sábado, junho 21, 2008

NASCER DE NOVO


Demorei demais a reaparecer, mas venho agora cheia de flores para vocês, para compensar o sumiço. Para a colagem, separei rosas, flores, jardins, rosas raras para colorir nosso reencontro. Podem ficar certos de que não me coube a minima parcela de descaso. Ocupações e preocupações acontecem à nossa revelia.
O que importa é que o contato está refeito.
Que tal oferecer-lhes um texto de nossa correligionária Leda Flaborea sobre tema de nosso interesse que leve a uma oportuna reflexão? Pensamentos de colaboradores espíritas, de Espíritos de Luz, de poetas desencarnados, tais como Richard Simonetti, autor de livros interessatíssimos para iniciantes e iniciados; o espírito Hammed pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto, autor de 'As Dores da Alma' e 'Os Prazeres da Alma', entre outros; e a poetisa desencarnada Auta de Souza, dona de delicada verve poética ? E notícia sobre futuro evento espírita?
Vamos trabalhar.
NASCER DE NOVO

Nosso tema está ligado ao conceito de reencarnação, que significa nascer em outros corpos, tantas vezes quantas forem necessárias, com a finalidade de evoluirmos. Mas, o que acontece conosco entre o nascer novamente e o morrer mais uma vez, atendendo a essa necessidade evolutiva?

Existe uma frase de Emmanuel que abre uma porta para que possamos compreender o que Jesus pretendeu dizer com “Necessário vos é nascer de novo.” Diz o querido Instrutor Espiritual: “Falhas do passado procuram-te o espírito irresponsável, seja no corpo, na família, na sociedade ou na profissão, pedindo-te reajuste” . Parece claro, portanto, que temos o corpo ideal, a família necessária, o lugar propício e a melhor profissão para saldarmos, diante de Deus, os nossos débitos com Suas Leis. Bendito seja, pois, o retorno ao corpo, através do qual poderemos nos empenhar, de novo, em trabalho e aprendizado daquilo que deixamos de fazer ou que fizemos mal feito.

Essas palavras de Emmanuel nos permitem refletir nos caminhos que temos para esse recomeçar, porque todas as vezes que falamos em renascer só pensamos em reencarnação na carne, ou seja, em novo corpo físico para continuar o processo evolutivo. Entretanto, quando paramos e prestamos atenção ao que acontece ao nosso redor e em nossa própria vida, podemos nos dar conta de que esse renascimento é contínuo e não apenas após morrer e renascer em novo corpo.

Senão, vejamos: os anos se sucedem, sempre, da mesma maneira, e isto é um processo matemático: depois de 2004 virá, necessariamente, 2005. Mas os dias, não. Estes, se prestarmos atenção, são sempre novos. Temos, então, 365 novas oportunidades, a cada ano, para a renovação moral, para realizarmos coisas incríveis, em nós e para aqueles que estão ao nosso redor. Já imaginaram o que poderá acontecer durante toda uma existência?

Diante desta constatação, fica uma pergunta que necessitamos fazer a nós próprios e que não pode mais ser adiada: o que estamos fazendo com esse tempo precioso?

Tristemente, a maioria de nós mantém-se guardando os detritos e as sombras do passado, mesmo aqueles que vêm revestidos, mascarados de encantamento e prazer ilusórios. Se, ao invés de conservarmos esse vinagre e esse fel ainda hoje, por que não guardarmos na memória apenas o que foi bom e justo, belo e nobre? O que aconteceu, já aconteceu. Já passou e deve ficar como lição para que o nosso presente, nosso renascer neste dia, seja baseado na experiência vivida que nos enriquece, que nos permite caminhar, hoje, com segurança.

Outra atitude que, infelizmente, ainda mantemos como resquício desse passado já tão repleto de enganos é o de deixar que outros façam aquilo que nos compete. Continuamos esperando que os amigos espirituais, nossos benfeitores, realizem por nós e para nós aquilo que o comodismo não nos permite fazer. Tornamo-nos, assim, escravos de nossas próprias imperfeições

O ensinamento de Jesus nos alerta para esse comportamento de desleixo, de descaso para com nossas obrigações diante da Vida. A nossa negligência nos fará retornar ao corpo material, necessariamente, com cargas de trabalho muito maiores do que a que supomos ter hoje.

