domingo, outubro 02, 2005

Pommes et Oranges, de Paul Cezanne
www.wholesaleoilpainting.com

Vamos ao nosso penúltimo resumo:

Charlatanismo / Identidade dos Espíritos / Contradições.

Como muitos fenômenos, as manifestações espíritas estão sujeitas à exploração de charlatães e prestidigitadores. No entanto, as pessoas que têm conhecimento de causa fazem facilmente a distinção entre a imitação e o fenômeno verdadeiro.
Com destreza e habilidade, há como imitar as manifestações de efeitos físicos e as de efeitos inteligentes vulgares (movimentos, pancadas, transportes, escrita direta, respostas banais etc). Não é a mesma coisa imitar as comunicações inteligentes de longo alcance que demandam intuição pouco comum, superioridade intelectiva, faculdade de improvisação universal.
Os que não têm idéia do que é o Espiritismo, sentem-se inclinados a suspeitar dos médiuns. Só a experiência e o estudo poderão fornecer os meios de se certificarem dos fatos.

A identidade do espírito é uma das dificuldades na prática do Espiritismo. Como no meio dos espíritos se encontram todos os caprichos humanos, há os espíritos ardilosos, que não têm escrúpulo em se apresentarem com outro nome, geralmente com nomes respeitáveis, com o propósito de inspirarem mais confiança.
Isto nos leva a entender que não é seguro crer na autenticidade de qualquer espírito que se manifeste em uma sessão. Esta dificuldade se agrava quando o espírito usa nomes de espíritos antigos, como os de apóstolos, por exemplo.
Se, porém, se trata de nomes de espíritos contemporâneos, cujo caráter e hábitos são conhecidos, aí fica menos difácil identificá-los. De qualquer maneira, para quem não tem um conhecimento melhor do Espiritismo, os meios para a identificação do espírito que chega a uma reunião pode induzir a erro..
Na realidade, um espírito revela sua identidade por grande número de circunstâncias, patenteadas nas comunicações, nas quais se refletem seus hábitos, caráter, linguagem e até locuções familiares; enfim, nos detalhes íntimos em que entra quando se dirige a pessoas queridas.
O espírito identifica-se como deseja e pode, de acordo com o gênero de faculdade de seu intérprete e não de acordo com seu evocador, recusando-se a submeter-se ao que se exige no caso.

Freqüentemente, notam-se contradições na linguagem dos espíritos, o que não nos deve causar estranheza, pois são a conseqüência da natureza dos espíritos, que só sabem as coisas na razão de seu adiantamento, podendo até saberem menos que certos homens.
Só os espíritos inferiores mudam de linguagem de acordo com as circunstâncias em que estão envolvidos.
Os superiores nunca se contradizem. No caso de questões duvidosas, há dois meios pelos quais se pode chegar a uma conclusão segura. Primeiro, submeter todas as comunicações ao exame severo da razão, do bom senso e da lógica. É uma recomendação que fazem todos os bons espíritos e que não o fazem os maus que querem ser cridos sob palavra. O segundo critério da verdade está na concordância do ensino.
Quando o mesmo princípio é revelado em várias línguas por diferentes espíritos e médiuns, estranhos uns aos outros e isentos de idênticas influências, pode-se concluir que ele está mais próximo da verdade do que aquele que provém de uma só fonte e é rejeitado pela maioria.

*** *** *** *** *** *** ***

Para encerrar o trabalho de hoje, vamos recitar juntos, e contritos, esta bonita prece::

SENHOR

Faze nascer novamente no coração de cada um de nós

a INOCÊNCIA
para sabermos ser transparentes e puros,

o CARINHO
para cativarmos todos quantos de nós se aproximem,

a CONFIANÇA
para consolidarmos os pactos em construção,

a GRATIDÃO
para valorizarmos a vida em sua plenitude,

o PERDÃO
para reconciliarmo-nos no amor,

a COMPREENSÃO
para sabermos perdoar setenta vezes sete vezes,

a SIMPATIA
para cativarmos só com o nosso olhar,

o ENCANTAMENTO
para apaixonarmo-nos pela busca de felicidade,

a SABEDORIA
para respeitarmos os pontos de vista do outro,

a VERDADE
Para encontrarmos os caminhos correto,.

a SOLIDARIEDADE
para aprendermos juntos a construir caminhos,

a FÉ
para acreditarmos também no outro,

a ESPERANÇA
para preservarmos na direção do transcendente,

a PAZ
para ajudarmos a construir sempre,

a CORAGEM
para sabermos retomar nossos sonhos,

a DETERMINAÇÃO
para promovermos a justiça,

a VONTADE DE AMAR
para sermos juntos felizes.


Que o SENHOR se sinta acolhido em nosso
coração e que tenhamos um dia abençoado.

