo hediondo de dominadores humanos é mais fácil do que aquela que se refere aos vícios e às dependências morais danosas, porquanto, o escravo pode, perfeitamente, realizar-se no mundo interno, pensando, construindo sentimentos, mesmo que dependente do senhorio...” porque “ao Espírito está destinada a glória solar. Alcançá-la é a meta oferecida pelas reencarnações, por cujas experiências burila os sentimentos, ilumina os conhecimentos, supera os limites. (...) Libertar-se das amarras internas, a fim de que o solo do coração reverdeça, ensejando flores e frutos de misericórdia e amor, tornando-se seara de luz, constitui a razão de uma existência lúcida e operosa”. 
A responsabilidade, no entanto, não é igual para todos e, em consonância com a justiça divina, temos: “Ao que mais recebeu, mais será exigido”. Isso vale dizer que o homem com menor evolução espiritual não saberá escolher com segurança entre o bem e o mal. 
Em conclusão: O homem é um Espírito imortal criado por Deus para ser feliz. Se não o é, é porque não age em harmonia com as leis divinas e traz para si a dor e o sofrimento. “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes, e não vos dobreis novamente ao jugo de escravidão”, lembra-nos o amado Apóstolo dos Gentios. 4

LEDA FLABOREA
ledaflaborea@uol.com.br

Referências: 
1 – PERALVA, Martins – O Pensamento de Emmanuel – [psicografado por] F.C.Xavier- FEB- Rio de Janeiro/RJ – 4ª ed., Cap. 32, pg.200 e 201.
2 - EMMANUEL (Espírito) – Palavras de Vida Eterna – [psicografado por] F.C.Xavier – CEC – Uberaba/MG – 17ª ed., 1995 – Lição 27.
3 - _____________________ Fonte Viva – [psicografado por] F. C. Xavier – FEB – Rio de Janeiro/RJ – 31ª ed., 2005 – Lição 47.
4 – PAULO. Gálatas, 5:1.
5 – JOANNA DE ÂNGELIS (Espírito) – O Amor como solução – [psicografado por] Divaldo P. Franco – LEAL – Salvador/BA, 2006 – Cap. 7. pp.51-57. 


Belo texto de Leda, que vai ficar, por ora, sem comentário pela necessidade de deixar aqui os pontos indicados por Dra. Marlene para o estudo dos capítulos 4, 5 e 6 de Nosso Lar. 
O sistema de comentário fica à disposição dos leitores para se expressarem a respeito do texto apresentado ou para tirarem dúvidas sobre os tópicos do estudo proposto.

Capítulo 4 – O Médico Espiritual

1 – Todas as nossas ações boas ou más repercutem em nosso perispírito e, portanto, em nosso corpo físico.
2 – Através do exame do perispírito, tem-se a história armazenada de nossas ações pregressas.
3 – Esforçar-se para introduzir a bondade no trato com as pessoas.
4 – Controlar a agressividade. Dominar a cólera.
5 – Diante do erro cometido, não se deixar vencer pela ansiedade, mas trabalhar em favor da autolibertação.

Capítulo 5 – Recebendo Assistência

1 – Pontos a considerar na saúde:
a) valor do corpo físico.
b) importância da moral e da conduta do paciente.
c) alto índice de suicídio indireto.
d) cura como conquista peculiar de cada Espírito.
e) importância da reencarnação para a depuração do perispírito.
2 – Fundamental: o trabalho nos dois planos da vida.
3 – Erro básico: entrarmos para uma religião, mas a religião não entrar em nossos corações.

Capítulo 6 – Precioso aviso

1- Queixas e lamentações denotam enfermidade mental.
2 – Evitar revolta diante dos problemas e dores.
3 – Necessidade de produzir pensamentos novos para fugir da lamentação.
4 – significado da dor: possibilidade de enriquecer a alma.
5 – Aceitar o trabalho mais áspero como bênção.
6 – Combater o egoísmo em família.

