segunda-feira, janeiro 08, 2007

Vamos estudar?


Inaugurando janeiro com um convite: Vamos estudar?


A Utilidade e Necessidade da Vibração

(Do Informativo ComCiência Ano 1 n° 5, Julho/Agosto de 2006, http://br.groups.yahoo.com/group/comcienciaespirita/)

Na literatura espírita, encontramos diversos exemplos que mostram a importância da vibração nas tarefas dirigidas pela espiritualidade. O termo vibração, embora muito utilizado atualmente, tem sido expresso de diferentes maneiras, tais como: forças mentais, raios mentais, energias psíquicas, raios vitais, raios ectoplásmicos, forças ou energias ectoplásmicas, magnetismo humano, forças magnéticas, raios, ondas.

Com relação à utilidade geral das vibrações, importantes esclarecimentos são dados no livro Missionários da Luz. Já, no primeiro capítulo, André Luiz1, relatando uma reunião mediúnica, diz que *As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso plano de ação, congregados em vasto número, formando precioso armazém de benefícios para os infelizes, extremamente apegados às sensações fisiológicas*.
Seguindo no capítulo 17, nos informam que *Com os raios de energia, de variada expressão emitidos pelo homem encarnado, podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum*.

Percebemos que a vibração dos encarnados é importante e é utilizada pelos trabalhadores do plano espiritual para o tratamento de irmãos necessitados, principalmente aqueles que estejam num padrão vibratório semelhante ao nosso. Outro relato que reforça a importância da vibração nos foi dado pela espiritualidade dirigente da reunião de Ectoplasmia2, no Grupo Espírita de Fraternidade Albino Teixeira, em Belo Horizonte. Eis:

*Nós agradecemos a cada mente presente, a cada coração (...) que bateu mais forte; a cada um que fez a prece. Temos certeza de que muitos receberam preces direcionadas a seres distantes, encaminhadas àqueles que sofrem; preces direcionadas a diversos enfermos de todas as espécies (...) aguardando essas vibrações (...) para seu fortalecimento, para que possam prosseguir em sua jornada, conquistando seu equilíbrio, conquistando a sua lucidez, conquistando seu reerguimento e do seu perispírito, muitas vezes prejudicado, por atos impensados, por vícios insanos (...) recuperando a cada um, em suas dores mais profundas.*

Um uso importante da vibração é na adaptação de espíritos ao plano espiritual. Muitos irmãos, ao desencarnar, trazem um padrão vibratório muito baixo e não conseguem se adaptar facilmente ao novo ambiente. Seria comparável a uma pessoa que nunca escalou montanhas altas e, ao fazer isso pela primeira vez, tivesse enormes dificuldades com o ar rarefeito e a baixa pressão. As vibrações dos encarnados beneficiam esta adaptação, conforme poderemos observar no relato a seguir, do livro Os Mensageiros, no capítulo 48:

*Grande número de criaturas, porém, na passagem para cá, sentem-se possuídas de "doentia saudade do agrupamento", como acontece, noutro plano de evolução, aos animais, quando sentem a mortal 'saudade do rebanho'. Para fortalecer as possibilidades de adaptação dos desencarnados dessa ordem ao novo 'habitat' o serviço de socorro é mais eficiente, ao contacto das forças magnéticas dos irmãos que ainda se encontram envolvidos nos círculos carnais. (...) E, designando a grande assembléia de necessitados, continuou: - Os irmãos, nas condições a que me refiro, ouvem-nos a voz, consolam-se com o nosso auxílio, mas o calor humano está cheio dum magnetismo de teor mais significativo para eles. Com semelhante contacto, experimentam o despertar de forças novas*.

Em uma reunião de desobsessão na Fraternidade Espírita Irmãos Jacó e Mateus, em Belo Horizonte, segundo o relato de uma médium, ela foi levada, em desdobramento, para um outro andar da casa, no plano espiritual. Lá, havia muitas pessoas com as mentes cristalizadas, fixadas, na condição que possuíam enquanto encarnadas e não queriam despertar para a nova realidade. As vibrações de todos eram direcionadas para aquelas pessoas.