QUE ASSIM SEJA

sábado, setembro 24, 2005

Oil_ painting_43_flower http://www.tamsquare.com

De volta, finalmente. Estava com saudade deste espaço aqui, de nossa aprendizagem, de nossa troca de idéias. Como viram, arranjei roupa nova para nosso cantinho, trouxe flores e pretendo alterar o formato para qualquer coisa mais leve, mais fácil de ser absorvida. Pretensão minha, mas vou fazer tudo para melhorar nossas horas de reflexão.
De saída, intenção de concluir os resumos que vinha fazendo e que estão em seus capítulos finais. Em seguida, o novo, a diversidade. E vocês terão a vez de interagir, sugerindo temas, fornecendo tiras de humor, usando e-mails para dicutir idéias postadas. Acho que vai ser bem saudável.
O próximo post já trará um dos últimos resumos com que finalizaremos esse tempo de estudo.
Minha presença aqui, hoje, é para anunciar a fase que entra e que espero não venha mais a ser interrompida.

Está aí, então, para vocês, a título de inauguração, este singelo e verdadeiro texto do saudoso Choco Xavier:

TUDO É AMOR

Francisco Cândido Xavier

Vida
é o Amor existencial.
Razão
é o Amor que pondera.
Estudo
é o Amor que analisa.
Ciência
é o Amor que investiga.
Filosofia
é o Amor que pensa.
Religião
é o Amor que busca Deus.
Verdade
é o Amor que se eterniza.
Ideal
é o Amor que se eleva.
Fé
é o Amor que se transcende.
Esperança
é o Amor que sonha.
Caridade
é o Amor que auxilia.
Fraternidade
é o Amor que se expande.
Sacrifício
é o Amor que se esforça.
Renúncia
é o Amor que se depura.
Simpatia
é o Amor que sorri.
Altruísmo
é o Amor que se engrandece.
Trabalho
é o Amor que constrói.
Indiferença
é o Amor que se esconde.
Desespero
é o Amor que se desgoverna.
Paixão
é o Amor que se desequilibra.
Ciúme
é o Amor que se desvaira.
Egoísmo
é o Amor que se animaliza.
Orgulho
é o Amor que enlouquece.
Sensualismo
é o Amor que se envenena.
Vaidade
é o Amor que se embriaga.
Finalmente,
Ódio,
que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor
que adoeceu gravemente...

terça-feira, abril 05, 2005

Infelizmente, não consegui cumprir o que havia prometido no prazo indicado (Vide post anterior). Mas já vislumbro a possibilidade de retomar este blog, não digo com a assiduidade de antes, pelo menos com um intervalo mais ou menos regular a cada post.
Hoje, trago o antepenúltimo resumo do livro que estávamos cobrindo: O que é o Espiritismo?

QUALIDADE DOS MÉDIUNS

A mediunidade é uma faculdade do organismo. Pode apresentar-se desenvolvida tanto em indivíduos mais dignos como nos menos dignos.
Os espíritos incorporam de boa vontade esse ou aquele médium, segundo o grau de simpatia que os aproxima.
A qualidade do médium não depende da maior ou menor facilidade com que ele obtém comunicações, mas por sua aptidão em recebê-las e pela habilidade em não se deixar ludibriar por espíritos levianos ou embusteiros.
Mesmo os médiuns menos moralizados podem receber boas comunicações de bons espíritos que lhes querem dar bons conselhos, o que eles aceitarão ou não melhorando ou agravando sua própria condição de vida.
A ação do missionário cuja tarefa é moralizar os indivíduos criminosos equipara-se à dos Espíritos bons em relação a médiuns imperfeitos.
O médium imperfeito, que não procura corrigir-se, corre o risco de tornar-se presa dos maus espíritos, que o podem levar à ruína ainda mesmo na vida terrena.
Por outro lado, os médiuns de maior mérito não estão livres de mistificação por parte de espíritos enganosos. Na realidade, é difícil uma pessoa, entre nós, suficientemente elevada que não tenha pontos fracos, acesso aberto aos maus espíritos. De qualquer maneira, havendo deslizes no médium bem intencionado, a experiência vai funcionar como aprendizagem para que ele passe a distinguir a verdade do erro mediante um atento exame prévio.
Todas essas mistificações podem ainda ser prova para a paciência e persistência na fé do espírita, seja ele médium ou não.
O que distingue um médium em si é a qualidade de que já falamos, ou seja, a faculdade, podendo ele ser mais ou menos desenvolvido.
O médium que pode ser qualificado de bom médium, o médium seguro, é aquele que consegue aplicar sua faculdade de modo a tornar-se apto a servir de intérprete aos bons espíritos evoluídos.
Quanto mais elevado moralmente, mais capaz o médium de conciliar a simpatia dos bons espíritos, o que lhe faculta ascendência sobre os maus espíritos. Isto se aplica não só aos médiuns, mas a todos indistintamente, pois ninguém está livre da influência dos espíritos.
Cabe aos médiuns lutarem contra o orgulho, o perigo de se imaginarem importantes e indispensáveis, já que isto pode levá-los à ruína moral.
O médium deve ser simples e modesto, feliz com a faculdade que possui sendo esta um meio de torná-lo útil.
Para resumir, a mediunidade é um dom concedido por Deus, do qual ninguém deve abusar.

