terça-feira, maio 29, 2007

Tecendo considerações

Oil painting /A boy portrait


Estive aqui em março e já estamos saindo de maio. Andei ocupada com mudança de apartamento. Alojada, agora, e adaptada, volto às visitas regulares com temas novos, artigos interessantes, pequenos contos, a maior variedade de assuntos que possam interessar ao maior número possível de leitores, declarados ou não.


Ah! tenho que escolher entre as contribuições que recebo de gente amiga. Vejamos:


MARCAS NO CORAÇÃO

Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa, da cama, ou de outro móvel qualquer? Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos e deixa um hematoma no corpo? No princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada,e vai mudando de cor até desaparecer por completo. Geralmente o local fica dolorido e, sempre que o tocamos, sentimos certo desconforto. A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo. Agora, imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do hematoma. A dor é ainda maior e a cor se intensifica. Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal ponto, que a lesão se converteria num problema mais grave. Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita no coração e é causada por uma lesão afetiva. No primeiro momento, a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e mais, caso haja ressentimento prolongado. Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas vezes. É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração. Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes, no mesmo lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite o ressentir continuado.Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se transformar em câncer seria grande. Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo. A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração, e nos permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando mais e mais. Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções de quem a guarda no coração. Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito muitas vítimas. Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a esperança, e a amargura se instala. Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor, inimizade, antipatias. Muitas vezes, a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador consinta que ela permaneça em sua intimidade. E, com o passar do tempo, ela se converte num algoz terrível, mostrando-se mais poderosa do que a vontade de seu portador em eliminá-la. De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá. E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem medir as conseqüências de seus atos. Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados básicos. O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre. O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda, caso a mágoa aconteça. O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno propício para a instalação da mágoa.É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração, tornando-nos pessoas amargas e infelizes.
Pense nisso!
Agasalhar ódio, mágoa ou rancor no coração é o mesmo que beber veneno com a intenção de matar o nosso agressor. Pense nisso e não permita que esses tóxicos se instalem em seu coração.

(TC 13/10/2006)

(Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)

Para finalizar, recitemos juntos essa comovente oração:

ORAÇÃO DE PAZ

Em tudo o que ames
Deus te conduza.
Com quem vivas
Deus te aperfeiçoe.
No que saibas,
Deus te aproveite.
Onde fales
Deus te inspire.
No que faças
Deus te esclareça.
Em tudo o que peças,
Deus te dê o melhor.

EMMANUEL

domingo, março 11, 2007

Aproximação da Páscoa


Há algum tempo não venho aqui. Problemas passageiros que estão sendo solucionados.
Com a aproximação da Páscoa, porém, senti necessidade de visitar os amigos e deixar uma contribuição para a compreensão da posição espírita relativa ao significado da Páscoa.
Trata-se de um texto colhido em O Observador:

PÁSCOA - COMEMORAR OU NÃO? - BY - LILIAN SATURNINODA SILVA

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.
Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para "marcar" a data, como fazem as demais religiões ou filosofias "cristãs". Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.
A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: "Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus." Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma "comemoração", na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi "aproveitar-se" do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à "imolação" de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do "pesah", uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à "festa dos ázimos", uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado "êxodo" (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há outros elementos "evangélicos" que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao "martírio", ao sofrimento de Jesus - tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) -, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter "subido aos Céus" em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os "eleitos" no chamado "juízo final". Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.
A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a "competência" ou a "qualificação" de todos os Espíritos. Com "tantas oportunidades quanto sejam necessárias", no "nascer de novo", é possível a todos progredirem. Mas, como explicar, então as "aparições" de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus - como se fosse o jardineiro - após ver a lápide removida, "para onde levaram o corpo do Raboni", podemos estar diante da "materialização", isto é, a utilização de fluido ectoplásmico - de seres encarnados - para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam "visto" Jesus, de que ele só acreditaria, se "colocasse as mãos nas chagas do Cristo". E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos "nossos" pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para "nos salvar", dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os "bíblicos" Adão e Eva, no Paraíso. A presença do "cordeiro imolado", que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o "filho de Deus", está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam - em cores vivas - as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da "culpa" é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande - e última lição - de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que "permaneceria eternamente conosco", na direção bussolar de nossos passos, doravante.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a Verdadeira evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar "coordenando" o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de "sermos deuses", "fazendo brilhar a nossa luz". Comemore, então, meu amigo, uma "outra" Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.
Fonte: Diretor de Política e Metodologias de Comunicação, da Abrade (Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo) e Delegado da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana) para a Grande Florianópolis-SC.