Até mais.

domingo, outubro 10, 2010

Voltando a NOSSO LAR

Locação de uma cena do filme Nosso Lar


VOLTANDO A NOSSO LAR

        Voltamos hoje a Nosso Lar, o livro e o filme, ambos fonte segura de ensinamentos relativos à vida depois da morte, seus princípios,  seus caminhos, a razão de ser da vida do espírito na erraticidade.
       Lendo o que se tem escrito e comentado a respeito desta psicografia de Chico Xavier, pelo espírito de André Luiz, chegamos a um estudo realizado por Dra. Marlene Nobre, com a colaboração de Walther Graciano Junior, publicados na Folha Espírita. De tal relevância é o conteúdo da obra em apreço que a Dra. Marlene sugere um estudo por capítulo, com pontos de destaque relativos a cada um dos 50 capítulos que compõem o livro.
       Antes, conheçamo-la melhor. Ela é Dra. Marlene Rossi Severino Nobre, viúva de José de Freitas Nobre (jornalista, advogado, político, fundador do jornal Folha Espírita), médica ginecologista, professora da USP, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil  e Internacional (AME), diretora responsável da  Folha Espírita e autora de vários livros, a saber:
O Clamor da Vida, O Dom da Mediunidade, Nossa Vida no Além, entre outros.

       No jornal O Clarim, podemos ler uma entrevista  (encabeçada por notas biográficas  da médica) em que Dra. Marlene fala de seu trabalho na seara espírita. É uma bela ocasião de conhecermos o vigor e a integridade produtiva desta incansável mulher.

        Apresentaremos, agora, o plano da Dra Marlene,aos poucos, digamos, de 3 em 3 capítulos para que  possamos refletir sobre os pontos sugeridos, procurar leituras elucidatórias em torno dos assuntos abordados ou pedir ajuda a pessoas mais esclarecidas.
        
      Vamos às suas sugestões:

        Capítulo 1 – Nas Zonas Inferiores

1 – Há zonas inferiores no mundo espiritual, constituídas de matéria ainda desconhecida, mas semelhante àquela que conhecemos no plano material.

2 – Há seres monstruosos nessas regiões, mas há também espíritos em graus variados de imperfeição.

3 – Após a morte física, o espírito apresenta-se com o seu corpo espiritual ou perispírito, que tem órgãos, como o corpo físico, mas é constituído de matéria em outro estado vibratório.

4 – O egoísmo chumba o espírito às regiões inferiores.

5 – O grande apelo deste capítulo é ao desenvolvimento do amor puro.


       Capítulo 2 – Clarêncio

1 – Aprofundar-se na razão pela qual os espíritos perversos acusavam André Luiz de suicida. Entre eles, há os de grande inteligência, mas sem bondade, que penetram a aura dos semelhantes e conseguem ver se houve ou não suicídio indireto, quer dizer, se o perispírito sofreu desgaste exagerado com o conseqüente encurtamento da existência terrena.

 2 – Observar as descrições das necessidades fisiológicas do perispírito ou corpo espiritual. Emmanuel dá mais detalhes no livro Roteiro, psicografia de Chico Xavier: “... o perispírito é, ainda, corpo organizado que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste além do sepulcro, demorando-se na regeis que lhe é própria, de conformidade com seu peso específico...” Sobre o assunto, procure estudar também os livros da Codificação e os especializados.

3 – Prestar atenção nas manadas de seres animalescos. São espíritos que perderam a forma perispiritual humana, conhecidos como casos de licantropia ou zoantropia, comuns nas zonas umbralinas.

4 – Lembrar sempre: Deus é a Sublime Consciência do Universo. O amor puro é o caminho mais fácil para chegar até Ele.


       Capítulo 3 – A Oração Coletiva

1 – Meditar sobre a matéria desconhecida de que é constituído Nosso Lar e que entra na confecção de vestimentas, imóveis e toda arquitetura ambiente.

2 – Observar tipos de plantas e flores

3 – Destacar o sofrimento como instrumento de evolução.

4 – Enfatizar a importância da oração de louvor a Deus.