Sua finalidade é pôr os encarnados em relação direta com os espíritos daqueles que já viveram, os quais contribuirão com ensinamentos e iniciações da vida futura, como também para auxiliar os espíritos que não encontraram ainda seu rumo no plano espiritual.
A mediunidade está para o invisível assim como a visão está para o mundo visível. Aquele que dela se utiliza para seu adiantamento e de seus irmãos estará cumprindo uma verdadeira missão e verá seu esforço recompensado. Os que a utilizam em coisas levianas, ou para satisfazer seus interesses materiais desviam-na de sua finalidade providencial e se verão prejudicados.

domingo, outubro 31, 2004

Conforme prometi, estou passando para cumprimentar os amigos e avisar que, ainda esta semana, postarei mais um resumo do livro que estávamos repassando. Mais uns três posts e teremos coberto todo o conteúdo de O que é o Espiritismo?
Por ora, deixo um trecho do livro Além da Morte, de Divaldo Franco, ditado pelo espírito de Otília Gonçalves.

ALÉM DA MORTE

Cumprida mais uma jornada na terra, seguem os espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas. Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios. São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne. São os mesmos homens que eram antes da morte. A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes. Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações. Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu. Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto. Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia. A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade. Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar. Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades. Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações. Os escravos do prazer prosseguem inquietos. Os servos do ódio demoram-se em aflição. Os companheiros da ilusão permanecem enganados. Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas. Os amigos da ignorância continuam perturbados. Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos espíritos superiores. Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino. Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal providência divina. Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver. A morte a todos aguarda. Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável. Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade. A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal. Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço. Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte. Na contabilidade divina, a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos. Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à humanidade, é degrau de ascensão.
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas. Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte. A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela. Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã. Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Além da morte, deDivaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Otília Gonçalves, intróito, capítulos 1 e 16.

domingo, julho 25, 2004

Amigos
 
Este blog entrará em recesso por algum tempo. Motivos de força maior me impedem de mantê-lo ativado por enquanto.
Oportunamente, aparecerei para breves notícias até poder reativá-lo.
Muita paz para todos.

sexta-feira, julho 02, 2004

Hoje estaria apresentando o sétimo resumo dos Princípios da Doutrina, que ficará para o próximo post. Tenho como propósito entremear essas exposições com um post diferente para diversificar e dar tempo aos leitores de relerem os resumos passados a fim de que os principais pontos sejam memorizados.


NECESSIDADE DE MENTIRA

Joanna de Ângelis/Médium Divaldo Franco

Há insegurança infantil em quem mente,
acreditando assim chamar a atenção.

A mentira sob qualquer forma deve ser rechaçada,
face aos prejuízos morais que provoca,
pois leva à maledicência, à calúnia
e a terríveis distonias psicológicas e éticas.

O mentiroso é um enfermo, sem dúvida,
mas desprezado em razão do seu proceder.

As raízes da mentira estão nos conflitos da personalidade
que induzem ao comportamento de fantasia como fuga da realidade.

O hábito da distorção dos fatos criou a chamada mentira branca,
aquela de caráter suave.

A face da verdade nunca deve ser ocultada.
Em reação contra ela, pretende-se que venha como pílula dourada,
isto é, escamoteada.

A verdade deve ser exposta com naturalidade,
sem alarde ou imposição, mas sem falsear.

É importante a disciplina e vigilância no falar,
para repetir, sem interpretação, o que ocorreu.

A boa leitura e os hábitos saudáveis
levam à harmonia entre o que se pensa, vê, ouve e fala.

* * *

NUMA TARDE DE DOMINGO


Michel Quoist


Senhor, eis-me aqui:
Eis meu corpo,
Eis meu coração,
Eis minha alma.
Faze-me bastante grande para atingir o Mundo.
Bastante forte para carregá-lo,
Bastante puro para abraçá-lo, sem querer guardá-lo.
Faze que eu seja um ponto de encontro, sim,
mas ponto de passagem.
Caminho que não prende para si próprio,
porque nele não há nada de humano a encontrar,
nada que não conduza a ti.
Esta tarde, Senhor,
enquanto tudo em volta silencia,
dentro do meu coração sinto morder duramente a solidão.
Enquanto meu coração uiva longamente sua fome de prazer,
Enquanto os homens devoram-me a alma,
eu me sinto impotente para saciá-los,
Enquanto sobre meus ombros pesa o Mundo inteiro,
com todo seu peso de miséria e pecado,
Eu te repito o meu SIM,
Não às gargalhadas,
mas lentamente, lucidamente, humildemente,
Sozinho, Senhor, sob teu olhar,
Na paz da tarde...