Reportando-se à questão 676, do O Livro dos Espíritos, Emmanuel nos diz que “a cada momento, o Criador concede a todas as criaturas a bênção do trabalho, como serviço edificante, para que aprendam a criar o bem que lhes cria luminoso caminho para a glória na Criação” . Todavia, o fato de praticarmos o bem, de sermos fraternos com os companheiros necessitados e trabalharmos como auxiliares de Jesus na Seara do Pai, não nos exime dos compromissos anteriormente assumidos por conta dos nossos enganos. O trabalho é uma dádiva celeste porque nos fortalece para termos condições melhores de suportar a carga de comprometimentos que trazemos e nos protege para que não venhamos a falir outra vez, aumentando, ainda mais, a carga de dificuldades que já possuímos. É através dele que quitamos o passado, que criamos condições para nos realizarmos no presente, garantindo, por isso mesmo, os créditos para o futuro.

Lembra-nos Emmanuel, mais uma vez, que “cada hora que surge pode ser portadora de renovação” . Por isso, não podemos mais perder tempo. Se podemos criar agora laços de afeto, de amor e paz, em substituição às pesadas algemas de desafeto, façamo-lo, pois o melhor antídoto contra a aversão é a nossa vontade verdadeira de compreender e perdoar aqueles que ainda não nos compreendem ou perdoam. É importante mostrarmos aos que nos cercam que temos novas disposições para enfrentarmos as dificuldades, sejam elas quais forem. Isso traz alívio ao nosso coração.
A cada manhã, ao acordarmos, agradeçamos ao Pai a nova oportunidade que surge, junto com o Sol ou a chuva, para a nossa renovação, para o nosso renascer. Ela não acontece apenas quando retornamos ao mundo material para novas experiências e entre elas a de refazer caminhos. Ela acontece todos os dias ao renascermos para a Vida.

Trabalhemos agora, modificando atitudes, renovando propósitos, superando os obstáculos que nos cercam, antecipando, assim, a vitória sobre nós mesmos.

Bibliografia:
1 – KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. IV
2 – EMMANUEL (Espírito). Fonte Viva, [psicografado por] F. C. Xavier. 16ª ed., Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira − lição 56.
3 − Palavras de Vida Eterna, [psicografado por] F. C. Xavier. Uberaba/MG: Edição CEC – 1955, lição 177
4 - Religião dos Espíritos, [psicografado por] F.C.Xavier. 8ª ed., Rio de Janeiro/RJ: Federação Espírita Brasileira – pág. 115.
5 - Vinha de Luz, [psicografado por] F. C. Xavier. 14ª ed., Rio de Janeiro/ RJ: Federação Espírita Brasileira, lição 169.


Leda Maria Flaborea
ledaflaborea@uol.com.br
São Paulo, SP (Brasil)

Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 40 - 27 de Janeiro de 2008
PENSAMENTOS

O ‘destino’exprime a vontade de Deus, Senhor da Vida, o pai de amor e misericórdia revelado por Jesus.
O Criador tem objetivos bem definidos a nosso respeito,
que vamos conhecendo na medida em que amadurecemos.
Nesse mister, algo já sabemos:

A terra – nossa escola.
A dor - nossa mestra.
As dificuldades - nossos estímulos.
Os problemas - nossos desafios.
O Bem - nosso caminho.
O mal - nosso desvio.
A perfeição - nosso destino” Richard Simonetti


“Nossa maior fonte de desprazer ou insatisfação é acreditar que os recursos de que necessitamos para bem viver estão fora de nós. Os bens de que precisamos estão dentro de nós, visto que cada ser humano é um ’livro sagrado’ ou uma’ biblioteca viva’ de conhecimentos imortais” Hammed

“(…)Enxuga o pranto e vem cantar,
Vencendo a mágoa, aprende a amar,
O tempo passa, tenta esquecer,
Faze de tua vida um alvorecer.” Auta de Souza
Evento

Pré-estréia do filme “Divaldo Franco, Humanista e Médium Espírita”, na FEB,
Centro

O filme "Divaldo Franco, Humanista e Médium Espírita", dirigido por Oceano
Vieira de Melo e produzido pela Vídeo Spirite Memória Audiovisual, sobre a vida e
obra do fundador da Mansão do Caminho, será exibido em pré-estréia, com entrada
franca aberta ao público, através de convites previamente adquiridos na sede
histórica da Federação Espírita Brasileira, no próximo dia 27, sexta-feira,
às 18h e 30 minutos, na Av.Passos, 30, no Centro.

Divaldo estará presente à exibição do filme.
Ao final da projeção, autografará seus livros.

quarta-feira, maio 07, 2008

ESTA TERRA ENSANDECIDA

A imagem exibida é um empréstimo tomado a uma grande amiga espírita, de Arapiraca/Al - Leda Yara - embora ela ainda não tenha sido avisada do fato.
Assim acontece quando a relação é de mãe para filha, que é o que sucede entre nós.
Tenho publicado lindos poemas e pinturas de sua autoria, vocês devem estar lembrados.