Autor: O OBSERVADOR Fonte: O OBSERVADOR

sexta-feira, janeiro 12, 2007

DOENÇAS ESPIRITUAIS

Flowers Oilpainting www.wholesaleoilpainting,com
O DESAFIO DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS

Dr Nubor Orlando Facure


A Medicina humana não admite a existência do Espírito, não reconhecendo, conseqüentemente, as doenças espirituais. No passado, porém, durante séculos, o Espírito era considerado causa de doenças, principalmente na loucura onde parecia evidente seu parentesco com o mal. Quando a Medicina começou a descobrir a fisiologia mecanicista dos fenômenos biológicos, excluiu dos meios acadêmicos a participação da alma, inclusive na criação dos pensamentos, que passaram a ser vistos como secreção do cérebro? e as doenças mentais, como distúrbios da química dos neurônios.

O médico espírita que pretender retomar, nos dias de hoje, a discussão sobre as doenças espirituais precisa expurgar, em primeiro lugar, a demonização das doenças, um ranço medieval que ainda contamina igrejas e repugna o pensamento médico atual.

A medicina moderna aprendeu a ajuizar sintomas e os desvios anatômicos, usando sinais clínicos para fazer as classificações das doenças que conseguiu identificar. Para as doenças espirituais, porém, fica faltando conhecer o lado de lá de cada paciente para podermos dar um diagnóstico correto para cada necessitado. Já no século XVII, Paracelso atribuía causas exteriores ou perturbações internas aos doentes mentais, destacando os lunáticos (pela interferência das fases da Lua), os insanos (pela hereditariedade), os vesanos (pelo abuso de bebidas ou mau uso de alimentos) e os melancólicos (por um vício de natureza interna).

Para doenças espirituais também percebemos causas externas e internas. Por enquanto, nossa visão parcial nos permite apenas uma proposta onde contém as possíveis causas da doença espiritual, sem o rigor que uma avaliação individual completa exigiria, adotando-se para tanto a classificação: doenças espirituais auto-induzidas (por desequilíbrio vibratório e auto-obsessão), doenças espirituais compartilhadas (por vampirismo e obsessão), mediunismo e doenças cármicas.


Doenças Espirituais auto-induzidas

Por desequilíbrio vibratório

O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico.Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa pelas vibrações de cada um dos dois corpos (físico e espiritual ) cujo ajuste exige uma determinada sintonia vibratória. Como o perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne, podendo manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos, a sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora, do fluxo de idéias que construímos. De maneira geral, o ser humano ainda perde muitos dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. Como o orai e vigiai ainda está distante da nossa rotina, desajustamos a sintonia entre o corpo físico e o perispírito, causando um desequilíbrio vibratório. Essa desarmonia desencadeia sensações de mal-estar, como a estafa desproporcional a, desajustamos a sintonia entre o corpo físico e o perispírito, causando um e a fadiga sistemática, a enxaqueca, a digestão que nunca se acomoda, o mau humor constante e inúmeras outras manifestações tidas como doenças psicossomáticas Ainda nos dedicamos pouco a uma reflexão sobre os prejuízos de nossas mesquinhas atitudes, principalmente em relação a um comportamento mental adequado.


Por auto-obsessão

O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós. Impressas no perispírito elas formam um campo de representação de nossas idéias. A custa dos elementos absorvidos do fluido cósmico universal. As idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos nelas. A matéria mental constrói em torno de nós uma atmosfera psíquica (psicosfera). onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário, estarão todos os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela indiferença ou proteção etc. Medos, angústias, mágoas não resolvidas, idéias fixas, desejo de vinganças, opiniões cristalizadas, objetos de sedução, poder ou títulos cobiçados, tudo se estrutura em idéias forma na psicosfera que alimentamos, tornando-nos prisioneiros dos nossos próprios fantasmas. A matéria mental produz a imagem ilusória que nos escraviza. Por caprichos nosso, somos, assim, obsedados pelos nossos próprios desejos.


