sexta-feira, novembro 14, 2003

Voltei a ficar em dívida. Intervalo de 6 dias. Tenho que recuperar a energia e me atualizar mais freqüentemente. Enquanto isso, vou procurar passar pra vocês textos com substância para estudo e meditação.

Vejamos um estudo sobre a guerra do site espírita André Luiz.


O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO III, CAP. VI
GUERRAS


Per. 742 - Qual é a causa que leva o homem à guerra?

- Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequënte, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade.

Per. 743 - A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?

- Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então todos os povos serão irmãos.

Per. 744 - Qual foi o objetivo da Providência, tornando a guerra necessária?

- A liberdade e o progresso.

- Se a guerra deve ter por resultado alcançar a liberdade, como ocorre que ela, freqüentemente, tenha por objetivo e por resultado a subjugação?

- Subjugação momentânea para abater os povos, a fim de os fazer chegar mais depressa.

Per. 745 - Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

- Este é o verdadeiro culpado e precisará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a morte para satisfazer sua ambição.


OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES



O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO II, CAP. IX

Per. 541 - Em uma batalha há Espíritos que assistem a sustentam cada partido?

- Sim, e que estimulam a sua coragem.

Os Antigos, outrora, representavam os deuses tomando partido por tal ou tal povo. Esses deuses não eram outros senão Espíritos representados sob figuras alegóricas.

Per. 542 -Em uma guerra, a justiça entá sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido pela injustiça?

- Sabeis bem que há Espíritos que não procuram senão a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra: a justiça da causa pouco os impressiona.

Per. 543 - Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?

- Sem nenhuma dúvida, os Espíritos podem influenciar por esse motivo, como por todas as concepções.

Per. 544 - Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe maus planos, tendo em vista perdê-lo?

- Sim, mas não tem ele seu livre arbítrio? Se seu julgamento não lhe permite distinguir uma idéia justa de uma idéia falsa, suporta as conseqüências, e faria melhor obedecer do que comandar.

Per. 545 - O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de segunda vista, uma vista intuitiva, que lhe mostre antecipadamente o resultado de seus planos?

- Frequentemente é assim no homem de gênio, é o que se chama inspiração, e faz com que ele aja com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e sabem aproveitar as faculdades de que é dotado.

Per. 546 - No tumulto do combate, o que ocorre com os Espíritos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, depois da morte?

- Alguns se interessam, outros se afastam.

Nos combates acontece aquilo que ocorre em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento o Espírito está surpreso e como perturbado, e não crê estar morto, parecendo-lhe, ainda, tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade lhe aparece.

Per. 547 - Os Espíritos que se combatiam, estando vivos, uma vez mortos se reconhecem por inimigos e são ainda obstinados uns contra os outros?

- O Espíritos, nesses momentos, não está jamais de sangue-frio. No primeiro momento, ele pode ainda querer seu inimigo e mesmo perseguí-lo, mas quando as idéias lhe retornam, vê que sua animosidade não tem mais objetivo. Entretanto, pode ainda conservar-lhe as impressões, mais ou menos segundo o seu caráter.

- Percebe ainda o ruído das armas?

- Sim, perfeitamente.

Per. 548 - O Espírito que assiste de sangue-frio a um combate como espectador, testemunha a separação da alma e do corpo, e como esse fenômeno se apresenta a ele?

- Há poucas mortes instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo vem a ser mortalmente ferido, não tem consciência sobre o momento. Quando ele começa a se reconhecer, é então que se pode distinguir o Espírito que se move ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a visão do corpo morto não produz nele nenhum efeito desagradável. Toda a vida estando transportada no Espírito, só ele atrai atenção e é com ele que se conversa ou a ele que se dirige.