ESTA TERRA ENSANDECIDA
Neste mundo aturdido e louco, o que nos cabe, além da luta pela restauração dos valores éticos e morais, da coerência e da concórdia é, sem dúvida, o exercício da prece e da reflexão. Preces proferidas com fé e esperança, preces sentidas, preces-verdade.
Assim é que reúno aqui algumas, e as defino, entre outras, como favoritas, que nos vão ajudar muito nesta tentativa de clarear nossas perspectivas. Uma pedrinha que cada um levante vai ajudar na construção de um mundo mais digno, onde a interação pacífica seja direito e obrigação dos cidadãos.



ALGUNS... E NÓS

Nunca influenciaremos a todos,
Mas sempre influenciaremos alguns.
Reflitamos no assunto,
Revendo o que transmitimos:
A descrença suscita a descrença.
A dúvida gera a dúvida.
O desânimo sugere o desânimo.
A tristeza espalha a tristeza.
A fé atrai a fé.
A esperança acende a esperança.
A bondade cria a bondade.
O amor estende o amor...

Emmanuel
(Do livro Mãos Marcadas - Francisco C. Xavier)



PRECE POR TRABALHO

Senhor!
Auxilia-nos a servir
Para que aprendamos a amar
Segundo nos ensinaste.

Senhor!
Nas horas tranqüilas,
Induze-nos a trabalhar
Aproveitando os tesouros do tempo.
E nas horas de crise,
Conserva-nos em mais trabalho
A fim de não perdê-lo.

Senhor!
Se erramos,
Faze-nos trabalhar na própria corrigenda
E sempre que acertarmos no dever a cumprir,
Acrescenta-nos o trabalho
Para sermos mais úteis

Senhor!
Ajuda-nos a compreender
Que o trabalho afasta a necessidade,
Imunizando-nos contra o mal
E auxilia-nos a lembrar que unicamente
Aqueles que aprendem a servir
É que conseguem vencer.

Bezerra de Menezes
(Do livro Marcas do Caminho, psicografia
de Chico Xavier)



ORAÇÃO DE PAZ

Em tudo o que ames
Deus te conduza.
Com quem vivas
Deus te aperfeiçoe.
No que saibas,
Deus te aproveite.
Onde fales
Deus te inspire.
No que faças
Deus te esclareça.
Em tudo o que peças,
Deus te dê o melhor.

Emmanuel



PAI_NOSSO

Pai Nosso, que estás nos Céus,
na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
neste mundo de escarcéus.

Santificado, Senhor, seja
O Teu nome sublime,
que em todo o Universo exprime
concórdia, ternura e amor.

Venha ao nosso coração
O Teu reino de bondade,
de paz e de claridade
na estrada da redenção.

Cumpra-se Teu mandamento
que não vacila nem erra,
nos Céus, como em toda Terra
de luta e de sofrimento.

Evita-nos todo o mal,
dá-nos o pão do caminho
feito da luz, no carinho
do pão espiritual.

Perdoa-nos, meu Senhor,
de iniquidade e de dor
os débitos tenebrosos,
de passados escabrosos,.

Auxilia-nos também
nos sentimentos cristãos,
a amar nossos irmãos
que vivem longe do bem.

Com a proteção de Jesus,
livra a nossa alma do erro,
sobre o mundo de desterro
distante da vossa luz.

Que vossa ideal igreja
seja o altar da caridade
onde se faça a vontade
de vosso amor... Assim seja.

Chico Xavier


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Assim motivados, vamos fazer o que nos compete?

domingo, abril 06, 2008

Dicionário Espírita

Ademir Martins / Vaso de flores


Faz tempo que não apareço por aqui. Problemas corriqueiros já ultrapassados. Vamos começar hoje com uma prece? Parece que isso se faz necessário, senão urgente.

Senhor,

Temos necessidade de aprender as normas que regem o Espiritismo e, por meio delas, praticar o exercício da caridade, virtude em que se apóia a fé que pretendemos honrar.

Para isso, pedimos-Lhe a clarividência necessária para distinguirmos o Bem do Mal, assim como uma dose sempre renovada de humildade, tolerância e desprendimento no trato daqueles que precisam de orientação para se situarem no mundo em que vivem.

Dê-nos o fio condutor que nos leve à fé irrestrita de que há solução para nossas angústias presentes desde que o propósito de reestruturação interna seja nossa primeira preocupação ao buscarmos a Sua luz e misericórdia.

Dê-nos a força necessária para que, superando os nossos pontos fracos, possamos realizar um trabalho efetivo de ajuda ao próximo.

Que assim seja.

Nossa pretensão pode ter início com a ajuda do Dicionário Espírita que trago hoje aqui. Consultando-o, teremos informações preciosas que nos conduzirão ao estudo dos princípios básicos da Doutrina.