Ainda na reunião citada antes, a equipe espiritual disse à médium que cada tipo de vibração era utilizado em diferentes casos. A médium teve a impressão de que a espiritualidade filtrava as vibrações enviadas para o tratamento daqueles irmãos. No livro Nos Domínios da Mediunidade, encontramos informações que reforçam a idéia da existência de tipos diferentes de energias liberadas pelos encarnados e que servem, portanto, para variados fins. É mencionado no livro que *Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em freqüência que varia em cada uma, de conformidade com as tarefas que o Plano da Vida lhes assinala*

Luiz Gonzaga Pinheiro, no livro O Perispírito e Suas Modelações, relata no capítulo 43 a necessidade de que a espiritualidade filtre as energias provenientes dos encarnados, pois, muitas vezes, se encontram comprometidas devido ao *regime alimentar excessivamente carnívoro, ao uso de alcoólicos, temperos picantes e outros vícios mentais e materiais*.

A vibração possui variadas aplicações que não poderíamos detalhar em um único artigo. Concluímos esta matéria citando alguns outros usos a seguir: Materialização de espíritos, de quadros e de objetos acessórios no plano espiritual, em auxílio ao trabalho de desobsessão; Auxílio direto aos pacientes desencarnados e encarnados e, em alguns casos, inclusive aos tarefeiros da equipe espiritual; Reestruturação dos perispíritos das entidades comunicantes, que se apresentavam mutilados, feridos e até sem a forma humana.

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Vamos ler, refletir, comentar, pedir elucidação de alguns pontos se for o caso As fontes existem.
Sem precipitação de entender tudo de uma vez. Com paciência e atenção.

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Enecerremos o estudo de hoje com a mensagem:

Ante as dificuldades do caminho e as rudes provas da evolução, resguarda-te na prece ungida de confiança em Deus, que te impedirá resvalar no abismo da revolta.
Um pouco de silêncio íntimo e de concentração, a alma em atitude de súplica, aberta à inspiração, eis as condições necessárias para que chegue a apaziguadora resposta divina.
Cria o clima de prece como hábito, e estarás em perene comunhão com Deus, fortalecido para os desafios da marcha.

(De "Vida Feliz", de Divaldo P. Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis)__________________

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Feliz Ano Novo!



Estamos quase a inaugurar um ano novo. Mais uma etapa vencida. Mais uma etapa que se abre diante de nós .

Vamos a ela com fé , esperança , uma certa dose de tolerância e uma vigorosa atitude de cidadãos conscientes que desejam zelar pelos seus direitos, cobrar empenho e honestidade dos que nos regem, tudo dentro do espírito cristão que nos orienta.

E entremos em 2007 revigorados pela idéia de que é chegada a vez de o planeta Terra entrar em um ciclo de evolução mais acelerado e voltado para o Bem.

Que as bênçãos de Deus se façam sobre toda a humanidade.

FELIZ 2007!!!

sábado, dezembro 09, 2006

Natal

www.educacao.pe.gov.br


O Natal está quase aí. Ausente do blog há mais de 2 meses, por motivos de força maior, apresso-me a vir até vocês para uma carinhosa confraternização natalina.
Que este Natal seja de bonanças, alegrias saudáveis, bem-estar material e espiritual.
Minha contribuição para esta atmosfera de paz e regozijo vem na transcrição de pensamentos reveladores de espíritos iluminados:

"Em cada resposta aos outros,
em cada gesto para com os semelhantes,
em cada manifestação de teus pontos de vista
e em cada demonstração de tua alma,
grafas, com tinta perene, a história de tua passagem."


"Quantos estamos presos a grilhões invisíveis?
Esse está preso ao campo que comprou por milhões.
Outro prendeu-se à fama, que lhe consome a vida.
Aquele lembra um louco em algemas de ouro.
Há quem faça do amor um cativeiro em trevas.
Se queres a paz em Deus, desapega-te e ama."


(Colhidos em www.universoespirita.org.br)


FelizNatal! Vibrações positivas para todos. Paz!

sexta-feira, setembro 01, 2006

UM ARTIGO E DOIS POEMAS

(Foto tirada em um parque da Bélgica)


Achei este texto esplêndido para nós todos.
Leiam com atenção e aproveitem os ensinamentos que ele encerra.