(Mais sobre o tema em O Livro dos Espíritos, cap. VI - V: LEI DE DESTRUIÇÃO)



A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL VISTA DE "NOSSO LAR"


NOSSO LAR, CAP. 41 - ANDRÉ LUIZ
CONVOCADOS À LUTA


Nos primeiros dias de setembro de 1939, "Nosso Lar" sofreu, igualmente, o choque por que passaram diversas colônias espirituais, ligadas à civilização americana. Era a guerra européia, tão destruidora nos círculos da carne, quão perturbadora no plano do espírito. Entidades numerosas comentavam os empreendimentos bélicos em perspectiva, sem disfarçarem o imenso terror de que se possuíam.
Sabia-se, desde muito, que as Grandes Fraternidades do Oriente suportavam as vibrações antagônicas da nação japonesa, experimentando dificuldades de vulto. Anotavam-se, porém, agora, fatos curiosos de alto padrão educativo. Assim como os nobres círculos espirituais da velha Ásia lutavam em silêncio, preparava-se "Nosso Lar" para o mesmo gênero de serviço. Além de valiosas recomendações, no campo da fraternidade e da simpatia, determinou o Governador tivéssemos cuidado na esfera do pensamento, preservando-nos de qualquer inclinação menos digna, de ordem sentimental.
Reconheci que os Espíritos superiores, nessas circunstâncias, passam a considerar as nações agressoras não como inimigas, mas como desordeiras e cuja atividade criminosa é imprescindível reprimir.
- Infelizes dos povos que se embriaguem com o vinho do mal - disse-me Salústio -; ainda que consigam vitórias temporárias, elas servirão somente para lhes agravar a ruína, acentuando-lhes as derrotas fatais. Quando um país toma a iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do Pai, e pagará um preço terrível.
Observei, então, que as zonas superiores da vida se voltam em defesa justa, contra os empreendimentos da ignorância e da sombra, congregados para a anarquia e, conseqüentemente, para a destruição. Esclareceram-me os colegas de trabalho que, nos acontecimentos dessa natureza, os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal. Sem se precatarem dos perigos imensos, esses povos, com exceção dos espíritos nobres e sábios que lhes integram os quadros de serviço, embriagam-se ao contacto dos elementos de perversão, que invocam das camadas sombrias. Coletividades operosas convertem-se em autômatos do crime. Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror. Mas, enquanto os bandos escuros se apoderam da mente dos agressores, os agrupamentos espirituais da vida nobre movimentam-se em auxílio dos agredidos.
Se devemos lastimar a criatura em oposição à lei do bem, com mais
propriedade devemos lamentar o povo que olvidou a justiça.
Logo após os primeiros dias que assinalaram as primeiras bombas na terra polonesa, encontrava-me, ao entardecer, nas Câmaras de Retificação, junto de Tobias e Narcisa, quando inesquecível clarim se fez ouvir por mais de um quarto de hora. Profunda emoção nos invadira a todos.
É a convocação superior aos serviços de socorro a Terra - explicou-me Narcisa, bondosamente.
- Temos o sinal de que a guerra prosseguirá, com terríveis tormentos para o espírito humano - exclamou Tobias, inquieto -, embora a distância, toda a vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande trabalho em preservar o Novo Mundo.
A clarinada fazia-se ouvir com modulações estranhas e imponentes. Notei que profundo silêncio caiu sobre todo o Ministério da Regeneração.
Atento à minha atitude de angustiosa expectativa, Tobias informou:
- Quando soa o clarim de alerta, em nome do Senhor, precisamos fazer calar os ruídos de baixo, para que o apelo se grave em nossos corações.
Quando o misterioso instrumento desferiu a última nota, fomos ao grande parque, a fim de observar o céu. Profundamente comovido, vi inúmeros pontos luminosos, parecendo pequenos focos resplandecentes e longínquos, a librarem-se no firmamento.
- Esse clarim - disse Tobias igualmente emocionado - é utilizado por espíritos vigilantes, de elevada expressão hierárquica.
Regressando ao interior das Câmaras, tive a atenção atraída para enormes rumores provenientes das zonas mais altas da colônia, onde se localizavam as vias públicas.