Dicionário Espírita OnLine

Allan Kardec principiou o trabalho que aos espíritas cabe prosseguir com equivalente critério e responsabilidade, quando ofereceu o primeiro Vocabulário efetivamente espírita.
Mais de mil verbetes direta ou indiretamente relacionados com a Doutrina dos Espíritos que podem ser consultados e podem auxiliar o internauta.
Em O Livro dos Médiuns, Kardec já anunciava a intenção de publicar um pequeno dicionário de filosofia espírita, por antever a sua utilidade para o estudo e a difusão doutrinária.
Clique sobre a letra correspondente à inicial, para buscar os agrupamentos de palavras:
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
X
Z
Conheça nossos objetivos, lendo nossas

PALAVRAS INICIAIS

No último capítulo de O LIVRO DOS MÉDIUNS, o de número XXXII, Allan Kardec principiou o trabalho, que aos espíritas cabe prosseguir com equivalente critério e responsabilidade, quando ofereceu um Vocabulário efetivamente espírita, com seus vinte e três verbetes. Na Introdução da referida obra, o Codificador do Espiritismo já anunciava a intenção de publicar separadamente um pequeno dicionário de filosofia espírita, pois que já antevia a utilidade do mesmo para o estudo e a difusão doutrinária. Em vista disso, estamos agora investindo neste projeto que denominamos DICIONÁRIO ESPÍRITA ON-LINE, contando com mais de mil verbetes direta ou indiretamente vinculados ao interesse dos estudiosos da Doutrina Espírita, conforme acreditamos. A maioria dos verbetes é apresentada com pesquisa etimológica e os principais significados, com o objetivo de melhor auxiliar o confrade espírita em seus estudos ou em seus trabalhos de difusão doutrinária. Colocamos as pesquisas etimológicas entre colchetes [], com as palavras primitivas, em latim, em grego ou em outra língua, com fonte em itálico. Quando os verbetes apresentam polivalência significante, buscamos enumerar as principais acepções dos mesmos. Para conseguirmos editar este pequeno dicionário auxiliar do espírita, conscientes das dificuldades do empreendimento, mas imbuídos das melhores intenções, tivemos de lançar mão das obras básicas e complementares do Espiritismo. Dentre as últimas, especialmente as da "Coleção André Luiz", sem esquecer a importância dos empréstimos colhidos junto aos grandes e abalizados dicionários da língua portuguesa, sempre recomendados, como o Aurélio e o Michaelis. Em síntese, estamos humildemente procurando fazer a nossa parte, certos de que o trabalho merecerá constantes reparos e aperfeiçoamentos, porém aguardando a colaboração dos confrades com indicação de novos verbetes, que deve ser feita via e-mail, a fim de enriquecermos este projeto, estendendo seus benefícios pela Web. Por isso, o nosso convite para que o internauta espírita possa vir ter conosco, consciente de que somos todos responsáveis pelos recursos que pudermos oferecer à qualificação do movimento espírita, conforme preconizado pelo ínclito Codificador, Allan Kardec.

Muita paz a todos!
Que Jesus os abençoe!

© 2000-2008 by J. L. Niederauer de Lima.

( Encontrado no endereço:

http://paginas.terra.com.br/religiao/confrariaconsolador/verbetes.htm )

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Carnaval

CARNAVAL Di Cavalcanti


Recebi da amiga Bia Garuti este texto que vem a calhar com a ocasião - a época do ano em que acontece o Carnaval , a grande festa que mobiliza a população de modo exuberante. Vejamos o que de interessante nos revela o artigo em questão.
O Brasil é um país de inúmeras festas. É assombroso o número de feriados no calendário anual. Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o País. Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval. Em alguns lugares, perde-se mais de uma semana de trabalho. É o festejo da alegria num País de quase 40 milhões de miseráveis. Desde o início de janeiro, a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano. Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões. Ligamos a televisão e ouvimos a batida repetitiva das escolas de samba, cujo valor folclórico e cultural foi lentamente sendo perdido. Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores e isso é muito valioso. Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade. Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos. A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a subvida dos barracos. Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro. As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura. Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de Aids, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência. Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro. Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria. Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real? Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências. Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões. Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas pelos quais o País atravessa. O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite. De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia e 361 dias de novas e renovadas angústias. Vale a pena? Nestas horas, pessoas embriagadas, perdidas usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê? - perguntamos. As pessoas pulam, vibram e, nem ao menos, sabem o motivo da festa. Vão porque as outras pessoas também vão. Enquanto a sociedade agir desta forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as conseqüências de seus próprios atos. Vamos fazer destes dias de feriado dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos. Vamos meditar, ler, pensar. Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar idéias salutares. Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou e padecem nestes instantes de euforia descontrolada.
(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)