    
      Ficam aqui os três primeiros capítulos. Quem quiser se habilitar a  começar o estudo e precisar da indicação de livros auxiliares, pode solicitar ajuda usando o sistema de comentários do Onde Estamos, assim como os e-mails:



Observação: Como o link relativo ao URL Nossa Vida no Além não está respondendo, deixo-o aqui para vocês acessarem. Trata-se de um artigo muito rico em informações sobre o referido livro.

quarta-feira, agosto 25, 2010

FALANDO DE LIBERDADE

De Carlos Araujo



FALANDO DE LIBERDADE




Liberdade é palavra mágica.Tem um conteúdo de sedução muito amplo e muito forte. Há que se definir quando se quer falar de liberdade - liberdade de pensamento, liberdade de ação, liberdade de expressão, liberdade religiosa, liberdade política, liberdade de ensino, livre arbítrio.

Opto, neste momento, por um tipo de liberdade muito especial – Liberdade segundo Jesus – tema cuidadosamente pesquisado  em cima de obras consagradas e conduzido pelo trato elaborado e eficiente de minha amiga  Leda Flaborea que vem, de vez em quando, deixar aqui sua sempre oportuna colaboração.

LIBERDADE SEGUNDO JESUS


“Estais, pois, firmes na liberdade com que o Cristo nos libertou e não vos submetais de novo ao jugo da escravidão.” - Paulo *

Importante meditarmos vez por outra – o ideal seria estarmos sempre atentos – na liberdade que Jesus nos trouxe, libertando-nos das algemas da ignorância.
Por conta do falso entendimento que temos do verdadeiro significado dessa liberdade, companheiros incautos de jornada terrena colocam o Cristo como rebelde diante das leis vigentes em sua época. Muito pelo contrário, Ele, efetivamente, deu continuidade na lei, quando trouxe o abrandamento no lugar do endurecimento dos homens ao tempo de Moisés.
Na epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo fala em liberdade e que a liberdade que Jesus trouxe é a do entendimento das diretrizes estabelecidas por Deus, para a evolução do homem.
O Mestre foi claro: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” das algemas que ainda prendem o homem à materialidade, às ilusões fantasiosas, que geram angústias, medos, solidão, doenças ditas do homem moderno, mas que são de todas as épocas. Assim, quanto mais o homem mergulha na insensatez, no desequilíbrio, na insanidade, mais se angustia e sente medo, mais se isola – embora cercado de tantos – e se destrói.
O conhecimento da verdade – convite de Jesus – envolve a aquisição da liberdade que temos de fazer ou não fazer, de dizer ou não dizer, continuar lutando ou permanecendo na inércia, maldizer ou abençoar, compreender ou ser intolerante, responsabilizando-nos por cada escolha feita em pensamento, palavra ou ato. Essa a liberdade com Jesus que livra o homem das garras da ignorância, segundo o pensamento de Paulo.
Apesar de ainda não termos uma noção muito clara dessa conquista – e talvez por isso mesmo -, quase sempre caímos na armadilha de pensar que liberdade significa fazer o que se quer, na hora que se deseja, desrespeitando direitos alheios, referindo-nos, tão-somente, a situações comezinhas, do dia-a-dia, dentro do nosso lar, nos locais de trabalho, nas filas, no trânsito, por exemplo. Liberdade fantasiosa, transitória, que está sempre nos amarrando às nossas escolhas descabidas e insanas.
Esse conceito deturpado – expressão do sentimento egoico – tem o foco centralizado em caprichos incontroláveis, bem diferente da ideia de liberdade de quem, cumprindo seus deveres, encontra paz e alegria, sensações bem distantes das angústias, medos e solidão, que assombram o chamado homem moderno, características desses dias que correm.
Buscar a liberdade em Jesus é vivenciar seus ensinamentos. Não é apenas tê-lo ao nosso lado – dizemos muito que caminhamos com Ele – mas, sim, dentro de nós. É compreender o que significam as palavras de que “estaria conosco até o final dos séculos” até que aprendêssemos. Paciência e amor de um Mestre que deseja que seus aprendizes evoluam, que caminhem sozinhos, dando continuidade à tarefa que O trouxe ao planeta.
Somos milhões de seres que vivem sem perceberem, efetivamente, o que acontece ao redor de si. A natureza que o diga...! Experimento um pouco aqui, outro tanto acolá, buscando prazeres fortuitos, realizações passageiras, ilusórias, presos às algemas da indiferença, da intolerância nos mais diferentes setores da vida, da preguiça, sem nada realizarmos de verdadeiramente útil para nós e para a comunidade na qual estamos inseridos. Precisamos, sempre, que alguém ou algo nos desperte para a necessidade dessa busca real, perene.
Mas, apesar de toda essa dificuldade, se já temos algum conhecimento, podemos auxiliar esses irmãos, seja alertando-os, seja reerguendo-os, porque, antes de mais nada, estaremos vivenciando a liberdade com Jesus, colocando em prática o nosso direito de fazer ou não fazer, de dizer sim ou não, com responsabilidade e conscientes de que a cada um será dado segundo as obras que houver realizado. Como não basta passar receita de virtude e serviço – atitude comum em nós –, é importante que preparemos, com os recursos que possamos dispor, o entendimento do companheiro. Que tal começarmos pelo próprio exemplo?