BANHO NO RIO

Saiba, prezado leitor, que é impossível você banhar-se duas vezes no mesmo rio. Não se trata de nenhum rio especial, dominado por piranhas, ou gelado demais, onde se mergulha uma vez e nunca mais. Pode ser qualquer curso d?água. Quem diz isso é Heráclito (540-480 a.C.), filósofo grego de Éfeso, que, em virtude de suas idéias complexas, era chamado ?o obscuro?. O insólito rio, onde é impossível tomar banho mais de uma vez, está longe de justificar o depreciativo apelido. É fácil entender sua afirmação. Em qualquer trecho onde nos banhemos, fluem sem fim as águas, a seguirem seu curso. É como se fossem rios a se sucederem, infinitamente. As águas de nosso banho não voltarão jamais. Heráclito usava essa imagem para demonstrar que tudo no Universo está em contínua agitação, um fluir incessante, renovando-se as situações, os dias, as horas?Esse movimento é orientado pelo logos, uma idéia diretora, uma razão primordial. Toda a virtude está no esforço por observar os princípios éticos que dele emanam. Mudam as palavras, perpetuam-se os princípios, quando exprimem a verdade. A Doutrina Espírita nos diz que há, realmente, um poder diretor para o Universo, um logos. Ele é sustentado por Deus, o Criador incriado, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, como está na questão primeira de "O Livro dos Espíritos". O logos consubstancia-se nas leis divinas que regem nossa evolução, das quais nos fala Allan Kardec, particularmente quando aborda As Leis Morais, em "O Livro dos Espíritos". Ser perfectível, o Homem ainda está a caminho, submetido a mecanismos de evolução, como o rio em constante movimento, rumo ao oceano (leia-se perfeição). Sucedem-se os estímulos a cada momento, impondo-nos um caminhar incessante. Ainda que, aparentemente, se repitam as experiências, algo vai mudando em nós, no desenrolar dos anos, renovando-nos como se renovam as águas do rio. Há certa dificuldade para assimilar os princípios do logos. Como explica Heráclito, tendemos, em face de nossa imaturidade, a cair no egocentrismo, a nos situar como se fôssemos o próprio. Pretendemos, então, que tudo gire em torno de nossos interesses e paixões, qual rio represado em buraco profundo. Mas o fluxo incessante das águas o fará transbordar, impondo-lhe seguir adiante. Podemos, no desdobramento de nossas experiências evolutivas, escoar para abismos de vícios e desatinos. Mas também experimentaremos um extravasamento, algo como o tédio da própria estagnação ou o impulso irresistível de abandonar a voragem do eu e atender à divina vocação ? evoluir. A emanar de Deus, a Vida derrama-se, incessante, na intimidade de nosso ser, induzindo-nos a seguir adiante, cada vez mais longe, rumo à gloriosa destinação.

Richard Simonetti é escritor e palestrante espírita. Participa do movimento doutrinário desde o ano de 1957, quando integrou-se ao Centro Espírita Amor e Caridade. Incentivador pioneiro dos Clubes do Livro Espírita, é colaborador assíduo de vários jornais e revistas espíritas.
Outra contribuição nos chega bem oportunamente. Um poema psicografado por Leda Flaborea de quem já tenho postado vários textos tirados de sua coluna do Jornal Espírita
Hoje ela nos oferece:
BARCA DOS SONHOS

Barca dos sonhos
Navega tranqüila
De porto em porto
Levando a ilusão.

Ilusão passageira
De sonhos perdidos
De sonho sonhado
Sem se realizar.

No porto vazio
Sozinha espero
Espero sonhando
A barca aportar.

Chegar e trazer
O sonho de volta
Tranqüila, sonhando
O sonho chegar.

(Recebido por Leda Maria Flaborea,
em 13 de janeiro de 2006 SP SP).
Termino aqui com uma contribuição minha. Meu filho Estêvão, que já se encontra no outro lado da vida há quase 3 anos, faria aniversário no dia 4 de agosto passado. Eu estava envolvida com uma tarefa que me tomou todos os meus minutos de cada dia por uns 30 e poucos dias. Sempre faço um poeminha pra ele nas datas significativas , o que aconteceu também deta vez. Vou postá-lo aqui e assim dividir com vocês minhas emoções.

ESTÊVÃO 2006

Dia frio, molhado, lacrimoso.
Recolho lembranças, choro saudades.
Tento reunir retalhos da tua imagem,
recompor tua face de mandíbulas rijas,
nelas ancorado sempre aquele teu riso
espontâneo, pronto a soltar-se com alarde
ou a desfazer-se de mansinho,
preludiando algo lúdico e prazeroso.

Quanta falta me tens feito!
Três anos de desalentada ausência.
Meninos continuam meninos,
homens, mulheres (poucos os de boa vontade)
continuam por aí.
Sem ti.

Em familia, és lembrado
com a ternura de sempre e
a cada evocação recebemos contentes
os chuviscos de alegria que daí esparzes.

Feliz dia de teu aniversário, filho,
enquanto durar meu exílio aqui.