Tobias confiou a Narcisa certas atividades de importância junto aos enfermos e convidou-me a sair, para observar o movimento popular.
Chegados aos pavimentos superiores, de onde nos poderíamos encaminhar à Praça da Governadoria, notamos intenso movimento em todos os setores.
Identificando-me o espanto natural, o companheiro explicou:
- Estes grupos enormes dirigem-se ao Ministério da Comunicação, à procura de noticias. O clarim que acaba de soar, só vem até nós em circunstâncias muito graves. Todos sabemos que se trata da guerra, mas é possível que a Comunicação nos forneça algum detalhe essencial. Observe os transeuntes.
Ao nosso lado, vinham dois senhores e quatro senhoras, em conversação animada.
- Imagine - dizia uma - o que será de nós no Auxílio. Há muitos meses consecutivos, o movimento de súplicas tem sido extraordinário. Experimentamos justa dificuldade para atender a todos os deveres.
- E nós, com a Regeneração? - objetava o cavalheiro mais idoso - os serviços prosseguem consideravelmente aumentados. No meu setor, a vigilância contra as vibrações umbralinas reclama esforços incessantes. Estou avaliando o que virá sobre nós...
Tobias segurou-me o braço, de leve, e exclamou:
- Aproximando-nos de dois homens, ouvi um deles perguntando:
- Será crivei que a calamidade nos atinja a todos?
O interpelado, que parecia portador de grande equilíbrio espiritual, replicou, sereno:
- De qualquer modo, não vejo motivo para precipitações. A única novidade é o acréscimo de serviço que, no fundo, constituirá uma bênção.
Quanto ao mais, tudo é natural, a meu ver. A doença é mestra da saúde, desastre dá ponderação. A China está sob a metralha, há muito tempo, e não mostrou você, ainda, qualquer demonstração de assombro.
- Mas agora - objetou o companheiro, desapontado - parece que serei compelido a modificar meu programa de trabalho.
O outro sorriu e ponderou:
- Helvécio, Helvécio, esqueçamos o "meu programa" para pensar em "nossos programas".
Atendendo a novo gesto de Tobias, que me reclamava atenção, observei três senhoras que iam na mesma direção à nossa esquerda, verificando que o pitoresco não faltava, igualmente ali, naquele crepúsculo de inquietação.
- A questão impressiona-me sobremaneira - dizia a mais moça -, porque Everardo não deve regressar do mundo agora.
- Mas a guerra - disse uma das companheiras -, ao que parece, não alcançará a Península. Portugal está muito longe do teatro dos acontecimentos.
- Entretanto - indagou a outra componente do trio -, por que semelhante preocupação? Se Everardo viesse, que aconteceria?
- Receio - esclareceu a mais jovem - que ele me procure na qualidade de esposa. Não o poderia suportar. É muito ignorante e, de modo algum, me submeteria a novas crueldades.
- Tola que és! - comentou a companheira - olvidaste que Everardo será barrado pelo Umbral, ou coisa pior?
Tobias, sorrindo, informou:
- Ela teme a libertação de um marido imprudente e perverso.
Decorridos longos minutos, em que observávamos a multidão espiritual, atingimos o Ministério da Comunicação, detendo-nos ante os enormes edifícios consagrados ao trabalho informativo.
Milhares de entidades acotovelavam-se, aflitamente. Todos queriam informações e esclarecimentos. Impossível, porém, um acordo geral.
Extremamente surpreendido com o vozerio enorme, vi que alguém subira a uma sacada de grande altura, reclamando a atenção popular. Era um velho de aspecto imponente, anunciando que, dentro de dez minutos, far-se-ia ouvir um apelo do Governador.
- É o Ministro Esperidião informou Tobias, atendendo-me a curiosidade.
Serenado o barulho, daí a momentos ouviu-se a voz do próprio Governador, através de numerosos alto-falantes:
- "Irmãos de "Nosso Lar", não vos entregueis a distúrbios do pensamento ou da palavra. A aflição não constrói, a ansiedade não edifica. Saibamos ser dignos do clarim do Senhor, atendendo-Lhe a Vontade Divina no trabalho silencioso, em nossos postos."
Aquela voz clara e veemente, de quem falava com autoridade e amor, operou singular efeito na multidão. No curto espaço de uma hora, toda a colônia regressava à serenidade habitual.