Fonte de consulta:
* Gálatas, 5:1.
Emmanuel (Espírito). Palavras de Vida Eterna, [psicografia de] F.C. Xavier, 20ª ed., Comunhão Espírita Cristã Editora – UBERABA/MG – 1995 – Lição 24.

LEDA MARIA FLABOREA
ledaflaborea@uol.com.br
São Paulo, SP (Brasil)


Voltarei logo para o post de setembro


segunda-feira, agosto 16, 2010

NOSSO LAR - o filme







 
Cena do filme Nosso Lar
 
 
Uma notícia muito especial, meus amigos. O filme Nosso Lar, baseado no livro homônimo, pelo espírito de André Luiz, psicografia de Chico Xavier, dirigido por Wagner Assis e produzido pela Fox, está para ser lançado no começo de setembro. É um acontecimento auspicioso, a comunidade espírita em todo o país aguarda ansiosa esta produção que contou com uma direção de arte grandiosa e efeitos especiais extraordinários.
Tudo foi cuidado com muito zelo, por profissionais de grande apelo, como o fotógrafo suiço, residente nos Estados Unidos – Ueli Steigi - e, na área musical, o compositor Philip Glads, entre os maiores do cinema atual, responsável pela trilha completa. Trilha que foi executada pela Orquestra Sinfônica Brasileira para gravação em estúdio e posterior utilização na edição musical do filme.

Mesmo contando com essa avançada tecnologia, o diretor Wagner diz que é a história o grande atrativo de “Nosso Lar” que descreve em detalhes a vida em uma colônia espiritual, através de relatos do espírito do médico André Luiz.

A responsável pela tarefa de criar visualmente a história contada no livro de Chico Xavier foi Lia Renha, diretora de arte do filme.

Para o apelo tornar-se maior, irresistível mesmo, envio o vídeo com o trailer oficial de “Nosso Lar”.

Vamos, gente, vamos logo no dia da estréia, 3 de setembro? Vamos prestigiar de novo o Chico? Nossos atores e atrizes? Os excelentes profissionais estrangeiros que simpatizaram com a nossa história?

Vamos, chamem os amigos, os parentes, os colegas de trabalho que aceitem nossas idéias.
Leiam as notícias no link que deixei aqui. São notícias detalhadas da concepção, da produção, da finalização dos trabalhos realizados em todas as áreas, fotos e slides de várias tomadas.
E vejam o trailer do filme num vídeo do You Tube, aqui, logo abaixo. Boa sorte a todos.


ELIZETH CORONA - Filme NOSSO LAR - LANÇAMENTO 03\09\2010

sexta-feira, junho 25, 2010

Conversa informal

Paisagem de Sergio Millet Óleo sobre tela

Conversemos aleatoriamente hoje, um jeito de mudar um pouco a fisionomia de nosso encontro, agora, mensal, dado o tempo curto para atender a tantos assuntos. Podemos comentar sobre notícias de movimentos ligados ao Espiritismo, eventos que se realizam no momento, livros e vídeos que surgem on-line para leitura /escuta gratuita, algumas outras fontes de informações a pesquisar. Vejamos:

Com muita expectativa, acompanhamos a lenta, mas efetiva, penetração do pensamento espírita nos meios universitários, principalmente, no terreno da medicina. Avaliações, pesquisas, procedimentos já apontam para esse novo horizonte e isto é bastante auspicioso. Dilata-se o campo de pesquisas científicas e disto resultará certamente novo filão de descobertas que propiciarão cura efetiva para muitas doenças.

