segunda-feira, julho 21, 2003

Amigos, meu abraço fraterno , muito afetuoso, no dia em que se comemora o amigo.

domingo, julho 20, 2003

Leda Yara, que todos vocês já conhecem pelas poesias publicadas aqui, recebeu da amiga Mercília Rodrigues, também poeta, o belo poema Ator, que transcrevo abaixo com muita satisfação. Leda é inspirada e sensível e costuma refletir em cima dos textos que recebe e lê, sempre com extrema propriedade e bom senso. Vocês vão ter assim oportunidade de conhecer seus dotes em prosa também.


A T O R

Mercília Rodrigues


A máscara do rosto cai!
A primeira?
Não! Múltiplas facetas.
História que se esvai...
Contada em cada tempo de um jeito,
no farfalhar de páginas rasgadas,
com fantasias embutidas nos trejeitos.
Longe as máscaras atiradas !
Todas? Todas nunca arremetidas,
Em cada instante de vivência,
até em espelho refletida,
mostra-se apenas aparência!
Palco da vida! Teatro de fantoches!
As mil figuras que se enlaçam
traçam o enredo de deboches,
cenas ocultas que perpassam...
no conduzir o desfecho em cada ato,
desempenho da função de mil atores
mascarados de si mesmos com aparato,
nas mentiras se alojam seus valores!
Cai o pano... disfarces escondem-se.
Hipocrisia? Inveja ou ironia?
Onde?
No teatro imenso do teu eu!
Contracenando contigo lado a lado,
neste papel de ator que é teu...
Vais despedaçando imagens do passado!


REFLEXÕES

Leda Yara


A vida é um grande palco. Quase sempre ficamos meio desnorteados com os diversos papéis desempenhados à nossa volta, diariamente, por aqueles que cruzam conosco ou mesmo convivem conosco. Muitas vezes, nem percebemos que estamos contracenando com os outros atores e o espetáculo continua, sem que nos demos conta de que a próxima "fala" do outro é uma seqüencia da nossa "fala", no espetáculo.

Aos poucos, à medida que vamos nos aprofundando no conhecimento de nós mesmos e amadurecendo para os mistérios da vida, as dificuldades, os desnorteamentos, os desapontamentos, as decepções vão cedendo lugar à compreensão dos atores e dos papéis que eles escolheram para desempenhar no palco da vida. Esta é uma das grandes ciências da escola do viver: conhecer-se e compreender.

Muitos dos que seguem a doutrina espírita costumam eximir-se da responsabilidade de seus atos ou desqualificam a responsabilidade dos atos dos outros, despejando as conseqüências das escolhas feitas, quando já estamos aqui, sobre "os compromissos assumidos antes de retornarmos ao plano físico". Acredito que não são tantos os encargos que assumimos antes de voltarmos aqui. Aliás, acho mesmo que são poucos, quando comparados com o desempenho inteiro da nossa vida. A maioria dos nossos estados, seja no plano espiritual, seja no físico, seja no emocional, enfim, a maioria dos acontecimentos da vida são conseqüência das nossas escolhas quando já estamos no plano terrestre.

Nós nascemos livres. Almas e mentes transparentes como o ar, papel em branco e lápis na mão, prontos para as anotações do script que vamos representar no palco da vida. Nem mesmo sabemos falar direito e já temos pequenos scripts para decorar, já começamos a criar nossas primeiras máscaras e disfarces, para nos sairmos melhor das situações e aplaudidos pela pequena platéia que nos assiste, então.

À medida que vamos crescendo, mais e mais scripts vão sendo anotados no nosso bloco de notas. As máscaras e os disfarces vão ficando sedimentados pelos jogos partilhados com os demais atores da peça.