Fica com vocês, então, este material. Leiam, reflitam um pouco sobre o significado das mensagens e, no próximo post, retornaremos aos resumos, o sétimo deles, com a mente repousada para melhor absorção da matéria.

sábado, junho 19, 2004

FALANDO DE MEDIUNIDADE

Há riscos na prática da mediunidade. Um deles é o domínio que determinados espíritos podem exercer sobre os médiuns, impedindo que se comuniquem com outros espíritos.Obsessão é o nome dado a este fenômeno.
Daí ser indispensável um estudo prévio da mediunidade, o qual fornece os meios para evitar semelhante inconveniente, às vezes com conseqüências desagradáveis.
São três os graus da obsessão: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
No primeiro caso, o médium experiente percebe a intenção do espírito e procura desembaraçar-se dele, afastando-se um pouco, deixando, por exemplo, de escrever (no caso de médium de escrita). O espírito termina desistindo.
Já a fascinação obsessional é mais séria, uma vez que o médium fica completamente iludido. O espírito dominador conquista a confiança do médium de tal modo que o impede de julgar as comunicações que recebe, passando a aceitar como boas tão somente o que provém dele, rejeitando conselhos de amigos de fé, enchendo-se de inveja, afastando-se até do ambiente das reuniões espíritas, onde ele certamente iria, com os cuidados recebidos, perceber o grotesco da situação.
É bom tomar como norma o seguinte: os espíritos que impõem, que dão ordens e esperam obediência cega não pertencem à classe dos bons espíritos. Estes nunca tentam impor-se; aconselham, mostram caminhos e, se não são atendidos, retiram-se. É por isso que a aproximação dos maus espíritos é sempre desagradável produzindo agitação e mal-estar enquanto a dos bons deixa uma sensação de brandura e segurança.
A subjugação obsessional (antigamente denominada possessão) é um constrangimento físico (exercido sempre por espíritos de baixa categoria) que pode neutralizar o livre-arbítrio do assediado. Pode variar de sensações desagradáveis a movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras incoerentes que se repetem mesmo que o subjugado perceba a figura ridícula que está fazendo, não conseguindo controlar-se.
Pode ser confundida com a loucura patológica, mas na subjugação não há lesão orgânica.
Na loucura, a causa do mal é interna ; o que importa é restituir o organismo ao seu estado normal. Na subjugação a causa é externa e o que é necessário é libertar o paciente de um inimigo invisível, opondo-lhe uma força moral superior.
Em tais casos, nunca se lançar mão de exorcismos que só agravam a situação.
O Espiritismo fornece os meios de combater o mal, fazendo a educação moral do espírito obsessor. Por conselhos prudentemente dirigidos, consegue-se torná-lo melhor e, via de regra, fazê-lo renunciar voluntariamente à obsessão do assediado que, então, fica livre.
É importante registrar que a obsessão, qualquer que seja o seu tipo, é independente da mediunidade. Pela mediunidade, o ente maléfico denuncia sua presença. Sem ela, é um inimigo oculto de quem não se desconfia.
A obsessão não é obviamente produto de um espírito elevado. Daí ser essencial saber reconhecer a natureza dos espíritos que se manifestam. Tanto o médium não se expõe a cair em armadilhas, como o simples observador tem a oportunidade de poder apreciar o valor do que vê e ouve numa sessão espírita.



Para encerrar, deixo-lhes este valioso texto:

APLICAÇÃO DO ESPIRITISMO


Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo

VISTO, pode ser somente fenômeno;
OUVIDO, pode ser apenas consolação;
VITORIOSO, pode ser somente festividade;
ESTUDADO, pode ser apenas escola;
DISCUTIDO, pode ser somente sectarismo;
INTERPRETADO, pode ser apenas teoria;
PROPAGADO, pode ser somente movimentação;
SISTEMATIZADO, pode ser apenas filosofia;
OBSERVADO, pode ser somente ciência;
MEDITADO, pode ser apenas doutrina;
SENTIDO, pode ser somente crença.

Não nos esqueçamos, porém, de que.

ESPIRITISMO APLICADO é Vida Eterna com eterna libertação.

A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas. Escolhamos com o apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação: TRABALHO, SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar. Viveria na fé consoladora. Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.

Emmanuel

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 18/04/1993, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais (em comemoração ao aniversário do lançamento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)