De quebra, um pensamento de Jonathan Swift:

"Ninguém deve se envergonhar por descobrir ter estado errado a vida inteira; isso significa que a pessoa está mais madura e mais inteligente hoje do que ontem.'

terça-feira, janeiro 22, 2008

AUTOCONHECIMENTO

ANJO SERGIO PRATA Encáustica a frio, tinta acrílca, pigmento fosforescente e filtros fluorescentes Pintura trifásica
Caros visitantes desta página

Nosso último contato se deu em fins de novembro. De dezembro pra cá, estive envolvida com assuntos pessoais ligados a questões de saúde, deixando de manifestar-me sobre as Festas de fim de ano, omissão que certamente os amigos hão de compreender e relevar.

Volto agora, de vagarzinho, enquanto espero a hora de receber a indicação das lentes que me darão condições de escrever sem tanto atropelo.

E, desejando que 2008 seja um ano mais iluminado para todos nós, volto-me para o tema que escolhi para iniciá-lo.

Vamos falar de uma qualidade inata ao homem, que precisa ser exercitada com muito empenho por todos nós, o que melhorará os relacionamentos interpessoais de forma surpreendente.
Trata-se de AUTOCONHECIMENTO, qualidade que, trabalhada, nos leva a perceber gradativamente aquilo que podemos modificar em nós mesmos para chegarmos à nossa própria essência.

Reconhecendo nossos pontos fracos, estaremos aptos a respeitar nossos semelhantes sem nos arriscarmos a projetar neles nossas próprias deficiências.

Só nessa condição, poderemos pensar em ajudar nosso semelhante. Como o autoconhecimento exige uma constante auto-reflexão, este permanente olhar para dentro de nós mesmos nos dá a capacidade de descobrir nossa própria limitação e a atenuar as críticas a nós mesmos e aos outros.

As pequenas diferenças mal vivenciadas durante um longo período de tempo transformam nossas relações, quer sejam de negócios, de amizade, de família, até mesmo as conjugais, em relações mal sucedidas, podendo abalar , até mesmo destruir relacionamentos duradouros, pois nós somos capazes de projetar na vida interpessoal pensamentos e emoções inaceitáveis . É o nosso lado obscuro – a área do inconsciente que é responsável por nosso comportamento indesejável em uma situaçao desagradável dentro de um relacionamento. É o que acontece também com o tipo de mensagem subliminar que emitimos no ato de nos horrorizarmos com a postura comportamental de certos segmentos sociais, como o comportamento sexual de certos grupos e a discriminação de raças, credos e minorias. Isto significa que nossos maiores adversários estão dentro de nós mesmos. Daí a importãncia de termos que enxergar com nitidez nosso lado sombrio para podermos alcançar a nossa paz intrerior.

Enfim, não somos aquilo que parecemos ser. Graças ao autoconheciento, podemos, aos poucos, nos transformar, descobrindo nesse processo nossos potenciais latentes, o que nos revelará aquilo que somos em essência.

Na realidade, só tememos aquilo qie ignoramos. Aqueles que não se conhecem a si mesmos não conseguirão ter um bom relacionamento com qualquer outra pessoa.
Temos que afastar hábitos e crenças que nos tornam inconscientes de nossa própria vida íntima, prescrutar nossas sensações externas e internas, fazer uso da nossa capacidade de reflexão.
Lançando um olhar psicológico sobre o Novo Testamento, chegaremos à conclusão de que Jesus foi um psicoterapeuta arguto e moderno. Seus argumentos, seu estilo de agir e de viver apresentam um significado oculto, insuspeitado pelo mero observador.
O episódio de Seu caminhar sobre as águas remete-nos ao significado da água como a energia desconhecida da alma, ou seja, o simbolismo da sombra, da vida inconsciente, daquilo que está embutido na alma e que o homem tenta trazer à tona para sua segurança. Jesus caminhando na superfície líquida simboliza o domínio do lado escuro da natureza humana, do medo e da insegurança, efeitos da sombra pessoal e coletiva, motivos da desunião entre pessoas e grupos sociais. Como não entendemos bem essa zona assentada no inconsciente, jogamos nossa sombra nas qualidades desagrdáveis dos outros.
Aceitando esses opostos, tais como: delírio de poder X manifestação de fraqueza, emulação X menosprezo, excesso X desinteresse, atitude montada X credulidade, gozo em ter X passividade, chegamos à postura equilibrada, que é o meio-termo entre essas oponências.
A postura mediadora porá termo à nossa intolerãncia com nós mesmos e com nossos pares. É a isto que chamamos amor, o sentimento que liga as pessoas e as interliga com as demais, passando-nos a alegria de viver, a felicidade de progredir.
A doutrina espírita está aí para nos dizer que o desequilíbrio se situa na intimidade dos indivíduos e que, desvelando nossas sombras, alcançaremos nossa auto-renovação Façamos como o Mestre Jesus, que nos encoraja a andar sobre as águas, ou seja, a vasculhar o interior de nós nesmos, analisar nossas próprias profundezas.
Pode o espectro desta sombra humana parecer inabalável em sua força e intensidade, mas trazido à luz da consciência, constataremos que se trata apenas de uma face nossa ainda necessitada de aprendizagem e da capacidade de perceber a magnitude da bondade de Deus.