Pronto! Chegamos ao ponto em que já decoramos nossos papéis, definimos como atuar nos diversos atos do espetáculo e nos sentimos prontos para nos apresentarmos no palco da vida. E saímos por aí, vida afora, repetindo os nossos espetáculos, cada vez que uma mesma situação se apresenta. Na maioria das vezes, ou por inocência, ou por falta de coragem ou de humildade, não paramos um pouco para avaliarmos o nosso desempenho. Não paramos para rever os efeitos da nossa atuação sobre os outros e, mais importante ainda, sobre nós mesmos, já que, pela lei da causa e efeito, tudo retorna pará nós na mesma forma em que executamos nosso papel.

Amadurecer, significa reavaliar e reescrever os nossos próprios papéis e aceitar os papéis que os outros escolheram para si. Aceitar não significa compartilhar, estimular ou se apiedar. Aceitar é compreender que o outro é livre para escolher os seus papéis, mas que deve se responsabilizar pelas conseqüências de suas escolhas, sejam essas conseqüências boas ou não. Quando não deixamos ao outro a responsabilidade pelos seus pensamentos, atos e palavras, estamos lhe negando oportunidades valiosas de crescer e de amadurecer.

A mente humana é a maior e única ferramenta exclusiva, pessoal e intransferível que o Pai nos doou. É uma ferramenta tão poderosa que se constitui na única pela qual nos comunicamos com o Divino. " Quando a cabeça não pensa, o corpo padece" ou, "O corpo vai pra onde a cabeça manda". Todos nós já ouvimos, com certeza, esses ditados. É na nossa mente que está o controle de todos os estados de cada um de nós. E os nossos scripts estão , exatamente, aí. Na nossa mente. É aí que estão os papéis que os atores desempenham no palco da vida.

Eu os compreendo. Compreendo-os e os aceito. Aceito-os e os respeito pelo direito que têm de escolher os seus próprios destinos. Aceito-os e os respeito porque talvez nem percebam que podem modificar seus papéis no momento em que bem quiserem. Aceito-os, porque me aceito como sou e é a partir dos outros que tomo consciência do quanto ainda tenho que progredir na minha caminhada.


ooooooooooooooooooooooooooooooooooo


Abertos poema e prosa pra apreciação. Quem quiser expressar alguma opinião, estão aí o sistema de comentários e o e-mail. Podemos conversar à vontade. Por mim, elas, as autoras, estão em crédito.
Até mais.