As doenças espirituais compartilhadas

Por vampirismo

O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de Espíritos, quatro a cinco vezes maior que os seis bilhões de almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de Espíritos habita as proximidades dos ambientes terrestres, onde flui toda a vida humana, não é de se estranhar que esses Espíritos estejam compartilhando das nossas condutas. Podemos atraí-los como guias e protetores, que constantemente nos inspiram, mas também a eles nos aprisionar pelos vícios como o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais. Para todas essas situações, as portas da invigilância estão escancaradas, permitindo o acesso de entidades desencarnadas afins. Nesses desvios da conduta humana, a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos com extrema capacidade corrosiva desse organismo físico, construindo para si mesmo os germes que passam a lhe obstruir o funcionamento das células hepáticas, renais e pulmonares, cronificando lesões que a medicina considera incuráveis. As entidades espirituais viciadas compartilham dos prazeres do vício que o encarnados lhes favorece e ao seu tempo estimulam-no a nele permanecer. Nesta associação, há uma tremenda perda de energia por parte do encarnado. Daí a expressão vampirismo por ser muito adequada para definir esta parceria.
Por obsessão

No decurso de cada encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates ou para facilitar o cumprimento das promessas que desenhamos no plano espiritual. É assim que, pais e filhos reencontram-se como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade de uma sociedade. Marido e mulher que se desrespeitaram agora se reajustam como pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes, que a vida dificulta a aproximação. As dificuldades da vida de uma maneira ou de outra vão reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar danos físicos ou morais que produzimos no passado.

No decorrer de nossas vidas, seremos sempre ganhadores ou perdedores na grande luta da sobrevivência humana.Nenhum de nós percorrerá essa jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seus desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximo de nós. Nos rastros das mazelas humanas, todos nós, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também exigentes como nós, que como obsessores vão nos cobrar outros comportamentos, exigindo-nos a quitação de dívidas a que nos furtamos em outras épocas. Persistem como dominadores implacáveis, procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade. Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é, de longe, o maior dos males da patologia humana.


Por mediunismo

São os quadros de manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente, inauguram suas manifestações mediúnicas.Com muita freqüência, a mediunidade se manifesta de forma tranqüila e é tida como tão natural que, o médium, quase sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que o que vê, o que percebe e o que escuta de diferente são comunicações espirituais. Outras vezes, os fenômenos são apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e inseguranças, principalmente, por não saber do que se trata. Em outras ocasiões, a mediunidade é atormentada por espíritos perturbadores e o médium se vê ás voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana, ocorrendo crises do tipo pânico, histeria ou outras manifestações que se expressam em dores, paralisias, anestesias, "inchaço" dos membros, insônia rebelde, sonolência incontrolável etc. Uma grande maioria tem sintomas psicossomáticos e se sente influenciada ou acompanhada por entidades espirituais. São médiuns com aptidões ainda acanhadas, em fase de aprendizado e domínio de suas potencialidades, uma tenra semente que ainda precisa ser cultivada para se desabrochar.


Por doenças cármicas (compromissos adquiridos)

A doença cármica é, antes de mais nada, uma oportunidade de resgate e redenção espiritual.Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo esses desajustes nas células do nosso corpo espiritual. É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de lupus que nos compromete as artérias, do pênfigo que nos queima a pele, das más-formações de coração ou do cérebro, da esclerose múltipla que nos imobiliza no leito ou das demências que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.

Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser vistas como castigos ou punições. O Espiritismo ensina que as dificuldades que enfrentamos são oportunidade de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós mesmos que as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda, que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios, ensinava que médicos e pacientes devem buscar a oportunidade de iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças nos trazem sempre possibilitam o esclarecimento, se nos predispusermos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva é tentar superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual através desta descoberta interior e individual.



Artigo extraído do Jornal Espírita - julho de 2004 - Editado pela Federação Espírita do Estado De São Paulo (Feesp), pág. 5

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Vamos estudar?


Inaugurando janeiro com um convite: Vamos estudar?


A Utilidade e Necessidade da Vibração

(Do Informativo ComCiência Ano 1 n° 5, Julho/Agosto de 2006, http://br.groups.yahoo.com/group/comcienciaespirita/)

Na literatura espírita, encontramos diversos exemplos que mostram a importância da vibração nas tarefas dirigidas pela espiritualidade. O termo vibração, embora muito utilizado atualmente, tem sido expresso de diferentes maneiras, tais como: forças mentais, raios mentais, energias psíquicas, raios vitais, raios ectoplásmicos, forças ou energias ectoplásmicas, magnetismo humano, forças magnéticas, raios, ondas.

