sexta-feira, junho 25, 2010

Conversa informal

Paisagem de Sergio Millet Óleo sobre tela

Conversemos aleatoriamente hoje, um jeito de mudar um pouco a fisionomia de nosso encontro, agora, mensal, dado o tempo curto para atender a tantos assuntos. Podemos comentar sobre notícias de movimentos ligados ao Espiritismo, eventos que se realizam no momento, livros e vídeos que surgem on-line para leitura /escuta gratuita, algumas outras fontes de informações a pesquisar. Vejamos:

Com muita expectativa, acompanhamos a lenta, mas efetiva, penetração do pensamento espírita nos meios universitários, principalmente, no terreno da medicina. Avaliações, pesquisas, procedimentos já apontam para esse novo horizonte e isto é bastante auspicioso. Dilata-se o campo de pesquisas científicas e disto resultará certamente novo filão de descobertas que propiciarão cura efetiva para muitas doenças.

Eventos espíritas acontecem em hospitais, como é o caso do Hospital do Câncer, em Santo Cristo, que realiza hoje, às 15 horas – a 3ª Exposição da Cultura Espírita: O Cristo Consolador.

Com respeito a livros espíritas, é grande a lista de exemplares publicados on-line, (muitos no formato PDF), da qual indicarei alguns hoje, prometendo completar a relação nos próximos posts. É só clicar e ler, simples assim. A saber:

- Ação e Reação, de André Luiz (PDF)

- Espírito e Vida, de Divaldo Pereira Franco (Joana de Angelis)

- Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda

-\Não pise na Bola, de RIchard Siminetti

- Nosso Lar, de André Luiz

- Passes e Irradiações, de Edgard Armond

- Histórias que Jesus contou, de Clóvis Tavares

- Renovando Atitudes, de Hammed

- Ave Cristo, de Emmanuel

- Além da Morte, de Divaldo Pereira Franco

Um site interessante é www.chicoxavier.com.

Além dos livros, é bom saber que podemos contar com uma produção de vídeos muito competente, trazendo à luz temas instrutivos da Doutrina, assim como temas sociais polêmicos, discutidos com seriedade e muita responsabilidade dentro da ótica espírita. E já há muita gente trabalhando neste veículo de informação. O You Tube, por exemplo, oferece preciosa colaboração: vídeos educativos, vídeos de palestras, de músiica, de entrevistas. Podemos baixá-los à vontade como podemos contar com outros sites. Fiquem com estes:

http://www.luzdoespiritismo.com/Nova_pasta2/espiritismo_copy(9).htm

http://videosespiritas.com/programas.html

E há, infelizmente, as notícias desgastantes como as das chuvas recentes que flagelaram muitas cidades do interior de Alagoas e Pernambuco, deixando em estado de desespero seus habitantes, com o duro golpe do desabrigo repentino e a exposição a sérios perigos de saúde. Que cada espírita se mobilize, dentro de suas possiblidades físicas ou financeiras para tentar minorar o sofrimento desses nossos irmãos. Qualquer viés de ajuda, por mínimo que seja, somado a outros, já constitui algo significativo para aqueles aos quais só restou assombro.

Um serviço de despoluição da água está sendo anunciado e será um auxiliar inestimável nessa conjuntura – a Lifesaver – uma tecnologia já aplicada no Haiti que permite a purificação de qualquer tipo de água.

Por hoje, é só. Sugiro apenas que encerremos nosso encontro com uma prece pelos aflitos e desamparados.

“Senhor, que tenhamos a paciência necessária diante dos reveses que surgem de inesperado.

Toda dificuldade é preciosa lição que nos cabe assimilar.

Não nos deixes perder a serenidade com que devemos receber os golpes da existência.

Faze-nos sempre um pouco mais pacientes diante daqueles que convivem conosco e nos põem as emoções à prova...

Que os toleremos como Tu mesmo nos toleras, em nossa invigilância e insensatez.

Estando, por vezes, tão perto de triunfar, que não nos precipitemos, colocando tudo a perder.

Contém-nos, Senhor, em nossos impulsos infelizes, impedindo que venhamos a agir de maneira inconseqüente.

Que a paciência seja o nosso exercício espiritual de auto-superação cotidiana.

Contigo, a tudo haveremos de suportar!”

Que assim seja.

segunda-feira, maio 03, 2010

O DÌZIMO E A CASA ESPÍRITA



Venho hoje com um tema da autoria de Leda Flaborea, já conhecida dos leitores deste blog pela maturidade e diligência com que trata os assuntos que expõe.

Quero antes me posicionar em relação à importância do tema abordado, afirmando que é necessário e oportuno esse tipo de explicação detalhada acerca de certos aspectos da prática religiosa, de atitudes que devem ser tomadas, no dia a dia, nos núcleos de trabalho.