Extraído dos capítulos do mesmo nome do livro “OS PRAZERES DA ALMA’ de Fracisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed.


Leiam, reflitam, comentem entre si ou aqui no espaço para comentários, não adiem este esplêndido exercício de reflexão e autoconhecimento.
Paz para todos nós.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Da Verdade


Espíritas em busca de conhecimento da doutrina, está aqui um belo e instrutivo artigo da iluminada amiga que trago sempre a esta página.
Que seus corações se abram a estas cristalinas verdades.
A VERDADE NOS LIBERTARÁ: CERTEZA DE JESUS

Leda Maria Flaborea

“Meu reino não é deste mundo. Se fosse, meus ministros se empenhariam em não me entregarem aos judeus. Mas agora meu reino não é daqui.”– Jesus (João,18:36). Estas foram as palavras de Jesus a Poncio Pilatos quando este perguntou ao Mestre se Ele era rei.

Jesus fala nesta passagem do Reino de Deus e, a fim de entendermos a essência desse ensinamento, procuremos compreender o que esta expressão significa: tomemos a expressão Reino de Deus como sinônimo de felicidade plena (conceito espiritual), e felicidade como sendo igual à ausência de problemas (conceito humano).

Todos nós imaginamos que uma vida feliz é uma vida sem dificuldades, sem sustos ou medos. Enfim, uma vida sem preocupações. E isso é tão verdadeiro que costumamos dizer que nossa vida, quando não existem tropeços, é um céu ou um mar de rosas. Por causa desse conceito de felicidade, muitos trabalhadores da seara de Jesus, enganados por ilusões transitórias, afastam-se da vida do mundo passando a viver uma existência contemplativa, esquecendo-se que Jesus fez essa afirmação, mas não se afastou do planeta. Levou até o final a sua missão.

Isto nos faz perceber, claramente, que a vida terrena é de fato cercada de dificuldades e só terá sentido vivê-la se nos conscientizarmos disso. Então, vida planetária e dificuldades caminham juntas. Se assim não fosse, Jesus teria afastado de si todos os obstáculos para que Ele mesmo não sofresse o que sofreu.

Existem, ainda, outros companheiros que acreditam ser a vida na Terra um mar de sofrimentos, e que só serão felizes quando passarem a viver no plano espiritual. Costumam dizer: “Aí sim, vou descansar.” Entretanto, por tudo que aprendemos através de leituras, de palestras ou de cursos, enfim das mais diferentes formas de comunicação, que a vida espiritual não é um rio de mel onde permanecemos em ociosidade, no gozo das benesses divinas, simplesmente pelo fato de não estarmos mais no plano físico. Muito pelo contrário, temos conhecimentos suficientes para saber que seremos lá o que aqui formos e que as benesses divinas virão de acordo com nosso merecimento.

Parece-nos, então, que o nosso conceito de felicidade está errado ou, pelo menos, não estamos entendendo o significado das afirmações de Jesus.

Vamos agora prestar um pouco de atenção à segunda parte da frase: “mas agora meu reino não é daqui”.

Podemos perceber que em momento algum Jesus disse que seu reino não seria na Terra. Ele afirma que, naquele momento pelo qual o planeta passava, seu reino não estava estabelecido. Entretanto, a confiança Dele de que em algum momento isso efetivamente aconteceria, não deixa margem de dúvida ao usar a palavra “agora”. Ele confia nessa mudança através da transformação do Homem, e tanto isso é verdadeiro que permanece nos amparando, curando nossas feridas morais, lembrando-nos que os problemas humanos no planeta são transitórios, apesar das enormes dificuldades que atravessamos.

Isto nos faz entender que a presença do Reino de Deus em nossa vida está ligada à proposta de mudança do nosso ponto de vista em relação à verdadeira realidade, e não à que supostamente imaginamos seja ela. E como poderemos realizá-la?