sábado, julho 19, 2003

Num seminário ocorrido na Área Federativa com dirigentes de Centros Espíritas, no dia 25 de junho pp., em São paulo, o tema abordado foi ´Os Três Reinos na Ótica Espírita´, apresentado pela bióloga Valdete Zorate Magnani, graduada em Biologia pela Unicamp, com mestrado em Microbiologia Fitotécnica.
Discorrendo sobre a origem da vida nos reinos animal, vegetal e mineral, comparou as explicações científicas com o comportamento humano.
No reino mineral, Valdete procurou demonstrar que o valor de uma pedra pode ser superior ao de sua aparência, caso do quartzo branco que possui em seu interior um veio de esmeralda, que, lapidado, tem alto valor como pedra preciosa. ´Assim também são as pessoas que podem ter em seu interior algo muito melhor do que o seu lado externo transmite´, na palavra da própria bióloga. Já a ágata apresenta um interior desorganizado e a casca consistente. Desde que receba uma forte pressão externa, o miolo da pedra se trinca, mas a casca continua incólume.´Assim é a nossa fé que não pode ser superficial, para não se abalar no momento em que surgirem os grandes problemas, afirmou a palestrante.
No reino vegetal, Valdete teve oportunidade de desfazer conceitos equivocados explicando que´engana-se quem pensa que somente os vegetais que possuem raiz, caule, semente, flor e frutos podem ser considerados como plantas´. A alga, por exemplo é uma planta, faz fotossíntese; mas é considerada a mais desprezível de seu reino, apesar de sua importância na produção de oxigênio. Assim afirmou que ´ ao contrário do que se pensa, as algas são responsáveis por 70% do oxigênio que respiramos; já as árvores, por apenas 30%. A alga absorve tudo de ruim que há no ambiente e faz disso o seu alimento, liberando para nós o oxigênio´. Um outro equívoco referido por ela prende-se à noção que se tem sobre a Amazônia. Disse ela: ´A floresta não é o pulmão do mundo, pois todo o oxigênio que produz acaba sendo consumido por ela mesma. Essa região é, sim, o ar condicionado do planeta, sendo responsável por manter a umidade do ar. Por isso, a devastação desordenada da floresta pode levar ao um super aquecimento do planeta´.
No reino animal, Valdete dissertou sobre espécies intermediárias que podem ter a aparência de vegetal, como a esponja viva, que engloba partículas, multiplica-se e não faz fotossíntese. É tida como um indicador ecológico, com relação à qualidade do mar.
De acordo com a bióloga, há lições de vida a se aprender com as plantas e os animais.
Sem a ajuda do homem, a araucária depende da gralha para sobreviver. No período de inverno, o pássaro, que também se alimenta de insetos, come sementes da planta e as que ficam em seu papo são depositadas na terra. Chegado o verão, as sementes germinam e o alimento preferido das gralhas torna a aparecer - uma lição de colaboração.
Mas há o contraponto: lições que não devem ser aprendidas com certos animais. Os corais queimam algumas espécies de peixes, mas têm os seus preferidos, como um certo peixinho colorido que atrai para os corais outras espécies de peixe. Os corais os queimam e os comem assim como se alimenta também o peixinho colorido, comportamento que lembra muito bem certas reprováveis maquinações humanas.
Já os papagaios nos dão uma grande lição de fidelidade, apontando para o verdadeiro sentido de família.
Explicou a bióloga:´Quando um casal de papagaios é separado, nenhum dos dois aceita outro companheiro, não havendo então, formação de um novo casal. E a cria, para essa espécie, é de fundamental importância. Tanto o macho quanto a fêmea saem em busca de alimentos para os filhotes e, quando os filhotes são roubados dos ninhos, ao ficarem sozinhos, os pais os procuram por toda a mata deixando de comer as sementes que estão no próprio papo, na esperança de ainda poder alimentá-los. Isso acaba fazendo com que morram de inanição, o que contribui ainda mais para a extinção da espécie´.
O Homem foi a última espécie a ser abordada pela bióloga que fez uma comparação entre o homem das cavernas e o de hoje. Para ela, ´nós mudamos física e psicologicamente, mas, espiritualmente, continuamos primitivos. O primata tinha a mandíbula diferente, pois comia alimentos muito quentes e mais consistentes. Não conseguia falar, pois suas faringes não eram desenvolvidas, por isso só gritava. Se o choro de uma cria lhe causava incômodo, ele a matava.
Valdete questiona para finalizar: ´Onde nós evoluímos? É só observarmos hoje toda esta destruição da família.´

Trecho redigido em cima do artigo ´Os três reinos na ótica espírita: Tema de seminário´, publicado em O Semeador de julho de 2003, no item Notícias da Área Federativa.


Fica a questão no ar. Quem quiser, pode expressar-se pelo sistema de comentário ou por e-mail.

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Paz para todos e muita fé na sabedoria divina.

terça-feira, julho 15, 2003

Estou passando ligeirinho aqui, hoje para deixar um breve trabalho sobre eutanásia e seus efeitos sobre o espírito. Está aberta assim a chance de cada leitor entrar com sua opinião sobre as considerações apresentadas.

Em torno da eutanásia

Richard Simonetti

1 ? A mídia vem abrindo grande espaço para o debate sobre a eutanásia. Nota-se que hoje é encarada com alguma simpatia por muita gente. Como explicar essa mudança?

É lamentável. Embora condenada por todas as religiões, a chamada ´morte branda´ ganha espaço justamente porque as pessoas não estão levando a sério os princípios religiosos. Pensa-se muito em termos de imediatismo, sem cogitações quanto às implicações espirituais.
Países que não a legalizam não têm grandes preocupações no sentido de evitá-la.
Uma dose mais forte de anestésico, e o paciente morre por ´falência múltipla dos órgãos´, eufemismo comum para esse assassinato consentido em nome da piedade.