Eventos espíritas acontecem em hospitais, como é o caso do Hospital do Câncer, em Santo Cristo, que realiza hoje, às 15 horas – a 3ª Exposição da Cultura Espírita: O Cristo Consolador.

Com respeito a livros espíritas, é grande a lista de exemplares publicados on-line, (muitos no formato PDF), da qual indicarei alguns hoje, prometendo completar a relação nos próximos posts. É só clicar e ler, simples assim. A saber:

- Ação e Reação, de André Luiz (PDF)

- Espírito e Vida, de Divaldo Pereira Franco (Joana de Angelis)

- Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda

-\Não pise na Bola, de RIchard Siminetti

- Nosso Lar, de André Luiz

- Passes e Irradiações, de Edgard Armond

- Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares

- Renovando Atitudes, de Hammed

- Ave Cristo, de Emmanuel

- Além da Morte, de Divaldo Pereira Franco

Um site interessante é www.chicoxavier.com.

Além dos livros, é bom saber que podemos contar com uma produção de vídeos muito competente, trazendo à luz temas instrutivos da Doutrina, assim como temas sociais polêmicos, discutidos com seriedade e muita responsabilidade dentro da ótica espírita. E já há muita gente trabalhando neste veículo de informação. O You Tube, por exemplo, oferece preciosa colaboração: vídeos educativos, vídeos de palestras, de músiica, de entrevistas. Podemos baixá-los à vontade como podemos contar com outros sites. Fiquem com estes:

http://www.luzdoespiritismo.com/Nova_pasta2/espiritismo_copy(9).htm

http://videosespiritas.com/programas.html

E há, infelizmente, as notícias desgastantes como as das chuvas recentes que flagelaram muitas cidades do interior de Alagoas e Pernambuco, deixando em estado de desespero seus habitantes, com o duro golpe do desabrigo repentino e a exposição a sérios perigos de saúde. Que cada espírita se mobilize, dentro de suas possiblidades físicas ou financeiras para tentar minorar o sofrimento desses nossos irmãos. Qualquer viés de ajuda, por mínimo que seja, somado a outros, já constitui algo significativo para aqueles aos quais só restou assombro.

Um serviço de despoluição da água está sendo anunciado e será um auxiliar inestimável nessa conjuntura – a Lifesaver – uma tecnologia já aplicada no Haiti que permite a purificação de qualquer tipo de água.

Por hoje, é só. Sugiro apenas que encerremos nosso encontro com uma prece pelos aflitos e desamparados.

“Senhor, que tenhamos a paciência necessária diante dos reveses que surgem de inesperado.

Toda dificuldade é preciosa lição que nos cabe assimilar.

Não nos deixes perder a serenidade com que devemos receber os golpes da existência.

Faze-nos sempre um pouco mais pacientes diante daqueles que convivem conosco e nos põem as emoções à prova...

Que os toleremos como Tu mesmo nos toleras, em nossa invigilância e insensatez.

Estando, por vezes, tão perto de triunfar, que não nos precipitemos, colocando tudo a perder.

Contém-nos, Senhor, em nossos impulsos infelizes, impedindo que venhamos a agir de maneira inconseqüente.

Que a paciência seja o nosso exercício espiritual de auto-superação cotidiana.

Contigo, a tudo haveremos de suportar!”

Que assim seja.

segunda-feira, maio 03, 2010

O DÌZIMO E A CASA ESPÍRITA



Venho hoje com um tema da autoria de Leda Flaborea, já conhecida dos leitores deste blog pela maturidade e diligência com que trata os assuntos que expõe.

Quero antes me posicionar em relação à importância do tema abordado, afirmando que é necessário e oportuno esse tipo de explicação detalhada acerca de certos aspectos da prática religiosa, de atitudes que devem ser tomadas, no dia a dia, nos núcleos de trabalho.

Assim sendo, vamos seguir o raciocínio de Leda sobre

O DÍZIMO E A CASA ESPÍRITA

O dízimo já era praticado antes da vinda de Jesus. Encontra-se muito claro no Antigo Testamento e significava a décima parte consagrada a Deus. A Lei requeria que a décima parte do grão, do vinho, do azeite produzido a cada ano, assim como os primogênitos dos rebanhos e das manadas, e de tudo mais que se produzisse, fosse entregue aos levitas e sacerdotes, com o objetivo de manterem os templos em funcionamento. Podemos constatar essa prática no Pentateuco : terceiro livro (Levítico, 27:30-32.), no quinto livro (Deuteronômio, 14:22.), e ainda em Neemias, 10:32. , nos livros históricos.