Podemos, primeiramente, estabelecer o que realmente necessitamos e não o que imaginamos necessitar para sermos felizes. Depois, com base nisso, determinar o que é possível fazer para que essa conquista aconteça - nossos limites e não nossas ilusões deverão nortear essas ações. É necessário não nos esquecermos de que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém e que é importante conhecermos tudo, mas retermos apenas o bem, conforme nos lembra o Apóstolo Paulo.

Essas atitudes mentais modificantes nos levarão, certamente, a iniciar um maior conhecimento de nós próprios, ou seja, conhecermos a verdade sobre nós. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma postura mental difícil de ser mantida, mas não impossível de se conquistar. Necessitamos para isso de vontade firme e sensibilidade para perceber que a hora da mudança chegou. E, somando-se a isso, não ter medo de fazer o que deve e precisa ser feito.

Estamos cansados de sofrer, de sentir medo, de viver aflitos e, às vezes, desesperançados. É necessário iniciarmos a viagem para dentro de nós mesmos, a fim de que possamos aprender a nos conhecer e, nos conhecendo, aprendermos a nos amar.

Queremos sempre saber o que o outro sente, como pensa e tememos encarar nossos verdadeiros sentimentos, nossos medos, nossos desejos. Passamos grande parte da nossa existência nos culpando por muitas coisas, punindo nosso corpo, tornando-nos infelizes. Por isso Jesus nos disse que conheceríamos a Verdade e que ela nos libertaria. Conheceríamos a verdade sobre nós mesmos e que esse conhecimento nos libertaria das culpas, dos medos, das angústias. Porque quanto mais nos conhecermos mais nos amaremos e, conseqüentemente, também amaremos o nosso próximo e a Deus.

O “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” exige de cada um de nós um caminho inverso a ser seguido – de nós para Deus - para atingirmos a felicidade plena e instalar para sempre o Reino de Deus em nossos corações.

O que isso significa? Significa que essa conscientização surgirá quando aprendermos a utilizar as informações recebidas como instrumentos para nossa iluminação.

O Reino de Deus ao qual Jesus se refere como não sendo deste mundo de ilusões materiais, de necessidades vãs, onde o egoísmo e o orgulho têm morada fixa, pertence a todos aqueles que já praticam Seus ensinamentos, que não têm medo de se manterem firmes nessa escolha, concretizando caminhos novos, sonhando sonhos possíveis e tornando-os realidade. O Reino de Deus pertence, sim, a todos aqueles que aceitaram o convite de Jesus de irem até Ele para aliviar suas dores.



Bibliografia

Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 2

F.C.Xavier/Emmanuel (Espírito) – Pão Nosso – lição 133
Caminho, Verdade e Vida – lição 85


Oliveira, Wanderley S. / Ermance Dufaux (Espírito) – Mereça Ser Feliz – Cap IV
Ed. INEDE – 2a. ed., 2003
Que a humanidade encontre o caminho da verdade.

sexta-feira, novembro 02, 2007

A eficácia da prece depende da vontade de nos melhorarmos

Vejam só como vem a calhar este texto como advertência mais que oportuna para quem quer se posicionar diante da fé em Cristo.