04 / 08 / 2006 Rio de Janeiro

terça-feira, agosto 08, 2006

Notícia auspiciosa

Marinha / Ernesto Fiori

Hoje trago uma notícia auspiciosa:

Entra no ar a tvcei.com, a primeira WebTV Espírita do mundo
A emissora mantém 24 horas de programação ininterrupta

Espíritas do mundo inteiro agora podem assistir a uma programação essencialmente doutrinária e interagir na primeira WebTV Espírita do planeta. Desde o dia 1 de agosto de 2006 está no ar a tvcei.com. A emissora ainda está em fase de teste, mas já é pioneira: inaugura a mais nova mídia na divulgação do Espiritismo. Para assistir, basta acessar o endereço www.tvcei.com

A WebTV é uma televisão interativa pela Internet. A principal vantagem é o conforto: o telespectador pode assistir à programação em sua casa, no trabalho, em horários alternativos. É necessário apenas ter acesso à Internet. Além de oferecer as opções de assistir a programas gravados e ao vivo, a WebTV permite ao telespectador optar por ver os programas em um aparelho de televisão (veja no site da tvcei.com como fazer a adaptação). Outra vantagem é a possibilidade de retransmissão da programação em um telão. Com isso, é possível fazer a exibição de programas nos Centros Espíritas ou em eventos. Com excelente qualidade de imagem.

A tvcei.com é uma iniciativa do Conselho Espírita Internacional ? instituição resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais, de mais de 30 paises. Atualmente, a sede do CEI é em Brasília, Brasil.

A programação diária da tvcei.com está disponível no portal www.tvcei.com e é composta por palestras e por diversos programas espíritas feitos por instituições e pessoas físicas de todo o Brasil. Ao acessar o portal, abre-se um player (visor) que disponibiliza dois canais de transmissão:

Canal 1 (24 horas no ar ? Material Gravado)
Canal com programas de TV espíritas, palestras, filmes, vídeo-aulas, conteúdos exclusivos e vídeos históricos, inclusive em outros idiomas (espanhol, francês, inglês, italiano, etc.)

Canal 2 (Ao vivo)
Dedicado à transmissão de eventos e palestras ao vivo, tanto do Brasil como do exterior, com a possibilidade de usar uma sala interativa (Chat), para fazer perguntas ou enviar mensagens aos conferencistas, que podem responder em tempo real.
Além dos canais, a tvcei.com conta com uma agenda de eventos: congressos, seminários e workshops que serão transmitidos a partir de diversos Estados ou países contando com a participação de diversos palestrantes entre eles: Divaldo Franco e Raul Teixeira. A emissora também, oferece uma seção de vídeos para download que têm a opção de ser vistos em tela cheia.

A programação da tvcei.com é inteiramente gratuita e dirigida a todas as pessoas interessadas em conhecer a Doutrina Espírita. O Conselho Espírita Internacional solicita a todos os companheiros espiritistas que divulguem a tvcei.com. Nesta fase de teste, a equipe espera receber as avaliações sobre a qualidade da imagem. Para isso, basta acessar o site www.tvcei.com ou escrever para o e-mail: tvcei@tvcei.com

Una-se a tvcei.com - Uma nova era na divulgação do Espiritismo!

Equipe Multimídia do CEI
Av. L2 Norte, Q. 603, conj. F
Brasília - DF - Brasil - 70830-030 +55 (61) 2101-6170



PARA REFLETIR:

Petição e Resposta

Extraído do livro: Rumo Certo / Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado.
Buscando as concessões do Céu, desistamos de lhes opor a barreira dos nossos caprichos próprios.
Suplicamos no mundo: Senhor, dá-nos a paz.
Se persistimos, no entanto, a remoer conflito e ressentimento, cozinhando mágoas e esquentando desarmonia, decerto que a tranqüilidade só encontrará caminho para morar conosco, quando tivermos esquecido as farpas da dissensão.
Imploramos: Senhor, dá-nos saúde.
Se continuarmos, porém, acalentando sintomas e solenizando quadros mentais enfermiços, é indispensável que o remédio só terá eficácia, em nosso auxílio, quando estivermos decididos a liquidar com as idéias de lamentação e doença.
Pedimos: Senhor, dá-nos prosperidade.
Mas se teimamos em dilapidar o tempo, reclamando contra o destino e hospedando chorosas rebeldias, é forçoso reconhecer que só adquiriremos progresso e reconforto, quando largarmos queixa e azedume, concentrando esforço em melhoria e trabalho.
Rogamos: Senhor, dá-nos compreensão.
Se prosseguirmos, entretanto, censurando e criticando os outros, a descortinar faltas alheias, sem cogitar das próprias deficiências, é óbvio que só atingiremos a luz e a segurança do entendimento, quando nos voltarmos sinceramente para dentro de nós mesmos, verificando que somos tão humanos e tão falíveis quanto aqueles irmãos dos quais nos julgávamos muito acima.
Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber à Benção Divina, procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições, a fim de oferecer à Benção Divina clima de aceitação, base e lugar.