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Leiam, meditem, se quiserem, comentem ou façam perguntas para esclarecimento de algum ponto.
Até outro post e fiquem em paz.

sábado, novembro 08, 2003

Nossa! Isto não é coisa que se faça com visitantes de blog! Oito dias de intervalo, sem uma linha, sem uma explicação! É que estou vivendo um período de reencontro comigo mesma e o tempo para as outras atividades diminui. Não me sinto capacitada para escrever sobre temas de responsabilidade, como são os temas doutrinários, se bem que posso valer-me, como tenho feito algumas vezes, de temas escritos por gente lúcida e gabaritada.
Vou passar pra vocês um texto de Richard Simonetti, um capítulo de seu livro LUZES NO CAMINHO intitulado:

PASSADO E FUTURO

Você conhece a origem do nome janeiro para o primeiro mês do ano, amigo leitor?
Vem do latim januarius.
É uma homenagem a Jano, deus romano que representa o passado e o futuro, o começo e o fim, portas que se abrem e fecham.
Tem duas faces.
Uma olha para o passado - o que foi.
Outra olha para o futuro - o que será.
É como se Jano nos fizesse um convite especial:
Examinar o ano que finda para fazer melhor no ano que se inicia

A decantada reforma íntima, ideal de todas as religiões, no sentido de nos adequarmos à vontade de Deus, cumprindo-lhe os desígnios, exige árduo combate às nossas imperfeições.
Nesse empenho, há metas básicas a serem alcançadas, sem o que estaremos marcando passo nos caminhos da evolução.

Enriquecer a vida.
O mundo fica melhor onde estamos?

Mobilizar recursos.
Doamo-nos em favor do bem comum?

Crescer para a eteridade.
Ampliamos nossos patrimônios culturais e morais?

Valorizar o tempo.
Eliminamos as horas vazias?

Exercitar a caridade.
Socorremos o carente?

Combater o vício.
Vencemos o desafio?

Conquistar as pessoas.
Aprendemos a sorrir?

Conter a agressividade.
Convivemos pacificamente?

Enfrentar as dificuldades.
Confiamos em Deus?

No propósito de superar limitações e reordenar a existência, buscando o melhor, há uma inspiradora particularidade nas representações de Jano, em estampas e estatuetas.
Ele sempre traz nas mãos dois objetos:
Uma chave e uma varinha mágica.
A chave representa o passado.
A varinha mágica aponta o futuro.
Imagem perfeita.
É preciso:

Fechar o passado.
Superar mágoas e ressentimentos, vícios e mazelas.

Buscar o futuro.
Cultivar o Bem e a Verdade, no empenho da renovação.

Se assim fizermos, nossa existência não será em vão.
E quando formos chamados a avaliar o que fizemos na Terra, para definir nossa posição no além, estaremos tranqüilos.

Retornaremos à vida em plenitude sem traumas, sem dramas de consciência, sem débitos acumulados...
Encerraremos o balanço existencial com saldo positivo, habilitando-nos a sintonizar com glorioso futuro!



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Valeu, não? Considerações que devem ser levadas a sério, com responsabilidade.

Despeço-me aqui. Que a paz de Deus habite o coração de todos vocês.

sexta-feira, outubro 31, 2003

Por hoje, esta oração que uma amiga me enviou:

ORAÇÃO PARA HOJE!


Que eu continue a acreditar no outro
mesmo sabendo de alguns valores
tão esquisitos que permeiam o mundo;

Que eu continue otimista,
mesmo sabendo
que o futuro que nos espera
nem sempre é tão alegre;

Que eu continue com
a vontade de viver,
mesmo sabendo que
a vida é,
em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida;


Que eu permaneça com
a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que
com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas;

Que eu realimente sempre
a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas
são incapazes de ver, sentir,
entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha
meu equilíbrio,
mesmo sabendo que os desafios
são inúmeros
ao longo do caminho;

Que eu exteriorize
a vontade de amar,
entendendo que amar
não é sentimento de posse,
é sentimento de doação;

Que eu sustente
a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que
muitas coisas que vejo no mundo,
escurecem meus olhos;

Que eu retroalimente
minha garra, mesmo sabendo que
a derrota e a perda
são ingredientes
tão fortes quanto
o Sucesso e a Alegria;

Que eu atenda sempre mais
à minha intuição,
que sinaliza o que
de mais autêntico possuo;

Que eu pratique sempre mais
o sentimento de justiça,
mesmo em meio
à turbulência dos interesses;

Que eu não perca
o meu forte abraço,
e o distribua sempre;

Que eu perpetue
a Beleza e o Brilho de ver,
mesmo sabendo que as
lágrimas também brotam dos
meus olhos;

Que eu manifeste
o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exige muito
para manter sua harmonia;


Que eu acalente
a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que
minha parcela de
contribuição no mundo
é pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre
que todos nós fazemos parte
desta maravilhosa teia chamada Vida,
criada por Alguém
bem superior a todos nós!