Assim sendo, vamos seguir o raciocínio de Leda sobre

O DÍZIMO E A CASA ESPÍRITA

O dízimo já era praticado antes da vinda de Jesus. Encontra-se muito claro no Antigo Testamento e significava a décima parte consagrada a Deus. A Lei requeria que a décima parte do grão, do vinho, do azeite produzido a cada ano, assim como os primogênitos dos rebanhos e das manadas, e de tudo mais que se produzisse, fosse entregue aos levitas e sacerdotes, com o objetivo de manterem os templos em funcionamento. Podemos constatar essa prática no Pentateuco : terceiro livro (Levítico, 27:30-32.), no quinto livro (Deuteronômio, 14:22.), e ainda em Neemias, 10:32. , nos livros históricos.

O interessante, ao abordarmos essa questão, é percebermos que Jesus não o condenou, mas foi além ao dizer: “ Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais o mais importante da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas sem omitir aquelas.” (Mateus, 23:23.)

O que podemos aferir dessa advertência de Jesus é que Ele, em momento algum, criticou ou proibiu a ajuda monetária à manutenção dos templos, mas, cobrava, sim, o cumprimento da Lei de Amor, convidando todos ao exercício da beneficência, da indulgência e do perdão. Vivendo em um mundo material, não ignorava as necessidades básicas para a sobrevivência do que quer que fosse material – templo ou corpo físico.

E, se isso era verdadeiro na época de Jesus, muito mais o é hoje. Assim, se transportarmos tudo isso para a Casa Espírita, independentemente de sua dimensão ou complexidade de funcionamento, perceberemos, sem qualquer sombra de dúvida, que os recursos financeiros são fundamentais para que ela mantenha suas portas abertas.

Cada Casa Espírita possui uma dinâmica de trabalho e sabe do que necessita para atender às suas necessidades. Por essa razão, cabe a cada um de nós que frequentamos o grupo, contribuir espontaneamente, no limite de nossas posses (financeiramente ou em tempo disponível) – o óbolo da viúva é o mais claro exemplo – para a manutenção desses pronto-socorros em funcionamento, voltados para o atendimento aos necessitados do corpo e da alma.

Todavia, é de suma importância não confundirmos atividades destinadas à manutenção física da instituição com a cobrança pela assistência espiritual, envolvendo o passe magnético, as reuniões mediúnicas de desobsessão ou a venda de água magnetizada, por exemplo. Qualquer atividade de assistência espiritual que envolva o concurso dos Espíritos deve ser totalmente gratuita, lembrando a assertiva de Jesus aos discípulos: “Curai os enfermos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebeste”. (Mateus, 10:8.)

Mas, também, é preciso lembrar que a venda de quadros, elaborados nas reuniões de pintura mediúnica, e a de livros psicografados são sempre revertidas – independentemente dos custos materiais que eles envolvem para suas elaborações – para as obras de assistência social que a instituição desenvolve. É difícil imaginar uma casa espírita sem seu braço social, porque contraria um dos pilares da Doutrina Espírita: Fora da caridade não há salvação. Ambas as formas de assistência devem seguir paralelas em atendimento à saúde integral do homem: pão para o corpo, pão para o Espírito.

Com a afirmação que faz e com o preceito que estabelece, o Mestre determina que não se deve cobrar por aquilo por que nada se pagou. O dom de curar, de afastar os Espíritos ainda não evangelizados, de levar alívio aos que sofrem, tudo isso foi dado de graça por Deus. Como colocar preço no sorriso que recebe o assistido na casa de Jesus? A entrevista que orienta e alivia, a palestra que consola, esclarece e reconforta, o passe que acalma, minimiza e cura a dor, como cobrar por isso? Não se pode, porque não se pode colocar preço no que emana do coração. Mas, diferentemente do dízimo obrigatório, o espírita não deve se furtar a colaborar materialmente com a Casa que o acolhe e lhe proporciona as oportunidades de trabalho para a sua elevação espiritual, doando um pouco do muito que recebe todos os dias - em atendimento ao convite de Jesus – e ajudar, pois toda colaboração é muito bem vinda se vier em nome do Mestre de todos nós.

Leda Flaborea

ledaflaborea@uol.com.br

Leda escreve para muitos jornais, revistas e sites, a saber: Revista Internacional de Espiritismo - Matão/SP; Jornal Espírita e O Semeador , ambas publicadas pela FEESP; para o Jornal Espírita de Três Lagoas-Três Lagoas/MS; para o Jornal Espírita de Portugal, publicado pela Federação Espírita Portuguesa; para O Consolador; e para o Letra Espírita.

sábado, abril 03, 2010

Páscoa




Tarsila Amaral

COMEMORAÇÃO DA PÁSCOA


Páscoa, mais uma vez. Mais uma vez, volto a considerar aquele artigo que postei aqui, às vésperas da Páscoa, no ano passado: Páscoa - Comemorar ou Não? ( Fonte: O Observador).