2 ? Quais as conseqüências para o espírito?

Enfrentando uma morte que não tem nada de branda, porque é um ato de violência, o Espírito situa-se geralmente em estado de torpor no plano espiritual, com maior dificuldade de adaptação. Por outro lado, estará interrompendo o cumprimento de seu carma, já que não é por acaso que enfrenta uma agonia prolongada.


3 ? Há dois termos que entram hoje no debate sobre a eutanásia. O primeiro é a distanásia. Poderia falar algo a respeito?

Trata-se da morte lenta, com grande sofrimento. É usado para caracterizar a utilização de aparelhos que suprem deficiências orgânicas. Discute-se se seria lícito desligá-los, quando se trata de um paciente terminal, alguém com câncer disseminado, por exemplo, sem nenhuma possibilidade de recuperação.


4 ? Não seria uma maneira de ajudar o paciente a cumprir o seu carma?

É comum vermos a família ao redor do leito do moribundo, orando, vibrando, torcendo para ele não morrer, a sustentar artificialmente o corpo, apenas prolongando a agonia. Algo semelhante fazem os aparelhos, retardando o embarque de alguém com a passagem marcada para o retorno.


5 ? E quanto à ortotanásia?

Seria a morte sem sofrimento. Obviamente, se Deus colocou no mundo medicamentos para aliviar a dor, eles devem ser usados no paciente terminal, de modo que possa morrer de forma mais tranqüila, sem tormentos para ele e para os familiares.


6 ? E como fica o carma, o pagamento das dívidas?
Dizem os mentores espirituais que todos os sofrimentos decretados pela justiça divina são amenizados pela divina misericórdia, quando nos apresentamos para o resgate. Isso explica a presença de medicamentos para a dor no Mundo.


7 ? Os efeitos colaterais de drogas potentes contra a dor podem apressar a morte. Não teríamos aqui uma eutanásia?

Sim. Por isso mesmo. tanto a família quanto os médicos assistentes devem ter o cuidado extremo de usar medicamentos e doses que aliviem os padecimentos, sem efeitos colaterais passíveis de provocar falências dos órgãos.


8 ? Essas questões podem ser extremamente complicadas. Não seria razoável deixar nas mãos dos médicos?

De forma alguma! E se eles forem favoráveis à eutanásia? Evitando generalizações, já que cada caso tem suas particularidades, compete à família dialogar com os médicos, enfatizando que não se use excesso de medicação, capaz de provocar a morte do paciente ou de recursos tecnológicos que apenas prolonguem sua agonia. E, obviamente, entregar nas mãos de Deus, cultivando confiança e resignação, formando um ambiente que favoreça a assistência dos mentores espirituais, a definirem quando e como se dará o desenlace.


Revista internaconal de Espiritismo - Pinga Fogo - 02 / 03


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Podemos meditar sobre essas questões, procurar ler outros estudos sobre o tema, formular outras questões em torno do assunto, tentar solver dúvidas, enfim, debater o problema com os recursos reunidos.

Fico por aqui hoje, até outra oportunidade de encontro.









terça-feira, julho 08, 2003

Que tenhamos hoje outro bom encontro. Pelo menos, tentei conseguir alguma coisa de nosso interesse e parece que achei, sim!

Vamos ao texto escolhido:

QUEBRA MOLAS
Em vez de você ficar debatendo para resolver os problemas que acontecem durante um dia de trabalho, encare cada questão como um quebra-molas.
Um quebra-molas é aquela pequena lombada numa estrada feita para chamar a sua atenção e reduzir a velocidade.
Dependendo de como nos aproximamos e lidamos com a lombada, podemos ter uma experiência desagradável,
desconfortável e até mesmo danosa.
Ou, você pode fazer simplesmente uma desaceleração temporária e passar suavemente pela lombada.... e mais nada.
Agora, se você pisar no acelerador e se agarrar ao volante, vai atingir o quebra-molas com uma trombada. Seu carro e até você podem se machucar.