E que as grandes mudanças
não ocorrem
por grandes feitos de alguns
e, sim,
nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!


Que vocês tenham um agradável fim de semana.






sábado, outubro 25, 2003

Recebi tantos textos bonitos que não sei qual devo escolher para abrir o post de hoje.

A VOZ DAS COISAS

Aprenda a escutar a voz das coisas...
...e verás como tudo fala, como tudo se comunica contigo.

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.
Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.
Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que
convivem comigo.
Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.
Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.
Em cada oração que não faço, eu peco.
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.
Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.
Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.
Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!

Por Roque Schneider


Tão bom que fizéssemos uso prático do que lemos em mensagens como esta!
Ouvir a voz das coisas, ser sensível a ponto de entendê-la e absorvê-la, afastar toda e qualquer ação negativa geradora de desânimo, mágoa, desespero, desamor, rejeição, infelicidade para dar lugar somente ao exercício dos atos que redundam em
ânimo, bem-estar, esperança, amor, aceitação, felicidade.
As pessoas seriam mais seguras, mais destemidas para enfrentar as dores do corpo e as dores da alma como fases de um processo evolutivo.


A PAZ PERFEITA

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de
captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.

O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que
ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.

A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito
onde se refletiam as plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas
encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos que
olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.

A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e
estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual
se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo
parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada
pacífico.

Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata
havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto
encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água,
estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.

Qual a pintura ganhadora?

O rei escolheu a segunda. Por quê?

Porque, explicou o rei, ´paz não significa estar num lugar sem ruídos,
sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor.

´Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos
calmos no nosso coração´.

´Este é o verdadeiro significado da paz´.



A partir deste conceito de paz perfeita, façamos uma prece de encerramento para este post de hoje. Concentrados, recitemos:

PRECE

Por André Luiz

Senhor,
Em tudo quanto te peço, conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes, não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite. E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar tua concessão, não só em meu proveito, mas em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com tua dádiva, sem prejudicar ninguém.


Que a paz se faça para todos nós













domingo, outubro 19, 2003

Demorei um pouco a postar de novo. É assim mesmo, a cabeça pensa numa direção e a debilidade física nos obriga a uma marcha mais lenta. É o corpo carpindo a dor. Logo estarei refeita material e espiritualmente. Temos tanto que conversar!

Na realidade, ainda estou com dificuldade de discorrer sobre assuntos atinentes à Doutrina dada a dispersão em que ainda estou mergulhada. Isto não tem tanta importância, pois posso valer-me de textos de reconhecida validade. É o que farei em seguida.
Aqui estão excerptos de Coragem´, do livro Os prazeres da alma de Francisco do Espírito Santo Neto / pelo espírito de Hammed.

Não podremos ser autênticos se não formos corajosos. Não poderemos ser originais se não lançarmos mão do destemor. Não poderemos amar se não corrermos riscos. Não poderemos pesquisar ou perceber a realidade se não fizermos uso da ousadia.

A palavra coragem vem da raiz latina cor, cordis, que significa coração (sede ou centro da alma, da inteligência e da sensibilidade). Portanto, ser corajoso significa agir utilizando um potencial que vem de dentro - a voz do coração.
Coragem...é a certeza íntima que se demonstra na moderação dos atos e atitudes, na firmeza do caráter e no desempenho perseverante de uma atividade.
É necessário coragem para assumir as conseqüências de nossas ações e desacertos; para suportar a vontade de retrucar de acordo com as ofensas recebidas; para sentir e fazer as coisas que acredtamos serem certas para nós, ainda que o medo da rejeição e da discriminação nos ameace; para aprender a dizer ´não´, impedindo que passemos a vida inteira sendo usados ou explorados; para ver as coisas pelo lado bom, esperando sempre uma solução favorável; para não aceitar responsabilidades que não são nossas, mas de amigos ou parentes imprudentes que se omitem em executá-las.
A criatura realmente corajosa sabe que viver é correr riscos, é enfrentar o desconhecido.
...Correr riscos indica a probabilidade de insucesso em função de ocorrências que, muitas vezes, escapam de nossas mãos.
...Usar a alma como guia e não precisar de consentimento exterior é utilização correta da verdadeira coragem - postura psicológica que nos plenifica, em qualquer nível, nas pretendidas realizações pessoais.