Muita paz e reflexão

As bênçãos do Pai sobre todos nós.

sábado, julho 15, 2006

A VOZ DE DEUS EM MIM

Vocês vão apreciar tanto quento eu o trabalho que lhes ofereço hoje. É de uma amiga de fé, grande trabalhadora pelas causas espíritas, muito inspirada, uma pessoa de convicções.

A VOZ DE DEUS EM MIM

Leda Maria Flaborea

Na inquietude do nosso ser, ela aparece. Palavra solta, saída do nada... Às vezes frase, soprando feito vento sem rumo, sem direção. Voz que soa dentro de nós; gritos interiores que nos perturbam. Surge calma, surge revolta, mas sempre nos surpreende porque estamos desprevenidos. Sopro divino ou lembranças outras que extraímos de nossos guardados, passados ou presentes... Quem poderá dizer? E o que era apenas inquietude transforma-se também em pesar.

Diante do inesperado nossa alma sofre. Que seta é essa que surge em nossas mentes sem que lhe compreendamos o significado? Onde a ouvimos, onde a lemos? Que importância terá tido para que, de repente, surja assim, do nada?

Na verdade, que isso importa? Ela ali está e nos incomoda. É preciso desvendá-la para entendê-la. Às vezes, surge como ponto de partida de algo que há por vir, às vezes, como fim de aflição, que já experimentamos. Mas somente entenderemos isso, quando conseguirmos, num átimo, movimentar dentro de nós furacões e calmarias, alegrias e tristezas, revisando nossas idas e vindas em contínuas experiências de aprender com o próprio erro. São tantas lembranças... Somos tantos a revolver guardados... Lembranças infinitas, boas e más, perdidas no tempo.

Todavia, é necessário silenciar, por ora, todas as vozes que nos cercam e permitir, ao menos uma vez, que essa outra voz, voz de Deus na nossa consciência, nos guie nessa procura. Difícil exercício esse! Por que necessitamos desse barulho ensurdecedor que produzimos? É um turbilhão de palavras e sons que toma conta da nossa mente! E como é melancólico precisarmos da balbúrdia exterior para não ouvir nossos gritos interiores, para não ouvir os apelos de Deus a soar dentro de nós a nos chamar para a Vida. Vida que pulsa em nós e fora de nós, vida que se transforma nos transformando, que se sublima nos sublimando, que é nossa cúmplice ao nos proporcionar oportunidades de escolhas, em cada momento de nossas existências.

E assim, permanecemos nós, sempre e eternamente, diante de escolhas. Direito inalienável de todo ser humano, pois nada no Universo escolhe: simplesmente cumpre leis divinas, eternas, imutáveis. Somente ao homem é dado esse direito ? direito de escolher entre o bem e o mal, o certo e o errado ? mas, também, somente ao homem é dada à responsabilidade sobre suas escolhas. A cada um segundo as suas obras, não é disso que nos fala a lição evangélica? Onde, portanto, a estranheza, a dúvida? Onde a injustiça Divina?

De alguma forma, a palavra, antes solta e difusa, parece ensaiar um esboço, uma definição.

Mesmo nos incomodando, a seta parece fazer algum sentido, pois só prestamos atenção àquilo que nos perturba. Há quanto tempo terá estado próxima sem que detectássemos sua presença?... Sinal claro de que, em algum momento, no turbilhão mental, um espaço para a quietude aconteceu. Ensejo único nesse caos que geramos dentro e fora de nós. Momento mágico em que toda Força de Deus se fez presente em nós, e nos despertou para a necessidade de crescer, e por ainda não nos darmos conta desse chamamento, sentimo-nos aturdidos e perplexos.

Porém, é necessário buscar esse entendimento. É vital alargar esse espaço que aconteceu e que propiciou o surgimento dela, em algum momento, em nós, ainda que não saibamos quando, nem o por quê. A seu tempo e a sua hora todos compreenderemos. E é na procura desse espaço que, lentamente, vamos organizando nossos gritos. Que clamores são esses que, de repente, exigem de nós tamanho esforço, tanto desgaste! E o cansaço de pedir por paz nos vence, porque não basta pedir apenas. É chegado o momento de reavaliação de toda uma vida; é preciso rever valores e ideais; modificar atitudes, saneando pensamentos.