A EFICÁCIA DA PRECE DEPENDE DA VONTADE DE NOS MELHORARMOS

LEDA MARIA FLABOREA E ADONIS SORAGGI

Será certo pedir tanto? Perguntamos tantas vezes... Mas, se necessitamos da misericórdia divina para continuarmos a ter coragem nas lutas diárias, por que não podemos pedir? O problema está no quê pedir e no como fazê-lo. Imaginar que a prece com muitas palavras, colocadas em determinada ordem, muito elaborada e sem ser clara e concisa, que se prenda mais à forma que à essência e que necessite de um lugar especial para que atinja seu objetivo, seja mais agradável a Deus, é prender-se a um deus que privilegia, que escolhe e não percebe o eco que essa prece faz no coração de quem pede.
E é justamente por tudo saber que Ele não deixa sem resposta os nossos apelos. Nossa dificuldade reside em não entendermos de que maneira esses nossos pedidos são atendidos, pois que esperamos sempre que nossos desejos sejam satisfeitos e as necessidades que acreditamos possuir, atendidas. Deus nos responde sempre com aquilo de que nós, realmente, necessitamos e não com o que supomos precisar.
Assim, quando oramos ao Pai ou aos bons Espíritos, é importante lembrar que a eficácia da prece depende de nossa real vontade de nos melhorarmos; que a oração é um ato de adoração e submissão a Deus e às Suas Leis, compreendendo Sua bondade; que ao pedirmos algo, que seja um pedido do necessário e não do supérfluo; que ao pedirmos por todos, encarnados e desencarnados, ou a favor de alguém em especial, que, esse ato seja um princípio de caridade, pois pedimos para o outro aquilo que desejaríamos para nós.
Das preces que fazemos, o Pai Nosso representa a oração-símbolo, porque contém todas as que conhecemos de cor e aquelas que nossa imaginação puder criar. É um roteiro completo de aperfeiçoamento por ter um caráter universal, uma vez que pode ser feita por todos aqueles que acreditam em Deus. É a prece que nos coloca, sem dúvida alguma, em harmonia com o Pai, quando encontra eco em nossos corações.
Por ser concisa e simples, é fácil entender que ela traz os nossos deveres para com Deus e com o próximo e, por essa razão, transforma-se em uma profissão de fé, em um ato de adoração e submissão ao Criador.
Quando dizemos “Pai Nosso que estais no céu”, - estabelecemos, em nós, a crença no poder e na bondade divinos, e o reconhecimento da solicitude paternal – exceto para os orgulhosos; entramos em conexão com Deus, reconhecendo-o como causa primária de todas as coisas, louvando-O e agradecendo-Lhe com humildade.
Ao pedirmos que “venha a nós o vosso reino, assim na Terra como no céu”, estamos rogando que a felicidade prometida por Jesus chegue até nós, sem que nos esqueçamos, todavia, que só a alcançaremos, segundo nossa responsabilidade e méritos, conquistados nas lutas de cada dia.
Se cada um de nós fizer bom uso de seu livre-arbítrio, estabelecendo intimamente o compromisso de cumprir as Leis de Deus, estaremos participando da harmonia universal; colaborando para que o Bem reine soberano sobre o planeta. A vontade do Pai vem sempre carregada de sabedoria, misericórdia e bondade e, se a compreendermos e aceitarmos, sem qualquer dúvida ou medos, ela se tornará, para nós, instrumento poderoso de progresso material e espiritual.
Tantas vezes rogamos ao Criador que o pão nosso de cada dia esteja em nossas mesas e em nossas almas... Entretanto, para que sejamos atendidos, necessitamos cumprir a Lei do Trabalho, seja na busca do pão material, seja na do pão espiritual.
Mão, pés, inteligência, vontade... Tudo isso são recursos que Ele colocou à nossa disposição para o cumprimento dessa lei. Se não os usamos adequadamente, também não podemos nos queixar das carências que hoje experimentamos. Mas, que nossa ambição, o descontentamento pelo que temos, a idéia de que Deus é injusto, porque dá ao outro que não merece – segundo nosso ponto de vista – tudo aquilo que deveria ser nosso, porque acreditamos merecer – também de acordo com nossa maneira de ver a vida – não nos faça sucumbir e atrasar nosso progresso.
E sucumbimos sim, muitas vezes, mas a bondade do Pai é tão grande que nos dá sempre novas oportunidades. Perdoa as nossas dívidas, porque cada falta é uma dívida, para que entendamos a necessidade que temos, também, de perdoar aqueles que estão em débito para conosco.
Quantas vezes rogamos a caridade de Deus para com nossos erros e não conseguimos ser caridosos e nem misericordiosos com as faltas alheias... Entretanto, são essas dificuldades que nos fortalecem e promovem nosso progresso. E com que finalidade Deus permitiria a existência desses obstáculos em nosso dia a dia? O objetivo é o entendimento de que se O aceitamos como justo, essas aflições também devem ser justas. Por isso, é importante aprendermos a perdoar, mesmo que tenhamos muitas dificuldades no início, porque o perdão é a essência da caridade. É ele que nos liberta das faltas que cometemos. É ele que nos fortalece, evitando que sejamos alvos das más influências.
É através do perdão, da indulgência para com os erros dos outros que somos assistidos para não cairmos em tentação e protegidos do mal.
Nossas imperfeições e fraquezas são caminhos abertos às más influências. Elas atrasam nosso progresso e nos levam a novas quedas. Assim, quando nos propomos, efetivamente, a superar essas imperfeições, com a ajuda de Deus e a nossa vigilância, também passamos a aceitar que as dificuldades fazem parte do nosso crescimento espiritual; que Deus nos provê daquilo que é melhor para nós e que somos tão imperfeitos quanto aquelas pessoas que nos acompanham na trajetória evolutiva, sejam elas parentes, amigos, companheiros de trabalho ou desconhecidos.
Pensando e agindo dessa forma, cumprimos o objetivo para o qual fomos criados: o de sermos felizes, estabelecendo, em nossos corações, definitivamente, o Reino de Deus.
E como termina a oração, que assim seja.

LEDA MARIA FLABOREA é pedagoga, expositora e articulista espírita, e-mail ledaflaborea@ig.com.br

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Façamos bom proveito desta excelente chamada de atenção.