O interessante, ao abordarmos essa questão, é percebermos que Jesus não o condenou, mas foi além ao dizer: “ Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais o mais importante da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas sem omitir aquelas.” (Mateus, 23:23.)

O que podemos aferir dessa advertência de Jesus é que Ele, em momento algum, criticou ou proibiu a ajuda monetária à manutenção dos templos, mas, cobrava, sim, o cumprimento da Lei de Amor, convidando todos ao exercício da beneficência, da indulgência e do perdão. Vivendo em um mundo material, não ignorava as necessidades básicas para a sobrevivência do que quer que fosse material – templo ou corpo físico.

E, se isso era verdadeiro na época de Jesus, muito mais o é hoje. Assim, se transportarmos tudo isso para a Casa Espírita, independentemente de sua dimensão ou complexidade de funcionamento, perceberemos, sem qualquer sombra de dúvida, que os recursos financeiros são fundamentais para que ela mantenha suas portas abertas.

Cada Casa Espírita possui uma dinâmica de trabalho e sabe do que necessita para atender às suas necessidades. Por essa razão, cabe a cada um de nós que frequentamos o grupo, contribuir espontaneamente, no limite de nossas posses (financeiramente ou em tempo disponível) – o óbolo da viúva é o mais claro exemplo – para a manutenção desses pronto-socorros em funcionamento, voltados para o atendimento aos necessitados do corpo e da alma.

Todavia, é de suma importância não confundirmos atividades destinadas à manutenção física da instituição com a cobrança pela assistência espiritual, envolvendo o passe magnético, as reuniões mediúnicas de desobsessão ou a venda de água magnetizada, por exemplo. Qualquer atividade de assistência espiritual que envolva o concurso dos Espíritos deve ser totalmente gratuita, lembrando a assertiva de Jesus aos discípulos: “Curai os enfermos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebeste”. (Mateus, 10:8.)

Mas, também, é preciso lembrar que a venda de quadros, elaborados nas reuniões de pintura mediúnica, e a de livros psicografados são sempre revertidas – independentemente dos custos materiais que eles envolvem para suas elaborações – para as obras de assistência social que a instituição desenvolve. É difícil imaginar uma casa espírita sem seu braço social, porque contraria um dos pilares da Doutrina Espírita: Fora da caridade não há salvação. Ambas as formas de assistência devem seguir paralelas em atendimento à saúde integral do homem: pão para o corpo, pão para o Espírito.

Com a afirmação que faz e com o preceito que estabelece, o Mestre determina que não se deve cobrar por aquilo por que nada se pagou. O dom de curar, de afastar os Espíritos ainda não evangelizados, de levar alívio aos que sofrem, tudo isso foi dado de graça por Deus. Como colocar preço no sorriso que recebe o assistido na casa de Jesus? A entrevista que orienta e alivia, a palestra que consola, esclarece e reconforta, o passe que acalma, minimiza e cura a dor, como cobrar por isso? Não se pode, porque não se pode colocar preço no que emana do coração. Mas, diferentemente do dízimo obrigatório, o espírita não deve se furtar a colaborar materialmente com a Casa que o acolhe e lhe proporciona as oportunidades de trabalho para a sua elevação espiritual, doando um pouco do muito que recebe todos os dias - em atendimento ao convite de Jesus – e ajudar, pois toda colaboração é muito bem vinda se vier em nome do Mestre de todos nós.

Leda Flaborea

ledaflaborea@uol.com.br

Leda escreve para muitos jornais, revistas e sites, a saber: Revista Internacional de Espiritismo - Matão/SP; Jornal Espírita e O Semeador , ambas publicadas pela FEESP; para o Jornal Espírita de Três Lagoas-Três Lagoas/MS; para o Jornal Espírita de Portugal, publicado pela Federação Espírita Portuguesa; para O Consolador; e para o Letra Espírita.