Os problemas podem ser encarados sob um ponto de vista semelhante. Podemos ficar irritados com eles, reclamar com outras pessoas e endurecer a questão.
Agora, se você pensa nos problemas como um quebra-molas, eles passam a ser muito diferentes.
Ao perceber a questão, você desacelera, amortece o choque fazendo com que o problema seja menos significativo.
Então, calmamente, você decide qual decisão tem mais probabilidade de fazer com que você passe pelo obstáculo
de uma maneira mais eficiente e mais suave.

Pense bem, não há lógica de entrar em pânico e tratar cada problema como se fosse um grande desastre.
Use a metáfora do quebra-molas para enfrentar os problemas do seu dia-a-dia.

(Sem referência ao autor)

CANTINHO DA AMIZADE


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Felinto agora entra em cena com um artigo que considero bem oportuno com relação às nossas indagações.


NÃO À VINGANÇA

Felinto Elízio Duarte Campelo


?Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará?.
(Provérbios 20:20)


A vingança é atitude característica das criaturas desconhecedoras da lei de causa e efeito, da suprema justiça divina que rege as relações entre os seres encarnados e desencarnados.
Superar-se nos momentos difíceis das provações, relevando ofensas recebidas, não revidando agressões sofridas, ignorando insultos e impropérios com paciência e com humildade, confiando-se à proteção de Deus é próprio daqueles que batalham para romper os grilhões que os prendem à inferioridade espiritual, dos que procuram fazer lume em suas almas, dos que ensaiam os primeiros vôos rumo ao infinito.
Esperemos pelo Senhor e seremos libertados se soubermos usar com regularidade os remédios sabiamente prescritos por Jesus em seu Evangelho:

Para a dor da mágoa ---> ESQUECIMENTO;
para a asfixia do ódio ---> AMOR;
para a febre da vingança ---> PERDÃO.

Assim, livres de mais sofrimentos e de novos recomeços, poderemos dizer: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de ânimo sereno e que já aprenderam a amar e perdoar.


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Para terminar, versejemos um pouquinho.

EXORTAÇÃO


Não se foge ao dever
Não se foge ao amor
Não se foge à decência
Não se foge ao rigor

das penas, das marcas,
das mossas, da dor...

Vamos louvar o dever
Vamos entender a dor
Vamos agir com clemência
Vamos cultuar o amor

à verdade, à razão,
à justiça, ao perdão

Não se foge à beleza da ascensão!

1997
Rio


Breve estarei por aqui de novo. Até lá.

quarta-feira, julho 02, 2003

Alô, alô! Vou postar um texto que Felinto me enviou como especial para passar a vocês. E, realmente, é um texto que contém matéria de primeira, expresso através da sábia palavra de Emmanuel>

A VIDA E NÓS


Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de espíritos eternos, destinados a Lhe herdarem as qualidades Divinas, o Criador criou:

Um reino ---> o Universo.

Uma organização comunitária ---> os mundos da vastidão cósmica.

Um lar ---> a Natureza.

Uma família ---> a Humanidade universal.

Um ambiente ---> a paz.

Um envoltório ---> a matéria.

Um sistema de controle ---> a afinidade com a gravitação.

Uma religião ---> o amor.

Uma lei ---> a justiça.

Um tribunal ---> a consciência.

Uma doutrina de compensação ---> a cada um por suas obras.

Uma riqueza igual para todos ---> o tempo.

Uma força ---> o bem.

Um princípio ---> a liberdade.

Um direito ---> o apoio ao dever cumprido.

Uma regra para o dever ---> a disciplina.

Um regime para as criaturas---> o equilíbrio.

Uma ordem ---> o progresso.

Uma tabela de responsabilidade ---> o conhecimento em vários graus.

Um metro ---> a lógica.

Um código de trânsito espiritual ---> a fraternidade com o respeito mútuo.

Uma escola---> a reencarnação.

Um processo de aprendizagem ---> a experiência.

Uma instituição crediária---> o serviço ao próximo.