Com relação à utilidade geral das vibrações, importantes esclarecimentos são dados no livro Missionários da Luz. Já, no primeiro capítulo, André Luiz1, relatando uma reunião mediúnica, diz que *As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso plano de ação, congregados em vasto número, formando precioso armazém de benefícios para os infelizes, extremamente apegados às sensações fisiológicas*.
Seguindo no capítulo 17, nos informam que *Com os raios de energia, de variada expressão emitidos pelo homem encarnado, podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum*.

Percebemos que a vibração dos encarnados é importante e é utilizada pelos trabalhadores do plano espiritual para o tratamento de irmãos necessitados, principalmente aqueles que estejam num padrão vibratório semelhante ao nosso. Outro relato que reforça a importância da vibração nos foi dado pela espiritualidade dirigente da reunião de Ectoplasmia2, no Grupo Espírita de Fraternidade Albino Teixeira, em Belo Horizonte. Eis:

*Nós agradecemos a cada mente presente, a cada coração (...) que bateu mais forte; a cada um que fez a prece. Temos certeza de que muitos receberam preces direcionadas a seres distantes, encaminhadas àqueles que sofrem; preces direcionadas a diversos enfermos de todas as espécies (...) aguardando essas vibrações (...) para seu fortalecimento, para que possam prosseguir em sua jornada, conquistando seu equilíbrio, conquistando a sua lucidez, conquistando seu reerguimento e do seu perispírito, muitas vezes prejudicado, por atos impensados, por vícios insanos (...) recuperando a cada um, em suas dores mais profundas.*

Um uso importante da vibração é na adaptação de espíritos ao plano espiritual. Muitos irmãos, ao desencarnar, trazem um padrão vibratório muito baixo e não conseguem se adaptar facilmente ao novo ambiente. Seria comparável a uma pessoa que nunca escalou montanhas altas e, ao fazer isso pela primeira vez, tivesse enormes dificuldades com o ar rarefeito e a baixa pressão. As vibrações dos encarnados beneficiam esta adaptação, conforme poderemos observar no relato a seguir, do livro Os Mensageiros, no capítulo 48:

*Grande número de criaturas, porém, na passagem para cá, sentem-se possuídas de "doentia saudade do agrupamento", como acontece, noutro plano de evolução, aos animais, quando sentem a mortal 'saudade do rebanho'. Para fortalecer as possibilidades de adaptação dos desencarnados dessa ordem ao novo 'habitat' o serviço de socorro é mais eficiente, ao contacto das forças magnéticas dos irmãos que ainda se encontram envolvidos nos círculos carnais. (...) E, designando a grande assembléia de necessitados, continuou: - Os irmãos, nas condições a que me refiro, ouvem-nos a voz, consolam-se com o nosso auxílio, mas o calor humano está cheio dum magnetismo de teor mais significativo para eles. Com semelhante contacto, experimentam o despertar de forças novas*.

Em uma reunião de desobsessão na Fraternidade Espírita Irmãos Jacó e Mateus, em Belo Horizonte, segundo o relato de uma médium, ela foi levada, em desdobramento, para um outro andar da casa, no plano espiritual. Lá, havia muitas pessoas com as mentes cristalizadas, fixadas, na condição que possuíam enquanto encarnadas e não queriam despertar para a nova realidade. As vibrações de todos eram direcionadas para aquelas pessoas.

Ainda na reunião citada antes, a equipe espiritual disse à médium que cada tipo de vibração era utilizado em diferentes casos. A médium teve a impressão de que a espiritualidade filtrava as vibrações enviadas para o tratamento daqueles irmãos. No livro Nos Domínios da Mediunidade, encontramos informações que reforçam a idéia da existência de tipos diferentes de energias liberadas pelos encarnados e que servem, portanto, para variados fins. É mencionado no livro que *Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em freqüência que varia em cada uma, de conformidade com as tarefas que o Plano da Vida lhes assinala*

Luiz Gonzaga Pinheiro, no livro O Perispírito e Suas Modelações, relata no capítulo 43 a necessidade de que a espiritualidade filtre as energias provenientes dos encarnados, pois, muitas vezes, se encontram comprometidas devido ao *regime alimentar excessivamente carnívoro, ao uso de alcoólicos, temperos picantes e outros vícios mentais e materiais*.