Buscando essa quietude interior, vamos revendo verdades que considerávamos eternas e com isso, jogamos fora lembranças guardadas sem razão e sem sentido, ocupando espaço precioso em nossos corações. Momentos difíceis e delicados de desligamento e de abandono daquilo que julgávamos eterno, porque nos sentíamos seguros assim. Ilusão?... Nem tanto! Apenas desconhecimento da realidade. Culpas?... Nenhuma! Somos todos aprendizes da Vida! O que não podemos, e talvez seja essa a única certeza que temos, é não tentar fazer tudo de uma só vez. O tempo é nosso aliado nesse lento trabalho de recuperação e de transformação. Estamos restaurando almas, curando chagas e, para isso, há que se ter cuidado e paciência.

Ao atingirmos essa vaga noção do que nos acontece, já teremos, certamente, percebido a maneira amorosa com que o Criador nos conclama à modificação. Sopro Divino a nos acalentar docemente com palavras que imaginamos vindas do nada e que, adormecidas em nossa consciência, nos despertam, convidando-nos ao imenso banquete do AMOR, através do PERDÃO a nós próprios e ao outro.

Publicado pelo Jornal Espírita (Órgão da Federação Espírita do Estado de São Paulo), em junho de 2006. página 6.


ALGUNS PENSAMENTOS

*... na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos,
desenvolvemos e sustentamos contra nós.*

Albino Teixeira

*Uma fonte humilde garante o oásis na terra seca e apenas uma lâmpada acesa vence a força das trevas.*

Emmanuel

*A felicidade não está nas circunstâncias por que passamos, mas em nós mesmos.
Não é algo que vemos, como um arco-íris,
ou sentimos, como o calor de uma fogueira.
A felicidade é algo que somos.*

John Sheerin


Encerrando, mais um presente de uma amiga que compartilho com vocês:

REMANSO

Lêda Mello

Por trás do pôr-do-sol,
onde a noite agasalha o dia
com cuidados de amante,
onde o luzir de todas as cores esmaece
repousando em lençol de estrelas,
há um lugar de encontros.

Lá, por trás do pôr-do-sol,
há um lugar onde os sonhos,
enfim, soltos das amarras
do tempo e do espaço
e libertos das limitações humanas,
descansam de todas as buscas.

Lá, por trás do pôr-do-sol,
há um lugar de harmonia
onde os anseios da vida,
sem véus e sem máscaras,
atemporais e legítimos,
repousam de todas as lidas.

Lá, por trás do pôr-do-sol,
há um lugar de redenção.

Arapiraca (AL), 02.08.2005

quarta-feira, junho 28, 2006

ALÉM DA MORTE


Excelente o tema de hoje retirado do livro ALÉM DA MORTE, de Divaldo Franco, ditado pelo espírito de Otília Gonçalves.

Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria
espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências
físicas.
Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios.
São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne.
São os mesmos homens que eram antes da morte.
A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes.
Não lhes outorga títulos, nem conquistas.
Não lhes retira méritos, nem realizações.
Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.
Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande
porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável
travessia.
A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria,
demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.
Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando
incessantemente endereços que não conseguem localizar.
Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.
Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes
modificações.
Os escravos do prazer prosseguem inquietos.
Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados.
Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados.
Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio
dispensado pelos espíritos superiores.
Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são
esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.
Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos,
refletindo a paternal providência divina.
Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem
remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.
A morte a todos aguarda.
Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.
Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão
capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.
A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução.
A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta
e de aprimoramento pessoal.
Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço.
Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores
que resistem à própria morte.
Na contabilidade divina, a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente
de atos indignos.
Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau
de ascensão.
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos
vivendo, em outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades
que nos movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos
preparado para ela.
Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.
Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Além da morte
(intróito, capítulos 1 e 16).


Um poema ligeiro para encerrar o post de hoje:

EXORTAÇÃO

Não se foge ao dever
Não se foge ao amor
Não se foge à decência
Não se foge ao rigor

das penas, das marcas,
das mossas, da dor...


Vamos louvar o dever
Vamos entender a dor
Vamos agir com clemência
Vamos cultuar o amor

à verdade, à razão,
à justiça, ao perdão


Não se foge à beleza da ascensão

1997 / Rio de Janeiro

Fiquemos com Deus. Até mais.