Um instrumento para cada criatura ---> o trabalho.

Uma oficina ---> o burilamento.

Um objetivo ---> a perfeição.


À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão-só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier / Do livro: Passos da vida Cap. 01


Excelente, meu irmão. Gostei.


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Agora, uma história levezinha para distrair. Vocês vão ler :


UMA HISTÓRIA DE AMOR E CORAGEM

Caminhando por uma trilha no bosque, eu vi uma poça de lama no caminho. Eu desviei para contornar a poça, passando pela parte do caminho que não estava coberta pela água e lama.

De repente, eu estava sendo atacado! O ataque foi tão imprevisível como também vinha de uma fonte totalmente inesperada. Eu fui surpreendido mas estava ileso, apesar de ter sido atingido quatro ou cinco vezes. Dei um passo atrás e meu atacante parou de atacar. Ao invés disso, ele pairou no ar como uma graciosa borboleta na minha frente. Se eu tivesse me machucado, não teria achado engraçado, mas eu estava ileso, e era engraçado, e eu estava rindo. Afinal, eu tinha sido atacado por uma borboleta!

Parando de rir, eu tornei a avançar. Meu atacante me atacou novamente. Ele me golpeou no tórax com sua cabeça e corpo, atingindo-me inúmeras vezes com toda a sua força, ainda sem proveito. Por uma segunda vez, eu retrocedi um passo e meu atacante parou com seu ataque. Mais uma vez tentei avançar. Mais uma vez fui atacado. Eu não estava certo sobre o que fazer, fui forçado a retroceder um terceira vez. Afinal, não é todo dia que se é atacado por uma borboleta.

Desta fez, entretanto, eu dei mais alguns passos para trás para examinar a situação. Meu atacante recuou deixando-se cair no chão. Foi quando descobri por que eu estava sendo atacado. Ele tinha uma companheira e ela estava morrendo. Ela estava ao lado da poça.

Pousado ao lado dela, ele abriu e fechou suas asas como se a abanasse. Eu só podia admirar o amor e a coragem daquela borboleta por sua companheira. Ele ousou me atacar por causa dela, embora ela claramente estivesse morrendo e eu fosse tão grande. Ele quis dar a ela mais aqueles poucos e preciosos momentos extras de vida, e eu tinha sido descuidado o suficiente para quase pisar nela.

Agora, eu sabia por que ele estava lutando. Existia realmente apenas uma opção: passar por dentro da poça barrenta.

Eu os deixei em paz para aqueles últimos momentos.

Não sei se este é um comportamento normal entre as borboletas ou se foi uma lição me ofertada por Deus. Sei que desde então, eu me lembro da coragem daquela borboleta todas as vezes que tenho que enfrentar obstáculos enormes. Eu uso aquela coragem da borboleta como inspiração e me lembro de que por boas causas vale a pena lutar.

Tradução de SergioBarros
do texto de David L. Kuzminski


E aí? Não é uma historinha engraçadinha e edificante também?


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Fiquem com Deus vocês todos. Estarei de volta em poucos dias.










sexta-feira, junho 27, 2003

Recebi hoje um texto jeitoso para nos convencer sobre qualidades que possuímos e de que, às vezes, nem suspeitamos e o que fazer com essas descobertas. Trata-se do texto intitulado :

HOJE É DIA DE DESCOBERTAS

Descubra, em primeiro lugar, o que você tem de bom para oferecer ao mundo.

Sabe aquele seu sorriso que encanta a todos? Ou aquele seu jeito de falar sempre educadamente, com carinho e atenção? Quem sabe não seja a sua facilidade de cuidar dos doentes (do corpo e da alma)? Pode ser, que todo mundo goste mesmo é da sua disposição e admire ou até mesmo inveje a sua atitude sempre firme.

Coloque um desafio diferente para a sua vida.
Desafie-se!
Prove-se!.