Espero ter contribuído para que cada um possa situar-se em relação ao exercício da coragem de que dispõe e do modo como a utiliza.


Fiquemos por aqui. Que a graça divina nos alcance de acordo com nosso merecimento e com nossa coragem em lidarmos com a vida que nos foi confiada. Assim seja.

quinta-feira, outubro 09, 2003

AVISO
Em relação ao post abaixo, tenho umas observações a fazer:
Já encerrando o post, na penúltima oração, deixei o verbo no singular quando o sujeito apresenta dois núcleos. É que acrescentei à frase já feita o núcleo ´luz´e esqueci de alterar o verbo. Leiam, então, ´estejam´.
Outro deslize foi a distância em que ficou o post atual do post anterior - quase meia barra de rolagem. Isto, porém já vinha acontecendo anteriormente, com menor distância entre os posts. Não sei se tenho estado desatenta ou se estou cometendo um erro específico. Vou procurar saber a respeito.
Desculpem-me, por enquanto. Talvez tenha voltado cedo demais.
Até o próximo post .
Companheiros, estou de volta. Se não posso dizer que estou bem, pelo menos, digo que estou mais amadurecida, mais consciente do papel que devo desempenhar em vida, mais capaz de suportar as dores vindouras e de fruir as alegrias que ainda possam surgir até terminar o ciclo corrente.
Quanto ao papel a desempenharmos na terra, vou transcrever um trecho com que Richard Simonetti fecha seu livro ´Viver em Plenitude´:
´Jesus, o maior missionário que transitou pelo nosso planeta, veio instituir os fundamentos do Reino de Deus, que poderíamos definir como a realização do Bem no
coração humano.
Há dois mil anos o Mestre espera pela colaboração dos homens em favor dessa divina edificação, cujos alicerces estão contidos na excelência de suas lições e na grandeza de seus exemplos.
Que tal, leitor amigo, se nos dispuséssemos a encarar essa missão?
Ajudar na construção do Reino!
Não se julga capaz?
Claro que é!
Todos podemos ser missionários do Cristo.
Não há grandes exigências para o serviço. Você não precisa ser rico, nem poderoso,
nem intelectualizado, nem universitário, nem detentor de títulos de nobreza, nem desfrutar de destacada posição social, nem dos privilégios de uma função.
Há uma única condição:
Disposição de servir.
Missionários do Cristo seremos quando, no setor das atividades a que nos vinculemos, cumpramos nossos deveres com retidão, fiéis à própria consciência, procurando sempre fazer o melhor.
Que, diante de qualquer pessoa que procure nossa atenção, vejamos não simplesmente o cliente, o amigo, o necessitado, o subalterno, o superior, o familiar, o colega, mas fundamentalmente, o irmão em humanidade, que podemos beneficiar com nossas iniciativas, a partir de uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos:
O que posso fazer em seu benefício?

Um dia, quando nossos olhos se cerrarem na Terra e despertarmos no além, estejamos certos de que nossa posição não será definida a partir do dinheiro que amoedamos, dos cargos que exercemos, dos poderes que mobilizamos, das influências que exercitamos.
Uma única pergunta nos fará a própria consciência a definir nosso ´status´ espiritual:
-Qual a extensão dos benefícios que prestamos ao semelhante, exercitando a missão de servir?´



Despeço-me, agora, dedicando uma prece a meu filho:

Senhor, acolhe a prece que ora te envio pelo espírito de meu filho Estêvão. Permite que os bons Espíritos lhe sejam mensageiros de minhas palavras e de meu amor.
Ó filho, que tanto amei neste mundo, escuta o que te digo: foste libertado antes de mim, o que aceitei liberando de minha alma todo e qualquer vestígio de egoísmo. Espero, resignada, o instante em que nos reuniremos na erraticidade, porque sei que
é temporária a nossa separação. Que aqui eu consiga cumprir meus deveres e saldar possíveis débitos para que eu te possa encontrar ao me desligar do invólucro material.
Sei que nada além da matéria a que estou presa te separa de mim, que podes perceber o que penso, podes acompanhar-me, amparar-me e sentir toda a devoção que te tenho.
Que a paz e a luz do Senhor esteja sempre contigo.
Que assim seja.















































































































































































































Há dois mil anosem no coração humano.