Sinto a necessidade e o dever de repetir alguns daqueles parágrafos que tão bem mostram a posição do espirita em relação ao significado da Páscoa.

“Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa.... como fazem as demais filosofias cristãs.Todavia, o sentimento de religiosidade... é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou coletiva, acerca da Páscoa não é proibida nem desaconselhada. O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo.”

Como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos ou liturgias, tenta ir ao significado da Páscoa, contemplando outros valores.

“Antes,... faz-se necessário buscar no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento. A Páscoa... não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural. Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à ‘festa dos ázimos’, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas”.

“É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno. Mas há outros elementos ‘evangélicos’ que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao ‘martírio’, ao sofrimento de Jesus e os últimos, à ressurreição e ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no pós-mortem”, o que é negado pela ciência.

“As igrejas cristãs insistem na hipótese de o Cristo ter subido aos céus em ‘corpo e alma’ e fará o mesmo em relação a todos os eleitos no chamado ‘juízo final’. A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a competência ou a qualificação de todos os Espíritos. Com tantas oportunidades quanto sejam necessárias, no nascer de novo, é possível a todos progredirem.”

“A páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos ‘nossos’ pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para ‘nos salvar’, dos nossos próprios erros ou dos erros cometidos pelos nossos ancestrais, em especial, os ‘bíblicos’ Adão e Eva, no Paraíso.”

“Esta tradição judaico-cristã da ‘culpa’ é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós, espíritas, devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande e última lição de Jesus que vence as iniquidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica para asseverar que ‘permaneceria eternamente conosco’, na direção bussolar de nossos passos doravante.

“...que possamos encarar a Páscoa como o momento de transformação, a verdadeira evocação de Liberdade ,...” a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria vida de Jesus, de amor ao próximo e valorização da própria vida.”

Com a exposição desses trechos explicativos, acho que ficou bem clara a nossa posição. Referendar a Páscoa é comemorar a vida, é entender que ela não cessa com a morte do corpo fásico, é ter certeza de que ela continua na espiritualidade, e que, por reencarnações sucessivas, o espírito vai-se depurando até alcançar a angelitude e aproximar-se da esfera divina.

Amemos a Deus sobre todas as coisas, amemos o próximo com a nós mesmos e estaremos em consonância com os ensinamentos de Jesus em sua passagem pela Terra e afinados definitivamente com o espírito da Páscoa.

Que nossa Páscoa seja florida e nos encha de esperanças .

quinta-feira, março 04, 2010

Surpresa!


SURPRESA!


Aí está ela, a minha amiga, a nossa poeta de proa, a já conhecida de vocês

- Lêda Yara - posando no verde de Arapiraca.

Vejam que soneto lindo, verdadeiro!


CANÇÃO DO ENCONTRO

Lêda Mello


Na orquestra da vida és o contraponto.

Onde a razão dá pauta à sinfonia

E o coração enfeita a harmonia,

Na doce e alegre canção do encontro.


Que na tua mesa, felizes convivas

Não sintam riscos, sigam sem temor

De se irmanarem pelo teu amor,

Fonte de paz, um rio de águas vivas.


Permite ao coração ser ponte e vida,

Traço de união, regaço e guarida,

Recanto de luz, onde o amor germina.


Canta ao encontro um hino de louvor,

Faz de ti oferta, plena de amor,

Doce lembrança que nunca termina.

Arapiraca (AL) – Brasil


Com a clarividência que lhe é peculiar, minha amiga me explica amorosamente:

“Às vezes machuca um pouquinho, mas é só um pouquinho mesmo porque sei que os encontros não acontecem por acaso.Todos nós, ao retornarmos ao planeta, trazemos mensagens que são passadas, de uns para os outros, através dos encontros.”


Lêda Yara, nós todos aqui, do Onde Estamos, gostamos muito desta sua contribuição.

Fique com Deus.


Agora, para terminar, um conselho desta amiga de vocês:

O hábito da reflexão, sobretudo em relação a textos que nos passam lições de vida, é uma prática saudável e indispensável. Momentos em que analisamos nosso eu profundo e tomamos posições.

Humildemente, depois da graça e leveza dos versos da amiga, arrisco a registrar aqui o resultado de um desses meus momentos de reflexão:


MEU MOMENTO


Visualizar a vida

sob um prisma diferente

é o que hoje espero de mim:

Ouvir minha alma vivida,

descartar minhas penas,

entender a humana natureza,

recuperar energias.