A vibração possui variadas aplicações que não poderíamos detalhar em um único artigo. Concluímos esta matéria citando alguns outros usos a seguir: Materialização de espíritos, de quadros e de objetos acessórios no plano espiritual, em auxílio ao trabalho de desobsessão; Auxílio direto aos pacientes desencarnados e encarnados e, em alguns casos, inclusive aos tarefeiros da equipe espiritual; Reestruturação dos perispíritos das entidades comunicantes, que se apresentavam mutilados, feridos e até sem a forma humana.

**************************

Vamos ler, refletir, comentar, pedir elucidação de alguns pontos se for o caso As fontes existem.
Sem precipitação de entender tudo de uma vez. Com paciência e atenção.

****************************
Enecerremos o estudo de hoje com a mensagem:

Ante as dificuldades do caminho e as rudes provas da evolução, resguarda-te na prece ungida de confiança em Deus, que te impedirá resvalar no abismo da revolta.
Um pouco de silêncio íntimo e de concentração, a alma em atitude de súplica, aberta à inspiração, eis as condições necessárias para que chegue a apaziguadora resposta divina.
Cria o clima de prece como hábito, e estarás em perene comunhão com Deus, fortalecido para os desafios da marcha.

(De "Vida Feliz", de Divaldo P. Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis)__________________

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Feliz Ano Novo!



Estamos quase a inaugurar um ano novo. Mais uma etapa vencida. Mais uma etapa que se abre diante de nós .

Vamos a ela com fé , esperança , uma certa dose de tolerância e uma vigorosa atitude de cidadãos conscientes que desejam zelar pelos seus direitos, cobrar empenho e honestidade dos que nos regem, tudo dentro do espírito cristão que nos orienta.

E entremos em 2007 revigorados pela idéia de que é chegada a vez de o planeta Terra entrar em um ciclo de evolução mais acelerado e voltado para o Bem.

Que as bênçãos de Deus se façam sobre toda a humanidade.

FELIZ 2007!!!

sábado, dezembro 09, 2006

Natal

www.educacao.pe.gov.br


O Natal está quase aí. Ausente do blog há mais de 2 meses, por motivos de força maior, apresso-me a vir até vocês para uma carinhosa confraternização natalina.
Que este Natal seja de bonanças, alegrias saudáveis, bem-estar material e espiritual.
Minha contribuição para esta atmosfera de paz e regozijo vem na transcrição de pensamentos reveladores de espíritos iluminados:

"Em cada resposta aos outros,
em cada gesto para com os semelhantes,
em cada manifestação de teus pontos de vista
e em cada demonstração de tua alma,
grafas, com tinta perene, a história de tua passagem."


"Quantos estamos presos a grilhões invisíveis?
Esse está preso ao campo que comprou por milhões.
Outro prendeu-se à fama, que lhe consome a vida.
Aquele lembra um louco em algemas de ouro.
Há quem faça do amor um cativeiro em trevas.
Se queres a paz em Deus, desapega-te e ama."


(Colhidos em www.universoespirita.org.br)


FelizNatal! Vibrações positivas para todos. Paz!

sexta-feira, setembro 01, 2006

UM ARTIGO E DOIS POEMAS

(Foto tirada em um parque da Bélgica)


Achei este texto esplêndido para nós todos.
Leiam com atenção e aproveitem os ensinamentos que ele encerra.