Não seja pessimista ou otimista demais, caia na real e use a sua força, a sua fé , a sua determinação para buscar, ainda hoje, uma saída, uma conquista, uma mudança, por menor que seja, na sua vida rotineira.
Aliás, esse é o maior desafio para muita gente: sair da rotina.
A maioria sente-se incapaz de mudar o roteiro de sua vida, sair daquele velho trajeto que se acostumou a fazer todos os dias.
Tem muita gente que é infeliz porque aceitou e acostumou-se com a infelicidade, porque botou na cabeça que não merece ser feliz, que sua vida não tem solução.

E isso não é verdade porque tudo pode ser diferente.

Então, aqui vai uma proposta. Um desafio: faça algo diferente na sua vida.
Pode ser na maneira de vestir-se. Pode ser na mudança do cheiro (perfume)de sempre.
Pode ser no jeito de falar. Pode ser no jeito de andar.Pode ser no trajeto de casa para o trabalho ou vice-versa.
Que tal, só para variar, pegar um ônibus ou um trajeto errado?

Faça alguma coisa para sair da rotina:
Surpreenda a pessoa amada, mande flores, um cartão animado, uma mensagem fonada.
Surpreenda seus pais e pendure-se no pescoço deles, enchendo-os de beijos.
Surpreenda um amigo e diga o quanto ele é importante na sua vida.
Surpreenda seu chefe e termine seu serviço com mais eficiência.
Surpreenda seus professores e tire nota máxima em todas as provas.
Surpreenda a você mesmo, e perceba que você é feliz com o que já possui.

Reconheça que possui qualidades maravilhosas que andam escondidas por algum
trauma sofrido.

Por fim, surpreenda Deus, mostrando que você não é apenas um ser pedinte, um mendigo da esmola divina, e agradeça pelo que tem.

E, se tiver um tempinho, surpreenda-me e responda a esta mensagem dizendo
assim: "Já comecei a descobrir coisas e a jogar fora a rotina. Estou me
sentindo leve por isso "

por: kaefeke
colabora: rita
adapta/divulga: essência®



LUZ DO MUNDO


“Eu sou a luz que vim ao mundo para que todo aquele que crê em mim não pereça nas trevas.”
JOÃO 12:46)

Deus, a causa primária de todas as coisas, cria os espíritos simples e ignorantes para que se aperfeiçoem, cresçam em sabedoria, moral, prudência, retidão e fé e alcancem a luz plena, por meio de esforço próprio.
Entretanto, a humanidade, parcela dessa criação divina, através dos milênios, recalcitra no erro de chafurdar-se nos vícios e nos pecados, arrasta-se entre os calhaus e espinhos dos escusos atalhos da vida, sufoca-se na vaidosa ilusão de grandeza, debate-se nas trevas da incredulidade num lento e progressivo processo de aprendizado e doloroso autodisciplinamento.
Deus, porém, que tudo sabe, tudo vê e tudo pode, não quer e não permite que nenhum de seus filhos se precipite no abismo da “eterna” perdição, proporcionando a todos, indistintamente, novas oportunidades reencarnatórias, neste e em outros planetas, até que possam alcançar o destino que lhes foi reservado - a qualidade de espíritos puros.
Para isso, Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, enviou Jesus à Terra para que, pela palavra e pelo exemplo, nos indicasse o CAMINHO a ser seguido, ensinasse a VERDADE a ser buscada, mostrasse a VIDA a ser imitada.
O Evangelho é o grande farol que norteia a humanidade em sua longa peregrinação rumo à luz maior. Jesus é o divino amigo que, amorosamente, nos oferece a mão protetora e jamais nos deixará perecer nas trevas.
Deus, nosso amantíssimo Pai, expressão suprema da luz, manifesta seu amor aos homens por intermédio de Jesus, o seu lídimo preposto.
Jesus, o augusto governador do planeta Terra, é o abençoado médium de Deus, a luz do Mundo.

Esta foi a contribuição de hoje de nosso irmão Felinto, já conhecido e esperado por todos nós.



Paro aqui por hoje. Que a luz divine ilumine nossa alma.