Tocar em frente sem medo,

leve, plena, resolvida,

esquecendo eventuais ofensas,

perdoando-me a mim mesma,

levantando a bandeira

de minha retomada íntima.


Mandem vocês também contribuições para nossos posts. Ficarei feliz em publicá-las aqui, neste nosso blog.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Imagem tirada do Google/imagens

REFLETIR É PRECISO


Estão a fim de refletir? As fontes são diversificadas e inesgotáveis. Experimentemos:


”O prazer é a felicidade dos loucos

A felicidade é o prazer dos sábios”

(Citação de Barbey d´ Aurevilly, novelista francesa do século XIX).


“Se quiser ser feliz por uma hora, tire uma soneca.

Se quiser ser feliz por um dia, vá pescar.

Se quiser ser feliz por um mês, case-se.

Se quiser ser feliz por um ano, herde uma fortuna.

Mas, se quiser ser feliz pela vida inteira, ajude o próximo.”

(Provérbio chinês)


“Procurei minha alma e não a pude encontrar.

Procurei Deus e o Senhor se afastou de mim.

Procurei o próximo e encontrei os três.”

(Um velho ditado)


“Ama-me por amor do amor somente.

Não digas: ’Amo-a pelo seu olhar,

O seu sorriso, o modo de falar

Honesto e brando. Amo-a porque se sente


Minh´alma em comunhão constantemente

Com a sua’. Porque pode mudar

Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar

Do tempo, ou para ti unicamente.


Nem me ames pelo pranto que a bondade

De tuas mãos enxuga, pois se em mim

Secar, por teu conforto, esta vontade


De chorar, teu amor pode ter fim!

Ama-me, por amor do amor, e assim

Me hás de querer por toda a eternidade.”

(Soneto de Elizabeth Barret Browning, poetisa inglesa / Ttradução de Manuel Bandeira)


Vejam quanta diversidade. Em formas bem diferentes, somos convidados a refletir sobre hedonismo, felicidade, o próximo, o amor em si.

Todas essas asserções encontram-se no livro “Clamor das Almas”, de Richard Simonetti, que acabei de ler e quero apresentar aqui. É um trabalho cuidado sobre as verdades contidas na Doutrina Espírita, contendo passagens interessantíssimas.

Conto a do garoto que quase morreu afogado na piscina de sua mansão, sendo salvo pelo filho do jardineiro. Querendo recompensar o empregado, que se mostrara refratário àquela idéia, o patrão optou por satisfazer um desejo do adolescente – estudar medicina.

Tudo foi providenciado, o garoto fez jus à expectativa do pai e do seu benfeitor, vindo a tornar-se médico.

“O garoto chamava-se Alexandre Fleming (1881/1995), o descobridor da penicilina.”

Mas o caso não se encerra a esta altura. O menino que fora salvo do afogamento era uma figura indispensável no cenário de guerra em que o mundo se encontrava - Winston Churchil (1874/1965), a grande esperança da conquista da liberdade na luta contra Hitler (1889/1945).

Eis que Churchil cai gravemente enfermo, vitimado por uma pneumonia.

A Inglaterra toda balançou. O médico que o atendeu era ninguém mais do que Fleming que o curou com aplicação de sua penicilina.

“Após a recuperação, o chanceler inglês contou bem-humorado:

- Não é sempre que alguém tem a oportunidade de agradecer ao mesmo homem por lhe haver salvado a vida duas vezes”.


Como estão vendo, há muito o que aprender com Richard Simonetti e aqui fica a minha indicação.

Boa leitura.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Natal 2.009

Imagem da Web


Natal de 2.009!

Bem-vinda a data do nascimento de Jesus Cristo para aqueles de espontâneo fervor e verdade no coração.


Ano de 2.010!

Bem-vindo e que traga em seu bojo as mudanças necessárias à vida do planeta e ao entendimento entre os povos.



Que as criaturas se deem as mãos e aprendam a cooperar, a trabalhar juntas para o bem de todos. Que aconteça uma espécie de reinvenção da dinâmica do comportamento humano e que possamos encarar de modo digno e ético a Vida em sua magnitude e transcendência.



Felizes Festas e boas perspectivas para um futuro próximo.



E nada melhor do que uma oração fervorosa na hora de novas tomadas de posição:



Senhor,

Não me deixe rezar por proteção

contra perigos,

mas pelo destemor em enfrentá-los.

Não me deixe implorar

pelo alívio da dor,

mas pela coragem de vencê-la.

Não me deixe procurar aliados

na batalha da vida,

mas minha própria força.

Não me deixe suplicar com temor aflito

para ser salvo,

mas esperar com paciência para

merecer a liberdade.

Não me permita ser covarde,

sentindo sua clemência

apenas no meu êxito,

mas me deixe sentir a força da

Sua mão quando eu cair.