BANHO NO RIO

Saiba, prezado leitor, que é impossível você banhar-se duas vezes no mesmo rio. Não se trata de nenhum rio especial, dominado por piranhas, ou gelado demais, onde se mergulha uma vez e nunca mais. Pode ser qualquer curso d?água. Quem diz isso é Heráclito (540-480 a.C.), filósofo grego de Éfeso, que, em virtude de suas idéias complexas, era chamado ?o obscuro?. O insólito rio, onde é impossível tomar banho mais de uma vez, está longe de justificar o depreciativo apelido. É fácil entender sua afirmação. Em qualquer trecho onde nos banhemos, fluem sem fim as águas, a seguirem seu curso. É como se fossem rios a se sucederem, infinitamente. As águas de nosso banho não voltarão jamais. Heráclito usava essa imagem para demonstrar que tudo no Universo está em contínua agitação, um fluir incessante, renovando-se as situações, os dias, as horas?Esse movimento é orientado pelo logos, uma idéia diretora, uma razão primordial. Toda a virtude está no esforço por observar os princípios éticos que dele emanam. Mudam as palavras, perpetuam-se os princípios, quando exprimem a verdade. A Doutrina Espírita nos diz que há, realmente, um poder diretor para o Universo, um logos. Ele é sustentado por Deus, o Criador incriado, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, como está na questão primeira de "O Livro dos Espíritos". O logos consubstancia-se nas leis divinas que regem nossa evolução, das quais nos fala Allan Kardec, particularmente quando aborda As Leis Morais, em "O Livro dos Espíritos". Ser perfectível, o Homem ainda está a caminho, submetido a mecanismos de evolução, como o rio em constante movimento, rumo ao oceano (leia-se perfeição). Sucedem-se os estímulos a cada momento, impondo-nos um caminhar incessante. Ainda que, aparentemente, se repitam as experiências, algo vai mudando em nós, no desenrolar dos anos, renovando-nos como se renovam as águas do rio. Há certa dificuldade para assimilar os princípios do logos. Como explica Heráclito, tendemos, em face de nossa imaturidade, a cair no egocentrismo, a nos situar como se fôssemos o próprio. Pretendemos, então, que tudo gire em torno de nossos interesses e paixões, qual rio represado em buraco profundo. Mas o fluxo incessante das águas o fará transbordar, impondo-lhe seguir adiante. Podemos, no desdobramento de nossas experiências evolutivas, escoar para abismos de vícios e desatinos. Mas também experimentaremos um extravasamento, algo como o tédio da própria estagnação ou o impulso irresistível de abandonar a voragem do eu e atender à divina vocação ? evoluir. A emanar de Deus, a Vida derrama-se, incessante, na intimidade de nosso ser, induzindo-nos a seguir adiante, cada vez mais longe, rumo à gloriosa destinação.

Richard Simonetti é escritor e palestrante espírita. Participa do movimento doutrinário desde o ano de 1957, quando integrou-se ao Centro Espírita Amor e Caridade. Incentivador pioneiro dos Clubes do Livro Espírita, é colaborador assíduo de vários jornais e revistas espíritas.
Outra contribuição nos chega bem oportunamente. Um poema psicografado por Leda Flaborea de quem já tenho postado vários textos tirados de sua coluna do Jornal Espírita
Hoje ela nos oferece:
BARCA DOS SONHOS

Barca dos sonhos
Navega tranqüila
De porto em porto
Levando a ilusão.

Ilusão passageira
De sonhos perdidos
De sonho sonhado
Sem se realizar.

No porto vazio
Sozinha espero
Espero sonhando
A barca aportar.

Chegar e trazer
O sonho de volta
Tranqüila, sonhando
O sonho chegar.

(Recebido por Leda Maria Flaborea,
em 13 de janeiro de 2006 SP SP).
Termino aqui com uma contribuição minha. Meu filho Estêvão, que já se encontra no outro lado da vida há quase 3 anos, faria aniversário no dia 4 de agosto passado. Eu estava envolvida com uma tarefa que me tomou todos os meus minutos de cada dia por uns 30 e poucos dias. Sempre faço um poeminha pra ele nas datas significativas , o que aconteceu também deta vez. Vou postá-lo aqui e assim dividir com vocês minhas emoções.

ESTÊVÃO 2006

Dia frio, molhado, lacrimoso.
Recolho lembranças, choro saudades.
Tento reunir retalhos da tua imagem,
recompor tua face de mandíbulas rijas,
nelas ancorado sempre aquele teu riso
espontâneo, pronto a soltar-se com alarde
ou a desfazer-se de mansinho,
preludiando algo lúdico e prazeroso.

Quanta falta me tens feito!
Três anos de desalentada ausência.
Meninos continuam meninos,
homens, mulheres (poucos os de boa vontade)
continuam por aí.
Sem ti.

Em familia, és lembrado
com a ternura de sempre e
a cada evocação recebemos contentes
os chuviscos de alegria que daí esparzes.

Feliz dia de teu aniversário, filho,
enquanto durar meu exílio aqui.

04 / 08 / 2006 Rio de Janeiro